Banners


Create your own banner at mybannermaker.com!

sábado, janeiro 26, 2019

Brasil é 'incapaz de aprender com grandes tragédias', diz promotor que coordenou caso Mariana


Por Matheus Leitão
Vista aérea do local destruído pelos rejeitos após o rompimento da barragem da mina do Feijão, situada em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), nesta sexta-feira (25)   — Foto: Moisés Silva/O Tempo/Estadão Conteúdo
Vista aérea do local destruído pelos rejeitos após o rompimento da barragem da mina do Feijão, situada em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), nesta sexta-feira (25) — Foto: Moisés Silva/O Tempo/Estadão Conteúdo.


O promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto, ex-coordenador da força-tarefa que investigou a tragédia de Mariana (MG), afirmou ao blog que o rompimento das barragens em Brumadinho, Minas Gerais, mostra que o Brasil é incapaz de aprender com suas grandes tragédias. 


“O meu sentimento é de completo estarrecimento. 



O nosso país é incapaz de aprender lições com as grandes tragédias”, afirmou. 


“Todo o setor produtivo trata até hoje a tragédia de Mariana como acidente. 



E as mortes do caso como externalidades da atividade da mineração. 



As mortes fazem parte do negócio”, completou o promotor.


Inspirado nas dez medidas contra a corrupção, o grupo de investigadores liderados por Carlos Eduardo Ferreira Pinto apurou, durante um ano, propostas de alterações na legislação à Assembleia de Minas Gerais, à Câmara dos Deputados e ao Senado, que buscavam evitar tragédias como a de Mariana e Brumadinho. 


O nome da iniciativa estadual dos promotores era “Mariana Nunca Mais”. 



Como no caso do combate à corrupção, eles geraram um movimento popular local, conseguindo mais de 60 mil assinaturas. 


“Sabe quais alterações eles fizeram aqui? 



Nenhuma. 



Os projetos acabaram engavetados pela pressão do setor monetário”, afirma o investigador, que liderou a investigação de Mariana até dezembro 2016.

Nenhum comentário:

Pastor Davi Passamani abriu novo local de culto em fevereiro após renunciar cargo em igreja depois de investigações de crimes sexuais Polícia Civil disse que prisão preventiva foi necessária porque pastor cometeu crimes usando cargo religioso.

Advogado alegou que prisão do pastor faz parte de ‘conspirações para destruir sua imagem’. Por Thauany Melo, g1 Goiás 07/04/2024 04h00.    P...