Homens espanhóis se voluntariaram a cuidar de crianças para mães participarem de manifestações. Em Jerusalém, mulheres progressistas enfrentaram resistência das ultra-ortodoxas no Muro das Lamentações.
Por G1
Espanholas se reuniram nesta sexta-feira (8) na Praça do Sol, em Madri,
em protesto que marcou o Dia da Mulher — Foto: Susana Vera/ Reuters.
O Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta sexta-feira (8), teve
protestos para pedir direitos iguais e respeito em vários países.
Na Espanha,
as mulheres organizaram a segunda greve geral feminista para pedir
igualdade salarial.
A paralisação atinge vários setores para mostrar a
importância deste grupo para a força de trabalho do país e refletir
sobre conquistas e lutas das mulheres.
Dia Internacional da Mulher tem homenagens e protestos em todo o mundo.
A paralisação é respaldada pela Justiça e pelos sindicatos, ou seja, as
trabalhadoras de setores, como a educação, cuidados e consumo, têm o
direito de fazer greve sem serem penalizadas, de acordo com a RFI.
Embora tenham sido afetados pela paralisação, a maioria dos setores não parou.
Embora tenham sido afetados pela paralisação, a maioria dos setores não parou.
Aulas foram canceladas em universidades.
Em ao menos duas das principais redes de televisão, além de jornais e estações de rádio, a adesão das mulheres foi total, e apenas homens apresentam programas e trabalham na produção.
Em ao menos duas das principais redes de televisão, além de jornais e estações de rádio, a adesão das mulheres foi total, e apenas homens apresentam programas e trabalham na produção.
Manifestantes bloqueiam a Gran Via, em Barcelona, em protesto pelo Dia
da Mulher, nesta sexta-feira (8) — Foto: Pau Barrena / AFP
Em 2018, milhões de mulheres aderiram e fizeram da greve a maior manifestação no mundo pelo dia 8 de Março.
Neste ano, as celebrações ocorrem em meio à campanha para as eleições
gerais no país, adiantadas pelo governo espanhol depois que o chefe do
governo, o socialista Pedro Sánchez, não ter apoio da maioria do
Parlamento para aprovar o Orçamento.
O atual governo tomou o poder no ano passado, meses depois da primeira
greve das mulheres, que exigia justamente mais representação feminina na
política.
O gabinete tem 11 dos 17 ministérios liderados por mulheres.
O gabinete tem 11 dos 17 ministérios liderados por mulheres.
Homens voluntários.
Uma novidade deste ano são milhares de tendas instaladas pela
organização que funcionam como pontos de apoio para mulheres que queiram
deixar seus filhos.
Voluntários homens ajudam a cuidar das crianças enquanto as mães participam das manifestações.
Voluntários homens ajudam a cuidar das crianças enquanto as mães participam das manifestações.
Mais de 1.000 atos devem acontecer em todo o país ao longo do dia.
Com panelas e cartazes, elas se concentraram na Praça do Sol, em Madri.
Com panelas e cartazes, elas se concentraram na Praça do Sol, em Madri.
Em Barcelona, as manifestantes bloquearam a Gran Via, no centro da
cidade e foram retiradas pela polícia.
Como a maioria das deputadas aderiram à paralisação, as atividades do Parlamento Catalão ficaram paralisadas por falta de quórum, de acordo com o jornal “La Nación”.
Como a maioria das deputadas aderiram à paralisação, as atividades do Parlamento Catalão ficaram paralisadas por falta de quórum, de acordo com o jornal “La Nación”.
Israel
Integrante do movimento religioso judeu progressista "Mulheres do Muro"
discute com meninas judias ultra-ortodoxas no Muro das Lamentações na
Cidade Velha de Jerusalém, nesta sexta-feira (8) — Foto: Gali Tibbon /
AFP.
Em Israel, integrantes do movimento progressista "Mulheres do Muro"
convocaram uma manifestação no Muro das Lamentações, local sagrado para
os judeus, na Cidade Velha de Jerusalém.
O ato foi interrompido por organizações ultra-ortodoxas femininas, que
obrigaram as feministas a se deslocarem para um outro ponto do muro
depois que duas de suas integrantes ficaram feridas, de acordo com o
relato da organização ao jornal “Times of Israel”.
A polícia não confirmou que as ultra-ortodoxas usaram violência contra as progressistas.
A polícia não confirmou que as ultra-ortodoxas usaram violência contra as progressistas.
Em Hamburgo, no norte do país, integrantes do grupo feminista Femen
fizeram protesto em uma rua em que se localizam casas de prostituição.
Sem blusas e sutiãs, elas percorreram a rua frequentadas por homens com frases pintadas no corpo com diferentes mensagens, entre elas, “sem fronteiras sem bordéis para mulheres”.
Sem blusas e sutiãs, elas percorreram a rua frequentadas por homens com frases pintadas no corpo com diferentes mensagens, entre elas, “sem fronteiras sem bordéis para mulheres”.
Diversas manifestações foram programadas em Berlim, onde é feriado pela
primeira vez.
Nas outras cidades do país, os alemães têm um dia de trabalho normal.
Nas outras cidades do país, os alemães têm um dia de trabalho normal.
Integrantes do grupo feminista Femen fizeram protesto em rua em que se
localizam casas de prostituição em Hamburgo, no norte da Alemanha, nesta
sexta-feira (8). Manifestante escreveu nas costas “Sem fronteiras sem
bordéis para mulheres” — Foto: Patrik Stollarz / AFP.
O novo dia de folga berlinense, criado em janeiro pelo governo local,
não acontece sem algumas críticas.
De acordo com o instituto de opinião YouGov, 48% apoiam a iniciativa enquanto 60% das mulheres se disseram favoráveis à medida.
De acordo com o instituto de opinião YouGov, 48% apoiam a iniciativa enquanto 60% das mulheres se disseram favoráveis à medida.
Membros de partidos que compõem a coalizão de governo municipal
(socialistas, sociais-democratas e verdes) elogiam a iniciativa como um
marco para a luta pela igualdade entre mulheres e homens.
Porém, políticos conservadores afirmam que a medida provocará perdas
financeiras para a cidade.
A associação local de comércio e indústria estimou o prejuízo em cerca de € 160 milhões, de acordo com a RFI.
A associação local de comércio e indústria estimou o prejuízo em cerca de € 160 milhões, de acordo com a RFI.
Cachorro tenta alcançar uma flor distribuída por soldados das Forças
Armadas Alemãs (Bundeswehr) às mulheres perto do Portão de Brandenburgo,
em Berlim, na Alemanha, nesta sexta-feira (8), Dia da Mulher — Foto:
Hannibal Hanschke/ Reuters.
Hong Kong.
Em Hong Kong, trabalhadoras domésticas e ativistas participaram de um protesto por melhores condições de trabalho.
Trabalhadoras domésticos imigrantes e ativistas seguram cartazes
durante protesto exigindo melhores condições de trabalho para marcar o
Dia Internacional da Mulher, nesta sexta-feira (8), em Hong Kong — Foto:
Anthony Wallace / AFP.
Quênia.
As mulheres percorreram as ruas de Nairobi, no Quênia, para pedir a
criação de um plano nacional de ação contra o feminicídio e a violência
contra a mulher no país, onde raramente manifestações desse tipo são
organizadas.
Dados de 2014 do Escritório de Crime do Quênia indicam que quase uma em
cada cinco quenianas (21%) sofreu violência sexual, e quase a metade da
população feminina (45%) entre 15 e 49 anos foi vítima de violência
física e/ou sexual.
As manifestantes fizeram paradas em frente ao Parlamento, ao Tribunal
Supremo e à sede do governo para pedir que as autoridades reconheçam
esses problemas como uma "emergência nacional", tal como fez o governo
de Serra Leoa em fevereiro passado, de acordo com a agência Efe.
Nós estamos bravas. Parem de nos matar’ —
Foto: Khalil Senosi/ AP
Protesto reuniu mulheres em Nairobi, no Quênia, nesta sexta-feira (8), Dia da Mulher.
Queniana segura cartaz com a mensagem ‘Quebrem o silêncio! Nós estamos cansadas.
Veja fotos do Dia de Mulher em outros países:
Protesto reuniu mulheres em Nairobi, no Quênia, nesta sexta-feira (8), Dia da Mulher.
Queniana segura cartaz com a mensagem ‘Quebrem o silêncio! Nós estamos cansadas.
Índia
Indianas fazem protesto contra violência doméstica e ataques sexuais em
Nova Déli, na Índia, nesta sexta-feira (8), Dia da Mulher — Foto:
Manish Swarup/ AP
Coreia do Sul
Trabalhadoras participam de manifestação em Seul, na Coreia do Sul,
nesta sexta-feira (8), Dia da Mulher — Foto: Lee Jin-man/AP
Sul-coreanas com chapéus de bruxas participam de manifestação em Seul,
nesta sexta-feira (8), Dia da Mulher — Foto: Jung Yeon-Je / AFP.
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