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domingo, junho 08, 2014

Transporte de carga em RO ainda não normalizou após cheia do Rio Madeira

Alguns terminais foram completamente destruídos durante enchente.
Foram três meses de cheia e só há cerca de 30 dias água começou a baixar.

Do Globo Rural
 
O Rio Madeira em Rondônia atingiu a marca histórica de 19,96 centímetros acima do nível normal. 

Foram três meses de enchente e só há cerca de 30 dias a água começou a baixar.

Em um porto da região, só o que funciona é o transporte de passageiros que vão de Porto Velho para Manaus. 

Toda a movimentação de produtos agrícolas para comunidades ribeirinhas e outros estados do norte do país foi interrompida com a enchente.

De dentro do rio é possível ver os estragos causados pela cheia. 


O teto de um galpão desabou em um dos terminais que estão interditados. 

Ali ficavam guardados contêineres com produtos importados.  

Por toda a margem, barrancos desmoronados, cercas retorcidas. No leito do rio, resquícios do que foi arrastado pela água.

Um terminal que recebe em média 10 mil toneladas de grãos por dia ficou debaixo d´água e precisou ficar fechado por 78 dias. 

Uma marca na parede mostra onde a água chegou na rampa usada pelos caminhões para descarregar os grãos. 

Segundo o gerente de operações Osmar Ruani, os custos com a reforma no terminal já chegaram a R$ 1 milhão.

O transporte de cargas pelo rio durante a cheia só não parou graças a um porto, chamado porto organizado, que fica numa região mais alta em relação ao nível do rio. 

Todos os terminais que ficaram alagados usaram essa estrutura para fazer o escoamento de suas mercadorias. 

Segundo a administração, o movimento aumentou em 300%.

Para o embarque de grãos no porto organizado, a estrutura do cais, que é flutuante, foi reforçada por causa da cheia, mas não houve prejuízo. 

 Em 2013, o terminal embarcou 2,8 milhões de toneladas de grãos, que vêm, principalmente, do noroeste de Mato Grosso e do sul de Rondônia pela BR 364.

De lá as barcaças seguem pelo Rio Madeira até o porto de Itacoatiara, no Amazonas

O produto percorre o Rio Amazonas até a sua foz no Oceano Atlântico, de onde segue para o mercado externo.

A Hidrovia do Madeira movimentou 11 milhões de toneladas de cargas em 2013, mas ainda oferece riscos à navegação. 

As empresas que operam no porto reclamam da falta de sinalização e dragagem no rio. 

Quem trabalha na hidrovia sabe dos perigos que aparecem principalmente depois que o rio baixa no fim de agosto: os bancos de areia.

De acordo com o Núcleo de Obras e Melhoramento das Hidrovias da Amazônia Ocidental, do Ministério dos Transportes, as obras de dragagem no Rio Madeira devem começar em julho


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