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segunda-feira, junho 09, 2014

Índios deixam costumes tradicionais e viram evangélicos em aldeia, no AP

Processo de evangelização teria começado em 1965, contam índios.
Bebidas, danças e vestimentas tradicionais foram abdicados em aldeia.

 

Abinoan Santiago Do G1 AP
 
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Indígena Zila Santos lendo a bíblia durante o culto na aldeia Kumenê (Foto: Abinoan Santiago/G1)Indígena Zila Santos lendo a bíblia durante o culto na aldeia Kumenê (Foto: Abinoan Santiago/G1)
 
 
A aldeia Kumenê, que fica na reserva Uaçá, em Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá, é uma das mais isoladas comunidades indígenas no extremo norte do país

Para chegar a tribo da etnia Palikuré é necessário navegar ao menos 20 horas por três rios do Amapá.  

Apesar de localizada em meio a selva amazônica, a aldeia sofreu influência da chamada “cultura do homem branco”, segundo o cacique Azarias Ioio Iaparrá, de 50 anos. 

Uma delas foi a incorporação do protestantismo. “Somos evangélicos. 

A maioria da aldeia é crente”, resumiu o líder indígena.

Antes adeptos da cultura em que o Deus era a natureza, os índios da aldeia Kumenê passaram a acreditar em Jesus Cristo. 

A consolidação da religião protestante na tribo não é recente.
VEJA IMAGENS DA ALDEIA KUMENÊ EM OIAPOQUE


Momento do culto na aldeia Kumenê, em Oiapoque (Foto: Abinoan Santiago/G1)Momento do culto na aldeia Kumenê, em Oiapoque (Foto: Abinoan Santiago/G1)


Relatos dos indígenas apontam que a “catequização evangélica” iniciou em 1965, quando um casal de missionários norte-americanos iniciou o referido processo que teria durado pouco mais de uma década. 

Eles teriam usado o argumento de que somente na crença em Jesus poderiam obter salvação divina.

Momento de oração de indígena em culto na aldeia Kumenê (Foto: Abinoan Santiago/G1)Momento de oração de indígena em culto na aldeia Kumenê (Foto: Abinoan Santiago/G1)
 
 
“Os missionários explicaram pra gente que Jesus era o único salvador e que Deus fez o céu e a terra. 

Primeiro não acreditamos muito, mas depois começamos a aceita a palavra e fomos nos batizando nas águas”, contou o pastor indígena Florêncio Felício, de 55 anos, que desde os 25 anos segue o protestantismo. 

A aldeia tem apenas uma igreja evangélica, construída em alvenaria por missionários na década de 1990.

Com a incorporação do protestantismo o batizado nas águas era uma forma de demonstração da aceitação de Jesus Cristo

 A consagração religiosa implicou em uma série de mudanças no comportamento dos índios em razão da nova doutrina adotada na tribo indígena. 

O ato de batismo era celebrado à margem direita do rio Urukauá, que banha a aldeia Kumenê.

Dança em louvor a Jesus Cristo na aldeia Kumenê, em Oiapoque (Foto: Abinoan Santiago/G1)Dança em louvor a Jesus Cristo na aldeia Kumenê, em Oiapoque (Foto: Abinoan Santiago/G1)
 
 
Uma das primeiras mudanças refletida na tribo tratou do espaço da comunidade. 

O cacique Iaparrá relata que depois da incorporação da religião protestante, as casas dos índios que antes eram afastadas umas das outras, passaram a ser construídas em distâncias menores entre si.


“Cada família tinha a própria aldeia, mas depois dos missionários passamos a viver mais próximos, como se fosse uma única família”, relatou Iaparrá.

O processo de mudança de cultura dos índios, conforme conta o cacique, teria se efetivado com a alfabetização dos nativos em português a partir da construção da primeira escola dois anos após a chegada dos missionários.

“Aprendemos a falar português porque era a língua dos brancos e assim também poderíamos nos comunicar melhor com os missionários”, acentuou Azarias Ioio Iaparrá.

O cacique acrescentou que apesar de a maioria dos índios saberem o português, a comunicação entre si, incluindo os cultos, é realizada em dialeto nativo, o palikur. 

Apenas as palavras ‘Jesus’, ‘Aleluia’ e ‘Amém’ não tem tradução para a língua indígena usada na aldeia.

Pastor indígena de Kumenê Florêncio Felício (Foto: Abinoan Santiago/G1) 
Pastor indígena de Kumenê Florêncio Felício (Foto: Abinoan Santiago/G1)
 
 
O pastor indígena da tribo lembra que entre as práticas culturais combatidas pela religião protestante, três foram extintas: a circulação de pessoas nuas na aldeia, danças típicas, feitiçaria de pajés e o caxixi, bebida com teor alcoólico a base de mandioca fermentada com saliva. 

As tradições foram trocadas pelos pastores.

Zila Santos, de 47 anos, foi uma das índias que deixou de realizar os costumes tradicionais. “Eu não bebo e nem fumo mais. 

Isso melhorou a minha vida porque antes, quando os índios bebiam, tinham muitas brigas na aldeia. Depois da igreja, isso não aconteceu mais”, frisou.

Igreja evangélica onde os cultos são celebrados (Foto: Abinoan Santiago/G1)Igreja evangélica onde os cultos são celebrados (Foto: Abinoan Santiago/G1)
 
 
Pensamento diferente tem o indígena Fernando Iaparrá, de 37 anos. 

Ele diz que saiu da igreja devido a mudança cultural que ela provocou nos índios que aderem a religião. “Eu gosto de beber o caxixi. 

Mesmo não tendo mais na aldeia, sou contra essa proibição. 

Por isso decidi deixar”, justificou o índio, que disse ter sido evangélico por apenas um ano.

Por causa do processo de mudança cultural, a intenção do cacique Iaparrá lamenta que a tribo tenha perdido os traços culturais característicos indígena: “Eu vi que a gente não deveria deixar a nossa cultura, mas já perdemos muitas coisas. 

Crianças que não sabem nem dançar, por exemplo”.

Culto

No lugar dos ritos tradicionais, os índios tomaram outra atividade para si. 


Por três vezes na semana, eles comparecem na única igreja da aldeia para acompanhar o culto evangélico.

A celebração religiosa começa as 20h e tem duração de três horas. 

Ela tem a mesma dinâmica de cultos realizados fora da tribo, com louvores, leitura de passagens bíblicas e danças com hinos evangélicos. 

A única diferença da reunião é que todas as atividades são na língua materna, inclusive a leitura da bíblia, que é redigida em palikur. Veja um trecho do culto em vídeo.

Alguns índios ficam obervando culto do lado de fora da igreja em Kumenê (Foto: Abinoan Santiago/G1)Alguns índios ficam obervando culto do lado de fora da igreja em Kumenê (Foto: Abinoan Santiago/G1)
 
 
O sonho do sucesso gospel

Os cultos na igreja em Kumenê têm várias bandas que participam durante a celebração. 


Uma delas é a Missão de Gideão, formada apenas por indígenas. 

O grupo existe há 20 anos e é um dos mais antigos na comunidade, segundo um dos membros da banda Sofonias Hipólito, de 39 anos.


Ele conta que o grupo musical é composto por quase dez pessoas, a maioria jovens. 

Ao longo de duas décadas, mais de 100 músicas gospel foram compostas na língua materna da aldeia, conforme cálculo de Hipólito.  

Veja o vídeo da banda ao lado.

Com tanta música, o integrante da banda revela que o maior sonho do grupo é sair da aldeia para gravar um disco em Macapá. “Temos um material autoral que precisamos colocar em um CD. 

Mas por causa da dificuldade financeira e distância, ainda não conseguirmos viajar”, disse.

Além das 20 horas navegando da aldeia até Oiapoque, a viagem até Macapá leva mais 12 horas via terrestre com passagem de ônibus ao preço de R$ 90. “Peço todo dia para Deus nos ajudar a sair da aldeia. 

Temos muitos hinos e queremos mostrar nosso trabalho”, concluiu Sofonias Hipólito.

Bíblia escrita em palikur, língua materna da aldeia Kumenê (Foto: Abinoan Santiago/G1)Bíblia escrita em palikur, língua materna da aldeia Kumenê (Foto: Abinoan Santiago/G1)
Kumenê


A aldeia Kumenê está localizada na reserva Uaçá, em Oiapoque, extremos norte do país. 


Ela é composta por dez vilas às margens do rio Urukauá, que somam 1.963 índios, segundo o cacique Azarias Iapará.

Nas cabeceiras dos rios Oiapoque e Uaçá, a vegetação é de terra firme, mas seguindo em direção à foz do rio Urukauá, a vegetação muda, sendo tomada por campos alagados, com algumas montanhas, que permitem a ocupação humana.

Para chegar na aldeia Kumenê, em Oiapoque, é necessário viajar mais de 20 horas via fluvial (Foto: Abinoan Santiago/G1) 
Para chegar na aldeia Kumenê, em Oiapoque, é necessário viajar mais de 20 horas via fluvial (Foto: Abinoan Santiago/G1)
 
 
A tribo faz parte da etnia Palikur, que também possui descendentes na Guiana Francesa

Na comunidade brasileira, a língua materna é uma das únicas culturas preservada. Os índios ainda utilizam o dialeto local para se comunicar entre si.

Além do dialeto palikur, muitos falam ou compreendem o patuá, idioma usado por índios das etnias Karipuna e Galibi-Marworno.

Em Kumenê, atualmente há atendimentos da Fundação Nacional do Índio (Funai), com um posto de saúde, e de uma escola estadual com aulas de até o ensino médio.

Assessores e ex-deputado revelam como funciona esquema de corrupção

Fantástico mostra um retrato contundente da corrupção no Brasil, nas palavras de gente que conhece por dentro as tramoias da política.


Quanto custa eleger um candidato na base da desonestidade, da troca de favores?

O Fantástico mostra um retrato contundente da corrupção no Brasil, nas palavras de especialistas. 

Gente que conhece por dentro as tramoias da política.

Guarde bem este nome: Cândido Peçanha. 

Um deputado eleito democraticamente que faz tudo pelo poder. 

“A compra do voto no dia da eleição sai a R$50, o voto”, afirma.

Não tem honra. “Político não tem remorso. 

Político tem conta bancária”, destaca.

Não sabe o que é ter escrúpulos.

“Existem várias formas de desviar dinheiro público”, revela.
Você saberá tudo sobre esse político. 

Só não vai conseguir ver o rosto, porque Cândido Peçanha não existe na figura de uma pessoa só. 

Cândido Peçanha é um personagem criado pelo juiz de direito Marlon Reis para o livro "O Nobre Deputado".

“É a representação de parlamentares que existem, que ocupam grande parte das cadeiras parlamentares do Brasil e que precisam deixar de existir”, afirma Marlon Reis, juiz de direito.

Para criar o personagem, o juiz Marlon Reis ouviu histórias reais de mais de 100 pessoas que transitam no mundo político. 

Entre elas, um ex-deputado federal que vai se candidatar novamente nessas eleições.

“Não precisa fazer muita coisa para ter o voto porque a população não tem força nem segurança para contestar nada”, destaca o ex-deputado.

E dois assessores parlamentares, que o Fantástico ouviu com exclusividade.

Assessor: Durante muito tempo fui militante político, desde cabo eleitoral, assessor, faz tudo.
 

Fantástico: E fazer tudo era também intermediar algumas coisas, a pedido dos políticos, desonestas?

Assessor: Quando necessário.


Eles revelam o ‘bê-a-bá’ da corrupção. 

Tudo com garantia do anonimato.
 
Fantástico: O senhor decidiu denunciar por quê?

Assessor: Veja bem, se você for no interior, muitas crianças passando fome, casas de taipa, estradas sem asfalto. 


Isso indigna a gente. 

Sempre tive consciência disso. 

Só não podia denunciar. 

Quem denuncia, morre. 

Nego mata aí brincando.

Com base nesses depoimentos, o juiz, que foi um dos principais defensores da “Lei da Ficha Limpa”, conseguiu descobrir como nasce, cresce e se perpetua um corrupto na política brasileira.

Tudo começa na eleição. 

E para ganhá-la é preciso ter dinheiro. 

Muito dinheiro.

“Para ser eleito é preciso pagar, comprar apoio político, e que é essa a base dos gastos de campanha”, afirma Marlon Reis.

Uma gastança que faz do Brasil um recordista mundial: proporcionalmente à riqueza do país, aqui são feitas as campanhas mais caras do planeta.

Nas últimas eleições, em 2012, os gastos ultrapassaram R$ 4,5 bilhões. 

E tem mais: das cinco maiores doadoras de campanha, três são empreiteiras. 

Mas também há quem levante dinheiro por baixo dos panos.

“Todos os entrevistados mencionavam sempre que é a agiotagem. 

O uso da agiotagem como fundo de dinheiro para política, que me surpreendeu”, ressalta o juiz.

Isso significa que candidatos - como o “Cândido Peçanha” - recorrem até a empréstimos ilegais. 

O pior é que tudo terá que ser pago depois da posse.

Assessor: Ele entra no mandato endividado. 

Ele precisa do dinheiro.
 

Fantástico: Mas como ele faz para pegar esse dinheiro e jogar na mão do agiota sem ser notada a falta do dinheiro no cofre?

Assessor: Existem várias maneiras de fazer isso.


Segundo o assessor, um dos alvos é o dinheiro para a educação.

Assessor: O cara saca o dinheiro e entrega para ele. 

Normal.
 

Fantástico: Mas não teria que sacar e comprovar onde gastou?
 

Assessor: Para quem?

Fantástico: Para a Câmara dos Vereadores.


Assessor: Como assim, se os vereadores são cúmplices?
 

Fantástico: Ou, se for o governador, para a Assembleia Legislativa.
 

Assessor: Que também é cúmplice.

Fantástico: Mas tem o Tribunal de Contas do Estado.
 

Assessor: Que também é cúmplice.

Fantástico: O senhor quer dizer que todos são envolvidos?


Assessor: Cúmplices. 


Todos são. 

É uma máfia.

Para as empreiteiras, são criadas licitações fraudulentas, obras superfaturadas.

"As empresas, elas não doam. 

Elas antecipam um dinheiro que será depois obtido e multiplicado por muitas vezes através de contratos dirigidos e direcionados", explica Reis.

Um estudo do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) revelou quanto as 10 maiores doadoras de campanha no Brasil em 2010 lucraram nos dois anos seguintes em contratos com o governo eleito: um valor 20 vezes maior do que foi doado.

“Uma relação de causa e efeito entre o ato de doar e o que pode vir depois, contratos com poder público”, diz Carlos Velloso, ex-presidente do TSE.

Com os agiotas o retorno é mais direto e danoso.

"Aparenta uma doação mas, na verdade, é um empréstimo que será pago a duras penas pela sociedade. 

Incrível o que eles relatam: 10% a 20% ao mês de juros", detalha Reis.

O agiota recebe o cheque da conta pública. 

É um sistema perverso, quem paga é a população, não é o prefeito”, afirma o assessor.

Os moradores de São Pedro da Água Branca, no sul do Maranhão, sentem na pele os efeitos da falcatrua.

“No momento, aqui tá faltando um bocado de coisa. 

Tá faltando a merenda dos meninos que estão cobrando de nós e não temos”, conta Francisca Isaura Araujo, zeladora de uma escola.

Um levantamento feito por cinco escolas do município de São Pedro da Água Branca revelou que em 2008 houve a maior evasão escolar do estado do Maranhão. 

Naquele ano de eleições municipais, 35% das crianças abandonaram as salas de aula porque não tinham o que comer na hora do recreio. 

Ou seja: um terço dos alunos simplesmente deixou de estudar. 

De acordo com a denúncia do Ministério Público, acatada pela Justiça, o dinheiro que era da merenda escolar, que deveria ser gasto nas cantinas das escolas, foi usado para comprar votos.

“As investigações conseguiram demonstrar que foram feitas diversas transferências bancárias com recursos públicos para conta da campanha”, ressalta a promotora Raquel Chaves Duarte.

O Fantástico foi atrás do ex-prefeito Idelzio Oliveira, o Juca, mas não o encontrou. 

Ele também não foi encontrado pelo oficial de Justiça que há duas semanas tenta informá-lo da condenação: nove anos e seis meses de cadeia.

“Tem vez que passa semana aqui sem merenda”, revela o estudante Emerson Conceição.

“A gente não estuda direito com fome”, afirma o estudante Artur Coelho.

Como a despesa costuma ser grande, depois de eleito o Cândido Peçanha já pensa nos gastos da próxima eleição.

Fantástico: O que custaria uma reeleição de deputado federal?
 

Assessor: Acima de R$ 5 milhões.

Uma fortuna que ele começa a levantar com antecedência. 

Segundo o juiz Marlon Reis, a maior parte do dinheiro desviado sai de emendas parlamentares. 

É como deputados e vereadores destinam parte do orçamento público para obras indicadas por eles.

"Eles vinculam a destinação da emenda à retenção de uma importante parcela do valor daquela emenda. 

Uma porcentagem que, segundo todas as minhas fontes, é de no mínimo 20%. 

E que pode chegar a parcelas bem maiores de 30% e até 50%", explica Reis.

Assessor: Os deputados que eu conheço, todos pegam retorno das suas emendas. 

Se ele põe R$ 1 milhão, na faixa de uns R$ 300 mil fica para a campanha do deputado.

Segundo o autor do livro, mesmo depois de desfalcada pela parte que vai pro bolso do parlamentar, a verba ainda sofre outras perdas.

"O desvio é feito de duas formas. Uma: o superfaturamento da obra que é apresentada um valor maior do que realmente deveria ter. 

Ou então com a execução da obra em padrão distinto daquele tecnicamente definido. 

Além de superfaturar, ainda se constrói abaixo dos requisitos técnicos", observa Reis.

“Muitas vezes isso é disfarçado de obras que parecem legítimas, sem que saibamos como a obra foi feita. 

Possivelmente com irregularidade e falhas técnicas”, ressalta o procurador geral eleitoral de Santa Catarina André Bertuol.

A rua Angelo Vanelli virou o principal endereço do esquema de corrupção descoberto em Blumenau. 

Um símbolo da troca de obras de ocasião por votos. 

A rua foi asfaltada às vésperas da última eleição municipal, sem qualquer planejamento. 

O asfalto foi literalmente jogado. 

Uma camada tão fininha que dá até para tirar com a mão. 

Não resistiu às primeiras chuvas. 

Foi essa rua que abriu caminho para a investigação do Ministério Público, que levou à cassação de cinco vereadores, um quinto da Câmara Municipal.

O único dos cinco vereadores cassados que o Fantástico conseguiu encontrar estava trabalhando. 

O ex-vereador Celio Dias voltou a ser guarda municipal, ironicamente um “agente da lei”.

“Acordo de manhã cedo, vou dormir com a cabeça muito tranquila porque sei que não fiz nada de errado e que sou um injustiçado nesse processo”, conta Celio Dias, ex-vereador e guarda municipal.
   
Quem pode julgar o discurso dos políticos e comparar com a realidade é o eleitor.

“Muitas vezes, o sujeito está reclamando de certos políticos aí, seja no Congresso, seja no Executivo, e eu costumo dizer: ‘Mas ele não está lá de graça não. 

Fomos nós que os colocamos lá’”, revela Carlos Velloso.

O ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral orienta: “Eleitor, examine a vida pregressa do seu candidato. 

Tem gente honesta, sim, aí. 

Agora, tem os aproveitadores. 

Exatamente esses é que precisam ser banidos da vida pública”.

Aproveitadores como Cândido Peçanha, que graças ao voto consciente pode um dia se tornar apenas um personagem de um livro de ficção.

'Inteligente e dissimulado', diz delegado sobre assassino de zelador

Equipe do Fantástico assiste vídeo em que Eduardo Martins confessou ter matado a vítima com uma criminóloga, um psicólogo e um psiquiatra.


O assassinato do zelador Jezi de Souza, em São Paulo, teria sido um crime premeditado? 

Para a polícia, o homem suspeito de matar o zelador ainda não falou toda a verdade.

“Desde o início, nós observamos que ele é um indivíduo inteligente e dissimulado”, afirma o delegado Ismael Rodrigues.

Para a polícia, esse é o perfil de Eduardo Martins. 

Segunda-feira passada, ao ser preso, ele confessou ter esquartejado o corpo do zelador do prédio onde morava com a mulher - a advogada Ieda Martins - e com o filho de 10 anos do casal.

Eduardo Martins: No domingo, foi quando eu preparei tudo, deixei tudo pronto. 

Pra ver o que eu ia fazer. 

Foi quando eu decidi cortar ele.
 

Policial: Você cortou com o quê?
 

Eduardo: Com serrote.

“Ele não sorri, ele não chora, ele não tem remorsos, ele não tem sentimentos, absolutamente”, analisa o delegado.

Como especialistas criminais descreveriam uma pessoa que comete um crime como esse?
A polícia gravou um vídeo esta semana mostrando que o principal suspeito desse crime confessou ter matado a vítima. 

A equipe do Fantástico assistiu a esse vídeo com uma criminóloga, um psicólogo e um psiquiatra.

A gravação tem cerca de 10 minutos. 

Eduardo diz que na sexta-feira, 30 de maio, brigou com o zelador Jezi Souza, um senhor de 63 anos, nascido no interior baiano. 

E que a discussão aconteceu na porta do apartamento dele, na zona norte da capital paulista.

Eduardo: Numa dessas que puxou, eu empurrei ele, ele bateu a cabeça na quina da... 

No batente da porta, caiu eu e ele pra dentro do meu apartamento. 

Fui lá olhei os sinais vitais dele e tava morto. 

Aí, peguei, sai na porta, olhei, olhei. Ai, me desesperei. 

Fui, peguei a mala, enrolei ele num cobertor, pus ele dentro da mala.

“Ele tem toda uma forma muito clara e coerente de relatar os fatos. 

Nos parece, a priori, uma coisa bastante organizada pra quem cometeu um crime de forma imprevista. 

Parece um crime muito mais organizado previamente do que uma situação abrupta ou imprevista”, avalia Antônio de Pádua Serafim, psicólogo da Faculdade de Medicina da USP.

Segundo o delegado do caso, a perícia já começa a desmontar parte da versão de Eduardo Martins: “Segundo informações iniciais do IML, não há lesão decorrente de instrumento contundente”.

Ou seja, não há sinais de ferimento na cabeça do zelador.

“Acreditamos, sim, ele ter desmaiado, ter sido colocado ainda em vida dentro da mala e ter morrido de asfixia”, diz o delegado.

Sheyla de Souza, filha de Jezi Souza: Eu chamava de antipatia o que ele tinha com meu pai. 

Hoje eu acho que era ódio mesmo.

Fantástico: Qual foi o motivo?


Sheyla de Souza: Vaga de garagem. Ele implicava, que meu pai reclamava, que meu pai queria mandar no prédio, que ele parava onde ele achava que devia parar.


Segundo Eduardo, na sexta-feira, ele levou o corpo para Praia Grande, no litoral paulista, onde o pai tem casa. 

Diz que voltou para o apartamento, em São Paulo, e que dois dias depois, esteve de novo em Praia Grande, para começar o esquartejamento.

Policial: Você não se arrependeu em nenhum momento?

Eduardo: Na hora que ele caiu.


Policial: Você se arrependeu depois que você cortou o sujeito?
 

Eduardo: Eu não tinha mais o que fazer.

“Eu vou discordar que ele não tinha mais o que fazer. 

Ele poderia ter chamado a polícia e relatado o acidente e os próprios ferimentos e as manchas de sangue iam comprovar o que ele está falando”, opina Ilana Casoy, especialista em criminologia.

“Não parece, que é - entre aspas-  um esquartejador, um maníaco da mala, ou do serrote. 

Me parece que ele fez isso para sumir com o corpo e não por um prazer específico”, comenta Daniel de Barros, psiquiatra da Faculdade de Medicina da USP.

Ao ser preso, Eduardo Martins disse que era publicitário mas não contou quem eram os seus clientes nem se trabalhava em alguma agência. 

A polícia informou agora que ele não concluiu a faculdade de publicidade.

Segundo as investigações, Eduardo conheceu a mulher, Ieda, em 2001, pela internet. 

Na época, ele morava em São Paulo e a advogada no Rio de Janeiro, onde os dois passaram a viver. 

Com a morte do zelador, o passado do casal veio a público, junto com a suspeita de envolvimento em outro assassinato.

Rio de janeiro, 20 de dezembro de 2005. 

O empresário José Jair Farias é morto com dois tiros na cabeça

Ele era ex-marido da advogada Ieda Martins. 

Os dois têm um filho - hoje, com 18 anos -  e na época do crime, havia uma disputa pela divisão dos bens.

O caso tinha sido arquivado por falta de provas mas agora foi reaberto. 

É que no apartamento de Eduardo e Ieda, em São Paulo, a polícia encontrou um cano de pistola calibre 380 e um silenciador. 

É o mesmo calibre usado para matar o empresário José Jair Farias.

“Que tudo se resolva, que se faça justiça tanto com meu pai quanto com o zelador”, diz Fabiane Farias, filha de José Jair.

Para a polícia, no caso do assassinato de Jezi Souza, Eduardo Martins está protegendo a mulher, ao dizer que Ieda não sabia de nada. 

As câmeras do prédio mostram ela ajudando a pôr a mala com o corpo do zelador no carro do casal.

Policial: Você falou o que pra ela?

Eduardo: Eu falei que era roupa. 


Que ela sabe que dentro da mala tinha roupa. 

A gente sempre punha as roupas dentro da mala.

Policial: Mas pesado daquele jeito?


Eduardo: Fica pesado mesmo que vai sapato, vai mochila, vai roupa.


Ieda chegou a ser presa esta semana mas conseguiu um habeas corpus e responde em liberdade.
Em nota, a defesa do casal disse que Ieda não vai gravar entrevista por considerar que não se trata do momento correto e oportuno.

Os especialistas criminais consultados pelo Fantástico afirmam que só com uma análise mais detalhada seria possível dizer se Eduardo é um psicopata ou não.

“Você precisa saber o histórico da pessoa, você precisas conhecer as suas outras relações, precisa saber como foi o seu desenvolvimento”, avalia Daniel de Barros, psiquiatra da Faculdade de Medicina da USP.

Nos próximos dias, a polícia fará uma reconstituição do assassinato do zelador Jezi de Souza.

“A gente está tentando encontrar forças para continuar. 

A saudade é muito grande”, ressalta Sheyla de Souza, filha de Jezi.

domingo, junho 08, 2014

Transporte de carga em RO ainda não normalizou após cheia do Rio Madeira

Alguns terminais foram completamente destruídos durante enchente.
Foram três meses de cheia e só há cerca de 30 dias água começou a baixar.

Do Globo Rural
 
O Rio Madeira em Rondônia atingiu a marca histórica de 19,96 centímetros acima do nível normal. 

Foram três meses de enchente e só há cerca de 30 dias a água começou a baixar.

Em um porto da região, só o que funciona é o transporte de passageiros que vão de Porto Velho para Manaus. 

Toda a movimentação de produtos agrícolas para comunidades ribeirinhas e outros estados do norte do país foi interrompida com a enchente.

De dentro do rio é possível ver os estragos causados pela cheia. 


O teto de um galpão desabou em um dos terminais que estão interditados. 

Ali ficavam guardados contêineres com produtos importados.  

Por toda a margem, barrancos desmoronados, cercas retorcidas. No leito do rio, resquícios do que foi arrastado pela água.

Um terminal que recebe em média 10 mil toneladas de grãos por dia ficou debaixo d´água e precisou ficar fechado por 78 dias. 

Uma marca na parede mostra onde a água chegou na rampa usada pelos caminhões para descarregar os grãos. 

Segundo o gerente de operações Osmar Ruani, os custos com a reforma no terminal já chegaram a R$ 1 milhão.

O transporte de cargas pelo rio durante a cheia só não parou graças a um porto, chamado porto organizado, que fica numa região mais alta em relação ao nível do rio. 

Todos os terminais que ficaram alagados usaram essa estrutura para fazer o escoamento de suas mercadorias. 

Segundo a administração, o movimento aumentou em 300%.

Para o embarque de grãos no porto organizado, a estrutura do cais, que é flutuante, foi reforçada por causa da cheia, mas não houve prejuízo. 

 Em 2013, o terminal embarcou 2,8 milhões de toneladas de grãos, que vêm, principalmente, do noroeste de Mato Grosso e do sul de Rondônia pela BR 364.

De lá as barcaças seguem pelo Rio Madeira até o porto de Itacoatiara, no Amazonas

O produto percorre o Rio Amazonas até a sua foz no Oceano Atlântico, de onde segue para o mercado externo.

A Hidrovia do Madeira movimentou 11 milhões de toneladas de cargas em 2013, mas ainda oferece riscos à navegação. 

As empresas que operam no porto reclamam da falta de sinalização e dragagem no rio. 

Quem trabalha na hidrovia sabe dos perigos que aparecem principalmente depois que o rio baixa no fim de agosto: os bancos de areia.

De acordo com o Núcleo de Obras e Melhoramento das Hidrovias da Amazônia Ocidental, do Ministério dos Transportes, as obras de dragagem no Rio Madeira devem começar em julho


Médicos da rede pública do Rio usam 'GPS cerebral' em operações

Neuronavegador já ajudou em 30 cirurgias.
Profissionais do Hospital Miguel Couto usam equipamento desde janeiro.

Do G1 Rio
Médicos do Miguel Couto já fizeram 30 procedimentos com o aparelho (Foto: Renata Missagia/Secretaria Municipal de SAúde do Rio-Divulgação)Médicos do Miguel Couto já fizeram 30 procedimentos com o aparelho (Foto: Renata Missagia/Secretaria Municipal de SAúde do Rio/Divulgação)

Médicos do Hospital Miguel Couto, na Zona Sul do Rio, já realizaram 30 cirurgias de alta complexidade com o primeiro neuronavegador da rede municipal de saúde, usado na unidade desde o início do ano. 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o aparelho é utilizado em grandes centros norte americanos.

Ainda de acordo com a secretaria, o equipamento funciona como um GPS cerebral: guia os neurocirurgiões em suas cirurgias de forma mais precisa através do cérebro e da coluna vertebral dos pacientes. 

É usado, principalmente, para a retirada de pequenos e profundos tumores, de difícil acesso e em áreas mais sensíveis do cérebro, minimizando os riscos de danos e sequelas neurológicas. 

O uso do aparelho diminui o tempo de anestesia, cirurgia e até de internação – uma vez que o paciente se recupera mais rapidamente.

No Rio, o Hospital Municipal Miguel Couto é referência para este tipo de atendimento. 

Só no ano passado, a unidade bateu recorde de neurocirurgias: foram 765 operações – o número corresponde a 36% do total de procedimentos feitos pela Prefeitura. 

A expectativa é de que esse ano os números sejam ainda maiores.

 Somente em 2014, já foram realizadas 174 neurocirurgias até abril.


Tumor de 3 quilos é retirado de abdômen de professora no AC

Paciente pensava que estava com pedras na vesícula.
'Estamos encontrando muitos casos de tumores assim', diz o médico.

Tácita Muniz Do G1 AC
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No Acre, tumor de 3 kg é retirado de professora que não sabia da doença (Foto: Jakson Ramos/Arquivo Pessoal) 
 
Tumor pesando três quilos foi removido
(Foto: Jakson Ramos/Arquivo Pessoal)
 
Durante uma operação realizada no hospital Santa Juliana, em Rio Branco, o médico endoscopista Jakson Ramos retirou de uma professora de 47 anos um tumor que pesava 3kg. 

De acordo com o médico, a paciente não sabia que estava com um tumor e desconfiava que a elevação no abdômen se tratava de um repentino aumento no seu peso. 

A paciente recebeu alta neste sábado (7) e aguarda em casa o resultado da patologia.

"Ela sentia fortes dores no lado direito, abaixo da costela, e achava que era pedra na vesícula

 Ela não é obesa, está apenas um pouco acima do seu peso e, na verdade, ela achava que tinha engordado um pouco e relacionava as dores aos cálculos na vesícula", explica Ramos.

No Acre, tumor de 3 kg é retirado de professora que não sabia da doença (Foto: Jakson Ramos/Arquivo Pessoal) 
 
Médico diz que paciente não suspeitava de tumor
(Foto: Jakson Ramos/Arquivo Pessoal)
 
 
Através de uma amiga em comum, a professora chegou ao médico. Ramos disse que atendeu a pedido de uma amiga. 

"Quando a examinei percebi que havia um tumor, posteriormente, quando fizemos os exames de ultrassonografia e tomografia confirmamos. 

Expliquei o assunto a ela e disse que precisava ser feito uma cirurgia. 

Ela ficou super assustada, mas o procedimento foi um sucesso e acredito, pela minha experiência, que o tumor seja benigno", destaca.

A paciente foi liberada, mas aguarda o resultado da patologia que deve sair dentro de quatro dias. 

O médico informou que esta não é a primeira vez que realiza uma cirurgia para a retirada de um tumor nessas condições.

 "O diagnóstico de casos assim tem se tornado comum. 

Eu atendo muitas pessoas por cortesia , às vezes porque elas não têm tempo ou não conseguem resolver o problema no sistema público e percebo que casos assim têm se tornado muito constantes", diz.

Procurada pelo G1, a professora não quis comentar sobre o assunto.

Paes admite que Baía de Guanabara não estará limpa até as Olimpíadas

Para agência, prefeito do Rio lamenta que despoluição não será legado.
Ele garante, entretanto, que situação não é risco à saúde dos atletas.

Do G1 Rio

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, admitiu neste sábado (7) que a Baía de Guanabara não estará limpa até as Olimpíadas de 2016. 

Em entrevista à agência de notícias Associated Press, o prefeito lamentou que este não será um dos legados dos jogos.

Como mostrou a Globonews neste domingo (8), o Brasil tinha se comprometido a reduzir em 80% a despoluição da baía, que será usada em competições de vela nos jogos olímpícos.

 No mês passado, a agência de notícias já tinha divulgado trechos de uma carta enviada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente ao Ministério dos Esportes admitindo que, na melhor das hipóteses, a despoluição será de 50%.

Paes argumenta, entretanto, que a situação não é um risco à saúde dos atletas

 Ele ressaltou que as competições acontecerão numa parte menos poluída da baía.

 Num evento para audiência estrangeira neste sábado (7), quando questionado se o governo seria moralmente ou legalmente responsável caso atletas ficassem doentes, Paes respondeu: "Claro, eu acho que é nossa responsabilidade", segundo a BBC Brasil.



Pastor Davi Passamani abriu novo local de culto em fevereiro após renunciar cargo em igreja depois de investigações de crimes sexuais Polícia Civil disse que prisão preventiva foi necessária porque pastor cometeu crimes usando cargo religioso.

Advogado alegou que prisão do pastor faz parte de ‘conspirações para destruir sua imagem’. Por Thauany Melo, g1 Goiás 07/04/2024 04h00.    P...