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quarta-feira, julho 16, 2014

Mortos por tufão nas Filipinas passam de 10

Cerca de 450 mil pessoas tiveram que deixar suas casas.

Pelo menos 13 pessoas morreram, segundo as autoridades.

Do G1, em São Paulo

Veículo atravessa estrada repleto de pedaços de árvores que caíram em Manila, nas Filipinas (Foto: Erik De Castro/Reuters)Veículo atravessa estrada repleto de pedaços de árvores que caíram em Manila, nas Filipinas (Foto: Erik De Castro/Reuters)
Pelo menos 13 pessoas morreram durante a passagem do tufão Rammasun nas Filipinas, que atingiu a metade norte do país com rajadas de vento de até 250 km/h, informaram nesta quarta-feira (16) as autoridades locais. 

O número de mortos pode subir.





O Rammasun, que em tailandês quer dizer "Deus do Trono", entrou na terça-feira (15) à noite pelo Oceano Pacífico con ventos de 250 quilômetros e devastou pequenos vilarejos pesqueiros no leste das Filipinas. Depois perdeu um pouco de força e cruzou a ilha principal do arquipélago, Luzon.
De acordo com as autoridades, uma mulher de 25 anos morreu na noite desta terça-feira (15) na província de Samar do Norte, no leste do país, após ser atingida por um poste da rede elétrica, enquanto um homem de 49 anos morreu em Bulacan, no norte, esmagado por uma árvore.
Além disso, três pessoas morreram após serem atingidas por diferentes objetos em Cavite, no nordeste do país, entre eles um bebê de 11 meses e um idoso, enquanto outras três, membros da mesma família, morreram após a queda de um muro na província de Quezón, também no nordeste.
O órgão não deu mais detalhes sobre o restante dos mortos pelo tufão, batizado pelas autoridades filipinas como Glenda, e que deixou o país às 12h locais.
Adultos e adolescentes tentam se proteger dos ventos do tufão segurando em uma árvore na capital Manila. (Foto: Romeo Ranoco / Reuters)Adultos e adolescentes tentam se proteger dos ventos do tufão segurando em uma árvore na capital Manila. (Foto: Romeo Ranoco / Reuters)
Cerca de 450 mil pessoas deixaram suas casas e buscaram abrigo em acampamentos e centros do governo, segundo o Ministério do Bem-Estar Social e Desenvolvimento.
Além disso, 5 milhões de lares estão sem fornecimento de energia elétrica por causa dos problemas causados pelo tufão nas instalações da companhia elétrica Meralco.
O Ministério de Obras Públicas e Estradas do país informou que, até o momento, não ocorreram inundações em Manila, onde as autoridades decidiram fechar, de forma preventiva, seus escritórios e a Bolsa de Valores, além de suspender as aulas em todos os centros educativos.
Tufão ergueu e jogou barco em área da Baía de Baseco. (Foto: Romeo Ranoco / Reuters)Tufão ergueu e jogou barco em área da Baía de Baseco. (Foto: Romeo Ranoco / Reuters)
Várias regiões do país ficaram sem fornecimento de energia, entre elas o distrito financeiro de Makati, onde a queda de árvores causou danos à rede elétrica.
O tufão tem cerca de 500 km de diâmetro e chegou ao litoral do país na tarde de terça. Está previsto que o sistema de baixa pressão deixe o arquipélago ao meio-dia, mas, ao longo do dia, as intensas chuvas devem continuar no sul da ilha de Luzon, onde se encontra Manila.
O Rammasun chegou às Filipinas enquanto o país ainda se recupera dos danos causados por outro tufão, o Haiyan, que em novembro do ano passado causou 6,3 mil mortes e deixou mais de mil desaparecidos, além de aproximadamente 28,7 mil feridos.
A temporada de tufões nas Filipinas, que começa geralmente em junho e termina em novembro, atrai todos os anos entre 15 e 20 ciclones ao país.

terça-feira, julho 15, 2014

Cobras viraram 'bichos de estimação', diz moradora afetada por cheia no AM

Moradores dizem estar acostumados com cheia do Rio Negro em Manaus.
No Bairro Glória, mulher construiu 'ponte' dentro da própria casa.

Camila Henriques Do G1 AM
 

A cheia do Rio Negro em 2014 já é considerada a quinta maior da história de Manaus e, para algumas famílias, o fenômeno tem piorado a cada ano. 

Na capital amazonense, famílias que moram em bairros afetados pela subida do nível das águas tentam amenizar os efeitos enquanto aguardam ajuda da prefeitura. 

A presença de animais perigosos como cobras e o risco de contrair doenças, porém, já não assustam os moradores.

A dona de casa Sandra Pena, de 47 anos, chega a brincar com a situação: 

"Estamos acostumados. As cobras já viraram nossos 'bichos de estimação'!".

Sandra conta que chegou a matar uma cobra na residência. 

Na geladeira da cozinha, guarda a gordura do animal. 

"Ela cura inflamações e feridas. É uma receita antiga, do tempo da minha avó. Funciona", afirma.

Em uma casa vizinha, um grupo de crianças também fala sobre episódios envolvendo cobras durante as cheias do rio

Dizem que, à noite, as luzes não podem ser desligadas por causa do medo da chegada dos animais. 

"Um dia, encontramos uma cobra no banheiro. 

Era uma sucuri muito grande, que pulou e fugiu.

 Dá medo de brincar aqui. 

Sempre vemos animais na água", diz um menino de 8 anos.

Crianças brincam em meio a 'marombas' e lixo da cheia (Foto: Camila Henriques/G1 AM)Crianças brincam perto da água e do lixo trazido pela cheia do Rio Negro (Foto: Camila Henriques/G1 AM)
 
Outro local afetado pela cheia do Rio Negro é o bairro da Glória, na Zona Sul de Manaus

Lá, os moradores também buscam alternativas para não ter contato com a água e o lixo.

Por causa da cheia, perdi sofá, armário e outras coisas. Por sorte, a casa tem um segundo andar
onde posso colocar as coisas"
 
Andressa Oliveira, moradora de região atingida
 
A desempregada Andressa Oliveira, de 33 anos, que aparece no vídeo no início desta reportagem, construiu "marombas" (pontes de madeira feitas no período das cheias) dentro da própria casa. 

"Vejo as pessoas ao meu redor sendo atendidas e até saindo daqui, mas, comigo e com a minha família, [não foi feito] nada até agora.

 Este ano, a prefeitura não nos deu nada. 

Tivemos que construir sozinhos, senão ficaríamos esperando", diz.

"Sempre vou atrás para pedir que nos tirem daqui, mas nunca tenho resposta. Por causa da cheia, perdi sofá, armário e outras coisas. 

Por sorte, a casa tem um segundo andar onde posso colocar as coisas", completa.

Pequena ponte de madeira foi improvisada dentro de casa (Foto: Camila Henriques/G1 AM)Pequena ponte de madeira foi improvisada dentro de casa em Manaus (Foto: Camila Henriques/G1 AM)
 
No beco Bragança, localizado no bairro São Jorge, na Zona Oeste da capital amazonense, alguns moradores afirmam já estar acostumados com a situação, que se repete todos os anos. 

"Está crítico. Esperamos pelo poder público, e ninguém dá resposta", diz um integrante da comunidade que não quis se identificar.

"O resultado é a dificuldade de locomoção, esse cheiro ruim e a possibilidade de aparecer doenças como leptospirose. 

Isso sem falar que é um perigo para as crianças. 

Elas saem correndo nessas marombas, podem cair na água e até morrer, como já aconteceu algumas vezes", conta o morador.

Todas as famílias visitadas pela equipe de reportagem relataram falta de auxílio do poder público.

Procurada pelo G1, a Defesa Civil de Manaus informa que "todas as famílias afetadas pela cheia foram cadastradas e receberam kits oferecidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos [Semasdh], além do aluguel social".

Populares equilibram-se em cima de pontes de madeira para chegar às suas casas (Foto: Camila Henriques/G1 AM)Moradores se equilibram em cima de pontes de madeira para chegar em casa (Foto: Camila Henriques/G1 AM)
 
Em comunicado, a Semasdh diz não há registro de famílias cadastradas que estejam sem receber o benefício.

 "Até o momento, desconhecemos essa denúncia sobre a existência de famílias em áreas atingidas pela cheia que não foram cadastradas pela prefeitura. Caso alguma família se encontre em situação de risco, pode contatar a Defesa Civil Municipal, pelo telefone 199", afirma o órgão.

A secretaria informa ainda que 3 mil famílias atingidas pela cheia do Rio Negro foram cadastradas em 19 áreas de Manaus, incluindo os bairros da Glória e de São Jorge.

 "Todas as moradias em risco devido à cheia tiveram um laudo técnico realizado pela Defesa Civil Municipal e um levantamento socioeconômico pelas equipes da Semasdh.

 Todas as famílias que comprovadamente estavam em situação de vulnerabilidade devido à enchente receberam o benefício do aluguel social, pago em duas parcelas de R$ 300".

Cheia

O último balanço da Defesa Civil do Amazonas aponta que 39 municípios foram atingidos pela cheia dos rios.


 Segundo o órgão, atualmente 37 municípios estão em situação de emergência e dois, em estado de calamidade, com mais de 317 mil pessoas afetadas. 

As cidades começaram a enfrentar o problema em abril.

Em maio, o Rio Negro ultrapassou a marca de 28,94 metros, considerada de emergência, e alcançou a faixa de alerta na capital. A previsão do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) é que o nível rio saia da faixa de alerta em agosto.

Cinco municípios entraram na lista de atingidos: Autazes, Itacoatiara, Anori, Careiro Castanho e Codajás. Além dessas cidades, a lista atualizada inclui as cidades de Borba, Apuí, Envira, Guajará, Ipixuna, Lábrea, Novo Aripuanã, Manicoré, Nova Olinda do Norte, Tapauá, Anamã, Barreirinha, Beruri, Boa Vista do Ramos, Caapiranga, Canutama, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Fonte Boa, Iranduba, Jutaí, Manacapuru, Manaquiri, Maraã, Maués, Nhamundá, Parintins, Pauini, Silves, Tefé, Itamarati, Urucará e Urucurituba.

Área de algodão tem acréscimo de 42,8% para safra 13/14 em MT

Produção de pluma deve chegar a 967 mil toneladas, aumento de 40,8%.
Chuva no início do ciclo faz produtividade cair 1,7%.

Do G1 MT
Primeira estimativa de produção foi divulgada pelo Imea (Foto: Josi Pettengill/Secom-MT) 
Devem ser produzidas mais de 967 mil toneladas de pluma de algodão em MT nesta safra  (Foto: Josi Pettengill/Secom-MT)

A área destinada ao cultivo do algodão nesta safra deve ser 42,8% superior à da safra 2012/13, chegando a 646 mil hectares.

Segundo o informe do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), expectativas melhores para o mercado da fibra do que para o milho motivou o incremento pelos produtores.

Com uma produção de 2,4 milhões de toneladas de algodão em caroço, a produção de pluma deve chegar a 967.431 toneladas, 280 mil toneladas a mais que na safra 2012/13, um aumento de 40,8%.

O ciclo 2013/14 deve manter a mesma proporção do 2012/13, sendo 29,6% (178 mil ha) semeados na primeira safra e 70,4% (467 mil ha) em segunda safra.

Se a estimativa for cumprida, esta será a maior segunda safra da fibra na história de Mato Grosso.


A expectativa de produtividade também acompanha a do ciclo anterior, com uma pequena redução de 1,7%, chegando a 99,6@/ha. 

"A queda é justificada por questões climáticas, pois devido às fortes chuvas do início do ano, alguns produtores foram forçados a semear seus últimos hectares após o encerramento da janela ideal de semeadura, o que acarretou em falta de chuvas para a parte final do desenvolvimento da pluma em algumas regiões", diz o informe.

A região sudeste deve liderar em área cultivada, são mais de 282 mil hectares, que devem produzir 1,075 milhões de toneladas de algodão em caroço.

A maior produtividade, no entanto, é prevista para a região oeste, onde devem ser colhidos 4,2 mil quilos por hectare.

Justiça Federal condena Infraero, Anac e empresas por caos aéreo

Elas terão de pagar indenização no valor de R$ 10 milhões; cabe recurso.
Ação diz respeito a atrasos e cancelamentos de voos ocorridos em 2006.

Do G1, em São Paulo
Filas se tornaram constantes à época do caos aéreo de 2006 (Foto: Reprodução/GloboNews) 
Filas se tornaram constantes à época do caos aéreo de 2006 (Foto: Reprodução/GloboNews)
 
A Justiça Federal divulgou nesta terça-feira (15) a condenação da União, juntamente com a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e seis companhias aéreas, ao pagamento de R$ 10 milhões por danos e transtornos devido a vários cancelamentos e atrasos de voos ocorridos em 2006, o chamado caos aéreo.

O valor será destinado a um fundo de reparação dos danos causados à sociedade e coletivamente sofridos. 

Cabe recurso.

As empresas condenadas foram BRA, Ocean Air (atual Avianca), Pantanal, TAM, Total e VRG (dona da Gol).

A ação civil coletiva foi proposta pelo Procon, entre outros órgãos, alegando desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor (CDC). Para o juiz da 6ª Vara Federal Cível de São Paulo, João Batista Gonçalves, que julgou o caso, foi provada a má organização, administração, gerenciamento, fiscalização e prestação de serviço de transporte aéreo.

A crise nos aeroportos começou semanas após o acidente envolvendo o avião da Gol e o jato executivo Legacy, ocorrido em 29 de setembro de 2006. 

Em 27 de outubro daquele ano, controladores de voo fizeram uma operação-padrão em protesto contra as condições de trabalho. Posteriormente, outros fatores como pane no sistema de controle, retirada de aeronaves para manutenção, nevoeiros, obras em aeroportos provocaram caos nos aeroportos das principais capitais.

A sentença cita que, em 2 de novembro de 2006, o tempo de espera para embarque chegou a mais de 15 horas. "Sem informação ou auxílio razoáveis, houve, inclusive, casos em que os passageiros tiveram que sentar e dormir no chão e em cadeiras, sem alimentação e água, aguardando embarques atrasados", diz o texto.

O juiz determinou ainda que toda a fiscalização, cartilha, norma ou ato emitido e praticado por qualquer um dos réus deve atender prevalentemente ao Código, no que se revelar mais favorável aos usuários.

Outro lado

A assessoria da Infraero diz que tomou conhecimento da publicação da condenação e que vai apresentar recurso no prazo necessário.


A Anac informou que não conseguiu contato com a área jurídica nesta terça (15) e que deverá se manifestar sobre a decisão na quarta (16). Gol e TAM, que também é dona da Pantanal, dizem que irão se manifestar nos autos do processo. O G1 tentou contato com a Advocacia Geral da União (AGU) e as demais companhias aéreas, mas não obteve resposta.


Após 93 dias, mulher arrastada por carro sai de hospital no Vale do Itajaí

Maristela Stringhini, de 40 anos, foi arrastada por cerca de 800 metros.
Ela continuará tratamento em casa, em Lages, na Serra catarinense.

Do G1 SC
Maristela saiu do hospital de cadeiras de rodas e recebeu o carinho do público (Foto: Douglas Márcio da Silva/RBS TV)Maristela saiu do hospital de cadeiras de rodas e recebeu o carinho do público (Foto: Douglas Márcio da Silva/RBS TV)
 
A catarinense Maristela Stringhini, de 40 anos, que foi arrastada por 800 metros embaixo de um carro em Rio do Sul, no Vale do Itajaí, recebeu alta do Hospital Regional Alto Vale nesta terça-feira (15).

 Ela voltará para Lages, na Serra catarinense, onde continuará o tratamento médico em casa

Internada desde o dia 13 de abril, ela foi recepcionada por mais de 60 amigos e familiares na porta do hospital.

A força dela era tão grande que aumentava a nossa"
 
Ana Lidia Alves, mãe de Maristela
 
No dia 13 de abril, Maristela foi arrastada por um carro após acidente automotivo no Centro da cidade. 

Ela estava em uma moto com o noivo quando o veículo bateu e a mulher caiu.

 Os ferimentos causaram mutilações no tórax e queimaduras em várias partes do corpo

 Desde a madrugada do acidente, ela está internada no Hospital Regional do Alto Vale, onde passou por 14 cirurgias para recompor funções. 

Em até seis meses, segundo a equipe médica, a mulher deve passar por cirurgia de reconstrução das duas mamas.

Maristela saiu em uma cadeira de rodas do hospital, mas ela não ficou com dificuldades de locomoção. 

Conforme os médicos, a mulher receberá tratamento em casa

 Todas as despesas estão sendo custeadas pelo jovem de 21 anos responsável pelo acidente. 

Ele está detido no Presídio Regional de Rio do Sul e espera decisão da Justiça se irá ou não a júri popular.

 Em depoimento, o rapaz garantiu não ter percebido que estava arrastando a vítima por 800 metros.

Recepção

Logo após chegar ao saguão da unidade, Maristela se mostrou impressionada com a imensa onda de positividade e se emocionou. 


"Acima de tudo, quero agradecer a todos que oraram por mim. 

Diversas pessoas, que eu mesma não conhecia, tentaram entrar no meu quarto para me abraçar, me dar um livrinho de oração. 

Eu estava isolada e não pude receber tudo, mas não tenho palavras pra agradecer tudo que fizeram por mim".

Apesar de ter saído em uma cadeira de rodas, ela levantou e abraçou familiares antes de entrar no carro que a levará para casa

A emoção e o carinho das pessoas ao sair da internação foi grande, por volta das 15h20 desta terça.

Vítima agradeceu o carinho do público em faixa no hospital (Foto: Douglas Márcio da Silva/RBS Tv) 
 
Vítima agradeceu o carinho do público em faixa
no hospital (Foto: Douglas Márcio da Silva/RBS Tv)
 
Duas faixas com mensagens positivas de agradecimento estavam expostas na frente do hospital. 

"Seja Bem Vinda, Maristela, para sua nova vida.

 Deus te abençoe", dizia uma. 

A outra era um agradecimento da própria família à equipe médica do hospital e às pessoas que participaram da corrente de orações.

Os familiares comemoram a recuperação da mulher e reconhecem a força dela vontade durante o período de recuperação.

“A força dela era tão grande que aumentava a nossa”, comentou a mãe Ana Lidia Alves, após a filha ter saído da unidade hospitalar.

A partir de agora, o tratamento continua em casa. "Estamos apreensivos como será em casa, mas ela terá o apoio de todos. 

Uma vez por semana ela voltará a Rio do Sul para atendimento médico. 

Ela ficou muito tempo no hospital, mas é forte e venceu.

 Estamos muito, muito felizes", afirma a irmã de Maristela, Marli Canani.

Recuperação

Ela foi recepcionada pela família no saguão do hospital (Foto: Douglas Márcio da Silva/RBS TV)Ela foi recepcionada pela família no saguão do hospital (Foto: Douglas Márcio da Silva/RBS TV)
 
"O que me preocupa não é o futuro, eu sei que tenho muita coisa para viver. 

Vou concentrar para me recuperar totalmente com a fisioterapia", disse Maristela. 

O médico calcula que em seis meses a paciente poderá reconstruir as mamas. 

O torax dela foi totalmente reconstruído pelo cirurgião. "Estar com mama ou sem não importa neste momento.

 Estou viva. 

 E muito grata a todos os médicos que me ajudaram", diz

Maristela abraçou os médicos na porta do carro que a levou para casa (Foto: Douglas Márcio da Silva/RBS TV) 
Maristela abraçou os médicos na porta do carro
 (Foto: Douglas Márcio da Silva/RBS TV)
 
A alta de Maristela dependia da colocação de curativos, para que ela consiga ter mais conforto em casa. "Os curativos são, principalmente, na área doadora dos enxertos. 

Ou seja, a área que utilizamos para retirar pele e gordura para outras partes do corpo. 

Usamos a parte interna e superior da coxa para os procedimentos, principalmente de reconstrução do tórax e braço", afirma o cirurgião plástico Amir El Haje, médico responsável pelo caso e chefe do setor no hospital.

Para o médico, o caso de Maristela foi um dos mais desafiadores que ele atendeu. 

Com politraumatismo, a vítima tinha lesões do rosto à altura dos joelhos. 

Ao todo, foram 14 intervenções cirúrgicas.

 Mais de 15 pessoas se envolveram diretamente com o tratamento hospitalar. 

Maristela teve fraturas expostas, inúmeros enxertos e exposição abdominal. 

As cirurgias foram feitas em etapas para a adaptação da paciente.

 A primeira fase do tratamento foi a retirada de pele necrosada.

 Em segunda, foram feitos enxertos. 

Acidente

No dia 13 de abril, Maristela participava ao lado do noivo de um encontro de motociclistas em Rio do Sul. 


Na madrugada, quando o casal passava pela área central da cidade, um carro bateu na moto deles. 

Com o impacto, a mulher caiu e foi arrastada por cerca de 800 metros.

Capacete que a mulher usava foi cortado ao meio (Foto: Polícia Civil de Rio do Sul/Divulgação) 
Capacete que a mulher usava foi cortado ao meio (Foto: Polícia Civil de Rio do Sul/Divulgação)
 
As versões dos envolvidos são contraditórias, mas, segundo a polícia, a ocorrência teria sido registrada após um desentendimento, e o capacete da mulher ficou preso ao eixo do automóvel. 

Câmeras de segurança flagraram parte do trajeto feito pelo carro. 

Quando a mulher foi solta, ela se sentou em uma escada próxima e esperou ajuda.
A mulher se recorda de trechos do que aconteceu naquela madrugada. "Lembro que eu estava na moto com o meu noivo. Estávamos quase parados na sinaleira. Vieram, bateram atrás. 

Na hora, eu gritei e caí da moto. 

E depois só me lembro de estar sendo arrastada. 

Só lembro de gritar e pedir para Deus que não me deixasse morrer porque eu tenho uma filha", conta.

O acusado

O motorista Julio Cesar Leandro, de 21 anos, afirmou não saber que a mulher estava embaixo do veículo e, se soubesse, teria parado imediatamente, conforme depoimento prestado à Justiça no dia 17 de junho. 


Ao todo, 12 testemunhas – entre taxistas, pessoas que trabalhavam com o acusado e o noivo de Maristela – foram ouvidas na audiência sobre o caso.

O motorista acusado está detido no Presídio Regional de Rio do Sul. 

Ele chorou durante o depoimento, afirmou que não havia ingerido bebida alcoólica e negou que soubesse que a mulher estava embaixo do automóvel.

 Julio Cesar declarou que se sentiu ameaçado pelo motociclista e ficou apavorado, razão pela qual saiu em disparada com o carro.

Maristela diz que tenta não julgar o jovem. 

Ela considera que ele e a família também estão sofrendo. "Eu sou mãe, me pus no lugar da mãe dele e não posso julgar. 

Ele é um menino de 21 anos e está começando a viver. 

O certo e o errado que ele fez não sou eu que vou julgar. 

Assim como eu fiquei com marcas, ele também vai ficar. 

Assim como eu estou sofrendo, a família dele está sofrendo também", conclui a catarinense.

Microsoft deve anunciar cortes de empregos nesta semana, diz site

Áreas de 'mobile', marketing e engenharia devem ser alvos, diz Bloomberg.
Após completar compra da Nokia, Microsoft chegou a 127 mil funcionários.

Da Reuters
Satya Nadella, provável candidato ao cargo de CEO da Microsoft (Foto: Microsoft/Reuters)Satya Nadella, CEO da Microsoft (Foto: Microsoft/Reuters)

A Microsoft está planejando sua maior rodada de corte de pessoal em cinco anos, em um momento em que a desenvolvedora de software busca integrar a unidade de aparelhos móveis Nokia, informou a Bloomberg, citando pessoas com conhecimento dos planos da companhia.

As demissões, que devem ser anunciadas ainda nesta semana, podem ocorrer na unidade Nokia ─renomeada para Microsoft Mobile─ e em áreas da Microsoft que se sobrepõem com essa unidade, bem como no marketing e na engenharia, segundo a Bloomberg.

Desde a finalização da absorção do negócio de aparelhos móveis da Nokia Corporation neste ano, a Microsoft conta com 127 mil funcionários, muito mais do que as rivais Apple e Google.

Wall Street espera que o presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella, faça cortes de pessoal, no que seria, segundo a reportagem, a maior rodada de demissões na empresa desde 2009. 

A reestruturação pode acabar sendo a maior na história da companhia, superando os 5,8 mil postos de trabalho cortados em 2009, ainda de acordo com a reportagem.

Na semana passada, Nadella circulou um memorando a empregados no qual prometeu otimizar a organização e "desenvolver processos de negócios mais enxutos", mas não quis comentar sobre os amplamente esperados cortes de empregos na companhia.

Nadella disse que irá tratar de questões detalhadas de organização e de finanças para o novo ano fiscal da companhia, que começou neste mês, quando a Microsoft divulgar seus resultados trimestrais em 22 de julho. Representantes da Microsoft não foram imediamente encontrados para fazer comentários.

Facebook testa formato ‘leve’ de imagem criado pela Mozilla

mozjpeg faz imagens serem 5% menores do que as fotos em JPEG.
Rede social doou US$ 60 mil para desenvolvimento do mozjpeg 3.0.

Do G1, em São Paulo
 
O Facebook começou a testar um formato de imagem criado pelo Mozilla que é mais “leve” do que o amplamente utilizado JPEG. 

As fotos são um problema para os sites se tornarem mais rápidos de carregar, à medida que são uma grande parte do tráfego na web.

A Fundação Mozilla, que desenvolve o navegador Firefox, é uma das empresas preocupadas em buscar uma alternativa de formato de imagem que seja menos pesado sem perder a qualidade. 

No ano passado, o órgão realizou um estudo que comparou o JPEG a uma série de formatos, como o WebP, suportado pelo Google.

A conclusão da companhia foi a de que nenhuma dessas alternativas oferece uma melhoria tal que exija uma mudança na web para suportá-la.

 A saída foi, segundo a Mozilla, tornar o JPEG ainda melhor. 

Dessa forma, nasceu o mozjpeg, cuja versão 2.0 foi lançada nesta terça-feira (15). Imagens em mozjpeg tem seu tamanho reduzido em 5% se comparadas àquelas em JPEG.

A equipe do Facebook aproveitou o anúncio para informar que já faz testes com a versão, para melhorar a compressão de imagens na rede social. 

Além disso, doou US$ 60 mil para contribuir com o desenvolvimento da tecnologia, incluindo a próxima geração, mozjpeg 3.0.

“O Facebook apoia o trabalho que a Mozilla tem feito em construir um codificador JPEG que possa criar menores JPEGs sem comprometer a qualidade visual das fotos”, disse Stacy Kerkela, gerente de engenharia de software no Facebook

Yahoo cria serviço de 'funeral digital' que apaga dados da web após morte

'Yahoo! Ending' envia mensagens de despedida e cria site de homenagens.
Serviço usa certificado de cremação para evitar fraudes e usos indevidos.

Do G1, em São Paulo
Serviço do Yahoo apaga dados pessoais da internet após morte do usuário (Foto: Reprodução/Yahoo)Serviço do Yahoo apaga dados pessoais da internet após morte do usuário (Foto: Reprodução/Yahoo)
 
O Yahoo inaugurou no Japão um serviço que funciona como um "funeral digital". 

Chamado "Yahoo! Ending", ele é acionado após a confirmação da morte do usuário e pode ser usado para apagar dados pessoais da web, enviar mensagens de despedida e até criar um site dedicado à memória da pessoa.

Segundo o Yahoo, o serviço usa um certificado de cremação emitido pelo governo para comprovar a morte de seus usuários - o que serve de confirmação da morte e, assim, permitindo ativar o cancelamento da conta - e, assim, evitar fraudes e usos indevidos. 

O "Yahoo! Ending" fornece ainda auxílio para funeral e enterro de seus assinantes.

Com alguns recursos pagos, o "Yahoo! Ending" permite o cancelamento de pagamentos automáticos associados à conta do Yahoo, "reduzindo o incômodo de procedimentos de cobrança", e a remoção de textos e imagens armazenados na nuvem. 

Há também uma função que lista os objetivos e desejos que os usuários gostariam de ter realizado até o momento da morte, e mostra se eles, de fato, foram cumpridos.

"Ao fornecer serviços de vida que podem ser ativados independentemente da geração, espera-se que uma pessoa ainda viva possa iniciar a sua preparação e a de outros. 

Estar ciente da morte é também uma oportunidade de aproveitar a vida ainda mais", diz a descrição do site do "Yahoo! Ending".

Pastor Davi Passamani abriu novo local de culto em fevereiro após renunciar cargo em igreja depois de investigações de crimes sexuais Polícia Civil disse que prisão preventiva foi necessária porque pastor cometeu crimes usando cargo religioso.

Advogado alegou que prisão do pastor faz parte de ‘conspirações para destruir sua imagem’. Por Thauany Melo, g1 Goiás 07/04/2024 04h00.    P...