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sexta-feira, janeiro 11, 2019

Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo?


Interpretando Iº Coríntios 6:2.

Por Valter Desiderio Barreto

 

A palavra SANTO na Bíblia Sagrada, sempre significa a pessoa que se converte a Jesus Cristo e é separado do mundo para fazer a vontade de Deus. 

 

"Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver;

Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo". 1ª Pedro 1: 15 e 16.


Qual a natureza dos santos julgarem o mundo e os anjos?

 

Como você entende o texto de I Cor 6.2, onde Paulo escreveu que os santos julgarão o mundo e os anjos? Quando e qual é natureza desse julgamento? 

 

O texto e o contexto de 1 Coríntios 6.1-6 dizem.

 

Se algum de vocês tem queixa contra outro irmão, como ousa apresentar a causa para ser julgada pelos ímpios, em vez de levá-la aos santos? Vocês não sabem que os santos (Igreja viva) hão de julgar o mundo? 

 

Se vocês hão de julgar o mundo, acaso não são 

 

capazes de julgar as causas de menor importância? 

 

Vocês não sabem que haveremos de julgar os anjos? 

 

Quanto mais as coisas desta vida! 

 

Portanto, se vocês têm questões relativas às coisas desta vida, designem para juízes os que são da igreja, mesmo que sejam os menos importantes. Digo isso para envergonhá-los. 

 

Acaso não há entre vocês alguém suficientemente sábio para julgar uma causa entre irmãos? 

 

Mas, ao invés disso, um irmão vai ao tribunal contra outro irmão, e isso diante de descrentes!

 

Aos santos (=crentes, templos vivo do Espírito Santo, Igreja viva) é dada a responsabilidade de proclamar no mundo a Boa Nova de Cristo. 

 

Esta proclamação declara a salvação de Deus e as pessoas ou rejeitarão ou crerão na mensagem.

 

De certa forma, esta proclamação serve, portanto, de juízo. A base de juízo é a obediência. 

 

A obediência leva à salvação. E a desobediência significa a condenação.

 

Os anjos também são julgados pelo mesmo princípio da obediência e da desobediência. (Ver 2Pd 2.4, 9; Jd 6.)

 

Esta proclamação julgadora faz parte da participação no reino de Cristo (ver Mt 16.19; 18.18). Estes versos indicam que as chaves do reino que abrem e fecham, exercidas pelos discípulos na evangelização, já foram determinadas no céu. 

 

“A participação no reino de Cristo significa participação na sua tarefa escatológica de julgar o mundo (1Co 16.2, em cumprimento de Dan 7.22).

 

Keener afirma que, no império romano do primeiro século, “os membros das classes sociais inferiores não podia processar nos tribunais membros da classe superior. Mas, para Paulo, mesmo os mais humildes dos crentes se acham aparelhados para o exercício do juízo” (2004: 481).

 

Ao afirmar que os discípulos julgariam o mundo e os anjos, o apóstolo declara a capacidade deles de resolver as questões e diferenças que surgiriam entre os membros do corpo de Cristo. “Já que os cristãos julgarão os anjos, eles devem ser capazes de julgar as coisas desta vida presente”. 

 

Os anjos participam, como servos divinos, na soberania sobre o mundo e assim representam parte do funcionamento do mundo. (Cp. Ap 2.1, etc.: “Ao anjo da igreja em Éfeso”).

 

Desta forma, tanto o ato de pregar como o conteúdo da pregação é de juízo. 

 

Foi dito a respeito de Noé que por meio da fé “condenou o mundo” Hb 11.7, talvez tanto pelo temor que ele mostrou na sua obediência como pelo seu desempenho como “pregador da justiça” 2Pd 2.5.

 

Quando?

 

Quando ocorrerá este julgamento do mundo e dos anjos? 

 

O ponto inicial ocorre quando o evangelho é pregado. 

 

O ponto final, quando todos aparecem perante a Deus. Pois a reação das pessoas no primeiro determinará a reação divina no última. 

 

A predestinação quer dizer isso: Deus determinou antemão qual seria o destino eterno dos que obedecem e dos que desobedecem ao evangelho.

 

Diante dele os destinos se estabelecem desde já para o mundo por vir: uns escutam sua palavra e recebem a vida eterna; outros se recusam a crer e desde já são julgados, sua incredulidade sendo o sinal de disposições, que um dia os levarão irremediavelmente à condenação”. 

 

O dia do juízo, aquele dia futuro indefinido, se aproxima e a indefinição dele serve de motivo para nossa ação no presente, seja para com os irmãos, seja para com os de fora. 

 

Desejamos que todos acumulem “um tesouro para si mesmos, um firme fundamento para a era que há de vir, e assim alcançarão a verdadeira vida” 1Tm 6.19.

 

E daí?

 

Qual a aplicação deste texto para nós hoje? 

 

A mesma verdade se aplica: participaremos deste juízo do mundo e dos anjos. 

 

Desfrutamos da sabedoria de Deus. 

 

Graças à recepção da mensagem de Cristo, temos a sua mente, “nós pensamos como Cristo pensa” 1Co 2.16. 

 

Os menos importantes, os mais humildes, no reino de Deus são mais sábios do que as pessoas do mundo. 

 

Assim, devemos valorizar a revelação divina e a sabedoria que Deus nos dá. 

 

Três vezes dentro do contexto da passagem Paulo pergunta: Vocês não sabem (…)?” É preciso saber o que possuímos e viver de acordo com isto.

Segundo, devemos evitar levar as nossas questões perante descrentes. 

 

“As disputas entre os santos devem ser resolvidas entre os santos, e totalmente dentro dos limites da "igreja” (Os irmãos crentes).

 

Devemos trabalhar para que prevaleça a paz, até perdendo a nossa causa se for necessário. 

 

O crente busca sempre promover a paz. “Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e à edificação mútua” Rm 14.19.

 

Terceiro, o juízo faz parte da mensagem de Cristo.

 

 Paulo mesmo proclamou ao governador Félix “acerca da justiça, do domínio próprio e do juízo vindouro” Atos 24.25. Jesus disse que, ao chegar o Espírito Santo, “convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” Jo 16.8. 

 

Chamamos às pessoas ao arrependimento à luz do juízo final, para “escapar ao castigo de Deus, que se aproxima” (Lc 3.7.

 

Não pregamos aos perdidos que “vamos julgar vocês”, mas sim que todos irão responder pelos atos cometidos nesta vida, Rm 14.12, iremos prestar contas pelas nossas escolhas, Hb 4.13. 

 

Esta verdade deve nos causar a todos grande temor que nos motiva a buscar a vontade do Senhor.

 

Quarto, Paulo, como sempre, faz uma distinção clara entre os santos e os de fora. 

 

“A linguagem de Paulo nestes versos pode ser compreendida somente quando se entende sua distinção entre crente e não crente”

 

Hoje, perdeu-se esta linha divisória entre o povo de Deus e o mundo. 

 

Precisamos entender bem o que é necessário para alguém de fora entrar em Cristo, isto é, a fé e a imersão na água para remissão dos pecados, Gl 3.26-29.

 

E lembrem-se, a única forma de alguém alcançar o reino eterno, é só através de Jesus Cristo. 

 

"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim". João 14: 6.
 

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