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quinta-feira, agosto 07, 2014

SE: imagens mostram funcionários dos Correios roubando encomendas

No vídeo, dois funcionários que trabalham no setor de registros e entregas vasculham as encomendas até encontrar algo de valor.
Em uma cidadezinha do interior de Sergipe, as encomendas começaram a desaparecer. 

A explicação oficial dos Correios era extravio. 

Até que o mistério foi desvendado. 

Dois funcionários estavam roubando os produtos, na maior cara de pau.

A tranquilidade da pequena Carira, no agreste de Sergipe foi quebrada.

“Foi um choque para todo mundo porque muita gente acabava comprando coisa na internet e não sabia que não chegava por motivo de extravio”, diz Fabiano Barbosa, técnico em informática.

Há pouco mais de seis meses, as encomendas de uma agência dos Correios começaram a desaparecer. 

Choveram reclamações. 

Foi o volume de desvios que chamou a atenção. 

A agência de Carira representa menos de 1% do total de encomendas registradas no estado de Sergipe, mas nos três primeiros meses deste ano concentrou 66% do valor pago em indenizações por causa de extravios.

A resposta veio das próprias câmeras de segurança. 

Dois funcionários que trabalham no setor de registros e entregas vasculham as encomendas até encontrar algo de valor. 

Eles tentam esconder o produto sem chamar atenção. 

Um deles chuta o pacote para debaixo de um saco. 

Depois, esconde a encomenda em uma sala ao lado de onde trabalham. 

A mercadoria acaba saindo da agência entre outras encomendas que serão entregues.

Confira no vídeo

De olho nos celulares e equipamentos eletrônicos, os suspeitos nem se importavam com as câmeras, ou com a presença dos colegas.

De acordo com a Polícia Federal, eles agiam desta maneira por meses, até serem presos. 
“Essa encomenda era colocada na bolsa do carteiro. 

Essa encomenda que já havia sido registrada como sumida ou extraviada. 

E saindo das dependências dos Correios davam destino a essas mercadorias”, contou Roberto Nunes Teixeira, delegado da PF.

'Professor não é profissão, é missão', afirma Alexandre Garcia

Segundo o comentarista, professor é dom; uma vocação. 'A pessoa nasce professor e não tem que se envergonhar, a não ser com o salário', disse.
Você sabe quanto ganha um professor do ensino médio com curso superior completo e até pós-graduação? 

Em uma cidade pertinho de Brasília, acredite: pouco mais de um salário mínimo. 

O salário é menor até do que o piso nacional! 

Para uma profissão que deveria ser extremamente valorizada.

Será que eles sabem que professor é um dom; é uma vocação. 

A pessoa nasce professor. 

E não tem que se envergonhar, a não ser com o salário.

Talvez por isso, nesta quarta-feira (6) vi no jornal alguém que se identifica como "pedagoga", isto é, formada em pedagogia. 

Não é professora. 

Outra se diz "educadora". Educadora é a mãe, é o pai. 

Professor é professor, o que ensina. 

O médico é médico porque teve professores. 

O engenheiro, porque teve professores. 

Professor é qualidade, não é apenas salário.

saiba mais
O prefeito, os vereadores, que oferecem pouco ao professor, talvez não tenham tido professores dedicados. 

Pagam abaixo do mínimo porque não podem pagar pior para o setor mais importante do município, que é o ensino. 

Que deveria ter o maior salário.

O vereador pode até fazer leis, mas não faz um país com saber, com conhecimento, com futuro. 

Isso é o professor que faz. 

O professor é o construtor do país, do futuro, precisa de salário que lhe dê tranquilidade para viver e lecionar preparado, para que possa se vestir dignamente, à altura da nobreza da profissão.
Aliás, qual seria a mais nobre das profissões? 

A do advogado, que não deixa o inocente ser condenado? 

A do engenheiro, que não deixa o viaduto cair? 

A do médico, que não deixa o paciente morrer? 

Ou a do professor, que não deixa definhar o futuro? 

Professor é mais que vereador, que prefeito, que não lhe pagam, porque nem é profissão, é missão.

Quem é Edir Macedo e o que significa o Templo de Salomão?

O depoimento de um dos 

raríssimos 

jornalistas que já tiveram a 

oportunidade de entrevistar e 

conhecer pessoalmente o bispo 

Edir 

Macedo


edir macedo templo de salomão
Edir Macedo na inauguração do Novo Templo de

Salomão (divulgação)

Thales Guaracy, em seu blog


Eu sou um dos pouquíssimos jornalistas que já tiveram a oportunidade de entrevistar e conhecer pessoalmente o bispo Edir Macedo. 

Fui recebido por ele quando trabalhava no grupo Exame, anos atrás. 

Ele havia acabado de comprar a TV Record e, depois de muita insistência, concordou que eu escrevesse um perfil falando dele, de sua igreja e da maneira como a organizava.

Edir chamava a atenção já no aperto de mão. 

Vítima de uma má formação, ele possui em ambas as mãos o polegar diminuto e a pele escamosa; a sensação foi de que eu apertava uma rã. 

Parece apenas um detalhe bizarro, mas a deformidade de Edir tem um papel fundamental em sua história pessoal. 

Ele se culpava, ou a genes ruins, por ter tido uma filha com lábio leporino. 

Buscara ajuda na igreja católica, mas não encontrava consolo. 

Nas reuniões às quais ia, percebeu que mais ajudava as outras pessoas do que era ajudado. 

E resolveu fundar sua própria igreja, primeiro subindo nas favelas do Rio de Janeiro, depois pregando no seu primeiro centro de culto, uma loja aonde antes funcionava uma funerária.

A igreja criada por Edir é um reflexo dele mesmo, uma panaceia que junta retalhos de outras fés. 

Embora sua base seja o Evangelho e a figura de Jesus, como a maioria das seitas pentecostais, Edir misturou outros elementos, da encenação do candomblé, com o exorcismo de pessoas supostamente tomadas pelo demônio, às raízes judaicas do Velho Testamento. 

Lá está o templo de Salomão, conhecido como o “rei da sabedoria”, na verdade uma figura controvertida na própria visão bíblica. 

No Livro de Salomão, a sabedoria terrena na verdade é vista criticamente, como a “vaidade das vaidades”, em oposição à simplicidade da fé.

Sem importar-se em ser um teólogo capaz de fazer sentido, Edir é na realidade um motivador de pessoas – aí reside seu talento. 

Essa virtude lhe permitiu não só conquistar acólitos como também ser um extraordinário formador de quadros capazes de ampliar seu raio de ação. 

É impressionante sua capacidade de produzir “bispos” e pastores fiéis ao seu discurso, gestual e ideias. 

Graças ao seu trabalho de RH, Edir fez a Universal prosperar rapidamente no Brasil e mundo afora.

É também um pastor com tino de empresário. 

Para mim, reclamou que a igreja era vista pela imprensa ingenuamente como uma exploradora do povo mais pobre. 

Para começar, dizia que não era o miserável que sustentava a Universal. 

Na verdade ele enxergara um mercado: o trabalhador que tinha emprego e renda, mas nenhuma perspectiva de subir na vida, por falta de oportunidade. 

Seu discurso sempre foi de que esse trabalhador pode conseguir mais, se tiver fé; ele tem dinheiro para pagar o dízimo, e a fé que o inspira é uma “fé de resultados” capaz de levá-lo a uma vida melhor.

A ideia de que ganhamos um lugar no Paraíso além da vida, pregada pela Igreja Católica, nunca foi suficiente para Edir. 

Ele sempre acreditou que a igreja tem de dar respostas para o ser humano ainda em vida. 

Sua igreja é pragmática e não há dúvida de que ajuda muita gente. 

Edir é polêmico porque é impossível medir a relação entre o benefício que sua igreja traz aos seus acólitos e o quanto do dinheiro arrecadado vai em benefício pessoal de seus bispos e pastores. 

Edir não vê nisso conflito de interesses, porque nunca pregou o discurso da vida ascética nem defendeu qualquer espécie de voto de pobreza.


Edir já foi preso por falsa ideologia, mas não apenas foi solto como o juiz que mandou prendê-lo (por sinal com um nome bíblico, Abrão), acabou sendo afastado para um fórum na periferia de São Paulo – foi para a geladeira. 

O que era uma suposta defesa do público empreendida pelo justiceiro togado acabou virando, aos olhos do Judiciário, uma inútil perseguição. 

Não se pode subestimar as pessoas que seguem a Universal, que têm o direito de escolher, apoiar, pagar e professar a fé que quiserem, por mais descabida que possa parecer. 

E assim Edir vai conseguindo edificar o seu império, do qual o Templo de Salomão, construção de proporções bíblicas numa das zonas mais abandonadas do centro de São Paulo, é apenas o mais novo, extravagante e significativo símbolo.

MP recomenda fechar Templo de Salomão

Para o promotor Mauricio Antonio Ribeiro Lopes, a autorização para o imóvel da Igreja Universal não tem valor, uma vez que ocorrem, diariamente, mais de 15 horas de cultos no espaço religioso



SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual (MPE) recomendou à Prefeitura de São Paulo o fechamento do Templo de 

Salomão, inaugurado na semana passada no Brás, região central, sob o amparo de um “alvará de evento”. 

A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Para o promotor Mauricio Antonio Ribeiro Lopes, a autorização para o imóvel da Igreja Universal não tem valor, uma vez que ocorrem, diariamente, mais de 15 horas de cultos no espaço religioso. 

O local ainda não obteve o alvará definitivo para abrir as portas. 

Um “projeto modificativo de alvará de reforma” está sob análise na Secretaria de Licenciamentos. 

Em setembro de 2013, esse mesmo pedido, protocolado em 2011, foi indeferido. 

A igreja argumenta ter o alvará e as licenças necessárias para funcionar. 

O promotor Ribeiro Lopes discorda. 

“Não tem validade nenhuma esse documento (alvará de evento). 

É apenas um papel.” 

Procurada, a Secretaria de Licenciamentos informou ao Estado que, até a noite desta quarta-feira, 6, ainda não havia sido notificada sobre a recomendação do MPE de fechamento do Templo de Salomão. 
Irregularidades. 

A Promotoria de Habitação também investiga, desde fevereiro, irregularidades na concessão das licenças iniciais para o templo. 

Em 2008, a Prefeitura concedeu “alvará de reforma” para o início das obras. 

A área adicional que seria construída era de mais de 64 mil m². 

Pela legislação municipal, qualquer obra com mais de 5 mil m² deve ser classificada como polo gerador de tráfego. 

Desta forma, a Igreja Universal teria de pagar 5% do valor total da construção - cerca de R$ 35 milhões - em melhorias para o Brás, o que não aconteceu. 

Pastor Davi Passamani abriu novo local de culto em fevereiro após renunciar cargo em igreja depois de investigações de crimes sexuais Polícia Civil disse que prisão preventiva foi necessária porque pastor cometeu crimes usando cargo religioso.

Advogado alegou que prisão do pastor faz parte de ‘conspirações para destruir sua imagem’. Por Thauany Melo, g1 Goiás 07/04/2024 04h00.    P...