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sexta-feira, abril 25, 2008

PSICANÁLISE KLEINIANA

Melanie Klein


Psicanálise Kleiniana
Klein, Melanie, née Reizes (Viena,1882-Londres,1960), psicanalista inglesa. No plano político, o kleinismo é um dos grandes componentes do moderno legitimismo freudiano, uma vez que se desenvolveu como escola no interior da International Psychoanalytical Association (IPA), sem contestar a idéia, própria do freudismo e da psicanálise, da necessidade de uma organização universalista (e não comunitarista) do movimento psicanalítico. Melanie Klein foi o principal expoente do pensamento da segunda geração psicanalítica mundial. Deu origem a uma das grandes correntes do freudismo, o kleinismo, e graças a Ernest Jones, que a chamou par a Grã-Bretanha, contribuiu para o desenvolvimento considerável da escola inglesa de psicanálise. Transformou totalmente a doutrina freudiana clássica e criou não só a psicanálise de crianças, mas também uma nova técnica de tratamento e de análise didática, o que fizera dela um chefe de escola.
Sua obra, composta essencialmente de cerca de cinqüenta artigos e de um livro, “A psicanálise de crianças”, foi traduzida em quinze línguas e reunida em quatro volumes. Acrescenta-se uma “Autobiografia” inédita e uma importante correspondência. A tradução francesa, realizada em parte por Marguerite Derrida, é de excepcional qualidade. Muitas obras foram dedicadas a Melaine Klein, entre as quais as de Hannah Segal, sua principal comentadora, e a de Phyllis Grosskurth, sua biógrafa. Um dicionário dos conceitos kleinianos foi realizado por R.D. Hinshelwood em 1991.
Na história do movimento psicanalítico, deu-se o nome de kleinismo, em oposição ao annafreudismo, a uma corrente representada pelos diversos partidários de Melanie Klein, dentre os quais se incluem os pós-kleinianos que se pautam em Wilfred Ruprecht Bion. Foi depois do período das Grandes Controvérsias, que desembocara, em 1954, numa clivagem da British Psychoanalytical Society (BPS) em três tendências, que o termo se impôs.
Diversamente do annafreudismo, o kleinismo não é uma simples corrente, mas uma escola comparável ao lacanismo. Com efeito, constitui-se como um sistema de pensamento a partir de um mestre (no caso, uma mulher) que modificou inteiramente a doutrina e a clínica freudianas, cunhando novos conceitos e instaurando uma prática original da análise, da qual decorreu um tipo de formação didática diferente da do freudismo clássico.
A partir do ensino de Karl Abraham, Melanie Klein e seus sucessores fizeram escola, integrando na psicanálise o tratamento das psicoses (esquizofrenia, “borderlines”, distúrbios da personalidade ou do “self”), inventando o próprio princípio da psicanálise de crianças (por uma rejeição radical de qualquer pedagogia parental) e, por fim, transformando a interrogação freudiana sobre o lugar do pai, sobre o complexo de Édipo e sobre a gênese da neurose e da sexualidade numa elucidação da relação arcaica com a mãe, numa evidenciação de ódio primitivo (inveja) próprio da relação de objeto e, por último, numa busca da estrutura psicótica (posição depressiva/posição esquizo-paranóide) que é característica de todo sujeito. Assim, os kleinianos, tal como os lacanianos, inscreveram a loucura bem no âmago da subjetividade humana.
Por outro lado, definiram um novo âmbito para a análise, muito diferente do dos freudianos, baseado em regras precisas e, em especial, num manejo da transferência que tende a excluir da situação analítica qualquer forma de realidade material em prol de uma realidade psíquica pura, conforme à imagem que o psicótico tem do mundo e de si mesmo. Daí a criação do termo “acting in”, decorrente de “acting out”.
O kleinismo, define-se, portanto, ao lado do lacanismo e diversamente do annafreudismo, como uma verdadeira doutrina, que tem sua coerência própria, um corpo conceitual específico, um saber clínico autônomo e um modo de formação didática particular. Como reformulação da doutrina freudiana original, ele faz parte do freudismo, do qual reconhece os fundamentos teóricos, os conceitos e a anterioridade histórica. É uma das modalidades interpretativas do freudismo, articulada com o antigo suporte biológico e darwinista deste último. Nessas condições, não revisou os fundamentos epistemológicos dele nem propôs qualquer teoria do sujeito, como fez o lacanismo.
Enquanto o annafreudismo encarna, através da figura da filha do pai, o vínculo de identidade que interligou os membros da antiga diáspora vienense exilada nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, o kleinismo é uma doutrina em expansão, sobretudo nos países latino-americanos (Brasil e Argentina), onde ajuda a psicanálise a enfrentar as outras escolas de psicoterapia que começaram a ameaça-la, a partir da década de 1970, em virtude de sua falta de criatividade.
Por ser uma escola de pensamento que alia um saber clínico a uma teoria, o kleinismo erigiu-se sobre uma crítica da forma dogmática do freudismo, para em seguida produzir, no próprio interior do freudismo de que nasceu, uma nova idolatria do mestre fundador, uma historiografia de tipo hagiográfico e um novo dogmatismo. E ainda não suscitou, como o freudismo, as condições internas para uma crítica a esse dogmatismo.
Vejamos um pouco mais sobre a história do kleinismo. Em 1927, M.Klein instala-se em Londres, por instâncias de E.Jones, criador e organizador da Sociedade Britânica de Psicanálise. Ali ensina sua teoria e funda uma escola, o que lhe vale, a partir de 1938, conflitos muitos violentos com A.Freud. Teoricamente, esta lhe censura as concepções de objeto, supereu, Édipo e fantasmas originários; para ela, a inveja, a gratidão e as posições depressivas e esquizoparanóide não são psicanalíticas. Clinicamente, censura-a por afirmar que é possível uma transferência no tratamento da criança, tornando desnecessário todo o trabalho com os pais. M. Klein recusa tais críticas, acusando sua rival de não ser freudiana. Em 1946, são criados dois diferentes grupos de formação de psicanalistas e, em 1955, é fundado o Melanie Klein Trust.
Com notável aprofundamento da formação dos juízos de atribuição e de existência, dos quais S.Freud tinha formulado os princípios, em seu artigo “A Negativa” (Die Verneinung, 1925), a teoria kleiniana estrutura-se sobre dois conceitos: o da posição esquizoparanóide, que combate de forma ilusória, mas violenta, toda perda, e o da posição depressiva, na qual a perda é realmente comprovada. Essas duas posições referem-se à perda, ao trabalho de luto e à reparação, consecutivos, de dois objetos psíquicos parciais e primordiais, dos quais todos os demais nada mais são do que substitutos metonímicos: o seio e o pênis. Ambos os objetos parciais entram em jogo em uma cena imaginária inconsciente, chamada por M.Klein de “cena materna”.
Nesse teatro do “eu-nascente”, sobre essa outra cena onde são representadas sua existência e sua atribuição, tais objetos irão surgir ou voltar às coxias e a seu depósito de acessórios. Nele, suas representações psíquicas encontram os índices de realidade, os traços reais e as representações que servem para lhes dar uma identidade familiar e perceptível, pois correspondem a outros objetos reais, que são os sujeitos parentais. M.Klein fornece, desses travestimentos identificatórios, elaborados pela psique do “infans” –esse imaginário irá, de fato, conhecer sua quintessência entre os três e os dez meses- graças aos quais o “infans” irá se encontrar, no estranho dos outros, um belo exemplo literário, em uma obra de M.Ravel, a respeito de um texto de Colette (1925): “L’enfant et les sortilèges”. Assim, a realidade exterior não é, em sua teoria, nada mais do que uma “Weltanschauung” da própria realidade psíquica. Porém, ela permite que uma criança muito pequena se assegure uma certa identidade de percepção e de pensamento entre seus objetos imaginários e outros mais reais; a seguir, adquire, progressivamente, juízos de atribuição e de existência a seu respeito, a fim de constituir um domínio das angústias com as quais é confrontada pela pulsões de vida e de morte, pois essa pulsões exigem dela, para sua satisfação, objetos reais ou substitutos imaginários.
A esse respeito, a teoria kleiniana desenvolve uma elaboração interessante. Esses objetos, que são para a criança o seio e o pênis, bem como seus desdobramentos reais, parciais ou totais (pais, irmão, irmã, meia-irmã, etc.), poderia o “infans” entrega-los, sem discernimento, à exigência pulsional, mesmo que representem para ele uma fundamental aposta atributiva, existencial e identificatória, e mesmo que, pela identificação com eles, poderia ele próprio se entregar às pulsões? Não o poderá fazer sem discernimento, mas em que consiste esse discernimento? Adquire a consistência de “dois operadores defensivos”, aos quais sucede, quando operam, “uma série de processos de tipo sublimatório”. Os dois operadores são, um deles, de ordem quantitativa e, outro, de ordem qualitativa.
Quantitativamente, o objeto é fracionado, dividido, fragmentado e multiplicado, por uma espécie de clivagem (clivagem do objeto); qualitativamente, é uma espécie de mínimo divisor comum que divide tudo o que está clivado em duas únicas categorias: a do bom e a do mau. Esses dois operadores defensivos, que, portanto, são a multiplicação por clivagem e as divisões pela classificação, a seguir, dão acesso a processos de tipo sublimatório: a introjeção para si, a projeção para fora e a identificação com aquilo que é introjetado ou projetado, podendo esses processos se combinar, para produzir, particularmente, identificações projetivas e introjetivas. Esses processos são sublimatórios, pois mediatizam as relações do sujeito com a pulsão, cuja satisfação precisa operar desvios suspensivos, desvios esses justamente impostos por estes processos.
Portanto, quando são instalados esses circuitos pulsionais complexos, é que são produzidos as sublimações, objetos, pulsões, angústias e outros afetos, que podem ser conservados, rejeitados, retomados, destruídos, idealizados, reparados, em suma elaborados, assim mediatizados pela criança; o que lhe permite abrir-se para juízos de atribuição e de existência, bem como para possibilidades identificatórias, pelas quais, para ela, o objeto só adquire valor por sua perda real. Essa perda também é a que deixa definitivamente cair alguma coisa no inconsciente, o que exprime o conceito de recalcamento primário.
Sublimações, defesas, apostas atributivas, existenciais ou identificatórias, controle das pulsões e das angústias, recalcamento; são estas as funções tradicionalmente atribuídas, em psicanálise, ao eu. Pois a instância do eu, em ação imediatamente para essas funções vitais, é, na teoria kleiniana, de saída confrontada com um Édipo, que seus objetos imaginários, somados aos da realidade, para fundar sua identidade, colocam em cena precocemente. E, com ele, apresenta-se um supereu feroz e aterrador, que atormenta o sujeito, introduzindo nele seu sentimento inconsciente de culpa.
Todavia, embora M.Klein não teorize exatamente nesses termos, sua concepção de eu pressupõe um sujeito diferente dele, com o qual não pode se confundir. De fato, à medida que as relações objetais substituem por objetos imaginários da realidade exterior, o eu, que comanda as sublimações por ele produzidas, poderia ele se tornar uma coisa diferente desses objetos, como eles trabalhando por processos de tipo sublimatório, como eles dividido por idênticas clivagens, como eles reduzido às mesmas classificações e, finalmente, como eles levado à destinos similares, pela relação com o isso? A partir de suas elaborações sobre a identificação, M.Klein o trata como tal. Mas, desde logo, qual poderia ser a sublimação, senão a de se tornar um sujeito que lhe seja outro, que se divida, para melhor poder subverter e não ter de sustentar unicamente o desejo?
De que modo, na teoria kleiniana, o eu só adquire valor com sua perda real, com seu recalcamento radical, para que advenha o sujeito? Através do supereu.
Para M.Klein, esse conceito está longe de ser apenas a instâncias coercitiva e moral, incluída nas três instâncias criadas por Freud, em sua segunda tópica. Em 1941, para mostrar a Jones as malversações teóricas de A.Freud, ela lhe escreve que o supereu é “o ponto máximo” da teoria freudiana: “Em minha opinião, a psicanálise percorreu um caminho mais ou menos retilíneo, até essa descoberta decisiva, que nunca mais foi igualada”. Esse ponto máximo é, literalmente, o falo da teoria kleiniana. A partir de J.Lacan, o falo é o significante do desejo; toda teoria tem o seu, para adquirir consistência; na teoria freudiana, por exemplo, é a castração. Resgatá-lo permite saber, a partir do significante do desejo que ele conceptualiza, que lei simboliza sua lógica. Portanto, em M.Klein, a lógica do desejo e sua lei adquirem sentido no supereu.
A angústia primária não está relacionada com a castração, mas com um desejo de destruição primordial, que é o desejo de morte do outro real. Esse desejo põe em cena um fantasma, onde o sujeito destrói o corpo materno, para apropriar-se de seus órgãos e, em particular, do “pênis paterno”, “protótipo de todos os objetos” contidos nesse corpo. Não é, pois, apenas o órgão que a criança deseja introjetar em si, mas também um “objeto totêmico”, ou objeto ancestral e protetor; mas, como todo o totem, é proibido obter gozo dele ou daquilo que é ordenado por lei. Sua introjeção traz também consigo o mau: o interdito do incesto, a angústia correlativa, correspondente ao desejo de transgredi-lo, a culpa que o inscreve em uma dimensão moral (ou cultural) e a necessidade de punição, que irá constituir o processo reparador. Na teoria kleiniana, o totem de duas faces, o falo, tem um nome simbólico: o supereu, instância arcaica, no sentido etimológico daquilo que é originário e fundador, daquilo que comanda e dirige, conduz e sanciona, atribui e retoma: “Coisa que morde, que devora e que corta”.
Por isso, o Édipo é pré-genital; sua vivência traumática não pode ser simbolizada pelo “infans”, a não ser pelo discurso de um outro; o recalcamento é secundário a ela, só se sustentando pela parte persecutória do supereu; a relação do pequeno sujeito com essa instância pode prefigurar as futuras identificações com um agressor: portanto, é dela que irão depender os mecanismos identificatórios.
Par despojar a mãe do pênis paterno que ela detém em seu seio, a criança precisa atravessar a primeira fase de desenvolvimento, que é uma “fase de feminilidade”, de uma importância vital e pouco reconhecida até agora, pois, nela, a criança descobre o desejo de possuir um determinado órgão: o pênis do pai. Privar dele a mãe significa, para o sujeito muito pequeno, impedi-la de produzir seus dois principais equivalentes simbólicos: o filho e as fezes; equivalentes que são, em sua a origem, ao desejo de ter, a “inveja”, e ao desejo de perder, o “ódio”. Nesse período precoce do desenvolvimento, a mãe, que leva embora as fezes do filho, também é a mãe que o desmembra e o castra (...). Em termos de realidade psíquica, ela já é, também ela, o “castrador”.
“Também ela”: portanto, o supereu deve ser castrador, conforme as imagos materna e paterna. Para M.Klein, aliás, o filho unifica primeiramente seus dois genitores; só os dissocia para garantir suas alianças imaginárias, quando se envolve em conflitos com eles. Conflitos relacionados ao complexo edípico precoce. Só será possível uma saída pacífica pela identificação somente com o pai. “Por mais forte que seja a influência do aspecto materno na formação do supereu, é, entretanto, o superu paterno que, desde o começo, possui um poder decisório”. Esse retorno ao pai está situado no momento em que o “visível” entra em cena, quando o pênis real “torna-se objeto do olhar”. Essa fase mais narcisista é reparadora, pois nela o pênis passa do interior da cena materna para fora do corpo do outro. Assim, esse real estabelece limites ao imaginário. Que, com freqüência, a mãe seja a fornecedora, isso faz com que seu filho seja capaz de se encontrar; ele então percebe que só pode receber dela aquilo que lhe faz falta. A partir dessa falta, o supereu, aliviado de seu peso, readquire significância totêmica e volta a ser lei do desejo, em lugar de ser um identificante persecutório. Entre as principais obras de M.Klein estão : “A psicanálise de crianças” (1932), “Ensaio de psicanálise” (1947), “Desenvolvimento em psicanálise” (1952) e “Inveja e gratidão” (1957).

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Bibliografia:
ROUDINESCO, ELISABETH - Dicionário de Psicanálise, Jorge Zahar Editor, RJ-1997.

CHEMAMA, ROLAND - Dicionário de Psicanálise Larousse, Artes Médicas, RS-1995.

LAPLANCHE E PONTALIS – Vocabulário da Psicanálise, Martins Fontes, SP-2000.

KAUFMANN, PIERRE – Primeiro Grande Dicionário Lacaniano, Jorge Zahar Editor, RJ-1996.

NASIO, J-D - Introdução às Obras de Freud, Ferenczi, Groddeck, Klein, Winnicott, Dolto, Lacan, Jorge Zahar Editor, RJ-1995.

PSICANÁLISE KLEINIANA


Este é o site de Estudo, Pesquisa e Transmissão da Psicanálise Kleiniana editado por um Psicanalista que estará sempre em Formação, na busca de conhecimentos necessários para sustentar a prática analítica.

Assim como os lacanianos, os kleinianos (Melaine Klein 1882-1960) também são freudianos. A característica é que todos se reconhecem na psicanálise enquanto que o que se afasta de Freud não é mais psicanálise. Os que praticam a psicanálise têm em comum, conceitos como o inconsciente, a transferência, um certo tipo de tratamento. Se não se trata mais de psicanálise, então se trata de psicologia, psicoterapia.

A Psicanálise Kleiniana (kleinismo), não é uma simples corrente, mas uma escola comparável ao lacanismo. Com efeito, constitui-se como um sistema de pensamento a partir de um mestre (no caso, uma mulher) que modificou inteiramente a doutrina e a clínica freudianas, cunhando novos conceitos e instaurando uma prática original da análise, da qual decorreu um tipo de formação didática diferente da do freudismo clássico. O kleinismo, define-se, portanto, ao lado do lacanismo e diversamente do annafreudismo, como uma verdadeira doutrina, que tem sua coerência própria, um corpo conceitual específico, um saber clínico autônomo e um modo de formação didática particular. Como reformulação da doutrina freudiana original, ele faz parte do freudismo, do qual reconhece os fundamentos teóricos, os conceitos e a anterioridade histórica.

Essa mulher, que reconheceu inteiramente a contribuição de Freud, inclusive a pulsão de morte, esteve na origem tanto do fundamento analítico da prática dos tratamentos com crianças quanto de uma corrente da psicanálise, em que a clínica do narcisismo chegou a seu auge.

Os lacanianos trabalham com uma duração variável dos tratamentos, com a duração variável das sessões de análise, têm uma concepção de intervenção mais forte sobre a linguagem, e os kleinianos mais sobre a questão da transferência. Desde o início do século XIX, a Psicanálise foi apresentando mudanças e novas propostas de compreensão teórica, destacando-se os trabalhos de Melanie Klein, Lacan, Winnicott, entre outros.

Em 30 de março de 1882 nasce em Viena Melanie Klein. O pai, de origem judaica, era um estudioso do Talmud. Aos 37 anos, Klein rompe com a ortodoxia religiosa e cursa Medicina. Após o abandono da Medicina, segue cursos de Arte e História na Universidade de Viena, sem graduar-se. Em Budapeste-1916, tem o primeiro contato com a obra de Freud e inicia análise com Sándor Ferenczi.

Estimulada por ele, inicia o atendimento de crianças. Em 1925 radicaliza-se em Londres e em 1932 publica simultaneamente, em inglês e alemão, da obra: A psicanálise da criança.

Este Site tem como objetivo o estudo, pesquisa e transmissão da psicanálise freudiana através da releitura ou viés de Melanie Klein.

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1- Psicanálise Freudiana.

2- Cronologia de Melanie Klein.

3- Biografia de Melanie Klein.

4- Fundamentos de Melanie Klein.

5- Identificação.

6- Grupo de Estudo e Discussão.

7- Escolas Psicanalíticas.

SIGMUND FREUD

Sigmund Freud foi o criador da psicanálise. Jaques Lacan foi o seguidor que mais contribuiu e deu continuidade à sua obra. Lacan (1901-1980) nasceu na França em Orleans. Formou-se em medicina, atuando como neurologista e psiquiatra e se considerava um Psicanalista Freudiano. Lacan mostrou que o inconsciente se estrutura como a linguagem. A verdade sempre teve a mesma estrutura de uma ficção, em que aquilo que aparece sob a forma de sonho ou devaneio é, por vezes, a verdade oculta sobre cuja repressão está a realidade social. Considerava que o desejo de um sonho, não é desculpar o sonhador, mas o grande “Outro” do sonhador. O desejo é o desejo do “Outro”, e a realidade é apenas para aqueles que não podem suportar o sonho. Lacan conduziu avidamente seus estudos de lógica e de topologia matemática que o levaram à formulação dos “matemas e nós barromeanos” e à doutrina do real, simbólico e imaginário. Lacan preferia a não interferência no discurso do paciente, ou seja deixava fluir a conversa para que o próprio analisando descobrisse as suas questões, pois o risco da interpretação, é o analista passar os seus significantes para o paciente.
Este Site tem como objetivo o estudo, pesquisa e transmissão da psicanálise freudiana através da releitura ou viés de Jaques Lacan. É editado por um psicanalista em formação. Em breve teremos muitas novidades e novas informações.

ESTUDO DA PSICANÁLISE

PARA INGRESSAR NO GRUPO DE ESTUDO E DISCUSSÃO APERTE NO LINK NO FINAL DESTA PÁGINA.

O que é psicanálise? Psicanálise é uma ciência? O que quer uma análise? O que se passa com o analista? Qual a direção da análise nos movimentos psicanalíticos (freudiano, lacaniano, kleiniano, etc.)?

Esta comunidade psicanalítica tem como objetivo o Estudo, Pesquisa e Transmissão da Psicanálise. Visamos um trabalho conjunto de ajuda mútua entre estudantes, psicanalistas e as instituições favorecendo o avanço da psicanálise e considerando a teoria freudiana o alicerce fundamental desse estudo teórico.

Como forma de transmissão temos a história (que não fique velada pela escritura), a memória (que é uma representação da verdade) e a narrativa (poesia).

Como estatuto: o nosso grupo de estudo é livre, sendo conduzido pelos próprios participantes dentro de critérios éticos. Não temos gerência sobre as instituições e visaremos a legitimidade e o fortalecimento da formação analítica. Buscaremos os enlaces entre os participantes, respeitando os traços característicos e individuais e faremos trabalhar as diferenças em direção a uma convergência.

Ao fazer avançar o nosso discurso, sendo sustentado no discurso analítico, somente o efeito dos significantes no tempo poderá mostrar a eficácia deste trabalho.

Este Site é editado por um Psicanalista que estará sempre em Formação.

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e-mail: psicanalise@hotmail.com

PSICANÁLISE FREUDIANA

PSICANÁLISE LACANIANA

PSICANÁLISE KLEINIANA

ESCOLAS PSICANALÍTICAS

MATILDE GASTOU R$ 51 MIL EM FIM DE SEMANA

Matilde gastou R$ 51 mil com cartão em fim de semana
Qui, 24 Abr, 08h06



A ex-ministra Matilde Ribeiro foi a campeã de gastos com cartão corporativo nos fins de semana. Levantamento feito pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), sub-relator de sistematização da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista dos Cartões Corporativos, aponta pagamentos com cartão de crédito do governo de R$ 51.269,04, somente aos sábados e domingos, entre julho de 2006 e janeiro deste ano. Em seguida, vem o reitor da Universidade Federal de São Paulo, Ulisses Fagundes Neto, que gastou com cartão corporativo, apenas nos fins de semana entre junho de 2006 e janeiro de 2008, R$ 37.282,90.

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"Não é normal gastos com cartões corporativos acontecerem no fim de semana. O normal é que esses gastos sejam de segunda a sexta-feira", disse Carlos Sampaio. A maior parte dos pagamentos de R$ 51,2 mil feitos com cartão corporativo pela ex-ministra Matilde Ribeiro foi com o aluguel de automóveis e diárias de hotel. "Já tinham sido noticiados gastos da ex-ministra Matilde. Não quer dizer que sejam irregulares, mas a regra não admite o uso de cartão aos sábados e domingos", observou Carlos Sampaio.

LUCRO DA VALE CAI

Lucro da Vale cai 55,8% no primeiro trimestre, para R$ 2,253 bilhões

RIO - A Vale fechou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 2,253 bilhões, uma queda de 55,8% em relação aos R$ 5,095 bilhões entre janeiro e março de 2007 e um recuo de 48,9% frente aos R$ 4,411 bilhões do quarto trimestre do ano passado.

A receita bruta da mineradora atingiu R$ 14,549 bilhões entre janeiro e março, uma queda de 12,5% em relação ao registrado no primeiro trimestre do ano passado. A geração de caixa, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi de R$ 6,638 bilhões, um resultado R$ 2,298 bilhões abaixo (-25%) do primeiro trimestre de 2007.

Já o lucro operacional, medido pelo Ebit (lucro antes de juros e impostos) recuou 34,1%, para R$ 5,325 bilhões.

quarta-feira, abril 23, 2008

TRUCULÊNCIA DO MST CONTRA A IMPRENSA

MST pede ao MPF que cale a imprensa
Lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) foram ao Ministério Público Federal (MPF) pedir providência contra os meios de comunicação que publicam "reportagens procurando impingir caráter terrorista às lideranças e à luta dos movimentos sociais".

Acompanhados de integrantes da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) e do Fórum em Defesa das Rádios Comunitárias, os integrantes do MST entregaram um relatório que pede atenção especial do MPF a denúncias de que setores da mídia promovem a difamação de defensores dos direitos humanos.

Para o MST, as reportagens negativas tem o objetivo de "descaracterizar a luta dos movimentos sociais pelos direitos humanos". O MPF do Pará divulgou a informação através da sua assessoria de imprensa.

O procurador-chefe substituto, Rafael Ribeiro Rayol, levou o pedido do MST a sério. Ele se comprometeu a informar, já no início da semana que vem, quais procuradores ficarão encarregados de avaliar cada uma das solicitações feitas na reunião.

De acordo com Rayol, a informação estaria disponível para os interessados a partir desta terça-feira (22). "O encaminhamento das solicitações a vários procuradores diferentes, ficando cada um responsável por uma demanda específica, com certeza vai agilizar o atendimento aos movimentos sociais", ressaltou.

O procurador da República Felício Pontes Jr., que tem ligação com os movimentos sociais do Pará, endossou as reivindicações. Segundo ele, a reunião foi importante principalmente porque ocorreu em um momento em que o MPF está sendo acusado de agir contra a reforma agrária no Estado, depois que, em 2007, requereu à Justiça e conseguiu a suspensão de mais de cem projetos de assentamentos localizados no oeste paraense. Leia mais aqui.

PRESOS JOVENS DE CLASSE MÉDIA ALTA

A polícia prendeu três jovens de classe média acusados de furtar um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. Felipe Duarte Lopes de Melo Gama, de 20 anos, Luciano da Motta Branco e Érick Milton Cunha Ruiz, os dois de 24, moradores de Copacabana, foram denunciados por moradores de um apartamento vizinho. A polícia perseguiu
Gama, Branco e Ruiz que teriam entrado no prédio da Avenida Lúcio Costa, depois que moradores saíram deixando a garagem aberta. Não havia porteiro no edifício. Os jovens apertaram o interfone da residência para se certificarem de que estava vazia. Entraram no edifício num Fiat Marea, de um deles, e arrombaram o apartamento. Segundo a polícia, eles levaram microcomputador portátil, bebidas, perfumes, jóias e roupas.
Denunciados por vizinhos, os rapazes foram perseguidos por policiais militares. O delegado Júlio Filho, titular da 16.ª Delegacia de Polícia (Barra da Tijuca), disse que investigará se eles estão envolvidos com outros crimes na região. "Eles têm um certo poder aquisitivo. Não são desamparados. Já têm advogados para defendê-los", afirmou. "Eles estavam nas proximidades, viram a oportunidade e resolveram entrar."
Dos presos, dois tinham antecedentes criminais. Branco foi indiciado por roubo e Ruiz estava em liberdade condicional por roubo, tráfico e assalto à mão armada. Júlio Filho informou que os jovens serão indiciados por furto qualificado e porte ilegal de armas, crimes cujas penas podem chegar a 14 anos de prisão.

domingo, abril 20, 2008

NOTA DA VALE

Nota da Vale
Acompanhe nota da Vale distribuída quinta-feira (17) à imprensa1) - Apesar de todos os esforços implementados pela Vale, o MST promoveu hoje (quinta-feira) mais invasões a instalações da empresa no estado. Pela manhã, cerca de 500 invasores paralisaram a Estrada de Ferro Carajás (EFC). À tarde, os invasores desocuparam a ferrovia, deixando para trás um rastro de prejuízos e afetando a vida de milhares de pessoas que dependem da EFC para se locomover ou para receber insumos importantes, como combustíveis. Os manifestantes continuam acampados nas imediações da ferrovia.2) - De tarde, um grupo de cem integrantes do MST promoveu mais um ato de vandalismo, ao invadir a sede da Vale em Belém, no bairro de São Braz, aterrorizando empregados da empresa, que não puderam deixar o local. Ontem, dia 16, a Vale já tinha avisado à Polícia Militar do Pará da possibilidade da invasão, e, mesmo assim, as autoridades da área de segurança não tomaram as medidas necessárias para evitar mais este crime.3) - A invasão da EFC aconteceu por volta das 7h25 desta manhã. Ao avistar os invasores, o maquinista acionou os freios de emergência e parou a composição. As autoridades da área de segurança pública do estado informaram que não houve registro de nenhum ferido durante a invasão. O trem já voltou a circular normalmente.4) - Esta manhã, a Vale pediu a reintegração de posse da EFC. À tarde, a Justiça Federal de Marabá atendeu ao pedido da empresa. A medida também determina:- seja oficiada a governadora do Estado do Pará, para que envie tropas da Polícia Militar para cumprimento da decisão de reintegração;- oficiar o ministro da Justiça para que encaminhe contingente de policiais federais para cumprir a decisão de reintegração imediatamente;- multa diária de R$ 10 mil por invasor;- abertura de inquérito policial para apuração de crime de desobediência à ordem judicial;- a apreensão de equipamentos utilizados pelos invasores para a ocupação da ferrovia;5) - Cerca de dez mil trabalhadores que prestam serviços para a Vale tiveram que interromper suas atividades por causa da invasão.6) - Cabe destacar que a decisão da Vale de ingressar na Justiça com o pedido de Obrigação de Fazer aconteceu em 7 de abril. O Governo do Estado enviou tropas para o local no dia 10. Na ação, a empresa pede que os governos “planejem, dimensionem, provejam e estruturem o contingente policial que se faça necessário e adequado de modo a impedir, efetivamente, os delitos contra a autora praticados por terceiros integrantes dos ditos 'movimentos sociais' (MST, MTM, MAB, Via Campesina etc), notadamente em relação às instalações e atividades da autora nas cidades de Parauapebas e Marabá, promovendo operações policiais de aspecto global nas áreas de suas respectivas competências".7) - Os invasores só liberaram a ferrovia depois da chegada de tropas das polícias Federal, Militar e Civil do Estado do Pará.8) - Há muito tempo, a Vale vem alertando as autoridades que este clima de desrespeito ao estado de direito cria um ambiente negativo para o crescimento dos investimentos em nosso país, em especial para o Pará, região que apresenta um dos maiores potenciais de crescimento e geração de renda e emprego.9) - O Conselho de Administração da Vale aprovou um plano de investimentos que, entre 2008 e 2012, deve levar para a região cerca de US$ 20 bilhões e gerar mais de 35 mil novos empregos.10) - Estas novas invasões, que infelizmente já se tornaram práticas comuns no Estado do Pará, não são boas para o Brasil.11) - A Vale reafirma que não vai se calar diante de ameaças de grupos que atuam à margem da lei.Rio, 17/04/2008

sexta-feira, abril 18, 2008

MENINA TORTURADA EM GOIÂNIA DIZ QUE PERDOA EMPRESÁRIA.

Menina torturada em Goiânia diz que perdoa empresária
Sex, 18 Abr, 05h26
A menina L.R.S., de 12 anos, que mora num centro de proteção a menores e mulheres que sofreram violências físicas e sexuais, afirmou que está feliz da vida: "Encontrei a minha casa, agora vou desfilar e, nas férias, vou viajar", afirmou L.R.S., libertada em março do cárcere privado, onde era vítima de tortura e de redução à condição análoga de escravo. "Eu queria ver a tia Silvia", disse L.R.S. "Eu perdôo a tia Silvia", disse. "Quando crescer, vou ser advogada", completou.
Ela recebeu nos últimos três dias dois convites e uma convocação. Primeiro, para participar de um desfile anual de moda, em Goiânia, viajar ao Rio e conhecer a Praia de Copacabana nas férias e, por fim, foi convocada a prestar depoimento ao juiz da 7ª Vara Criminal da capital goiana, José Carlos Duarte, na quarta-feira.
A empresária Silvia Calabresi Lima, acusada da tortura, pediu dispensa de comparecer no tribunal, Duarte concedeu. O advogado da empresária, João Matos, disse hoje que entrará com um agravo no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), contra a decisão do juiz da 7ª Vara Criminal da capital que rejeitou o pedido de exame de sanidade mental. Duarte também negou requerimento semelhante da doméstica Maria Vanice Novaes e a quebra do sigilo telefônico da casa onde morava. Já a Polícia Federal (PF) de Goiás ouviu Silvia hoje na Casa de Prisão Provisória (CPP).

DELEGADO CONFIRMA INDICIAMENTO DE PAI E MADRASTA DE ISABELLA.

Delegado confirma indiciamento de pai e de madrasta de Isabella
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da Folha Online
O pai e a madrasta de Isabella Nardoni sairão do 9º DP (Carandiru) indiciados pela morte da menina, afirmou no início da noite desta sexta-feira o delegado Aldo Galiano Júnior, diretor do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital). Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá estão na delegacia desde a manhã de hoje para prestar o segundo depoimento desde que o assassinato da criança, em 29 de março último.
Assista à entrevista com o delegado
Com o indiciamento, eles se tornam oficialmente suspeitos da morte da menina. Reportagem de André Caramante, da Folha, publicada na Folha Online na última terça-feira (15) revelou que, para a Polícia Civil e para o Ministério Público, Alexandre jogou a filha de seu apartamento --no sexto andar-- após Anna Carolina ter tentado asfixiá-la.
Isabella, que passava o fim de semana com o pai e com a madrasta, foi jogada do sexto andar de um prédio --na zona norte de São Paulo. O indiciamento ocorre no dia em que Isabella completaria seis anos.
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, depõem no 9º DP, em São Paulo
Galiano Júnior, no entanto, não detalhou a participação de Alexandre e de Anna Carolina no crime. "O caso está praticamente solucionado", afirmou. "Os dois serão indiciados por homicídio, artigo 121, e as qualificadoras serão discutidas com a autoridade policial que preside o inquérito. Peço compreensão quanto ao sigilo."
Alexandre e Anna Carolina ainda podem ser submetidos a uma acareação. Galiano Júnior confirmou que a prisão preventiva do casal, supostamente o próximo passo a ser dado, não será pedida à Justiça ainda nesta sexta-feira. "Para se fazer uma preventiva, tem que se reunir uma documentação, não é assim. Ela precisa ir bem embasada, não é o momento. De forma alguma ela será pedida hoje."
Para a Polícia Civil, a madrasta agrediu Isabella e, na seqüência, Alexandre cortou a grade de proteção de uma janela de seu apartamento e jogou a menina. Desde o início das investigações, o casal nega as acusações e diz que uma terceira pessoa, provavelmente um criminoso, foi o autor do assassinato.
Alexandre e Anna Carolina chegaram à delegacia por volta das 11h. Ele começou a ser ouvido por volta das 11h30 e, pouco depois das 19h, os delegados fizeram uma pausa para lanche. Os trabalhos foram retomados por volta das 19h45, quando Alexandre assinou o depoimento e foi indiciado.
Durante todo o dia, Anna Carolina permaneceu em uma sala com um sogro, Antonio Nardoni, e um investigador. Ela dormiu por algumas horas, comeu um pão e bebeu um achocolatado, mas recusou um pedaço de pizza. Ela também tinha à disposição bolachas salgadas e doces.
De acordo com Galiano Júnior, o depoimento da madrasta da menina --iniciado após o de Alexandre-- deverá ser mais longo.
"Crueldade"
Alexandre e Anna Carolina foram levados ao 9º DP para prestar depoimento na manhã desta sexta, sob forte esquema de segurança e sob a presença maciça da imprensa e de curiosos que chamavam os dois de "assassinos".
Reprodução
Ana Carolina Cunha de Oliveira e a filha, Isabella, 5, que foi jogada do sexto andar de um prédio na zona norte de São Paulo
O casal teve dificuldade para deixar a casa dos pais de Alexandre, também na zona norte. Eles tentaram deixar o imóvel por volta das 10h25. No entanto, devido à confusão, recuaram e aguardaram a chegada de policiais civis do GOE (Grupo de Operações Especiais). Policiais militares foram obrigados a montar um cordão de isolamento em frente ao imóvel.
Alexandre e Anna Carolina, que sairiam em carro particular, deixaram a casa protegidos por escudos da polícia e seguiram em direção à delegacia em um veículo do GOE, sob gritos de "assassinos". Em frente à delegacia, apesar do forte esquema de segurança montado, um grupo de manifestantes aguardava a chegada do casal, também recebido com gritos de "assassinos".
Pela manhã, um dos advogados da família disse que a família "está sendo julgada com crueldade". "Não julguem para não serem julgados", afirmou Ricardo Martins.
Ele considerou "humilhante" e "desesperador" o fato de a família Nardoni ter sido obrigada a contratar três seguranças para poder "dormir em paz"
Isabella
Nesta sexta, quando Isabella completaria seis anos, familiares visitaram o túmulo da menina, no cemitério Parque dos Pinheiros, também na região norte de São Paulo. Pela manhã, a mãe, Ana Carolina Cunha de Oliveira, esteve no local. À tarde, os avós e um tio foram ao cemitério. Além deles, anônimos prestaram homenagens à criança.
Uma cerimônia também foi realizada no Cantinho da Alegria, unidade onde a menina estudou. Crianças, acompanhadas dos pais, rezaram e cantaram músicas religiosas.

TREM DE PASSAGEIROS VOLTA A CIRCULAR

Trem de Passageiros da Vale volta a circular

O Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC) volta a circular normalmente, sábado, 19/04, saindo da Estação do Anjo da Guarda, em São Luís, com destino a Parauapebas (PA), às 8h da manhã.

Em 2007, circularam 352.089 pessoas no Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás, operada pela Vale. Para aumentar ainda mais a segurança e o conforto dos usuários do Trem, a Vale continua a investir em melhorias no transporte. Também no ano passado, foram investidos mais de US$ 4 milhões em manutenção e substituição de equipamentos, reforma de poltronas e banheiros, instalação de um vagão exclusivo para deficientes e reforma do carro-lanchonete. Também foi reformada a Estação de Passageiros de Arari, município a 256km de São Luís. Em segurança operacional da Estrada de Ferro Carajás, o investimento ficou em US$ 4,2 milhões com a aquisição de equipamentos que evitam descarrilamentos dos vagões e locomotivas, e ainda investimentos no Centro de Pesquisa e Treinamento Ferroviário – Cepet, onde são treinados os maquinistas.

Além da infra-estrutura, uma equipe treinada, acompanha os usuários em todos os 892 quilômetros percorridos pelo Trem, entre São Luís, no Maranhão e Parauapebas, no Pará. Para prestar um pronto atendimento em caso de emergências, a tripulação recebeu treinamento de resgate e técnicas de primeiros socorros.

Outro serviço implementado é a venda dos bilhetes antecipados, o que é importante para que os usuários garantam a vaga (poltrona) no trem, já que a quantidade de passagens vendidas é limitada à quantidade de poltronas disponíveis.

Em todas as viagens interestaduais são disponibilizadas duas vagas gratuitas para quem tem acima de 65 anos e renda igual ou inferior a dois salários mínimos. Se as duas vagas gratuitas forem ocupadas, os demais passageiros idosos poderão comprar as passagens interestaduais com 50% de desconto. Para aproximar ainda mais o usuário do trem de passageiros, a Vale disponibiliza um canal gratuito para informações, reclamações e sugestões sobre o Trem de Passageiros da EFC, que é o 0800 285 7000.

Horários do Trem - O trem viaja diariamente por 23 localidades, entre povoados e municípios (19 no Maranhão e quatro no Pará) levando 1.300 pessoas por dia, em média. Às segundas, quintas e sábados, o Trem parte da Estação do Anjo da Guarda, às 8h, de São Luís com destino a Parauapebas (PA). Nas terças, sextas e domingo, faz o percurso inverso.


Assessoria de Imprensa Vale MA

ADVOGADO DE CABRINI PEDE RELAXAMENTO DE PRISÃO.

Advogado de Cabrini pede relaxamento de prisão
Qui, 17 Abr, 09h14
O advogado do jornalista Roberto Cabrini, Alberto Zacharias Toron, pediu ontem na Justiça o relaxamento da prisão ou a concessão da liberdade provisória de seu cliente, preso em flagrante por tráfico de drogas na tarde de anteontem em uma favela na zona sul de São Paulo. Para Toron, a prisão "foi forjada e feita sob ameaça" e Cabrini "foi vítima de uma grande arbitrariedade policial". Segundo o criminalista, a promotora do caso se prontificou a dar um parecer hoje e ele acredita que a decisão deve sair até o fim da tarde.
Cabrini foi preso por duas equipes do 100º Distrito Policial, no Jardim Herculano, ao sair com seu carro de uma favela da região. Ele estava acompanhado de Nadir Domingos Dias, de 49 anos, conhecida como Nádia. A mulher afirma ser amante do jornalista. No porta-objetos do carro foram encontrados 15 papelotes de cocaína, 4 deles vazios - a droga foi anexada ao inquérito como prova material do flagrante.
No depoimento à polícia, Cabrini disse desconhecer a origem da droga ou ser o dono dela. E afirmou ao delegado do caso, Ulisses Augusto Pascolati, que Nádia era uma de suas principais fontes com a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) e que marcara o encontro na favela porque ela lhe prometera três DVDs - um com imagens de maus-tratos em presídios e dois com depoimentos de Marcos Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo da facção criminosa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

quinta-feira, abril 17, 2008

PROCURADOR EXPLICA SITUAÇÃO DE DÍVIDA DA VALE

Procurador explica situação de dívida da Vale
Imprensa ouve o procuradorProcurador Hernandes MargalhoAcompanhado do assessor de Comunicação Alexandre Magno Maia, o procurador geral do município de Parauapebas, advogado Hernandes Espinosa Margalho, convocou a imprensa local na última terça-feira (15) para explicar como se encontra na justiça a atual situação da dívida da Vale para o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e a Prefeitura de Parauapebas, relativa à diferença de repasse da Contribuição Financeira sobre Exploração Mineral (CFEM), conhecida também por royalty.O procurador revelou que o débito total da Vale levantado pelo DNPM chega hoje a exatos R$ 681.719.292,12. Porém, o primeiro valor sentenciado pela justiça federal para a mineradora pagar é R$ 460.344.776,08, referente ao período fiscalizado de janeiro de 1991 a dezembro de 2002.Hernandes Margalho revelou que a certidão de dívida ativa da União traz o nº 171/2008 e que, do valor total do débito, R$ 650.450.156,68 são referentes a dívidas da Vale e R$ 31.269.135,44 de responsabilidade da Rio Doce Manganês, empresa controlada da mineradora.Acrescentou que as diferenças da CFEM devidas pela Vale, no processo de cobrança nº 950.977/2007, são referentes às notificações fiscais nºs 023/2001 e 02/2004, período fiscalizado de janeiro de 1991 a dezembro de 2002, no valor de R$ 460.344.776,08; e no processo de cobrança nº 950.976/2007, notificação fiscal nº 013/2007, período fiscalizado de janeiro de 2003 a junho de 2007 e valor de R$ 190.105.380,60.Com relação às diferenças devidas pela empresa Rio Doce Manganês, os dados são os seguintes: notificação fiscal nº 007/2004, processo de cobrança nº 950.927/2007, período fiscalizado de janeiro de 1991 a março de 2001 e valor da dívida R$ 10.454.642,28; notificação fiscal nº 005/2004, processo de cobrança nº 950.928/2007, período fiscalizado de abril de 2001 a dezembro de 2002 e valor da dívida R$ 2.795.566,36; e notificação fiscal nº 012/2007, processo de cobrança nº 950.948/2007, período fiscalizado de janeiro de 2003 a junho de 2007 e valor da dívida de R$ 18.018.926,80.AlíquotasDe acordo com a legislação, as alíquotas da CFEM são de 3% (sobre minério de alumínio, manganês, sal-gema e potássio), 2% (ferro, fertilizante, carvão e demais substâncias), 1% (ouro) e 0,2% (pedras preciosas e coradas lapidáveis; carbonato e metais nobres).Do montante arrecadado, 65% são devolvidos ao município produtor, 23% para o estado de origem da extração e 12% à União (sendo 9,8% para o DNPM, 2% para o MCT/FNDCT e 0,2% para o Ibama).ImpasseO advogado explicou que o impasse entre Vale, DNPM e prefeitura, sobre a diferença de repasse dos royalties, está ocorrendo porque a mineradora vem descontado ilegalmente dos repasses o frete de minério transportado por caminhões e máquinas dentro das minas, quando o certo seria que o frete só fosse abatido no percurso do embarque no trem em Carajás ao porto do Itaqui, em São Luís, no Maranhão.Hernandes Margalho assegurou que a Vale já perdeu a questão em todas as instâncias jurídicas, e estranha por que a empresa até agora vem se negando a pagar a dívida já sentenciada.

CÂMARA AUMENTA VERBA DE GABINETE

Câmara eleva em R$ 9 mil verba de gabinete de deputado
Qua, 16 Abr, 05h08
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou ontem o aumento da verba de gabinete a que cada deputado tem direito para pagar assessores parlamentares: de R$ 50.815,62 para R$ 60 mil por mês. O reajuste, segundo Chinaglia, repõe a inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de 2005, ano do último reajuste, até março de 2008, 15,13%, mais um ganho real de 2,94%.


A verba de gabinete custa para a Câmara atualmente R$ 338,785 milhões por ano sem considerar os encargos sociais, como previdência, vale-refeição e abono de férias, que são pagos aos funcionários contratados pelos 513 deputados. Com o aumento, os gastos anuais da Câmara poderão subir para R$ 400,14 milhões, sem contar os encargos sociais.
O aumento beneficia 9.500 secretários parlamentares, que recebem atualmente salários que variam de R$ 415,00 a R$ 8.200. Cada deputado pode contratar, por sua livre escolha, de cinco a 25 assessores de gabinete que tanto podem trabalhar nas dependências da Casa quanto nos Estados de origem do parlamentar.

RATINHO GANHA AÇÃO CONTRA A RECORD

Ratinho ganha ação contra Record e deve receber salário na íntegra
Por Marina Dias/Redação Portal IMPRENSA
Na última terça-feira (15), a 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo julgou que o apresentador Carlos Massa, conhecido popularmente como Ratinho, deverá receber o salário corrigido do último mês que trabalhou na Rede Record, em agosto de 1998.
O direito foi concedido em julgamento ao apresentador por unanimidade. Na época, o valor a ser recebido era de R$ 700 mil. No entanto, ainda cabe recurso à emissora de Edir Macedo.
Em novembro de 1998, Sílvio Santos pagou a multa de rescisão de contrato e Ratinho foi para o SBT, emissora na qual mantém contrato até o dia 31 de dezembro de 2008, como informou sua assessora.
Já a assessoria da Rede Record, ao ser procurada pelo Portal IMPRENSA, não quis comentar o assunto.

MULHER DIZ SER AMANTE DE CABRINI

Mulher diz ser amante de Cabrini em depoimento; jornalista nega
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MIGUEL ARCANJO PRADOda Folha Online
A comerciante Nadir Dias da Silva, 50, afirmou ser amante de Roberto Cabrini, 47, há três anos, e acusou o jornalista de ser usuário de drogas, em depoimento dado no 100º Distrito Policial, localizado no bairro Jardim Herculano (zona sul), segundo documento ao qual a Folha de S.Paulo teve acesso.
O jornalista foi detido em flagrante, em companhia de Silva, na noite desta terça-feira (15), em São Paulo. No veículo de Cabrini havia dez papelotes de cocaína, informou a Polícia Civil. Silva depôs como testemunha e foi liberada.
Flávio Florido/Folha Imagem
Nadir acusa Cabrini (foto) de ser usuário de drogas; jornalista nega
Indiciado por tráfico de entorpecentes, Cabrini permanece detido no 13º Distrito Policial, no bairro Casa Verde (região norte de São Paulo), onde há celas para presos com curso superior. Ele foi transferido para o local na manhã de hoje.
O advogado de Cabrini, Alberto Zacharias Toron, disse hoje à Folha Online que seu cliente sofria ameaças de Silva.
No depoimento, Silva disse que o suposto envolvimento amoroso com Cabrini começou quando se conheceram durante uma reportagem. Ela afirmou ainda à polícia que viu quando os policiais encontraram a droga com o jornalista, no porta-objeto do carro dele.
O delegado Ulisses Augusto Pascolati sugeriu que Cabrini alegasse ser usuário de drogas, mas ele negou ser dependente químico.
Outro lado
Durante seu depoimento, Cabrini negou qualquer envolvimento amoroso com a comerciante. Segundo o jornalista, ele a conheceu quando era editor-chefe do "Jornal da Noite", na Band, quando fazia a cobertura da onda de ataques do PCC em maio de 2006.
Ele disse ainda que, na hora em que foi abordado pelos policiais, estava dentro de seu carro, em frente a uma padaria da rua Deocleciano de Oliveira Filho, na zona sul da cidade. Cabrini disse que os policiais foram direto para o porta-objeto de seu carro, onde acharam a droga, e que não revistaram sua roupa. Ele acusa a polícia de ter armado o flagrante.
"Fui informado pela produção de jornalismo da Band que havia uma senhora que tinha entrado em contato com a redação, oferecendo-se para possibilitar que o lado dos presos fosse ouvido", disse o jornalista, no depoimento. Foi Silva quem informou ao jornalismo da Band números de telefone, a partir dos quais Cabrini afirma ter entrevistado o líder do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, disse o jornalista durante o depoimento.
Cabrini disse que Silva o ameaçou com armas de fogo, quando ela percebeu que ele sabia das relações que ela supostamente mantinha com traficantes do bairro onde mora a comerciante.
"O ápice das ameaças foi no dia em que apontou armas para mim, dizendo que eu não a denunciasse", afirmou Cabrini.
O jornalista admitiu ter consumido cocaína na companhia da mulher. "Fui obrigado a consumir o produto [cocaína] a fim de demonstrar que o clima amistoso permanecia, fato este que ocorreu uma vez", disse, no depoimento.

terça-feira, abril 15, 2008

Darci Lermen

Darci Lermen entre os 100 melhores prefeitos
Pesquisa da Associação Nacional dos Municípios Produtores (Anamup) acaba de indicar o prefeito de Parauapebas (PA), Darci José Lermen (PT), para receber a Certificação Internacional - Município e Cidadania, na categoria 100 Melhores Prefeitos das Américas.A certificação reconhece instituições públicas compromissadas com as questões sociais, políticas, econômicas e qualidade de vida.Os certificados serão entregues aos prefeitos no dia 28 de maio, no auditório do Senado Federal, em Brasília, pela Organização Brasil Américas, com a presença de palestrantes e autoridades nacionais e internacionais.Na ocasião, será lançada uma edição histórica da revista “Municípios em Ação” sobre os cinco anos do Governo Lula, com enfoque no Programa de Aceleração do Crescimento (Pac) e nas parcerias junto aos governos estaduais e municipais, com tiragem nacional de 300 mil exemplares, e um encarte especial editado pelo Jornal do Brasil, também com tiragem de 300 mil, totalizando 600 mil exemplares. (Fonte: Anamup)
NOTA PARA A IMPRENSA
O Sindicato dos Produtores Rurais de Parauapebas (Siproduz) vem a público manifestar-se sobre as constantes ameaças de invasões articuladas por membros dos MST e MTM à Estrada de Ferro Carajás, da Companhia Vale, e a propriedades rurais da região:1 - O Siproduz, como legítimo representante da classe produtora rural da região, é a favor das ações de segurança implantadas pelo governo na região, que conta hoje com um grande contingente das polícias Militar e Civil para zelar pela ordem e segurança da sociedade. O sindicato entende como de fundamental importância as atividades da Vale para a geração de emprego e renda da região, sendo inadmissível a ocupação da Estrada de Ferro Carajás, que é essencial para o transporte de pessoas, fornecimento de combustível para dezenas de municípios do Pará e Maranhão e para a própria exportação do minério de ferro. O sindicato é contra manifestações e protestos que não sejam pacíficos e que venham interromper ou paralisar as atividades produtivas da região.2 - A paralisação das atividades da Vale reflete diretamente na economia da região, prejudicando prestadoras de serviços, funcionários e o próprio comércio. São prejuízos incalculáveis para a sociedade civil e organizada.3 - Além da paralisação das atividades da Estrada de Ferro Carajás, os movimentos também ameaçam ocupar outras propriedades rurais da região, com a justificativa de chamar a atenção do poder público para uma solução de seus problemas.4 - O Siproduz entende que há um problema social grave em todo o Brasil e que muitas famílias precisam ser amparadas, mas também é preciso que entendam e vejam que os produtores rurais e empresas, como a Vale, não são culpados por esse problema e também são vítimas nessa história.5 - Os produtores estão em dia com sua função social, contudo há fazendas na nossa região que estão de posse da liminar de reintegração, mas que estão na longa espera para o cumprimento da sentença.6 - Ao cofre público estadual, que onera os impostos do cidadão fazendo o deslocamento de tropas, uma vez que uma delas está alojada em Parauapebas, o porquê das tropas não cumprirem constitucionalmente as reintegrações de posse? O sindicato espera que com a presença atual de reforçado policiamento na região haja especial atenção para o cumprimento das liminares de reintegração de posse.7 - Da mesma forma que a Companhia Vale, nós produtores rurais queremos que a paz e a segurança voltem a reinar em nossas terras, para que continuemos a produzir e contribuir com o desenvolvimento de Parauapebas, do Pará e do Brasil.
Homem é preso na Espanha quando passeava com cabeça da mãe
Seg, 14 Abr, 09h24
Santomera (Espanha), 14 abr (EFE) - Um homem foi detido hoje em Santomera, em Múrcia, quando passeava com a cabeça de sua mãe envolvida em um pano, relataram à Agência Efe moradores e autoridades locais desta localidade do sudeste da Espanha.


O homem foi detido pela Polícia local após os agentes receberem um alerta do Centro de Emergência da Região de Múrcia, para onde um morador ligou, afirmando que alguém passeava seminu com um volume na mão no qual dizia carregar a cabeça de sua mãe.
A mulher, de 56 anos, trabalhava em uma loja situada na frente de um bar que ela tinha deixado a seu filho.
Segundo as fontes, após sua detenção o homem confessou "com toda tranqüilidade" que tinha matado sua mãe em seu bar, onde a decapitou com uma faca grande e, levando em suas mãos a cabeça de sua vítima envolvida em um pano, se dedicou a andar sem rumo por Múrcia.
"Matei-a. Agora está calada, gosto muito mais dela agora", disse o homicida à Polícia, segundo as fontes.
O assassino, de 35 anos, tinha sido hospitalizado várias vezes para receber tratamento psiquiátrico e protagonizou episódios de violência contra a mãe.

segunda-feira, abril 14, 2008

Belém tem a segunda Maravilha Brasileira
O Ver-O-Peso foi reconhecido nacionalmente como uma das 7 Maravilhas Brasileiras pela Revista Caras "A Amazônia começa aqui..". Foi com essas palavras que o gerente de Marketing da Revista Caras, Fábio Cavicchioli, homenageou Belém durante entrega da Placa que dá ao Ver-o-Peso o título de uma das Sete Maravilhas Brasileiras.A cerimônia aconteceu no Solar da Beira, um ponto histórico de onde se pode apreciar a Baía do Guajará, e contou com a presença de Ann Pontes, presidente da Companhia Paraense de Turismo (Paratur); Orlando Rodrigues, presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur); Rui Martini, presidente da Associação Brasileira de Agências de Turismo (Abav), entre outros representantes do setor. Deputados, vereadores, secretários municipais, representantes de instituições financeiras e empresários também foram convidados.Para Fábio, esse não é um prêmio da Caras, e sim de todos que votaram. "Foram escolhidos 30 locais para serem votados, todos sugeridos por artistas, desses, obtivemos os sete finalistas. Belém é uma cidade muito hospitaleira, com maravilhas naturais. Essa homenagem certifica o que todos os paraenses já sabem, que o Ver-O-Peso é uma das 7 Maravilhas Brasileiras", disse Cavicchioli, que chegou em Belém na manhã do último sábado para apreciar algumas das atrações turísticas, culturais e gastronômicas da capital. O prefeito de Belém, Duciomar Costa, agradeceu as palavras do gerente da Revista Caras e falou sobre a satisfação de receber esse prêmio. "Belém é uma cidade mágica, temos misticismo, é uma cidade abençoada, com belezas naturais. O nosso povo sabe receber o turista. Precisamos mostrar para o Brasil o nosso potencial turístico e esse prêmio vai nos dar uma grande visibilidade. A Revista Caras é um veículo de comunicação sério, fico feliz com esse concurso e agradeço a todos que votaram", finalizou o prefeito. Para Duciomar o paraense nasceu abençoado duas vezes, uma por ter nascido no Brasil e outra por nascer em Belém do Pará, "o verdadeiro portal de entrada da Amazônia". Durante a cerimônia foi destacado pelo presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV), Rui Martini, que o Ver-O-Peso é a nossa janela para o Turismo, o principal cartão postal de Belém. "Esse prêmio é muito importante, pois vai mostrar para o Brasil a nossa maravilha paraense. Belém precisa desse impulso, desse destaque na mídia nacional. E isso com certeza vai impulsionar o turismo local", destacou Rui.Além do Ver-O-Peso, que teve a segunda maior votação no concurso, as demais maravilhas brasileiras selecionadas no concurso da Revista Caras, em parceria com o HSBC, são: Fortaleza dos Reis Magos (RN); Fortaleza de São José do Macapá (AP); Catedral da Sé (SP); Conjunto Arquitetônico de Natividade (TO); Centro Histórico de Ouro Preto (MG) e Teatro Amazonas (AM).Texto: Ana Cláudia Martins (Comus) e Benigna Soares (Belemtur)Fotos: Antônio Silva - Comus
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A respeito das acusações de que ao apoiar o MST o senador José Nery (Psol-PA) estaria ferindo o estado democrático de direito, cumpre esclarecer:O senador José Nery lamenta as sucessivas tentativas de criminalizar os movimentos sociais no Pará. É uma pena que muitos bandidos do colarinho branco não recebam, por parte da imprensa, o mesmo tratamento que vem sendo dado ao MST, movimento popular legítimo.O senador reitera que apóia as reivindicações do MST e dos garimpeiros e torce para que haja sensibilidade de todos para a negociação.O respeito ao estado democrático de direito deve se caracterizar pelo cumprimento das leis, não apenas a lei do direito de propriedade, mas também a lei que determina a função social dessa mesma propriedade.O senador apóia o movimento, mas não tem qualquer ingerência sobre as formas que o MST escolhe para fazer suas reivindicações.Reitera, contudo, que para ele - mas do que as manifestações dos movimentos sociais - o que provoca caos, baderna e escuridão é a eterna arrogância e prepotência de empresas e governos que se recusam a sequer ouvir os movimentos sociais.Por fim, o senador José Nery gostaria de esclarecer que não vê polêmica em sua ida ao sul do Pará e apoio aos sem-terra e garimpeiros, considerando-se sua história de vida e de seu partido, o Psol, sempre comprometidos com as causas sociais.Polêmico seria se um representante do povo com essa história fosse ao sul do Pará levar apoio à Vale do Rio Doce. Brasília, 9 de abril de 2008Gabinete do Senador José NeryAssessoria de Imprensa
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"NOTA DE ESCLARECIMENTO"
1 comentário -




Blog do Valter disse...
Eu lamento que determinados políticos como esse tal de senador da República que veio á Parauapebas se "solidarizar" com o grupo de garimpeiros e MST, não pagam o preço de conviverem o dia a dia de nossa região e desconheçam a importância da Vale não só para o Brasil como para o Esatado do Pará, e porque não dizer para Parauapebas, que graças a instalação desta que hoje figura no cenário internacional como a 2ª maior empresa de mineração do mundo e que dá emprego a milhares de pais,mães de famílias e jovens no Brasil e no mundo, coisa que esse tal de senador que para nós parauapebense é "persona non grata" que procura desfazer da importancia da Vale preferindo dar apoio a grupos de vândalos escondidos atrás do nome de um movimento que não tem contribuido em nada em prol do nosso país,antes só criando problemas e trazendo insegurança para quem deseja trabalhar e dar emprego a quem precisa, ao invés de apoiar uma empresa que contribui para engordar os cofres do poder público, inclusive para pagar os imerecidos salários desses parasitas do poder legislativo em Brasília que não têm competência de dar empregos a quem precisa. Eu, Valter Desiderio Barreto, repudio veementemente a atitude desse "turista" senador que veio aqui no município mais rico em potencial do Brasil apenas para insulflar grupos de elementos que se as autoridades do nosso país não tomarem cuidado,poderão se transformar numa ASFARC da Colômbia,porque foi assim que nasceu esse poder paralelo que pratica as piores atrocidades naquele país vizinho ao Brasil em nome de um movimento que nada mais é um grupo terrorista que deseja assumir o comando daquele pais na força e na marra. Acorda Brasil! Como eu tenho saudades do regime militar!
14 de Abril de 2008 2h28min0s BRT
CPI vai apurar gastos de R$ 750 mil em farmácias
Dom, 13 Abr, 10h24
Levantamento preliminar feito por integrantes da CPI dos Cartões mista mostra uma série de despesas feitas com os cartões corporativos do governo federal, desde o fim de 2002 até 2007, consideradas "estranhas" por parlamentares oposicionistas da comissão. De acordo com o documento, há gastos de servidores públicos de cerca de R$ 750 mil em farmácias, R$ 43,3 mil em padarias, R$ 14,9 mil em sapatarias, R$ 4,9 mil em bares, R$ 40,5 mil com assinatura de TV a cabo, R$ 4,6 mil em lojas de roupas de criança e R$ 33 mil em floristas.


Em supermercados, as despesas ocupam 276 páginas do documento e os valores chegam a R$ 991,6 mil. Na compra de doces e chocolates, como os da loja Kopenhagen, os gastos somaram mais de R$ 8 mil. Em lojas de instrumentos musicais, os servidores gastaram R$ 24,4 mil; em comércios de jogos e brinquedos, os gastos totalizam R$ 22,2 mil; em lojas de departamento de roupas femininas, como as Lojas Marisa, os cartões foram usados para compras de R$ 7,3 mil somente nos últimos dois anos. Em lava-jatos foram gastos quase R$ 14 mil.
O documento, resultado da análise preliminar de parte dos papéis encaminhados ao Congresso pelo governo há duas semanas, tem 6.310 páginas, inclui todos os gastos com cartões corporativos desde novembro de 2002 em faturas, excluídos, portanto, os saques em espécie na boca do caixa e os gastos sigilosos, como as despesas da Presidência da República, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Polícia Federal. O arquivo reúne todas as despesas que já constam do Portal da Transparência e são separadas em dezenas de ramos de atividade.
Apesar de alguns dispêndios incomuns e vultosos, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), integrante da comissão, sugere cautela na avaliação dos dados. "São gastos pessoais que podem ter explicações cabais, mas que não são da natureza dos cartões. Por isso, precisamos investigar esses dados", afirmou. A própria Controladoria-Geral da União (CGU), responsável pela manutenção dos dados disponíveis no Portal da Transparência e pelas investigações de eventuais utilizações inadequadas dos cartões corporativos, é sempre cautelosa na análise das despesas com os cartões. A CGU só define se existe algo irregular numa compra depois de realização de auditoria. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

segunda-feira, abril 07, 2008

7 de abril, Dia do Jornalista
Conscientes da sua função social, na qual se destaca a responsabilidade de defender o direito fundamental do cidadão à informação de qualidade, ética, plural e democrática, os jornalistas brasileiros comemoram o dia 7 de abril, reafirmando as grandes lutas que, ultimamente, têm marcado a nossa pauta diária:1 - Exigência de uma nova Lei de Imprensa e do fim da violência e ataques contra as liberdades de expressão, do jornalismo e dos jornalistas.2 - Construção de uma Conferência Nacional de Comunicação com real participação da sociedade.3 - Garantia das conquistas da categoria e o avanço na valorização da profissão.Ratificamos a necessidade imperiosa de uma nova Lei de Imprensa em substituição a um dos entulhos da ditadura, a Lei 5.250, que já existe há 40 anos e além de ultrapassada não atende aos interesses do jornalismo, da categoria e da sociedade.A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e seus 31 sindicatos filiados defendem a imediata aprovação do PL 3.232/92, o chamado substitutivo Vilmar Rocha, que dorme na Câmara dos Deputados há mais de 10 anos, pronto para a votação em plenário desde agosto de 1997.Conclamamos outras entidades representativas da sociedade e a categoria dos jornalistas para aderirem à campanha que a Federação e os Sindicatos dos Jornalistas já desenvolvem, com o objetivo de sensibilizar o Congresso Nacional e os parlamentares federais em cada estado para a urgência de revogar a lei atual e substituí-la por uma nova e democrática Lei de Imprensa.Acreditamos que a aprovação de uma nova lei faz parte das nossas lutas maiores pela liberdade de imprensa e democracia na comunicação no Brasil, que vêm sofrendo ataques através das mais diversas formas de violência contra o jornalismo e os jornalistas: censuras e cerceamentos econômicos, políticos, sociais e morais externos ou pelos patrões, intimidações, perseguições, assédios judiciais, agressões verbais e físicas por agentes públicos e privados descontentes com a cobertura jornalística sobre seus atos e interesses.Reafirmamos que igualmente é nossa tarefa cotidiana – e na qual também colocamos imenso empenho – construir a realização de uma Conferência Nacional de Comunicação ampla, democrática, com efetiva interferência da população brasileira. Uma conferência que envolva representação da sociedade civil, do governo e do empresariado, com três eixos temáticos: meios de comunicação, cadeia produtiva e sistemas de comunicação.Neste 2008, quando celebramos 200 anos de imprensa no Brasil, 70 anos de nossa primeira regulamentação profissional, 100 anos de fundação da ABI e 90 anos do primeiro congresso nacional da categoria, também assinalamos como agenda diária dos jornalistas a denúncia do arrocho salarial, do desemprego e da precarização das relações trabalhistas e a reivindicação de melhores condições de trabalho.Com o mesmo peso, pautamos a defesa da obrigatoriedade da formação universitária especifica, um dos pilares da nossa regulamentação, e da constituição de um Conselho Federal dos Jornalistas que, como os demais conselhos profissionais existentes no país, garanta à nossa categoria a auto-regulação da profissão.A Fenaj e seus sindicatos, neste 7 de abril de 2008, nosso dia, parabenizam os jornalistas do Brasil – profissionais e professores –, além dos estudantes de jornalismo.Celebramos com vocês e com a sociedade, cujo direito à informação é a razão maior das nossas grandes e pequenas lutas, as vitórias já alcançadas ao longo destes 200 anos de imprensa no país.Ao mesmo tempo, fazemos uma convocação: pelo papel social desempenhado pelo jornalismo e jornalistas, continuemos firmes nas batalhas pelo fortalecimento e valorização da profissão, pela liberdade de imprensa e democracia na comunicação.Brasília, 7 de abril de 2008Federação Nacional dos JornalistasSindicato dos Jornalistas do AcreSindicato dos Jornalistas de AlagoasSindicato dos Jornalistas do AmapáSindicato dos Jornalistas do AmazonasSindicato dos Jornalistas da BahiaSindicato dos Jornalistas do CearáSindicato dos Jornalistas do Distrito FederalSindicato dos Jornalistas de DouradosSindicato dos Jornalistas do Espírito SantoSindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de JaneiroSindicato dos Jornalistas de GoiásSindicato dos Jornalistas de Juiz de ForaSindicato dos Jornalistas de LondrinaSindicato dos Jornalistas do MaranhãoSindicato dos Jornalistas do Mato GrossoSindicato dos Jornalistas do Mato Grosso do SulSindicato dos Jornalistas de Minas GeraisSindicato dos Jornalistas do Município do Rio de JaneiroSindicato dos Jornalistas do ParáSindicato dos Jornalistas da ParaíbaSindicato dos Jornalistas do ParanáSindicato dos Jornalistas de PernambucoSindicato dos Jornalistas do PiauíSindicato dos Jornalistas do Rio Grande do NorteSindicato dos Jornalistas do Rio Grande do SulSindicato dos Jornalistas de RondôniaSindicato dos Jornalistas de RoraimaSindicato dos Jornalistas de Santa CatarinaSindicato dos Jornalistas de São PauloSindicato dos Jornalistas de SergipeSindicato dos Jornalistas de Tocantins
Calendário eleitoral
Secretários municipais ou estaduais que pretendem concorrer às eleições proporcionais deste ano têm até este sábado, 5 de abril, para deixar os cargos que ocupam.Já os que pensam disputar a prefeitura ou vice-prefeitura, o prazo de desincompatibilização é de quatro meses, isto é, 5 de junho. Como prevê a Lei Complementar 64/90, quem não observar os prazos torna-se inelegível.Os servidores públicos ocupantes de cargo em comissão, os funcionários de sociedade de economia mista e os servidores públicos em geral, que pretendam se candidatar a vereador, terão o prazo de três (3) meses para sua desincompatibilização.O calendário eleitoral prevê também para este sábado (5) o início do acompanhamento, por técnicos indicados pelos partidos políticos, pela Ordem dos Advogados do Brasil e pelo Ministério Público, das fases de especificação e desenvolvimento dos programas de computador que serão utilizados nas urnas eletrônicas e nos computadores da Justiça Eleitoral com vistas aos processos de votação, apuração e totalização dos votos.A partir de 8 de abril e até a posse dos eleitos, não poderá haver elevação salarial a funcionário público que exceda a recomposição da perda do seu poder aquisitivo. Desse modo, o detentor da administração estará impedido de influir no resultado eleitoral ao aumentar os valores dos ordenados dos servidores.

Turbulência

Turbulência
06/04 - 14:00 - Camilla Parker e Príncipe Charles completam três anos de casamento no próximo dia 9, mas o clima entre eles não tem sido lá muito pra festas não. Segundo amigos e funcionários do casal, as discussões entre os dois - e em público - estão cada vez mais freqüentes, além de estarem cada vez mais distantes um do outro.
* Motivo: enquanto Charles quer que ela esteja mais presente na vida real, Camilla prefere passar mais tempo no interior, no château que comprou de seu ex, Andrew Parker-Bowles.
* Mais: a mídia inglesa afirma que Camilla teria confidenciado às suas amigas que o cruzeiro que ela fez com o marido no Caribe, em março, teria sido um verdadeiro pesadelo.

domingo, abril 06, 2008

Polícia resgata 137 meninas mantidas presas por seita em rancho no Texas

(atualiza o número de meninas resgatadas no rancho) Washington, 5 abr (EFE).- As autoridades americanas deram um novo golpe na seita poligâmica liderada por Warren Jeffs, preso por abuso infantil e indução ao incesto, ao resgatarem 137 meninas que viviam presas em um rancho no Texas.

Desde que se iniciou a operação, na noite da última quinta, a Polícia resgatou um total de 183 pessoas, das quais 137 eram crianças, na maior parte meninas, informa a cadeia de notícias "CNN".
Jeffs, de 52 anos, se considera o "profeta" da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, uma congregação de 10 mil membros que construiu uma sede em um enorme rancho em Eldorado (Texas), comprado há quatro anos por US$ 700 mil.
As instalações - que contam com um templo de grandes dimensões, um prédio de três andares com dormitórios, escola e centro comunitário - oferece amparo a cerca de 400 pessoas procedentes dos centros de Utah e do Arizona.
Atualmente, Jeffs cumpre desde novembro uma condenação de dez anos de prisão após ter sido julgado como cúmplice de abuso por ter forçado uma adolescente de 14 anos a se casar com seu primo em 2001.
Também pesam sobre ele uma dezena de acusações por incesto, conspiração, e por manter relações sexuais com menores. Por enquanto, o chefe da igreja espera julgamento na prisão de Kingman, no Arizona.
O grupo, dirigido por Jeffs desde a morte de seu pai em 2002, é uma cisão da Igreja Mórmon quando esta proibiu a poligamia em 1890.
A igreja pratica abertamente a poligamia na fronteira das cidades de Hildale (Utah) e Colorado City (Arizona), e os habitantes do rancho foram vistos raras vezes em Eldorado, cidade que fica a cerca de seis quilômetros da propriedade.
Segundo as autoridades, a seita impõe casamentos a jovens de até 13 anos. Caso o eleito para se casar com elas abandone a congregação, as moças são destinadas a outros.
As autoridades policiais começaram, na última quinta, a se aproximarem do rancho e a bloquearem seus acessos com barricadas, preparando a grande operação que aconteceu na noite da última sexta e na madrugada de ontem.
O alarme foi dado após uma denúncia afirmando que uma jovem de 16 anos precisava de "ajuda urgente". Segundo setores da imprensa, foi a própria moça que ligou para as autoridades para denunciar que estava sofrendo abusos.
A Polícia conseguiu uma autorização judicial para chegar a Dale Barlow, de 50 anos, que supostamente se casou com a jovem e teria com ela um filho de oito meses, também procurado pelas autoridades.
Após a invasão do rancho, a Polícia recuperou cerca de 52 meninas, de 6 meses a 17 anos de idade. Posteriormente, o número de menores de idade evacuados chegou a 137.
Muitas meninas ficaram sob custódia judicial do Estado por terem sofrido abuso ou por estarem em risco de sofrê-lo. As outras jovens foram levadas para centros de amparo.
Uma porta-voz da agência de Serviços para a Proteção Infantil destacou a difícil situação na qual estão as meninas resgatadas, pois muitas não conhecem outra vida a não ser a do rancho.
"Estamos lidando com meninas que não estão acostumadas à vida exterior, por isto estamos sendo muito sensíveis a suas necessidades", declarou o representante à imprensa.
Por enquanto, prossegue o rastreamento das instalações do rancho, que ocupa uma área de quase oito quilômetros quadrados, e se desconhece se foram realizadas prisões. EFE pgp/mac/fal SOC:SOCIEDADE-SAUDE,RELIGIOES
Kassab defende Serra na Presidência da República

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), disse hoje que "o Brasil só tem a ganhar caso o governador José Serra chegue à Presidência da República, já que o considero um homem credenciado para ocupar todos os cargos da vida pública". Durante a solenidade de encerramento do 52º Congresso Estadual de Municípios, realizado desde a noite de segunda-feira em Santos, Kassab acrescentou: "E, como ele já ocupou quase todos, só falta mesmo o de presidente".



Kassab negou que, ao se dirigir aos prefeitos e vereadores paulistas em seu discurso, tivesse a intenção de lançar a candidatura de Serra à Presidência. "Não tive esta intenção. Apenas registrei a minha opinião, de um brasileiro, de alguém que conhece muito bem o atual governador e o considera capacitado para ocupar o cargo de presidente", explicou.
Durante entrevista coletiva concedida a mais de uma dezena de jornais e emissoras de televisão, Kassab, que foi o político mais assediado durante o encerramento do congresso, manifestou a sua vontade de permanecer à frente da prefeitura de São Paulo, descartando uma eventual negociação para que abrisse mão da sua candidatura com o objetivo de concorrer a uma eventual vaga no Senado.
"Tenho afirmado constantemente que a minha vontade é ser candidato, para continuar administrando São Paulo. Mas essa definição vai ocorrer no momento certo, ou seja, durante as convenção, que vão ocorrer em junho", reiterou. O governador José Serra (PSDB), que estava sendo aguardado para a solenidade, não compareceu, e foi representado pelo vice-governador, Alberto Goldman (PSDB).

sábado, abril 05, 2008

Presidente da CNBB critica terceiro mandato



MAURÍCIO SIMIONATOda Agência Folha, em Indaiatuba
O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Geraldo Lyrio Rocha, rechaçou ontem --após a abertura da 46ª Assembléia Geral da entidade, em Indaiatuba (102 km de SP)-- um eventual terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Acho que devemos ficar com o que a Constituição estabelece. Qualquer outra coisa é entrar por um caminho de casuísmo que não é benéfico à democracia", disse, ao ser questionado pela imprensa sobre as declarações do vice-presidente José Alencar (PRB-MG).
Alencar havia sugerido um terceiro mandato para Lula. Disse que os brasileiros desejam que ele "fique mais tempo".
Dom Geraldo disse ainda, sobre as eleições municipais de outubro, que o país precisa superar o "círculo da corrupção". "É o candidato corrompendo o eleitor, comprando o seu voto. É o eleitor corrompendo o candidato, vendendo seu voto. Nós precisamos acabar com isso."
O religioso ainda cobrou as reformas tributária, política e agrária. "Estamos aguardando que essa reforma [agrária] possa ser mais acelerada para que haja também mais tranqüilidade no campo em nosso país."
A 46ª Assembléia Geral começou ontem e vai acabar no dia 11. Cerca de 300 bispos participam do encontro. Durante a assembléia, a CNBB vai elaborar uma cartilha para orientar o eleitor a não votar em candidatos envolvidos em corrupção.
O bispo de Blumenau (SC), dom Angélico Sândalo Bernardino, criticou o Legislativo, ao ser questionado sobre a CPI dos Cartões e a existência de um dossiê sobre gastos na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Fico preocupado quando vejo o Legislativo gastando um tempo enorme com tantas discussões, que não têm levado a nada, enquanto projetos importantes ficam engavetados. Acho que isso também é corrupção", disse.
A CNBB divulgou um documento intitulado "Análise da Conjuntura" --elaborado por padres e assessores ligados à entidade-- no qual voltou a criticar o cenário político do país. Em um trecho, o texto diz que "a política, os partidos e o Poder Judiciário perderam credibilidade diante da corrupção e do corporativismo que favorecem a impunidade".
O presidente Lula encaminhou uma carta à CNBB, lida na abertura do encontro, na qual saúda os bispos e diz que "não cabe a nenhum governo ou forma de poder tentar domesticar ou reduzir o papel das igrejas e comunidades religiosas".
05/04/2008 - 18h22
Blog do Josias: 'Terceiro mandato de Lula é plano A', diz petista


da Folha Online
O prefeito de Recife, João Paulo Lima e Silva, membro do diretório nacional do PT, afirmou publicamente que o "plano A" do partido é o "terceiro mandato de Lula", informa o blog do Josias.
Essa foi a terceira vez, em uma semana, que o partido sinalizou uma eventual continuidade de mandato de Lula.
De acordo com o político, tanto ele como seus correligionários trabalham com a perspectiva de poder "apoiar a proposta de emenda constitucional do terceiro mandato". João Paulo acrescenta que o PT também pensa na indicação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a presidência.
O terceiro mandato foi amplamente comentado por políticos durante esta semana. Além de João Paulo, também falaram sobre o assunto o vice-presidente José Alencar (PRB), o deputado cassado José Dirceu (PT-SP) e o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) --que informou que irá apresentar a emenda da continuidade.
Leia a matéria completa no blog do Josias.

quinta-feira, abril 03, 2008

Relações nem tanto perigosas
Já está em post no Quinta Emenda.
Mas a matéria PT e Vale buscam superar rivalidades no Pará, publicada no Valor Econômico, com assinatura do jornalista Caio Junqueira Franco, merece repercussão. Caio deu um duro doido na região levantando as informações sobre a relação da Vale com os governos e sociedade paraenses:PT e Vale buscam superar rivalidades no Pará
No primeiro contato entre a governadora eleita do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), e o presidente da Cia. Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, o protocolo foi quebrado logo de cara: "Roger, sou mais dona da Vale do que você", disse a governadora, na condição de ex-funcionária do Banco do Brasil, cujo fundo de pensão, a Previ, tem mais ações da Vale que a Bradespar, fundo de investimentos do Bradesco, de onde Roger ascendeu. Segundo relato da governadora, o executivo sorriu. Diferentemente do encontro que tiveram quando Ana Júlia ainda era senadora e o provocou, obtendo prontamente a resposta: "Roger, vou continuar articulando no Congresso para o aumento dos royalties da mineração". "E eu vou continuar articulando contra", rebateu o executivo.
Naquele encontro em meados de 2007 no Palácio dos Despachos, sede do governo paraense, iniciava-se a tentativa de aproximação entre a governadora que acumulara até ali um longo histórico de contestação a políticas da empresa e o principal executivo da Vale pós-privatização. Embora ainda se declare contra a venda ocorrida em 1997, o grupo que hoje governa o Pará, depois de 12 anos de domínio tucano, mudou a postura no poder. Tanto em relação ao comportamento militante antiprivatista anterior - agora moderado - quanto à forma com que pretende estabelecer o diálogo em comparação ao período em que o Estado esteve nas mãos do PSDB.
Sai o discurso tucano da necessidade de que a mineração no Estado forme uma cadeia produtiva e entra a pressão petista para que, além dessa cadeia, a atividade influencie positivamente a área em que está instalada, em especial nos aspectos social, ambiental e científico. "O problema não é só verticalizar, é o tipo de relação que se constrói no entorno dos investimentos realizados. Não queremos casas da Vale, queremos medidas que estruturem o local", afirma a governadora.
Com discurso semelhante, a Vale privatizada pretende afastar o viés assistencialista herdado da estatal desde a instauração do Grande Projeto Carajás, nos anos 70. O principal trabalho neste sentido tem sido feito nos municípios em que a empresa tem atividades direta ou indireta. A eles oferece técnicos que ajudem a elaborar projetos de interesse das prefeituras, além de sua influência em Brasília para a liberação de recursos que os viabilize. Com os petistas de Belém, a relação tem sido branda. Compôs com o governo grupos de trabalho e assinou protocolos de intenção para a formação de pessoal especializado em mineração, com a implementação de parques de tecnologia e de um fórum de competitividade entre empresários locais. E já há pelo menos quatro anos contratou o instituto Vox Populi para pesquisar sua popularidade no Estado. Os resultados, porém, não são divulgados.
"Toda empresa grande tem stress com seu entorno. No Pará, hoje temos um diálogo muito bom em relação ao que era há dez anos e provavelmente há dez anos tínhamos um relacionamento muito bom em relação aos dez anos anteriores", afirma Tito Martins, diretor de assuntos corporativos da empresa e responsável pela interlocução com o setor público e a sociedade. O executivo não critica políticos. No máximo, afirma que Ana Júlia é "intempestiva de vez em quando". "Ficamos surpresos em ver que, na grande maioria, os assuntos prioritários a ela também são nossa prioridade", diz.
A convergência de que fala o executivo é a necessidade de investimentos em pesquisas e uma maior interlocução com o setor produtivo paraense. Há opiniões divergentes, como as relacionadas ao reflorestamento. A Vale já tem um programa nesse sentido, mas o governo quer que, seguindo sua cartilha, seja realizado também em minifúndios. Para a empresa, é economicamente inviável. Mas nos 15 meses que se passaram desde a posse de Ana Júlia, as maiores divergências têm ocorrido quando os sem-terra ocupam a Estrada de Ferro Carajás, algo que dá à empresa um prejuízo diário estimado em cerca de US$ 15 milhões. A primeira vez em que isso ocorreu sob a gestão petista foi em outubro de 2007. Pelo telefone, Agnelli disse à governadora que as reivindicações do movimento eram absurdas. Ana Júlia contestou e disse que nem todos os pedidos eram assim, pois empresa e sem-terra vivem "mundos diferenciados".
No entanto, o MST não é capaz, por ora, de fazer com que a governadora altere sua postura de cautela com a Vale, que embute um cálculo político. Somando-se um Estado com alto índice de conflitos com madeireiros, mineradores, pecuaristas, sem-terra e indígenas, a uma gestão que se inicia, a conclusão do governo paraense é de que o momento não é propício para estimular tensões, mas para avaliar seus protagonistas. Esse pode ser um dos motivos pelos quais, depois desse tempo de mandato, o que se ouve nas ruas de Belém é que o governo Ana Júlia ainda "não mostrou a que veio". A principal reclamação é quanto à segurança, bandeira de campanha da petista, mas ainda sem grandes resultados. Ao contrário, a violência cresce: há fotos diárias nos jornais paraenses de pessoas assassinadas ou até mesmo linchadas.
O que também explica essa sensação de letargia é a prioridade que o governo deu a ações com pouco efeito imediato. Com um governo fundamentalmente composto por petistas acadêmicos, cujas figuras centrais são o secretário de governo, Cláudio Puty, 38 anos, e o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio de Abreu Monteiro, 42 anos, no primeiro ano o que se viu foi a elaboração do Planejamento Territorial Participativo, uma espécie de Orçamento Participativo estadual, com investimentos em ciência e tecnologia.
É justamente nessa área que eles pretendem que a Vale participe, em especial no Fórum Paraense de Competitividade, que deve reunir grandes empresas que atuam no Estado com empresários locais; nos parques de ciência e tecnologia; e na instauração de laboratórios de pesquisa em mineração. Todavia, o governo petista teme que o relacionamento com a Vale caia na mesma falta de grandes feitos concretos dos governos anteriores. Almir Gabriel (PSDB), que comandou o Estado entre 1995 e 2002, elegeu seu sucessor e continuou influente no governo seguinte, de Simão Jatene (PSDB), diz que "no nosso período tivemos momentos muito tensos, outros amenos, mas nada fecundo". Na mesma linha, Jatene afirma que Estado e empresa "conversavam, conversavam, mas sem nenhuma concretude".
A principal reivindicação nesse período era pela verticalização da produção, pleito que, para o executivo da Vale Tito Martins, depende de outros fatores. "Nunca fomos contra. Só que não dá para entrar sozinho em siderurgia por razões estratégicas e comerciais. Temos que arrumar quem topa entrar junto para ajudar na infra-estrutura".
No mandato de Jatene houve grandes crises, principalmente quando foi anunciada a opção da Vale de construir uma siderúrgica no Maranhão, e não no Pará. Os ataques à companhia foram exaltados, o que deixava indignada a cúpula da empresa. Por meio de suas subsidiárias, a Vale doou em 2002 R$ 1,2 milhão dos R$ 2,8 milhões que o PSDB arrecadou no Estado, segundo registro no Tribunal Superior Eleitoral - à campanha da petista Maria do Carmo não consta registro no tribunal. A despeito das somas repassadas ao candidato tucano, a tensão política se manteve e contaminou a população. O mote era que a Vale enriquecia às custas do Estado, sem deixar nada em troca.
O governo tucano cogitou revogar o licenciamento ambiental para o projeto de exploração de cobre da serra do Sossego em Canaã dos Carajás. À certa altura, o hoje deputado federal Jader Barbalho (PMDB) conta que tentou interceder pela companhia, com o aval de Agnelli. Ambos haviam se conhecido em um jantar em Brasília, ocorrido a pedido do executivo-chefe da empresa. Geólogo e ex-funcionário da Vale, o então secretário de meio ambiente de Jatene, Gabriel Guerreiro, hoje critica a postura dos políticos do Estado em relação à empresa: "Ficam reclamando da Vale, mas temos que reclamar é de nós. O Estado tem que profissionalizar a relação com a mineração e entender que ela não veio aqui fazer filantropia, veio ganhar dinheiro. Essa turma que quer dinheiro no caixa só sabe chorar", diz.Nas eleições gerais seguintes, em 2006, a Vale figurou como uma das maiores doadoras de campanhas do país. No Pará, a ajuda foi concedida tanto ao PT quanto ao PSDB, mas ambas feitas por intermédio do partido e, portanto, sem possibilidade de identificação do montante -as chamadas "doações ocultas". Por estarem na condição de governo, porém, os tucanos conseguiram uma ajuda a mais: no decorrer daquele ano a companhia repassou ao governo tucano R$ 26,1 milhões para obras de infra-estrutura e R$ 2,1 milhões para um programa estadual de financiamento de microcrédito. Nos dois anos anteriores, os repasses somaram R$ 8,5 milhões. Para as eleições de 2008, Tito afirma que nada está definido tendo em vista que em 2006 "deu tanto stress o negócio quando foi divulgado".
Na eventualidade de o atual diálogo em curso não surtir o efeito desejado, um plano B é traçado pelo governo do Pará, via tributação. Há uma conta da quantidade de tributos que a Vale deixa de arrecadar anualmente em razão de benefícios fiscais concedidos nas gestões anteriores: cerca de R$ 250 milhões, advindos principalmente do diferimento tributário, que permitiu adiar o pagamento do ICMS.
Com grande benefício para a Vale e em um bom exemplo do histórico de compensação que marca as suas relações com o Pará, em 1993 o diferimento foi concedido pelo então governador Jader Barbalho para todas operações referentes à extração, circulação, comercialização e transporte da bauxita, alumina e alumínio. Esses minérios e metais foram beneficiados por dez anos, desde que fosse feito um empreendimento que produzisse e comercializasse alumina. Daí nasceu a Alunorte, em Barcarena (PA). Em 2000, o governador Almir Gabriel (PSDB) prorrogou esse benefício até 2015 e ampliou sua abrangência para a mineração de ferro e manganês. Além dessa questão, também há constante cobrança pelas perdas que o Estado tem com a Lei Kandir, que isentou de ICMS produtos não-elaborados destinados à exportação. Como o Pará vive praticamente da exportação de minérios, estima-se que o Estado perca R$ 850 milhões anuais com a lei, dos quais R$ 595 milhões (70%) viriam com a Vale. Hoje, o orçamento paraense total é de R$ 7,8 bilhões. Da receita própria, R$ 4,2 bilhões, a Vale contribui com aproximadamente R$ 277,2 milhões (6,6%). O lucro da multinacional em 2007 foi de cerca de R$ 20 bilhões, grande parte advinda do subsolo paraense.
Em um dos grupos de trabalho formados em 2007 entre a Vale e o Estado, a empresa batalhou para que os benefícios do diferimento tributário fossem ampliados para o cobre, níquel e caulim, o que o governo não aceitou. Condicionou eventuais ampliações à forma como a relação entre ambos se desenrolaria. Em outras palavras, se a Vale colaboraria com a agenda apresentada. Em caso negativo, cogita-se uma hipótese mais agressiva: a revogação de alguns desses benefícios e conseqüente instauração de uma guerra jurídico-tributária. O que já ocorre na principal atividade mineral da Vale, do minério de ferro de Carajás, tendo por protagonista um dos principais aliados da governadora, o prefeito de Parauapebas, Darci Lermen (PT). Muito ligado a Ana Júlia, o prefeito desde a posse trava constantes embates com a Vale.
O primeiro desses entreveros foi de cunho simbólico: Lermen passou a autorizar, via prefeitura, qualquer cidadão a entrar na Floresta Nacional de Carajás. Antes, para entrar, era necessário autorização da empresa. O segundo, mais recente e mais relevante, refere-se ao pagamento da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). Darci é um dos líderes dos municípios mineradores do país, que cobram cerca de R$ 2,2 bilhões pelos royalties que, segundo ele, não foram recolhidos devidamente pela Vale entre 1991 e 2004. Parte deste valor (R$ 428 milhões) está inscrita na dívida ativa da União e já está em fase de execução fiscal. A Vale alega que a legislação permite abater impostos e despesas com transporte da base de cálculo. O prefeito aumenta o tom: "Com as deduções que ela fez no pagamento, descobrimos que ajudamos a financiar o crescimento da Vale. E agora vem querendo oferecer know-how para liberar crédito em Brasília. Não quero que ela seja lobista nossa. Basta pagar a dívida que garantimos a nossa parte", afirma o prefeito.
O know-how ao qual Darci se refere é parte da nova estratégia da Vale para os municípios em que tem relação econômica direta e indireta no sudeste paraense: oferecer "cooperação técnica e política" por meio da indicação de técnicos que auxiliem as prefeituras na elaboração de projetos que serão posteriormente encaminhados aos órgãos federais em Brasília, onde a Vale atuará politicamente para conseguir a liberação dos recursos. Em especial o Ministério das Cidades, o Incra e a Caixa Econômica Federal.
Para fazer essa interlocução com os municípios e em Brasília, a companhia contratou um ex-prefeito de uma pequena cidade do oeste paulista, especializado em gestão pública: Silvio Vaz, que governou Jaborandi nos anos 90. "Chego aos prefeitos e digo: não somos Estado, mas sabemos da nossa função na sociedade e estamos prontos para contribuir com vocês. Vocês querem nossa ajuda?", diz Vaz, presidente da Fundação Vale, órgão interno responsável por essa interlocução.
A fim de facilitar esse diálogo e a indicação das áreas que serão afetadas, a Vale financiou um amplo estudo que traça um diagnóstico dos efeitos de sua presença na região entre 2003 e 2010, quando investirá cerca de R$ 25 bilhões na região. De acordo com o levantamento, a massa salarial passará de R$ 45,5 milhões em 2003 para R$ 455,5 milhões. Os empregos saltarão de 10 mil para 35 mil no mesmo período. Em termos demográficos, a previsão é que a população quase dobre em cinco anos: passe de 423,3 mil em 2005 para 817,2 mil em 2010, com a conseqüente ampliação do déficit social que esse intenso fluxo migratório acarreta. Basicamente, escolas e hospitais cheios e pessoas sem casa para morar.
Com o prognóstico em mãos, a empresa se posiciona junto aos prefeitos para captar recursos públicos que revertam esse déficit social. Após essa fase, serão criadas agências de desenvolvimento humano nesses locais, sob a coordenação da Vale. Todos os seis municípios, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Eldorado dos Carajás, Curionópolis, Tucumã e Ourilândia do Norte, já apresentaram projetos, inclusive o petista Lermen, que tem apoio técnico para a construção de 2 mil casas.
Canaã dos Carajás, aliás, é tido pela companhia como local onde se "estabeleceu um exemplo de ação social para a mineração no mundo moderno", conforme seu relatório da administração disponibilizado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2003. Canaã lá aparece porque a companhia bancou a construção de um hospital e de uma escola, sem informar, porém, que o hospital não atende ao SUS e a escola é privada. A Vale afirma que precisou primeiro levar a estrutura de saúde e de educação para atender seus funcionários e que a idéia é que o hospital seja o início de uma agência de desenvolvimento humano.
O estudo também deu fôlego ao movimento separatista do Estado do Carajás, que há mais de 20 anos tenta apartar municípios da região. A principal alegação é de que "Belém nunca olhou para nós". O histórico de trânsito entre as pessoas também reforça o movimento, já que na população não há um sentimento nativista forte. A maioria dos "estrangeiros" são maranhenses pobres trazidos pelo trem de Carajás, pelo qual desembarcam mais de mil pessoas por semana em Parauapebas. Embora executivos da empresa na região já tenham manifestado simpatia pela causa, a defesa do Estado de Carajás não consta oficialmente das políticas institucionais da Vale.
Darci Lermen entre os 100 melhores prefeitos
Pesquisa da Associação Nacional dos Municípios Produtores (Anamup) acaba de indicar o prefeito de Parauapebas (PA), Darci José Lermen (PT), para receber a Certificação Internacional - Município e Cidadania, na categoria 100 Melhores Prefeitos das Américas.A certificação reconhece instituições públicas compromissadas com as questões sociais, políticas, econômicas e qualidade de vida.Os certificados serão entregues aos prefeitos no dia 28 de maio, no auditório do Senado Federal, em Brasília, pela Organização Brasil Américas, com a presença de palestrantes e autoridades nacionais e internacionais.Na ocasião, será lançada uma edição histórica da revista “Municípios em Ação” sobre os cinco anos do Governo Lula, com enfoque no Programa de Aceleração do Crescimento (Pac) e nas parcerias junto aos governos estaduais e municipais, com tiragem nacional de 300 mil exemplares, e um encarte especial editado pelo Jornal do Brasil, também com tiragem de 300 mil, totalizando 600 mil exemplares. (Fonte: Anamup)

TELEVISÃO

TELEVISÃORecord volta atrás e muda slogan 17:44
Uma reunião que terminou agora selou um acordo entre Globo e Record na pendenga que as duas emissoras travavam no Conar (Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária). Na semana passada, a Globo deu entrada num requerimento contra a Record por causa do novo slogan que a emissora do bispo Macedo passara a usar - "A nova líder de audiência". A Record voltou atrás, até porque os números do Ibope não sustentam o slogan: dos 20 programas de maior audiência na TV, 20 são da Globo. Na reunião, Hilton Madeira, o representante da Record, disse que a emissora já voltou a assinar "A Caminho da Liderança" em suas peças publicitárias. Madeira garantiu ainda que "as próximas manifestações publicitárias da rede estariam de acordo com as normas éticas".

Estratégia de guerrilha 17:42
A Record usou o slogan precocemente aposentado como uma provocação. Faz parte da estratégia de fustigar a Globo. Se a emissora dos Marinho não reclamasse, a Record manteria o malandro "a nova líder de audiência". Se reclamasse, como, afinal, fez, bastava voltar atrás. A tática da provocação, de certo modo, cumpriu o seu objetivo.
JUSTIÇAGlobo vence 60º ação contra Universal 14:00
A guerra entre a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) e a Globo está crescendo de intensidade não só nas telas (via Record), mas também na Justiça - por enquanto, com uma vitória acachapante da Globo. No início da semana, a Globo conseguiu sua 60ª sentença favorável no Juizado de Pequenas Causas contra fiéis da Iurd. Eles citaram a emissora por causa de um episódio do recém-extinto Linha Direta.
"Fogueira santa" 13:59
O motivo? No programa, exibido em novembro de 2006, o pai de um adolescente que fora assassinado afirma: "Eles fizeram a fogueira santa com o meu filho". Seu filho, Lucas Terra, foi queimado vivo na Bahia em 2001 por um integrante da Iurd. Pelo assassinato, o Tribunal de Justiça da Bahia condenou no ano passado a Universal a indenizar os pais de Lucas em 1 milhão de reais.
Faltam 35 ações 13:58
A Globo foi citada num total de 95 ações por causa desse programa. Todas as ações iguaizinhas, como de costume - e em diversos estados. A emissora dos Marinho venceu tudo até agora. Mas ainda faltam 35 para serem julgadas. Em sua defesa, a Globo alegou que o nome da Universal não foi pronunciado no episódio.
Seita e preconceito 13:55
Acabou? Nada disso, a guerra continua. Ontem, mais uma ação indenizatória foi proposta por um fiel do bispo Edir Macedo. Ivanildo da Silva acusa a Globo de discriminação pela forma com que a emissora refere-se à Universal: "seita". Ivanildo afirma que a expressão revela preconceito contra a liberdade religiosa. Por enquanto, é apenas uma ação. Pela lógica dos acontecimentos recentes, se dará o milagre da multiplicação de ações por vários

Pastor Davi Passamani abriu novo local de culto em fevereiro após renunciar cargo em igreja depois de investigações de crimes sexuais Polícia Civil disse que prisão preventiva foi necessária porque pastor cometeu crimes usando cargo religioso.

Advogado alegou que prisão do pastor faz parte de ‘conspirações para destruir sua imagem’. Por Thauany Melo, g1 Goiás 07/04/2024 04h00.    P...