Processo que vai definir a guarda do menino corre em segredo de Justiça.
Mãe deixou o garoto em shopping e alegou não ter condições de criá-lo.
O garoto de 12 anos encontrado sozinho em um shopping de Aracaju no dia 20 de julho deste ano continua no Abrigo Caçula Barreto, no bairro Olaria, na capital sergipana.
Ele foi levado para a instituição depois de ser acolhido pelo Conselho Tutelar.
A informação é da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), que confirmou esta semana que o menino está bem e participa das atividades da unidade de proteção.
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“Ele está interagindo com as outras crianças e participa de todas as
atividades socioeducativas e culturais do abrigo. Lá, ele também recebe acompanhamento psicológico e de assistência social”, afirma Conceição Soares, assessora de comunicação da Semfas.
O menino deve continuar no local até que saia uma decisão da Justiça sobre o destino dele, se volta para a guarda da mãe, de algum familiar ou se vai ficar sobre a tutela do Estado.
A equipe de reportagem do G1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), com a juíza da 16ª Vara da Infância e da Juventude e com o Ministério Público, órgãos que acompanham o processo, mas os representantes preferiram não se pronunciar sobre o caso que corre em segredo de Justiça.
Investigação
Quando foi encontrado, o menino não tinha nenhum tipo de identificação, apesar de ter a aparência de bem cuidado e de estar com uma mochila amarrada à sua cintura contendo algumas peças de roupa, fralda descartável e medicamento controlado.
Especialistas identificaram que ele não possui habilidade da fala.
Delegada detalhou como conseguiu encontrar família do garoto (Foto: Flávio Antunes/G1)
A família do garoto foi encontrada na Bahia, a mãe dele mora no município de Amargosa e o pai em Salvador.
Segundo a delegada, os pais estão separados e ele não sabia que a criança estava abandonada.
Abandono
As investigações apontam também para um possível surto psicótico da mãe na sua estadia em Aracaju.
“A mãe tem um histórico de acompanhamento psicológico após a separação.
Acabou se isolando da família e tomou para si a criação do filho.
Aparentemente não está em condições de ficar com o garoto”, revela Schuster.
Sede do DAGV em Aracaju (Foto: Marina Fontenele/G1)
“Ela disse que o processo de abandono ocorreu porque ela não tinha condições financeiras de manter a criança com a pensão que o pai do menino paga.
Disse que o valor é irrisório e ele [menino] é uma criança que necessita de cuidados especiais, estudar em uma escola especial e por conta disso ela estava passando dificuldades.
Além disso, alegou ter problemas psiquiátricos”, conta Muti.
Pelo que se sabe, a OAB não tem esse direito de impedir que alguém no exercício de um cargo como Ministro do Supremo Tribunal Federal que desagrade a alguns colegas de profissão por tomar alguma decisão que contrarie interesses de clientes que o mesmo defende de acordo a matéria sobre o bandido José Dirceu, se torne membro da mesma.
A função da OAB é simplesmente submeter os profissionais formado em Direito a exame de aptidão para o exercício da profissão de advogado, e apurar denúncias de desvios de conduta desses profissionais e conforme a gravidade dos casos, puni-los sob o rigor da Lei com a cassação de sua credencial de advogado.
O que não é o caso do advogado Joaquim Barbosa.