Policial federal a serviço do GSI teria detalhado ação de militares para impedir retirada de golpistas do Planalto e suposta ajuda para fuga. STF analisará possível conivência.
Por Camila Bomfim, GloboNews — Brasília.
Homem usa extintor após invadir prédio durante ato golpista neste domingo (8) — Foto: Adriano Machado / Reuters.
O depoimento de um integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) foi considerado fundamental para o pedido da Polícia Federal que levou ao Supremo Tribunal Federal (STF) decidir julgar, na Corte, os militares suspeitos de conivência com golpistas.
Na última segunda-feira (27), o ministro Alexandre de Moraes decidiu que cabe ao Supremo julgar militares suspeitos de conivência com golpistas no dia 8 de janeiro, quando bolsonaristas radicais invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
A decisão do ministro foi tomada a partir de um pedido da Polícia Federal.
Da solicitação, consta depoimento de um policial federal que trabalha no GSI.
O nome do policial é mantido em sigilo.
Segundo investigadores da PF, esse depoimento, que também está sob segredo de justiça, foi considerado "fundamental" para o pedido que gerou a decisão de Moraes.
A GloboNews apurou que o servidor do GSI teria contado que, no dia 8 de janeiro, ao ver os atos golpistas, foi ao Palácio do Planalto – onde trabalha.
Ele teria dito que se colocou à disposição para ajudar as forças de segurança.
Neste momento, segundo investigadores, teria testemunhado militares impedindo a entrada de policiais militares e até, supostamente, ajudando golpistas a fugirem.
Essas mesmas suspeitas constam de outros depoimentos, mas a declaração do policial federal do GSI foi considerada mais detalhada e com elementos novos para a investigação.
Alexandre de Moraes decide que STF irá julgar militares envolvidos no 8 de janeiro.
Decisão de Moraes.
Moraes tomou a decisão ao analisar um requerimento da PF para investigar eventuais crimes cometidos por militares.
"Fixo a competência do STF para processar e julgar os crimes ocorridos em 8/1/2023, independentemente de os investigados serem civis ou militares e defiro a representação da Polícia Federal e autorizo a instauração de procedimento investigatório para apuração de autoria e materialidade de eventuais crimes cometidos por integrantes das Forças Armadas e polícias militares relacionados aos atentados contra a democracia que culminaram com os atos criminosos e terroristas do dia 8 de janeiro de 2023", escreveu o ministro.
Os crimes investigados são:
- atos terroristas;
- ameaça;
- perseguição;
- dano;
- incitação ao crime;
- incêndio majorado;
- associação criminosa armada;
- abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- golpe de Estado.
COMENTÁRIO:
"O depoimento de um integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) foi considerado fundamental para o pedido da Polícia Federal que levou ao Supremo Tribunal Federal (STF) decidir julgar, na Corte, os militares suspeitos de conivência com golpistas.
Na última segunda-feira (27), o ministro Alexandre de Moraes decidiu que cabe ao Supremo julgar militares suspeitos de conivência com golpistas no dia 8 de janeiro, quando bolsonaristas radicais invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
A decisão do ministro foi tomada a partir de um pedido da Polícia Federal.
Da solicitação, consta depoimento de um policial federal que trabalha no GSI.
O nome do policial é mantido em sigilo".
Nosso Blog vem a público, parabenizar as atitudes verdadeiramente patriota, do policial federal que trabalha no GSI, e do ministro Alexandre de Moraes, que livraram o nosso país de uma grande e grave conspiração contra o Estado de Direito Democrático, no dia 08 de janeiro, por terroristas sob o apanágio de verdadeiros "PATRIOTAS", que "rosnando", atacaram a Praça dos Três Poderes, depredando os prédios dos três órgão públicos federais, patrimônios da nação brasileira, alegando que estavam "SALVANDO" o nosso país, dos "COMUNISTAS", que iriam se apossar do mesmo, a qualquer custo!
Valter Desiderio Barreto.
Barretos, São Paulo, 03 de março de 2023.
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