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segunda-feira, janeiro 01, 2024

Homem preso injustamente recebe indenização 32 anos depois: 'Eu falava que não fui eu e já foi me dando pancada'

Homem preso injustamente recebe indenização 32 anos depois: 'Eu falava que não  fui eu e já foi me dando pancada' | Fantástico | G1

Justiça de Goiás repara erro de 32 anos.

Data do upload: 16 de set. de 2023

Albino de Souza foi confundido com um assassino e acabou preso e torturado - sem nenhuma prova. 

Foram 18 anos de insistência diante dos tribunais tentando provar o erro do Estado.

Por Fantástico.

Justiça de Goiás repara erro de 32 anos.

O Fantástico deste domingo (31) mostrou um erro de 32 anos que começou a ser reparado agora pela Justiça de Goiás.  

Albino de Souza foi preso em Anápolis acusado, sem provas, de estuprar e matar uma mulher. 

Ele foi confundido com o assassino e acabou preso e torturado - um episódio que mudou a vida dele para a sempre.

O caso aconteceu em 1991 em Anápolis, onde o homem chegou a ser torturado durante quatro dias em uma cela. 

Jornais e documentos da época afirmam que "o trabalhador braçal Albino de Souza foi tratado a chutes, socos, tapas, choques elétricos e colocado num pau-de-arara".

Albino de Souza foi preso em Anápolis acusado, sem provas, de estuprar e matar uma mulher. — Foto: TV Globo/Reprodução

Albino de Souza foi preso em Anápolis acusado, sem provas, de estuprar e matar uma mulher. — Foto: TV Globo/Reprodução.

“'Você está preso'. 

Pegaram e me levaram e eu falava ‘fui eu não’ e já foi me dando pancada. 

Chegou na delegacia: ‘pegamos ele delegado pegamos o criminoso aqui’, mas eu falei assim: 'não foi eu. 

Vocês vão me matar e eu vou falar que não fui eu", relembra.

A prisão aconteceu dia 18, mas ele só foi liberado dia 21, dia que apareceu o verdadeiro culpado. 

Depois de passar quatro dias numa cela, Albino foi solto - e procurou a Justiça

Foram 18 anos de insistência diante dos tribunais tentando provar o erro do Estado.

Os advogados de Albino entraram na Justiça em 1995, quatro anos depois da prisão. 

E só em 2013, o Superior Tribunal de Justiça decidiu a favor da indenização

Mas durante essa espera, Albino e os advogados perderam contato. 

E começou uma longa busca.

Albino de Souza foi indenizado por uma prisão irregular há 32 anos. — Foto: TV Globo/Reprodução

Albino de Souza foi indenizado por uma prisão irregular há 32 anos. — Foto: TV Globo/Reprodução.

A busca por Albino até o encontro.

Durante 10 anos, os advogados Pedro Sérgio e Miguel Thiago, vasculharam a cidade para localizar o paradeiro de Albino

Só o encontraram este ano.

O homem marcado por uma história de violência, por muito anos, catou lixo para sobreviver. 

Não tinha documentos - havia perdido numa enchente, também não tinha endereço fixo

Vivia numa situação de rua e depois encontrou abrigo num canil em Caldas Novas.

“Às vezes a gente comia, às vezes a gente não comia, ficava passando necessidade.
Vê que não tem nem banheiro para a gente tomar banho aqui, é uma calamidade”, relata.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, em 1991, as apurações das condutas dos policiais civis envolvidos na prisão injusta de Albino foram encaminhadas à Justiça. 

O Tribunal de Goiás informou que, em 1997, o caso prescreveu e os réus não chegaram a ser julgados.

Novamente, a história de Albino se cruza com a dos advogados. 

Desta vez, é para tirar a segunda via da documentação e abrir uma conta no banco para, finalmente, receber a indenização.

"Agora começa a nascer um homem para a sociedade civil.
Um cidadão brasileiro", diz Pedro Sérgio.
Albino conseguiu tirar novos documentos e receber a indenização. — Foto: TV Globo/Reprodução

Albino conseguiu tirar novos documentos e receber a indenização. — Foto: TV Globo/Reprodução.

Agora estou me sentindo uma pessoa mais brasileira, que todo mundo vai chegar e observar e falar: 'não, ele tem documento, ele é gente agora. 

Não um bicho'", completa Albino.

Sua nova casa foi comprado com o dinheiro da indenização e ele diz que sua vida mudou com esse novo passo. 

O que ele reconquistou não vai apagar a injustiça que sofreu há 32 anos, mas oferece a ele a oportunidade de sonhar por uma vida nova em 2024.

"Eu vou continuar a minha vida, entendeu? 

Meu trabalho, na honestidade, que eu tenho certeza o que eu quero fazer eu vou fazer", diz Albino. 

COMENTÁRIO:


"Sua nova casa foi comprado com o dinheiro da indenização e ele diz que sua vida mudou com esse novo passo. 


O que ele reconquistou não vai apagar a injustiça que sofreu há 32 anos, mas oferece a ele a oportunidade de sonhar por uma vida nova em 2024".

Valter Desiderio Barreto.

Barretos, São Paulo, 01 de janeiro de 2024.

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