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domingo, maio 04, 2014

Cientistas explicam técnica de egípcios para construir pirâmides

Pesquisadores descobrem que operários antigos molhavam areia do deserto para arrastar pedras e esculturas gigantes.

 

Da BBC
 



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Para construir as pirâmides, egípcios teriam umidificado a areia sobre a qual os trenós deslizavam (Foto: BBC) 
Para construir as pirâmides, egípcios teriam umidificado a areia sobre a qual os trenós deslizavam (Foto: BBC)



Elas foram construídas há milhares de anos, quando não havia escavadeiras ou gruas.

Porém, continuam maravilhando o mundo - e os cientistas - pelo enorme esforço e pelos engenhos usados na sua construção.


Para construir suas imponentes pirâmides, os egípcios tiveram que transportar gigantescos blocos de pedra e estátuas que pesavam toneladas pelo deserto. 

Para fazer isso eles usavam grandes trenós de madeira.

As grandes quantidades de operários que se mobilizaram em grandes projetos dá uma ideia do grande conhecimento técnico e organizacional desta civilização, que se baseou em métodos simples.

Especialistas em física da Fundação para a Investigação Fundamental sobre a Matéria e da Universidade de Amsterdã disseram recentemente ter descoberto um truque simples e efetivo que pode ter sido utilizado pelos egípcios para facilitar a passagem dos trenós de madeira carregados com pedras. 

Eles umidificariam a areia sobre a qual os trenós deslizavam.

Ao usar a quantidade adequada de água, segundo os cientistas, eles conseguiriam reduzir pela metade o número necessário de operários para arrastar os trenós.

"Demonstramos de forma experimental que a fricção deslizante sobre a areia se reduz muito ao se adicionar um pouco - mas não muito - de água" diz o estudo realizado por um grupo liderado pelo professor Daniel Bonn e publicado na revista especializada Physical Review Letters.

Castelos de areia

Quem já construiu castelos de areia poderá entender facilmente o que propõe os cientistas: é praticamente impossível manter a forma de um monte de areia seca. 

Quando ela está saturada de água, a dificuldade é semelhante.

A chave está, como nos castelos de areia, na quantidade adequada de umidade.

E os pesquisadores afirmam que para facilitar a tração dos pesados trenós pelo deserto, o mais provável é que os egípcios fizeram justamente isso: molhar a areia em frente ao trenó.


Esses cientistas realizaram experimentos para mostrar que a quantidade adequada de umidade reduz à metade a força necessária para empurrar um objeto.

Em um laboratório, criaram uma versão do trenó egípcio e a colocaram sobre uma superfície de areia. 

Assim determinaram a força necessária e a firmeza da areia de acordo com a quantidade adicionada de água.

Para medir a firmeza eles usaram um reômetro, instrumento que mede o escoamento de líquidos ou misturas líquidas quando submetidas a forças externas. 

Com ele, determinaram que a força necessária para mover o trenó diminuía de maneira proporcional à firmeza da areia.

A razão é que quando se adiciona água à areia surgem as chamadas pontes capilares, pequenas gotas de água que unem os grãos entre si.

Na presença da quantidade correta de água, a areia úmida do deserto é cerca de duas vezes mais firme que a areia seca, segundo os físicos.

Dessa forma, um trenó desliza com muito mais facilidade sobre a areia firme simplesmente porque ela não se acumula em frente ao veículo - como acontece com a areia seca.

Pista encontrada

Segundo os cientistas, os construtores egípcios conheciam esse truque útil. 

Eles baseiam sua afirmação em uma pintura encontrada em uma das paredes da tumba de Djehutihotep, governante de uma das regiões do Alto Egito durante os reinados de Amenemhat II, Sesostris II e Sesostris III (1914-1852 a.C.). 

Ela mostra claramente uma pessoa parada na parte dianteira do trenó jogando água sobre a areia.

Mas além de revelar mais um aspecto da destreza daquela civilização antiga, esses resultados também são interessantes para suas aplicações modernas, segundo os pesquisadores.


Até hoje não se entende completamente o comportamento físico dos materiais granulares - mesmo dos mais comuns, como a areia, o asfalto, o concreto e o carvão.

Os cientistas acreditam que essa descoberta pode ser útil para otimizar o transporte e o processamento de material granular, que atualmente representa cerca de 10% do consumo de energia do mundo.

Gêmeas separadas aos cinco meses se reencontram após 78 anos


Britânicas Ann Hunt e Elizabeth Hamel viveram maior parte da vida em países diferentes e serão tema de estudo sobre gêmeos criados em lares separados.


Da BBC

7 comentários

As britânicas Ann Hunt e Elizabeth Hamel se reencontraram nesta quinta-feira (1º), após 78 anos separadas (Foto: Reprodução/BBC)
As britânicas Ann Hunt e Elizabeth Hamel se reencontraram nesta quinta-feira (1º), após 78 anos separadas (Foto: Reprodução/BBC)



Ao investigar a história de sua família, a britânica Ann Hunt, de 78 anos, descobriu algo surpreendente, de que jamais havia suspeitado: tinha uma irmã gêmea.

Ann e sua irmã idêntica, Elizabeth Ann Hamel, foram separadas quando tinham apenas cinco meses e só voltaram a se encontrar na última quinta-feira (1º), na localidade de Fullerton, na Califórnia.

As duas irmãs se abraçaram longamente e fizeram pose para os fotógrafos que acompanharam o encontro.

Estavam visivelmente emocionadas.

As gêmeas nasceram na localidade de Aldershot, em fevereiro de 1936.  
Sua mãe era a cozinheira Alice Alexandra Patience Lamb, de 33 anos, e seu pai servia no Exército Britânico.

Eles não eram casados e, sem apoio para cuidar das gêmeas, Alice resolveu entregar pelo menos uma delas para adoção.

Como Elizabeth nasceu com escoliose - uma deformidade da coluna vertebral - a cozinheira achou que seria mais difícil para uma família aceitá-la, então resolveu ficar com a bebê.

Ann, que originalmente se chamava Patrícia Susan, foi adotada por um casal de Aldershot - Hector e Gladys Wilson - e cresceu como filha única, sem saber que tinha uma irmã.

Já Alice e Elizabeth moraram primeiro na cidade de Berkhamsted, depois em Londres, e, após a cozinheira se casar com um homem chamado George Burton, acabaram se mudando para Chester, também na Inglaterra.

Elizabeth ficou sabendo que tinha uma irmã quando era adolescente e, aos 15 anos, se alistou na Marinha Britânica, sendo enviada para a ilha de Malta.

Foi lá que ela conheceu seu marido, Warren 'Jim' Hamel, um paraquedista do exército americano.

Eles se casaram em 1964 e se mudaram para o Oregon, no noroeste dos Estados Unidos, onde criaram seus dois filhos, Quinton e Jeff.

As britânicas Ann Hunt e Elizabeth Hamel se reencontraram nesta quinta-feira (1º), após 78 anos separadas (Foto: BBC)
As britânicas Ann Hunt e Elizabeth Hamel se reencontraram nesta quinta-feira (1º), após 78 anos separadas (Foto: BBC)


Reencontro


Em 2001, quando a mãe adotiva de Ann morreu, a britânica resolveu obter uma cópia de sua certidão de nascimento.

No papel, viu que sua mãe biológica era Alice, mas não havia nada sobre uma irmã gêmea.

A filha mais nova de Ann, Samantha, resolveu ajudá-la a buscar suas raízes. 

Colocou anúncios no jornal local, investigou listas eleitorais e começou a procurar informações em fóruns de internet.

Ela conseguiu descobrir que Alice, morta em 1980, tinha se casado aos 49 anos com Burton na cidade de Chester e tinha um enteado chamado Albert.

Após mais de uma década de investigações, Samantha descobriu que Albert tinha morrido em 2013, mas conseguiu encontrar seu filho.

Foi ele quem lhe disse que Elizabeth vivia nos Estados Unidos e tinha uma irmã gêmea.

Em abril do ano passado, a britânica estava verificando sua caixa de e-mail em sua casa no Oregon, quando deparou-se com uma mensagem de Aldershot que começava da seguinte maneira: 'Estou escrevendo porque busco uma conexão familiar...' Já sabia do que se tratava.

Em questão de minutos as duas irmãs gêmeas, que tinham sido separadas por quase oito décadas, já estavam se falando no telefone. 

E nos meses seguintes, conversaram bastante por Skype. 

As britânicas Ann Hunt e Elizabeth Hamel se reencontraram nesta quinta-feira (1º), após 78 anos separadas (Foto: BBC)
As britânicas Ann Hunt e Elizabeth Hamel se reencontraram nesta quinta-feira (1º), após 78 anos separadas (Foto: BBC)


"Sempre quis uma irmã"

A família de Elizabeth contactou Nancy Segal, diretora do Centro de Estudos de Gêmeos da Universidade do Estado da Califórnia, em Fullerton, que obteve o financiamento para o reencontro das gêmeas.

"Estou muito feliz por finalmente ter conseguido reencontrar minha irmã", Elizabeth disse à BBC, logo após o encontro.

"Foi como comemorar meu aniversário e o Natal ao mesmo tempo", definiu Ann, que pegou um avião pela primeira vez na vida para encontrar Elizabeth.

"Sempre quis uma irmã e agora eu tenho. 

Quero passar um tempo com ela, para que ela me conte coisas sobre nossa mãe e me diga como era quando jovem, para ver se nos parecemos. 

Por enquanto já sei que temos algo em comum: meu marido se chamava Jim e o seu também."

As gêmeas passarão um tempo em Fullerton para participar de um estudo conduzido por Nancy Segal sobre gêmeos criados em lares separados.

"Esse é um caso único, porque elas ficaram separadas por mais tempo que qualquer outro par de gêmeos no mundo", explicou Segal à BBC.

Quando o estudo terminar, Elizabeth levará Ann e sua filha para o Oregon para que elas conheçam sua família.

As britânicas Ann Hunt e Elizabeth Hamel se reencontraram nesta quinta-feira (1º), após 78 anos separadas (Foto: BBC)
As britânicas Ann Hunt e Elizabeth Hamel se reencontraram nesta quinta-feira (1º), após 78 anos separadas (Foto: BBC)

STF nega recurso de juiz que pede para ser tratado como doutor





Caso ganhou repercussão em 2004, quando o magistrado ingressou na Justiça para pedir que fosse tratado como "senhor" ou "doutor".
quarta-feira, 23 de abril de 2014






Nesta terça-feira, 22, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, negou seguimento a recurso do juiz de Direito Antonio Marreiros da Silva Melo Neto, do RJ, que pleiteia que os funcionários do prédio onde mora o chamem de "senhor" ou "doutor".

O ministro entendeu que para acolher o pleito do magistrado teria que reexaminar as provas do processo, o que, segundo ele, atrai a incidência da súmula 279 do Supremo, que trata da impossibilidade de reexame de fatos e provas. 



Recordando

O caso ganhou repercussão em 2004, quando o magistrado-condômino notabilizou-se por entrar na Justiça e alegar que o porteiro se dirigia a ele com "intimidade", chamando-o de "você" e de "cara", enquanto chamava a síndica de "dona".

Em primeira instância, a juíza de Direito Simone Ramalho Novaes, da 7ª vara Cível de São Gonçalo, indeferiu a antecipação dos efeitos da tutela na ação ordinária contra o condomínio e a síndica por entender que os pressupostos do periculum in mora e fumus boni iuris não estavam presentes.

O magistrado agravou.

 No TJ/RJ, o desembargador relator Gilberto Dutra Moreira concedeu uma liminar atendendo ao pedido do magistrado para ser tratado pelos funcionários por "senhor" ou "doutor".

Decisão que, mais tarde, foi confirmada por maioria (2 votos a 1) na 9ª Câmara Cível do TJ/RJ.

Ocorre que, enquanto isso, foi oferecida exceção no processo em primeira instância e a magistrada Simone declarou a incompetência do juízo para julgar a questão, determinando a baixa e remessa dos autos à comarca de Niterói.
Foi então que o caso parou nas mãos do juiz de Direito Alexandre Eduardo Scisinio, da 9ª vara Cível de Niterói, que julgou improcedente o pedido do magistrado-condômino.

(Processo: 0003001-12.2005.8.19.0002)

Contra esta decisão Melo Neto recorreu alegando que um órgão jurisdicional hierarquicamente inferior não poderia ter modificado, invalidado ou reformado decisão de órgão jurisdicional hierarquicamente superior, como foi feito na sentença atacada, fazendo referência à decisão da 9ª câmara Cível do TJ/RJ que havia julgado de forma favorável a ele.

O recurso desta vez foi negado pelo TJ/RJ.

Na ocasião, em 2006, o relator, desembargador Renato Simoni, afirmou que o fato de ter instância superior decidido a antecipação de tutela não vincula o juízo primário quando da apreciação do mérito da causa, ocasião que poderá, inclusive, “revogar aquela antecipação”.

Quanto ao mérito, Simoni ressaltou não existir direito à amparar a pretensão do autor.

“Não se pode compelir, sob pena de pagamento de multa, alguém a chamar outrem de ‘senhor’ ou ‘doutor’.

Isto porque inexiste obrigatoriedade para tanto”. (Processo: 0003001-12.2005.8.19.0002)

Inconformado, o magistrado-condômino interpôs recurso extraordinário contra a decisão.

O TJ/RJ também negou seguimento ao recurso e Melo Neto então foi ao Supremo.

No último dia 8, o AI foi distribuído ao ministro Lewandowski, que ontem também negou o pedido.


Origem







Todo o imbróglio começou quando - em uma noite chuvosa - o teto do apartamento do juiz foi danificado. 


Ao chamar auxílio dos funcionários do condomínio, o Antonio Marreiros da Silva Melo Neto alega que não foi atendido e que, após este fato, o porteiro do prédio passou a trata-lo “com intimidade, chamando-o de ‘você’ e ‘Antônio’”.

Melo neto também afirma que apesar de, por mais de uma vez, ter dito que queria ser tratado como "senhor", o funcionário não concordava e dizia : "não vou te chamar de senhor não, cara!", tratando-o como "você" e "cara".

Veja abaixo íntegra da decisão.

AGRAVO DE INSTRUMENTO 860.598 RIO DE JANEIRO
RELATOR :MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) :ANTONIO MARREIROS DA SILVA MELO NETO
ADV.(A/S) :ORLINDO ELIAS FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) :CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO LUÍZA VILLAGE
AGDO.(A/S) :JEANETTE QUEIROZ GRANATO
ADV.(A/S) :GERALDO LEMOS E OUTRO(A/S)

Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita:
“OBRIGAÇÃO DE FAZER. INDENIZAÇÃO. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. CONDÔMINO QUE OBJETIVA TRATAMENTO FORMAL PELOS EMPREGADOS DO PRÉDIO EM QUE RESIDE, DESTACANDO O FATO DE SER HOMEM PÚBLICO, EIS QUE MAGISTRADO. PLEITO INDENIZATÓRIO POR DANOS SUBJETIVOS. SENTENÇA QUE IMPROCEDEU A PRETENSÃO AUTORAL. ARGUMENTOS INSUFICIENTES AO MODIFICATIVO DO JULGADO, MORMENTE POR SE CONSTATAR, DE ANTEMÃO, A INEXISTÊNCIA DO DIREITO. DESPROVIMENTO DO RECURSO” (fl. 22).
No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 1º, III, e 5º, V e X da mesma Carta.

A pretensão recursal não merece acolhida.

Isso porque para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem quanto à verificação do nexo de causalidade gerador de danos morais, de modo a ensejar o dever do recorrido de implementar a respectiva indenização, necessário seria o reexame do conjunto fático probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF.

Nesse sentido:
“DIREITO CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/STF. (...)”(RE 668601-AgR/AC, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma).

“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS.

1. Análise de matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Impossibilidade de reexame de fatos e provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 790.566-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma).
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput).

Publique-se.

Brasília, 22 de abril de 2014.

Ministro RICARDO LEWANDOWSKI
- Relator -


COMENTÁRIO:


Quando eu tenho ensinado através das matérias que publico, que só é doutor quem faz doutorado, muitos "doutores" ficam contrariados comigo, achando que estou desmerecendo-os e injuriando-os como profissionais.

A minha intenção nunca foi essa, muito pelo contrário, estou buscando valorizar os mesmos, de acordo sua formação acadêmica.


Me sinto muito constrangido em chamar um profissional que apenas concluiu uma graduação universitária em qualquer área profissional, de DOUTOR, porque estarei atribuindo ao mesmo a prática do crime de FALSIDADE IDEOLÓGICA, PROPAGANDA ENGANOSA E CRIME DE LESA RAZÃO. 


Com essa decisão do STF, me sinto mais fortalecido para continuar com a minha campanha de desmistificar a prática do uso indevido de títulos não possuído por quem faz uso do mesmo para auferir para si benefícios pessoais, materiais, sociais e financeiros.

Valter Desiderio Barreto - Bacharel em Teologia, Jornalista, escritor e ex-professor de Psicologia, Filosofia, Sociologia, OSPB e Moral e Cívica da rede pública estadual e federal.

sábado, maio 03, 2014

As novas evidências de corrupção e caixa dois num contrato da Petrobras com a Odebrecht


Um caso exemplar de como a política manda na estatal

DIEGO ESCOSTEGUY E MARCELO ROCHA. COM LEANDRO LOYOLA
02/05/2014 22h22
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ATROPELO A refinaria  de Pasadena,  no Texas. Uma auditoria diz  que a Petrobras desrespeitou  a regra para  fazer serviços  na unidade   (Foto: Richard Carson/Petrobras)

Há cerca de dois anos, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, convocou os principais executivos da estatal para uma reunião.  

Graça Foster, como é conhecida, assumira o cargo havia poucos meses, mas já queria exigir resultados. 

Como ocorrera com alguns dos subordinados de Dilma Rousseff, ela assimilara rapidamente o estilo da presidente: gritar primeiro e cobrar depois. O clima naquela reunião, como em tantas outras, era tenso.

Internamente, a Petrobras já vivia tempos difíceis. Gastava demais para produzir – e vender – petróleo de menos. O motor da Petrobras engasgava porque ela rodava, desde o começo do governo Lula, com gasolina de má qualidade, batizada com política excessiva. 

Política na escolha de quem comandaria a empresa (subiu quem fosse mais amigo do PT e do PMDB) e na escolha por gastar muito em múltiplos e simultâneos contratos caríssimos (subiram as empresas amigas dos amigos do PT e do PMDB).

Naquela reunião, Graça Foster cobrava resultados. Quem deveria ser cobrado já deixara a Petrobras. Não estavam na reunião sindicalistas do PT, como José Sérgio Gabrielli, a quem Graça Foster sucedera, e executivos suspeitos de corrupção, como Paulo Roberto Costa, sustentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por um consórcio entre PT, PMDB e PP. 

Dilma conseguira derrubar Paulo Roberto da Diretoria de Abastecimento logo após Graça Foster virar presidente da Petrobras, mas não conseguira evitar que o número dois de Paulo Roberto, José Carlos Cosenza, assumisse o posto do antigo chefe. Cosenza fora escolhido pelo PMDB do Senado. Abaixo de Cosenza, mantinham-se apaniguados do PMDB. 

Nenhum era mais poderoso que outro José, de sobrenome Pereira, à frente da gerência responsável por compras e vendas milionárias (sem licitação) de produtos derivados de petróleo. Pereira era mantido no cargo por indicação pessoal do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, do PMDB.

Os lobistas e os negócios da Petrobras na África

Pereira estava na reunião. E ouviu muito. “Se você pensa que se manterá no cargo só porque foi indicado pelo Lobão, está enganado”, disse Graça Foster, segundo relatos de quem estava lá. 

Pereira ficou furioso. “Se a senhora pensa que é presidente da Petrobras porque é a melhor engenheira da empresa, está enganada”, disse, segundo os mesmos relatos. “A senhora está presidente porque sua indicação política é melhor do que a minha.” 

Graça Foster respondeu com “impropérios”, nas palavras de quem assistiu à cena. Pereira levantou-se e deixou a sala. 

Numa demonstração do peso que a política tem nas decisões tomadas – e nas que deixam de ser tomadas – na Petrobras, Graça Foster não conseguiu demitir Pereira. 

Ele permaneceu mais dois anos no cargo. Foi demitido apenas há três semanas, no dia em que a Polícia Federal entrou, com ordem judicial, na sede da Petrobras, em busca de provas do esquema de corrupção liderado por Paulo Roberto.

>> Novas provas de corrupção na Petrobras
Segundo documentos obtidos pela PF na casa de Paulo Roberto, a que ÉPOCA teve acesso, como a agenda dele (leia abaixo), Cosenza continuava a se encontrar periodicamente com o ex-chefe. Despachavam sobre os assuntos discutidos na cúpula da estatal. 

Os documentos, como e-mails e planilhas, mostram que, mesmo fora da Petrobras, Paulo Roberto continuou seu esquema na Diretoria de Abastecimento. 

Ajudava a fechar e a prorrogar contratos de quem pagava a ele por isso. Quem o ajudava a mover a caneta dentro da Petrobras? A PF investiga.

Minha influência será sua herança (Foto: Sérgio Lima/Folhapress )
Na Petrobras, como em qualquer estatal, a caneta só se move por fortes razões – normalmente, por pressão ou ordem de quem indicou aquele que pode mover a caneta. 

Nos casos de corrupção descobertos nos últimos meses, pesam suspeitas graves contra seis empreiteiras e outras seis multinacionais, além de políticos do PT, do PMDB e do PP. 

A maioria das evidências está no inquérito aberto para investigar a “organização criminosa”, como define o Ministério Público, liderada por Paulo Roberto e pelo doleiro Alberto Youssef

Um contrato da Petrobras em especial (leia abaixo), investigado pela PF e pelo MPF em outra frente, assusta os políticos, ainda mais na iminência da criação de uma CPI no Congresso para apurar os desvios na Petrobras. 

O negócio, de US$ 826 milhões, foi fechado em outubro de 2010, durante o segundo turno das eleições presidenciais, entre a Petrobras, maior empresa do Brasil, e a Odebrecht, maior empreiteira do Brasil. 

Para quê? Serviços de segurança, meio ambiente e saúde em unidades da Petrobras no Brasil e no exterior – um conjunto de providências que, no mundo empresarial, leva a sigla SMS.

Por que tanta pressa? (Foto: reprodução)
Em agosto do ano passado, o lobista João Augusto Henriques, responsável, no PMDB, por fazer a caneta da Diretoria Internacional da Petrobras se mexer, afirmou a ÉPOCA que montara essa operação

Disse que, para que a caneta do PT de Gabrielli se mexesse e aprovasse o contrato, foi preciso acertar uma doação equivalente a US$ 8 milhões à campanha de Dilma Rousseff. “Odebrecht? 

Eu montei tudo”, disse João Augusto. “A Odebrecht tinha de ganhar. Foi até ideia minha. Pelo tamanho dela. Pelo padrão.” 

Ele afirmou que acertou a doação com o tesoureiro informal do PT, João Vaccari. Segundo João Augusto, tudo começou no segundo semestre de 2009. 

Funcionava no Senado a CPI da Petrobras. Era uma CPI fajuta, que quase nada investigou. Pelo acordo revelado por João Augusto e confirmado a ÉPOCA por mais dois envolvidos na operação, o PMDB ajudaria a enterrar a CPI, relatada pelo senador Romero Jucá

Em troca, a direção da Petrobras, então comandada por Gabrielli, assinaria embaixo do projeto Odebrecht. Houve dificuldades, mas assim foi feito.

Em janeiro de 2012, pouco antes da intervenção branca de Dilma na Petrobras e da posse de Graça Foster, auditores encontraram irregularidades graves no contrato de US$ 826 milhões. ÉPOCA obteve acesso à auditoria. Era um trabalho preliminar, mas minucioso, que nunca veio a público. 

Nele, os auditores são contundentes nas ressalvas à operação. Alertam que o negócio com a Odebrecht fora ruim – e dizem que o contrato deveria ser rescindido (leia documentos e detalhes acima). 

“A estratégia de contratação para implantação da carteira (SMS) da ANI (Área de Negócios Internacional) se mostrou prejudicial aos interesses da Petrobras”, afirmaram os auditores. “Sob tais circunstâncias, o processo licitatório deveria ter sido interrompido”, afirmou Marise Feitoza, gerente de Auditorias Especiais.

Os auditores entenderam que a contratação fora equivocada, por causa do perfil das empresas convidadas e pelo prazo reduzido para apresentação de propostas. 

A Petrobras convidou formalmente outras empreiteiras: quatro no Brasil e quatro no exterior. Algumas não tinham nada a ver com esse tipo de serviço. Todas declinaram. Sobrou para a Odebrecht. 

A auditoria preliminar apontava numerosas irregularidades no contrato. 

Entre elas: a diretoria executiva da Petrobras determinara que os serviços relativos às refinarias de Pasadena, nos Estados Unidos, Bahía Blanca, na Argentina, e Okinawa, no Japão, deveriam ser submetidos a autorização específica antes de ser feitos. 

No caso de Pasadena, isso significou um aditivo de US$ 20,3 milhões ao contrato. Os auditores não encontraram evidência de que isso tenha sido respeitado. 

A fiscalização concluiu que a Odebrecht usou uma artimanha comum: atribuir preços elevados a serviços que fatalmente serão feitos em maior quantidade na execução do contrato. É uma prática conhecida como “jogo de planilha”. Aumenta o lucro da empresa contratada. E dá prejuízo a quem contrata.

>> Graça Foster diz que compra de Pasadena foi “potencialmente boa”

O relatório causou pânico na cúpula da Petrobras e fúria na Odebrecht. De acordo com técnicos da estatal, Graça Foster e sua equipe pretendiam seguir a orientação da auditoria e anular o contrato. 

Ao saber disso, João Augusto e o PMDB agiram. Segundo o relato de João Augusto, o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, procurou Graça Foster para impedir a anulação do contrato. 

Ele mencionou, segundo João Augusto e outro lobista envolvido no negócio, as “contribuições políticas” decorrentes do contrato.


Após a pressão da Odebrecht e dos lobistas envolvidos, fez-se uma nova versão da auditoria. Ela não falava em anular o contrato e usava linguagem mais leve. Era uma solução intermediária. 

Em janeiro de 2013, decorridos pouco mais de dois anos da contratação, a Petrobras anunciou a redução do contrato: de US$ 826 milhões, para US$ 480 milhões. 

Como justificativa, a direção disse que o contrato precisava “refletir o portfólio atualizado de ativos e necessidades de serviços de controladas no exterior”.

ÉPOCA localizou a auditora Marise Feitoza, que trabalhou nas duas versões da auditoria. Ela disse não se lembrar da primeira e mais pesada versão. “Em nossa rotina, a gente sempre emite os primeiros comentários e envia a quem foi auditado, para que possa fazer seus comentários sobre o que foi levantado. 

A partir de ajustes e acertos, às vezes alguém pode apresentar novos dados para a gente, pode ter errado em alguma análise. 

Todo auditor trabalha assim”, disse.
Investigações independentes da PF, do MPF e de uma cada vez mais inevitável CPI são fundamentais em casos como este e também em outros. 

É o caso de outro contrato fechado por Paulo Roberto, com a petroquímica Unipar, em 2008. A Petrobras se uniu à Unipar, para criar a maior empresa do setor, chamada Quattor. “A parceria entre a Petrobras e o grupo Unipar não poderia ser mais auspiciosa”, disse Paulo Roberto, ao assinar o contrato. 

A sociedade foi criticada dentro da Petrobras e por executivos independentes. Segundo essas críticas, a Unipar pagou muito pouco (R$ 380 milhões) para entrar na sociedade, ainda por cima tendo controle sobre ela.

No começo de 2009, a “auspiciosa” parceria rendeu propina ao esquema de Paulo Roberto e Youssef, segundo suspeita a PF. 

Um relatório do Conselho de Controle das Atividades Financeiras, o Coaf, obtido por ÉPOCA no inquérito da Lava Jato, revela que a Unipar depositou R$ 466 mil na conta de uma das empresas de fachada de Youssef – a mesma que recebia depósitos de propina das empreiteiras com contratos na Petrobras (leia acima). 

Pelo relativo baixo valor do pagamento em relação ao total do negócio, a PF suspeita que obtiveram apenas um retrato de uma relação financeira mais estável, que envolveu outros pagamentos. Agora, a PF tenta rastrear outras transações da Unipar com Youssef.

O ministro Edison Lobão afirma, por meio de sua assessoria de imprensa, que conhece o ex-gerente José Raimundo Pereira. De acordo com a nota, Pereira chegou ao cargo de gerente executivo de Marketing e Comercialização “por decisão da direção da empresa” e “contou com o apoio”. Procurado, Pereira não retornou os recados deixados por ÉPOCA. 

O empresário Frank Geyer e a Unipar informaram, por intermédio da assessoria de imprensa, que não se manifestariam. 

A Petrobras não respondeu até o fechamento desta edição. 

ÉPOCA não conseguiu localizar João Vaccari e o senador Romero Jucá. No ano passado, por meio da assessoria do PT, Vaccari afirmou não ter sido responsável pela tesouraria da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010 e que as doações recebidas foram todas legais. Jucá negou ter conversado com João Augusto ou ter barganhado o contrato da Odebrecht pelo fim da CPI da Petrobras, em 2009.

Em nota, a Odebrecht afirma: “A Odebrecht nega veementemente a existência de qualquer irregularidade nos contratos firmados com a Petrobras, conquistados legitimamente por meio de concorrências públicas. 

Esclareça-se que a redução no valor do mencionado contrato para a execução de serviços em instalações da Petrobras fora do Brasil foi única e exclusivamente consequência da diminuição do escopo deste contrato. 

Em decorrência do plano de desinvestimentos da Petrobras no exterior, a prestação dos serviços elencados no contrato, originalmente prevista para ocorrer em nove países, foi reduzida para quatro. 

A Odebrecht desconhece questionamentos feitos em auditoria interna da Petrobras e as conclusões dessa mesma auditoria. 

A empresa está à disposição de qualquer órgão de fiscalização para fornecer informações sobre o mencionado contrato, cujas obras previstas já foram concluídas e entregues.”

Na Petrobras, as canetas sempre se movem na direção certa. Após pagar pouco para virar sócia da Petrobras, a Unipar ganhou muito para sair da sociedade. 

Em 2010, a Petrobras uniu os ativos dela aos de uma outra empresa para formar uma petroquímica ainda maior, a Braskem. Essa outra empresa era a Odebrecht.

Uma união suspeita (Foto: Agência Petrobras)

CHINÊS PROCESSA EX-MULHER POR DAR À LUZ UMA CRIANÇA FEIA

 Fonte: Reprodução/YouTube
Depois de se divorciar de sua esposa, Jian Feng processou a ex-mulher por ela ter dado à luz uma menina “extremamente feia”. 
Primeiramente, o chinês acusou a esposa de infidelidade, porque ele estava certo de que não poderia ser o pai de uma criança com tal aparência.
O resultado de um exame de DNA provou que a garotinha realmente era filha de Feng e foi então que sua ex-esposa revelou um segredo. 
Antes de se conhecerem, ela havia realizado uma série de cirurgias na Coreia do Sul que correspondiam a 100 mil dólares.
Ao saber disso, o chinês processou a mulher por não ter falado sobre as cirurgias plásticas e por tê-lo feito pensar que ela era uma mulher bonita. 
Curiosamente, o homem ganhou a ação, já que o juiz concordou com seus argumentos e ordenou que a ex-esposa pagasse uma quantia equivalente a 120 mil dólares a Feng.
“Eu casei com minha esposa por amor, mas assim que tivemos nossa primeira filha, começamos a ter problemas no casamento. 
Nossa filha era incrivelmente feia, a ponto de que isso me aterrorizava”, revelou o homem em uma entrevista.

Jovem que tentava pichar hotel em Porto Alegre morre ao cair do 8º andar



Segundo a polícia, rapaz de 17 anos se desequilibrou e morreu no local.
Latas de spray foram encontradas na mochila da vítima.


Do G1 RS 


Um jovem de 17 anos morreu enquanto tentava pichar um hotel no centro de Porto Alegre, na madrugada deste sábado (3). 

De acordo com a Brigada Militar, o rapaz estava entre o sétimo e o oitavo andar do prédio quando se desequilibrou e caiu.


Na mochila da vítima, a polícia encontrou duas latas de spray de tinta. 

Dois outros jovens que estavam com ele, um menor e um maior de idade, foram conduzidos ao Departamento da Criança e do Adolescente (DECA) e à área judiciária, respectivamente.

COMENTÁRIO:

Tadinho do bichinho ! 
Só queria se divertir emporcalhando a propriedade alheia e teve um triste fim ! Que peninha !

Valter Desiderio Barreto

Reservatórios do Centro-Oeste e Sudeste chegam a níveis alarmantes


Em abril de 2012, estoque de água era de 76% e, no mês passado, 32,18%.

Representantes do ONS vão se reunir em Brasília para debater a crise.

 

Sandra Passarinho Rio de Janeiro, RJ



O período das fortes chuvas já terminou, e os reservatórios das regiões que mais produzem energia no país seguem em níveis baixos. 

Os níveis dos reservatórios chegaram a índices preocupantes nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, que têm 70% da capacidade de armazenamento no país.
 
Em abril de 2012, o estoque de água era de 76%.

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) calcula que essas regiões fecharam o mês passado com 38,8% de reservatórios cheios.

É um nível que se aproxima do que foi registrado em abril de 2001, ano do racionamento: 32,18%.
 
O professor Nivalde de Castro afirma que um agravante é o gasto com as termelétricas, que respondem por 20% da eletricidade consumida.

Essas usinas são contratadas para funcionar, no máximo, quatro meses por ano. 

Em esquema de emergência, já estão operando sem parar desde outubro de 2012, como alternativa para economizar água dos reservatórios.

“Sem o programa de estímulo à redução do consumo de energia elétrica, nós ficamos entre a cruz e a espada. 

Por um lado, a demanda vai crescer. 

Por outro lado, a oferta de termelétrica que vai ter que bancar parte dessa demanda. 

Mas, como não chove na média histórica, os reservatórios não vão crescer. 

O cenário é um cenário preocupante e crítico”, aponta Nilvalde de Castro, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) informou que ainda não há necessidade de diminuir o consumo e que vai acompanhar as chuvas nos meses de maio a novembro. 

Se necessário, recomendar a adoção de medidas adicionais para garantir o fornecimento de energia  – o que pode incluir o racionamento.

Na próxima quarta-feira (7), os representantes do ONS vão participar da reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, em Brasília.

Pastor Davi Passamani abriu novo local de culto em fevereiro após renunciar cargo em igreja depois de investigações de crimes sexuais Polícia Civil disse que prisão preventiva foi necessária porque pastor cometeu crimes usando cargo religioso.

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