Em entrevista ao Fantástico, Michael Guillen relembra quando submersível ficou preso no propulsor do transatlântico que naufragou em 1912.
Por Fantástico.
Jornalista que quase morreu em exploração ao Titanic faz alerta: 'Não é um parque de diversões, é um cemitério'.
A implosão do submarino Titan no Oceano Atlântico, durante uma expedição para ver os destroços do Titanic, deixou cinco vítimas fatais e muitas perguntas sobre o que teria ocorrido.
O Fantástico conversou com o jornalista e físico Michael Guillen, que já viajou aos destroços do Titanic em outro submersível, de outra empresa, e revela que a aventura também quase terminou em tragédia.
"Depois de duas horas e meia, nós atingimos o fundo.
Era como se a gente tivesse pousado na lua.
E logo depois eu vi algo incrível que nunca vou esquecer.
O piloto disse: 'É o Titanic'.
Nós paramos e rezamos", fala ele sobre os momentos antes do incidente que marcou a jornada.
"Nosso submersível foi pego por uma corrente marinha que fez a gente bater no propulsor do Titanic.
Ficamos presos entre as hélices.
Eu já estive no Polo Norte, no Polo Sul, já cobri guerras e posso dizer que esse foi, facilmente, o momento mais aterrorizante por qual eu já passei", diz.
Foram cerca de 30 minutos até o capitão conseguir liberar o submersível, momento que Guillen considera uma segunda chance.
"Uma coisa que realmente percebi depois da minha viagem até lá é que não se trata apenas de um naufrágio.
Aquele lugar não é um parque de diversões, não é apenas um pedaço de metal lá embaixo.
Aquele lugar é um cemitério. Eu ganhei uma segunda chance", completa.
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Veja a reportagem completa no vídeo abaixo:
Fantástico conversa com quem viajou no submersível Titan que implodiu no fundo do mar.
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