Substituto de Augusto Aras deve ser escolhido em setembro; procuradores indicam 3 nomes, mas presidente não é obrigado a seguir sugestões.
Lula deu declaração à rádio BandNews.
Por Pedro Henrique Gomes e Letícia Carvalho, g1 — Brasília.
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Lula afirma que pode indicar Zanin ao STF e descarta lista tríplice para PGR: 'Escolha será pessoal'.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (2) que "não pensa mais em lista tríplice" em referência à escolha do novo procurador-geral da República – prevista para ocorrer em setembro deste ano.
"Não penso mais em lista tríplice.
Não penso mais, porque quando vim para a presidência, trouxe a minha experiência do sindicato.
Então, tudo para mim era lista tríplice.
Já está provado que nem sempre a lista tríplice resolve o problema.
Então, vou ser mais criterioso para escolher o próximo procurador-geral da República", disse o presidente.
Lula deu a declaração durante entrevista à rádio BandNews.
A Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) envia os três nomes mais votados pelos pares do Ministério Público ao presidente para fazer a escolha de quem deverá conduzir o órgão por dois anos – mandato que pode ser renovado.
Desde 2001, a Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) envia os três nomes mais votados pelos pares do Ministério Público ao presidente para fazer a escolha de quem deverá conduzir o órgão por dois anos – mandato que pode ser renovado.
Embora não haja obrigação legal, Lula e Dilma acolheram a eleição da associação e indicaram o primeiro colocado da lista para o comando da PGR.
Fernando Henrique Cardoso, em 2001, e Jair Bolsonaro, em 2019 e 2021, não indicaram um nome escolhido pelos procuradores -- Bolsonaro indicou o atual procurador-geral, Augusto Aras.
Michel Temer, em 2017, indicou a então segunda colocada, sub-procuradora Raquel Dodge.
Essa indicação, que precisa ser aprovada pelo Senado, é estratégica porque cabe ao chefe do Ministério Público Federal (MPF) propor ações contra o presidente e políticos de alto escalão e opinar sobre matérias constitucionais quando levadas a julgamento na Justiça.
Indicação para o STF.
O presidente foi questionado também sobre as indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula terá direito neste ano a duas indicações de ministros do STF, após as aposentadorias compulsórias de Ricardo Lewandowski e Rosa Weber.
Ambos completam 75 anos em 2023, idade-limite para ministros do STF estabelecida pela Constituição.
Na entrevista, perguntaram se Cristiano Zanin, advogado de Lula na Lava Jato e um dos nomes mais próximos e de confiança do presidente atualmente, era um dos favoritos para o cargo.
Sobre o assunto, Lula afirmou:
"Hoje, se eu indicasse o Zanin todo mundo compreenderia que ele merecia ser indicado.
Tecnicamente, ele cresceu de forma extraordinária.
É meu amigo, meu companheiro, como outros são meus companheiros, outros são meus companheiros, mas nunca indiquei por conta disso.
E nunca pedi, essa é uma coisa que eu tenho orgulho, eu nunca pedi nenhum favor a nenhum ministro".
COMENTÁRIO:
"Na entrevista, perguntaram se Cristiano Zanin, advogado de Lula na Lava Jato e um dos nomes mais próximos e de confiança do presidente atualmente, era um dos favoritos para o cargo.
Sobre o assunto, Lula afirmou:
"Hoje, se eu indicasse o Zanin todo mundo compreenderia que ele merecia ser indicado.
Tecnicamente, ele cresceu de forma extraordinária".
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