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sexta-feira, julho 18, 2014

Conflito em Gaza: entenda a guerra entre Israel e os palestinos


Conheça um pouco melhor os complexos aspectos relacionados com essa briga interminável



Por  em 
Um assunto que volta e meia ocupa as manchetes de jornais do mundo inteiro há décadas é a questão sobre o conflito entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza. 
Mas você sabe por que é que esses povos brigam tanto e há tanto tempo?
A história sobre o embate é bastante complexa, e o enfoque muda drasticamente dependendo de quem está contando sua versão dos fatos. 
Ambos os envolvidos — muçulmanos de origem árabe que ocupam a Faixa de Gaza e os judeus israelenses — têm razões de sobra para justificar suas atitudes, assim como a hostilidade que sentem um pelo outro, como você verá na síntese a seguir. 
Assim, confira uma breve explicação que ajudará você a entender melhor a atual guerra que está acontecendo na Palestina:

Criação do Estado Judeu

Antes de tudo, é importante ressaltar que a Palestina já era habitada por judeus — remanescentes de incontáveis invasões históricas — há milênios, e nos últimos séculos havia sido ocupada por uma maioria árabe. 
Além disso, apesar de árabes e israelenses terem a mesma origem étnica, para que o contexto fique mais claro, devemos lembrar que os judeus sofreram diversas perseguições e não possuíam um estado próprio.
Assim, no final do século 19, um grupo de judeus de origem europeia — os sionistas — empenhado em criar uma pátria judia, após considerar regiões nas Américas e na África, decidiu colonizar a Palestina. 
No início, a imigração não causou maiores problemas com os povos que viviam ali. 
Contudo, com o passar do tempo, a chegada de imigrantes na região foi se intensificando, com muitos desses sionistas expressando seus desejos de “tomar” o território.

Tensões

Naturalmente, essa situação foi criando tensões com os palestinos que ocupavam a região, e foi apenas uma questão de tempo até que os conflitos começassem. 
Para piorar, Adolf Hitler surgiu no meio dessa história — e o Holocausto — e isso, combinado aos esforços dos sionistas em evitar que os judeus refugiados fossem enviados a países ocidentais, só aumentou o fluxo de judeus para a Palestina. 
E a tensão foi aumentando progressivamente.
Em vista da escalada da violência na região, em 1947 a ONU resolveu interferir e, em 1948, o Estado de Israel foi criado. 
Assim, sob considerável pressão dos sionistas, a organização recomendou que 55% da Palestina — que então era controlada pelos britânicos — fosse cedida aos judeus, embora esse grupo representasse apenas 30% da população total e possuísse menos de 7% do território. E, então... guerra.

Guerra civil

Evidentemente, os palestinos não ficaram muito satisfeitos com as recomendações da ONU, e logo uma série de atentados, represálias e contrarrepresálias começou a deixar um rastro de violência e morte sem que ninguém tivesse controle sobre a situação. 
Foi então que vários regimentos do Exército de Liberação Árabe resolveram interferir, e praticamente todas as batalhas ocorreram em solo destinado aos palestinos.
Contudo, os árabes perderam a guerra e, ao final do conflito, Israel havia conquistado 78% da Palestina, com 750 mil palestinos se tornando refugiados. 
Além disso, 500 cidades e vilarejos foram destruídos e um novo mapa da região foi criado, no qual cada rio, localidade e morro foi rebatizado com um nome hebreu, apagando qualquer vestígio da cultura palestina.

A tormentosa Faixa de Gaza

O conflito na Faixa de Gaza existe desde o final da década de 60, quando Israel venceu a Guerra dos Seis Dias. 
O enfrentamento teve origem quando as forças israelenses lançaram um ataque surpresa contra uma coalisão árabe formada por Egito, Jordânia, Síria e Iraque. 
Nessa ocasião, Israel conquistou os restantes 22% do território palestino que restavam, ou seja, a Península do Sinai, Cisjordânia, Altos de Golan, o leste de Jerusalém e a Faixa de Gaza.
No entanto, de acordo com as leis internacionais, é inadmissível que um território seja “adquirido” por meio de guerras. Portanto, para os palestinos, essas áreas não deveriam pertencer a Israel, e por isso eles seguem ali defendendo seu espaço. 
Durante a Guerra dos Seis Dias, partes do Egito e da Síria também foram ocupadas, sendo que os territórios egípcios foram “devolvidos” desde então, e os que pertenciam aos sírios continuam sob ocupação israelense.

Democracia Liberal

Os sionistas formam um pequeno grupo extremista e fundamentalista que acredita que os fatos presentes no Velho Testamento são absolutamente inquestionáveis e servem de prova que Israel e os territórios ocupados pertencem por direito aos judeus. 
Portanto, a única solução seria que os palestinos negassem todas as suas reivindicações de propriedade de uma vez por todas.
Israel, entretanto, é uma democracia liberal que durante muitos anos foi regida por governos de coalisão e, evidentemente, essas visões tão radicais sempre tenderam a refletir a opinião de uma pequena minoria. 
O problema é que nos últimos anos esses grupos ultrarreligiosos foram ganhando cada vez mais influência, e atualmente controlam as questões relacionadas com a política externa de Israel.

Batalha contínua

Segundo o acordo de Oslo — firmado em 1993 —, esses territórios ocupados deveriam ter sido evacuados e reconhecidos como palestinos. 
Mas a demora no cumprimento das ordens gerou uma onda de ataques terroristas em Israel e o assassinato de Yitzhak Rabin, primeiro-ministro israelense que arquitetou o acordo.
Com isso, a tensão voltou a aumentar e no ano 2000, Ariel Sharon, o então ministro de defesa israelense, resolveu fazer uma visita ao bairro muçulmano de Jerusalém, criando um sentimento de revolta no mundo árabe, e a “Intifada” teve início. 
Nos anos subsequentes, Sharon trabalhou ativamente para conseguir uma trégua, mas em 2006, após sofrer um aneurisma e entrar em coma, as negociações de paz foram fortemente afetadas.
Existem dois motivos primários no centro dessa briga toda: a população que ocupava a palestina era composta por 96% de muçulmanos e cristãos que hoje são proibidos de regressar aos seus lares, e os que vivem dentro do Estado judeu sofrem com a discriminação sistemática. 
Além disso, a ocupação israelense e o controle na Faixa de Gaza são extremamente opressivos, e os palestinos que vivem ali têm bem pouco direito sobre suas próprias vidas.
Além disso, as forças de Israel controlam as fronteiras palestinas — incluindo as internas — e muitas vezes a distribuição de alimentos e medicamentos é bloqueada, assim como energia elétrica, água, moeda e meios de comunicação, piorando a crise humanitária que aflige a região.

Conflito atual

Se você tem acompanhado as últimas notícias sobre as batalhas entre palestinos e israelenses, deve ter ouvido bastante sobre o “Hamas”. 
Esse grupo consiste em uma organização política islâmica fundada em 1987 que, desde que foi eleito democraticamente em 2007, governa a Faixa de Gaza. 
Seus militantes são acusados de investir contra Israel através de ataques terroristas e bombardeios com o objetivo de reinstaurar o Estado Palestino.
Além disso, o Hamas também é acusado de ser um grupo terrorista que não reconhece a existência do Estado de Israel, que vem fortalecendo seu arsenal e usa endereços residenciais para esconder suas armas e militantes. 
A batalha que estamos testemunhando agora teve início depois de Israel responsabilizar categoricamente o Hamas pelo sequestro e assassinato de três jovens israelenses em junho, resultando no envio de tropas a Gaza e na prisão de centenas de ativistas do Hamas.
Após a acusação, um rapaz palestino também foi sequestrado e queimado vivo em Jerusalém. 
Seis suspeitos judeus foram presos em Israel, e três confessaram o crime. 
O Hamas, no entanto, não assumiu nem negou sua participação nas mortes dos garotos israelenses. 
Contudo, o grupo respondeu à prisão dos militantes e à morte do jovem palestino com o lançamento de foguetes, atraindo ataques aéreos de Israel como represália.

E agora?

Um problema com a Faixa de Gaza é que esse território conta com uma superfície de 360 quilômetros quadrados e uma população de aproximadamente 1,5 milhão de habitantes. 
Isso significa que se trata de uma área densamente povoada — mais de 4 mil hab./km2
Então, imagine o estrago quando uma bomba cai por lá. 
Portanto, qualquer ofensiva aérea em Gaza inevitavelmente vai resultar na morte de civis. 
Porém, a questão é ainda mais grave.
Apesar de o Hamas estar respondendo aos ataques israelenses, Israel conta com uma infraestrutura defensiva extremamente moderna e muito superior à palestina, capaz de evitar que os foguetes do Hamas atinjam seus alvos. 
Assim, em nove dias de combates, o número de mortos é estimado em 230 na Faixa de Gaza — além de mais de 1,6 mil feridos —, enquanto apenas uma vítima fatal foi registrada no lado israelense.
Toda essa questão relacionada com as mortes dos adolescentes, na verdade, parece estar servindo como justificativa tanto para Israel como para o Hamas. 
Os israelenses, por um lado, poderiam aproveitar a situação para finalmente dominar o que resta do território palestino e torná-lo parte de Israel. 
Já o Hamas, por outro lado, se perder a Faixa de Gaza para os israelenses, perde seu poder e se torna uma organização política irrelevante na região.

Cessar-fogo?

Parece que autoridades israelenses e palestinas haviam fechado um acordo proposto pelo Egito de cessar-fogo que deveria ter início amanhã pela manhã. 
Apesar disso, tudo indica que o compromisso não será respeitado, pois existem notícias de que o primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teria ordenado a invasão da Faixa de Gaza de por terra.
Assim, uma coisa é certa: infelizmente os conflitos estão bem longe de terminar, e quem mais sofre com isso é a população civil. 
Quem sabe o que falta neste conflito sejam líderes em ambos os lados que entendam que a violência apenas serve para perpetuar e motivar ainda mais violência. 
Existem grupos tanto em Israel como na Faixa de Gaza que trabalham juntos para encontrar uma saída para a crise, e esse talvez esse seja um bom ponto de partida. 

PF descobre fraude de R$ 3,2 milhões na Caixa Econômica em MT e GO

Operação foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (18) em Cuiabá.
Devem ser cumpridos 37 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão.



Do G1 MT
Polícia Federal apreende documentos na Caixa Econômica em Cuiabá (Foto: Pollyana Araújo/G1)Polícia Federal cumpre mandados de busca em agência da Caixa Econômica Federal em Cuiabá(Foto: Pollyana Araújo/G1)


Uma operação da Polícia Federal está sendo realizada na manhã desta sexta-feira (18) em Mato Grosso e em Goiás contra uma quadrilha suspeita de cometer fraudes para obtenção de empréstimos na Caixa Econômica Federal (CEF). 

De acordo com a PF, a estimativa é que a quadrilha tenha desviado mais de R$ 3,2 milhões. 

Até as 8h45 [horário de Mato Grosso], três pessoas haviam sido presas e levadas para a Superintendência da Polícia Federal, em Cuiabá.

O G1 entrou em contato com a assessoria da Caixa Econômica em Mato Grosso, que ainda não se posicionou sobre o assunto. 

A operação ocorre em Cuiabá, Várzea Grande, região metropolitana da capital, Denise, Nova Marilândia, Arenápolis, Nobres, Novo São Joaquim, Cáceres e Morrinhos (GO). 

Segundo a PF, devem ser cumpridos 37 mandados de busca e apreensão, seis mandados de prisão temporária e 24 conduções coercitivas à Superintendência da PF. 

Todos os mandados foram expedidos pela 5ª Vara Federal de Mato Grosso.

A investigação teve início em abril deste ano, quando foi verificada a existência de associação criminosa chefiada por empregado público da Caixa Econômica.

Conforme a PF, ele simulava a contratação de empréstimos consignados em nome de terceiros, informando falsamente que o empréstimo seria de servidor público.

Policiais federais fizeram buscas de documentos na agência da Caixa Econômica Federal localizada na Rua 13 de Junho, em Cuiabá, localizada próximo ao Hospital Geral Universitário.

Os envolvidos devem responder pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, peculato, corrupção ativa, lavagem de capitais e associação criminosa.

Casal monta sistema de captação de água da chuva em Osasco

Aposentado estima gasto entre R$ 3,5 mil e R$ 4 mil com o sistema. 'Objetivo é colaborar para evitar desperdício de água', diz Valdir Albino.



Do G1 São Paulo
Caixas de mil litros cada utilizadas na captação da água da chuva  (Foto: Valdir Albino/arquivo pessoal)Caixas de mil litros cada utilizadas na captação da água da chuva (Foto: Valdir Albino/VC no G1)


Preocupado com uma possível crise de abastecimento, um aposentado de Osasco, na Grande São Paulo, montou, com a ajuda da mulher, um sistema de captação e armazenamento de água da chuva na própria residência.

 Segundo o ex-analista de suporte em informática Valdir Albino, de 67 anos, o objetivo foi evitar o desperdício de água. 

A filha dele, Danielle Albino, entrou em contato por meio do VC no G1, o canal interativo do portal de notícias da Globo, para sugerir esta reportagem.

O sistema consiste de duas caixas d’água, de cerca de mil litros cada, instaladas no quintal da casa e que fazem a captação do líquido, acopladas a um pequeno motor elétrico, que bombeia esta água para outras duas caixas d’água e mais seis galões de 200 litros instalados no sótão, utilizados para o armazenamento. 

O aposentado estima que gastou entre R$ 3,5 mil a R$ 4 mil para montar todo o sistema.

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“Mas o objetivo nem é o de economizar dinheiro; é o de cooperar para evitar o desperdício de água, ainda com uma crise dessas pela qual estamos passando”, enfatiza. 

A água captada é utilizada, principalmente, no tanque, em quatro banheiros e em limpeza em geral.

A preocupação com a crise hídrica teve início em março, com as primeiras notícias sobre a seca no Sistema Canteira, um dos principais reservatórios que abastece a capital. “Comecei fazendo um gráfico sistema (Cantareira), que estava em torno dos 20% de sua capacidade.

O apresentador do jornal disse então que na mesma época no passado estava em torno dos 60%. 

Foi quando eu pensei: ‘Esse negócio vai zerar’. 

Foi quando decidimos a montar este projeto de captação de água da chuva”, contou Valdir.

Sem entender nada de sistemas hidráulicos e de construção civil, o casal de aposentados levou adiante o projeto. “Apenas a laje onde estão as caixas d’água foi comprada pronta.

 Pagamos para os pedreiros e eles encheram a laje. Todo o restante, fizemos sozinhos”, revela.

Coincidentemente, o sistema de captação ficou pronto e começou a operar na mesma semana em que o Sistema Cantareira chegou a seu nível 0% e teve início a utilização do chamado volume morto no abastecimento de parte da capital paulista e de regiões da Grande São Paulo. “O dia mais feliz foi quando encheu a primeira caixa abastecida pela chuva”, festeja.

A falta de chuvas no período de inverno, no entanto, não afasta de todo a preocupação do aposentado. “Todo dia saio e já dou uma olhada para o céu para ver se vai chover.” 

O plano dele é instalar ao menos mais uma caixa de mil litros para captação e outros seis galões para o armazenamento. “É que estou achando que as caixas de mil litros são pouco”, explica.

Medidas


O governo de São Paulo tenta alternativas para minimizar a perda de água no Sistema Cantareira. 


Desde 1° de abril, o governo do estado oferece um "bônus" para quem economizar água em 31 cidades da Região Metropolitana de São Paulo.

Os consumidores que reduzem em 20% o uso da água em relação à média mensal têm desconto de 30% no valor da conta. 

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse na quarta-feira (9) não ver "necessidade" na aplicação de multa a moradores que consumirem água em excesso, conforme havia anunciado antes.

O governo tenta fazer com que outros sistemas que abastecem a Grande São Paulo possam enviar água também a consumidores hoje abastecidos pelo Sistema Cantareira. 

Isso influencia na quantidade de água disponível também nos outros sistemas.

O Alto Tietê, por exemplo, também afetado pela falta de chuvas, opera apenas com 23,9% de sua capacidade. 

E a Sabesp já admite a possibilidade de também captar o volume morto das represas que integram esse sistema.

Segundo Paulo Masato, diretor da Sabesp, a companhia já está executando intervenções de aproveitamento de novos volumes no sistema Cantareira e no Alto Tietê. "Nós temos mais reservas técnicas disponíveis para serem aproveitadas", afirma.

A recomendação aos moradores destas regiões é para que se evite o desperdício tomando banhos mais rápidos, fechando as torneiras e registros ao se ensaboar no banho ou ao lavar a louça, e evitar o uso da mangueira para a lavagem de carros, quintais ou grandes áreas.

Galões utilizados no armazenamento da água em projeto familiar (Foto: Valdir Albino/arquivo pessoal)Galões utilizados no armazenamento da água em projeto familiar (Foto: Valdir Albino/VC no G1)
Caixas d'água da residência residência recebem a água fornecida pela Sabesp (Foto: Valdir Albino/arquivo pessoal)Caixas d'água da residência residência recebem a água fornecida pela Sabesp (Foto: Valdir Albino/VC no G1)

Estudo aponta dez profissões ameaçadas de extinção

Site americano estudou estatísticas trabalhistas e listou as carreiras que terão queda na contratação nos próximos oito anos.

 
Um site americano especializado em carreiras fez uma lista das profissões ameaçadas de extinção. São atividades com previsão de queda na contratação nos próximos oito anos.

 O site se baseou em estatísticas trabalhistas dos Estados Unidos.

Confira as dez profissões mais ameaçadas:
1º. Carteiro
2º. Trabalhadores rurais
3º. Técnico em leitura de medidores de energia
4º. Repórteres de jornais
5º. Agentes de viagens
6º. Lenhadores
7º. Aeromoça
8º. Trabalhadores do setor produtivo industrial
9º. Trabalhadores da indústria gráfica
10º. Agente de cobrança



Segundo a pesquisa, a contratação dos carteiros pode ter 30% de queda. 

 Os trabalhadores do agronegócio, do setor produtivo industrial, da indústria gráfica e os lenhadores serão prejudicados por causa da automação nesses setores. 

A evolução tecnológica também afetará a contração dos técnicos especializados na leitura de relógios de água e energia.

 A aposta é que, em breve, as empresas conseguirão medir esses dados a distância.

Em quarto lugar, estão os repórteres de jornais, que sofrem com a queda nos anúncios e nas assinaturas dos jornais impressos.

 Agentes de viagens estão ameaçados, porque as pessoas estão cada vez mais organizando viagens de forma autônoma. 

Já as aeromoças poderão sofrer dificuldades por causa da fusão de empresas, o que causaria uma redução no número de voos.

Infraestrutura faz de Vista Alegre do Alto (SP) referência no Censo Escolar

As duas escolas públicas contam com itens básicos de infraestrutura.
Elas têm acessibilidade, rede de esgoto, biblioteca, quadra e internet.

Igor Savenhago Do G1 Ribeirão e Franca
Alunos da escola municipal têm ouvem histórias uma vez por semana, diz pedagoga (Foto: Igor Savenhado/G1)Na biblioteca, alunos da escola municipal ouvem histórias uma vez por semana (Foto: Igor Savenhago/G1)

As salas de informática são amplas e todos os computadores são novos. 

 As bibliotecas contam com espaços interativos de leitura, e as quadras poliesportivas são cobertas e estão em ótimo estado. 

A realidade das escolas públicas de Vista Alegre do Alto, no interior de São Paulo, é uma exceção em meio à rede de ensino do país.

A cidade é uma das quatro em que todas as unidades não particulares contam com rede de esgoto, acessibilidade, biblioteca, quadra de esportes e internet – cinco dos itens pesquisados no Censo Escolar 2013. 

As outras três cidades ficam em Minas Gerais: Central de Minas, Goiabeira e Passa Vinte (veja na página especial a comparação entre as redes de ensino, por cidade, no quesito internet).

Além da infraestrutura, o trabalho em equipe, com a participação de gestores educacionais, professores, funcionários, pais e alunos, é um dos trunfos para o bom desempenho da escola estadual Professor Salvador Gogliano Júnior, na opinião da diretora, Tereza de Jesus Fiorin Carvalho. “Não existe tanta rotatividade de professores e a equipe gestora é bem afinada", diz.
A proximidade característica de cidade pequena também facilita, segundo Tereza. Se precisar chamar os pais para discutir o comportamento dos estudantes, é fácil. 

Em alguns casos, é só atravessar a rua, já que muitos moram em frente à escola. Em outros, é preciso andar não mais que poucos quarteirões.

A dona de casa Etelvina Rosa Pessoa Ravazi é um exemplo, já que está sempre atenta ao que acontece no ambiente escolar. 

Mãe de uma aluna do primeiro ano do ensino médio, ela é também diretora financeira da Associação de Pais e Mestres (APM) e vai à escola estadual todos os dias. “Os pais têm que dar valor ao ensino. Se os filhos forem interessados, facilita a vida do professor."

Para estimular os alunos, o colégio mantém duas bibliotecas, uma quadra poliesportiva coberta e uma sala com 22 computadores novos, todos com acesso à internet. 

"Nunca tive reclamações da escola e queremos trazer mais novidades, como rodas de leitura e uma feira de ciências", afirma a aluna Ana Júlia de Miranda, de 14 anos, que também é presidente do grêmio estudantil.

A planilha de despesas mostra que cerca de 200 novos títulos são adquiridos por ano para as duas salas de leitura da escola, fora os exemplares encaminhados pelo Estado. 

E quem acha que os espaços não são aproveitados se engana.

 O aluno Eric Manoel Staconi, de 14 anos, conta que foi a partir da literatura disponível que os estudantes sugeriram a criação de um grupo de teatro, já pronto para a primeira encenação. "A nossa escola é um ambiente saudável, sem brigas."

Sala de computação da escola estadual conta com 25 computadores, todos com acesso à internet (Foto: Igor Savenhago/G1) 
 
Sala de computação da escola estadual conta com 22 computadores, todos com acesso à internet (Foto: Igor Savenhago/G1)
 
Acessibilidade

Todas as salas são interligadas por rampas de acesso, com corrimões dos dois lados. Os banheiros também estão adaptados para deficientes. 


As entradas das classes não têm degraus e as portas são mais largas que as convencionais.

A escola não tem alunos cadeirantes, mas atende dois com outros tipos de necessidades especiais: um com deficiência visual e outro com dificuldade auditiva. 

Para o primeiro, o colégio fornece material escolar em tamanho aumentado. Para o outro, disponibiliza uma professora de Libras.

As adaptações de acessibilidade na escola foram realizadas em 2009 e integram um programa de metas do governo do Estado que, numa primeira etapa, buscou promover adaptações em pelo menos uma escola de cada município de São Paulo.

 Como Vista Alegre só tem uma estadual, não houve dificuldade em definir o destino das melhorias necessárias.

“Todas as escolas recebem verbas da Secretaria Estadual da Educação. 

 Cabe à equipe gestora direcionar sua aplicação. 

Se a equipe é comprometida, os resultados aparecem mais rápido”, justifica a educadora Leda Maria Zanardi Miguel, dirigente regional de ensino de Taquaritinga (SP), que responde por Vista Alegre do Alto.

A partir dos estudos na biblioteca, alunos do Ensino Médio decidiram formar um grupo de teatro (Foto: Igor Savenhado/G1) 
 
A partir dos estudos na biblioteca, alunos do ensino médio formaram um grupo de teatro
(Foto: Igor Savenhago/G1)
 
Ensino infantil

A algumas ruas do colégio estadual está a Escola Municipal Irineu Julião, onde a diretora Fabiana Gil diz estar atenta aos movimentos de cada criança.


Uma delas demanda mais atenção. É a pequena Kailane Jesus Santos, de 7 anos, que tem uma doença genética popularmente conhecida como “ossos de vidro” e que limita suas atividades. 

Depois de uma fratura, a menina não conseguiu mais andar, mas pode ir à escola em uma cadeira adaptada, acompanhada de uma cuidadora.

Kailane só frequenta as aulas porque a escola tem mecanismos de acessibilidade, como portas largas, rampas espalhadas pelo pátio e banheiros adaptados. 

No entanto, há restrições.

 A aluna não consegue acessar o prédio onde fica a secretaria, que mantém um degrau na entrada.

 A guia do portão principal também não é rebaixada, o que obriga Kailane a entrar por um acesso secundário. 

As rampas não têm corrimões e uma delas é bem íngreme.
Kailane só consegue entrar na escola por um portão secundário, com rampa para deficientes físicos (Foto: Igor Savenhago/G1) 
Kailane só consegue entrar na escola por um
portão secundário, com rampa para pessoas com deficiência física (Foto: Igor Savenhago/G1)
 
A diretora reconhece os problemas e conta que a escola foi construída em 1999, época em que a municipalização do ensino público paulista estava começando.

 De lá para cá, o prédio passou por três ampliações. 

O desafio, agora, é fazer todas as adaptações necessárias para interligar as salas. “A escola já é muito boa em acessibilidade, mas a gente entende que pode aprimorar ainda mais", diz Fabiana.

Pode melhorar

A secretária de Educação de Vista Alegre do Alto, Alessandra Augusta Santana Matheus, admite que a escola municipal ainda não é referência em acessibilidade, mas confirma que melhorias estão previstas.


 Ela não estipula um prazo para que isso aconteça. “São mudanças necessárias.

 Assim que for possível, serão feitas."

Nos outros itens estruturais avaliados pelo Censo Escolar, a Irineu Julião não apresenta problemas parecidos. 

A quadra poliesportiva é coberta e ampla, a sala de informática tem 25 computadores novos, todos com acesso à internet, em que são desenvolvidos projetos para alunos a partir dos quatro anos.

A biblioteca oferece diferentes espaços para leitura, como áreas interativas, em que as crianças podem se sentar para ouvir o professor contar histórias.

 A coordenadora pedagógica, Marlene Staconi Carvalho, explica que todos os alunos têm contato com livros pelo menos uma vez por semana, na companhia de uma bibliotecária. Segundo ela, o projeto facilita não só a proximidade com as obras literárias, mas também entre as pessoas.
Estudantes se divertem na quadra coberta da escola municipal de Vista Alegre do Alto (Foto: Igor Savenhado/G1)Estudantes se divertem na quadra coberta da escola municipal Irineu Julião (Foto: Igor Savenhago/G1)

Saiba quem são os criminosos que comandam o PCC

De dentro do presídio de Presidente Venceslau, os líderes da facção ordenam as ações do grupo, que fatura mais de 7 milhões de reais por mês

Eduardo Gonçalves
O CHEFE - Marcos Camacho, o Marcola, comanda as ações da facção de dentro da penitenciária de Presidente Venceslau
O CHEFE - Marcos Camacho, o Marcola, comanda as ações da facção de dentro da penitenciária de Presidente Venceslau (Sergio Lima/Folha Imagem)
Na semana passada, uma operação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo prendeu quarenta pessoas – entre elas dois adolescentes – numa ação destinada a desmontar a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). 

A operação evidenciou que, embora São Paulo seja o principal centro de distribuição de drogas do PCC, o comando operacional da facção se espalhou além das fronteiras do Estado e até do país – o que exige o esforço e a cooperação da Polícia Federal e de autoridades de outros Estados do país. Dois integrantes do alto escalão do PCC estão no exterior e ainda não foram presos: de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, Fabiano Alves de Souza, o "Paca", gerencia o encaminhamento da droga; e de Orlando, nos Estados Unidos, Wilson José Lima de Oliveira, o "Neno", administra a comissãocobrada de traficantes.

Balanço da Operação

Prisões
38 pessoas foram presas e dois adolescentes foram apreendidos. 43 mandados de prisão foram expedidos. Três continuam foragidos.
Drogas 
102 quilos de cocaína, 40 quilos de maconha, 300 frascos de lança-perfume foram apreendidos

Armas
4 pistolas, 1 submetralhadora, 1 fuzil, e munição
Veículos
31 automóveis, 5 deles de luxo, e 2 motocicletas
Dinheiro
120.973 reais em espécie, e três contas bancárias bloqueadas
 Marcola (Russo )
Apontado pela polícia como o líder máximo do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, comanda as ações da facção de dentro da penitenciária de Presidente Venceslau (SP). Para despistar os investigadores, Marcola passou a ser chamado pelos comparsas com um novo apelido: Russo. A nova investigação do Deic descobriu a nova alcunha quando interceptou uma conversa telefônica entre dois integrantes do PCC: eles comentavam que Russo havia sido transferido para o RDD – na mesma época, Marcola foi isolado na cadeia. Segundo o delegado Ruy Fontes, do Deic, Marcola continua sendo o chefe da facção, mesmo atrás das grades.

Fabiano Alves de Souza (Paca)


É o único integrante da cúpula do PCC, chamada de "Sintonia Fina Geral", que está em liberdade. Os outros três, Marcola, Gegê do Mangue e Birosca, estão encarcerados em Presidente Venceslau, onde o próprio Paca também cumpriu pena por onze anos e quatro meses – nesse período, ficou algumas temporadas isolado no RDD por mau comportamento. Em liberdade, seguiu para Pedro Juan Caballero, no Paraguai, de onde gerencia a compra da cocaína em países produtores, como Bolívia e Colômbia, e envia carregamentos para o Brasil. Um novo mandado de prisão foi expedido contra ele e a Interpol foi acionada.



Oriundo da segunda geração do PCC, considerada pela polícia mais violenta, Gegê do Mangue é apontado como o possível sucessor de Marcola. Ele subiu na hierarquia da facção depois que mandou matar o juiz-corregedor de Presidente Prudente (SP), Antônio Machado, assassinado em 2003. Gegê do Mangue foi flagrado pela polícia levando um bilhete para Marcola, no qual dizia que o atentado havia dado certo. Em documentos do Ministério Público obtidos pelo jornal O Estado de São Paulo, ele é citado como um dos líderes do PCC que negociou a paz entre três facções cariocas – é atribuída a ele a frase “o crime fortalece o crime”, dita na reunião entre os líderes criminosos.
Birosca é apontado como o chefe financeiro da organização. Considerado o "cabeça" do tráfico em Diadema, na Região Metropolitana de São Paulo, foi preso em 2001 acusado por célebres assaltos a bancos. Birosca também aparece em provas colhidas pelo MP procurando contato com o então vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho (PT) para que este testemunhasse a favor dele na Justiça. Por meio da chamada “Sintonia das Gravatas”, o departamento jurídico da facção, o PCC tentou se infiltrar e influenciar decisões do Judiciário, segundo o Ministério Público.



Edilson Borges Nogueira (Birosca)

 

São quatro os chefes do setor financeiro: Amarildo Ribeiro da Silva, o Julio, e Marivaldo Maia Souza, o Tio, ambos presos pelo Deic no último sábado; Sono e Madruga, que continuam foragidos e só foram identificados pelo apelido. O setor financeiro é o responsável por lavar o dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Tio, por exemplo, é dono de uma concessionária de carros. Julio foi preso com cinco automóveis de luxo, entre eles um Porshe Cayenne e uma Land Rover.

Padaria'


O setor monitora três processos do tráfico de drogas: o recebimento de carga do exterior, a armazenagem em depósitos e o encaminhamento para os pontos de venda, mais conhecidos como “biqueiras”. Presos no último sábado, os quatro administradores são: Glauce Jorge Gemaque O´Hara, o Eduardo; Antônio Iranildo Gomes de Souza, o Moringa; Mohamed Dib Issa, o Lucas; e Fabiano Guedes de Medeiros, o Gordão. Com este último, foram apreendidos trinta quilos de cocaína pertencentes a Marcola – os pacotes estavam etiquetados com o apelido Russo –, uma submetralhadora, um fuzil e quatro pistolas. Com cada um deles, foram recolhidos montantes de dinheiro vivo.

Gerentes da 'boca'


As investigações do Deic contra o PCC avançaram após a prisão de dois gerentes dos pontos de venda de droga da facção na Região Metropolitana de São Paulo. Renato dos Santos Gomes, o Casca, e Anselmo Gonçalves Moreira, o Bô, foram os primeiros a ser detidos em fevereiro. A partir deles, a polícia chegou aos outros 38. Eles foram detidos com cargas de cocaína e documentos de contabilidade do PCC. A polícia montou um organograma operacional da facção. Nele, aparecem 51 pontos de venda controlados pela facção, chamadas de “FMs”.
 Logística
O setor cuida do transporte da droga dos depósitos aos pontos de venda, ou seja, da “Padaria” às “FMs”. Fernando Rasquinho, o Ousadia, é o principal chefe desse setor. É ele quem recruta as "mulas" – pessoas que transportam em mochilas e malas a droga para as "biqueiras" – e gerencia processos de pesagem e empacotamento. Também foram presos Reinaldo Moreira dos Santos, Douglas Conceição Carlos, Mayconi Roger Rasquinho, Matheus Pacheco de Abreu e Mauro Amauri Rodrigues – todos subordinados a Fernando Rasquinho.

Cobradores

Os traficantes associados ao PCC são obrigados a pagar uma comissão de 600 reais por mês para custear a estrutura da facção e sustentar os familiares dos presos. Essa mensalidade, denominada "cebola", era arrecadada por Thiago Nascimento de Freitas Cunha, o Boy, preso no último sábado, e Wilson José Lima de Oliveira, o Neno, que está foragido em Orlando, nos Estados Unidos. A Interpol já foi acionada. A polícia ainda investiga o objetivo de ele ter viajado para os Estados Unidos – uma das hipóteses investigadas é a associação com carteis mexicanos.                                                                   

Mulas

Menos graduadas na hierarquia da organização, as “mulas” são as pessoas usadas pela facção para transportar a droga em mochilas, malas e roupas. Todas as quinze “mulas” presas pelo Deic são mulheres, entre elas Daiane Santos da Silva, a líder do grupo, e Soraia Aparecido Coelho (foto). Segundo a polícia, a escolha pelo gênero feminino ocorre porque elas são consideradas menos suspeitas do que os homens. A Polícia Civil divulgou imagens de mulas sendo flagradas andando de ônibus e metrô pela cidade com mochilas carregadas de droga.
 
 Gatilho – A prisão (veja o vídeo abaixo) Renato dos Santos Gomes, o "Casca", em Mauá, na Grande São Paulo, desencadeou a abertura da investigação que resultou na prisão de quarenta integrantes da facção criminosa. Ele é apontado como um dos gerentes dos 51 pontos de venda de drogas na região metropolitana de São Paulo.
 



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