Por Matheus Leitão
Vista aérea do local destruído pelos rejeitos após o rompimento da
barragem da mina do Feijão, situada em Brumadinho, na região
metropolitana de Belo Horizonte (MG), nesta sexta-feira (25) — Foto:
Moisés Silva/O Tempo/Estadão Conteúdo.
O promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto, ex-coordenador da força-tarefa que investigou a tragédia de Mariana (MG), afirmou ao blog que o rompimento das barragens em Brumadinho, Minas Gerais, mostra que o Brasil é incapaz de aprender com suas grandes tragédias.
“O meu sentimento é de completo estarrecimento.
O nosso país é incapaz de aprender lições com as grandes tragédias”, afirmou.
O nosso país é incapaz de aprender lições com as grandes tragédias”, afirmou.
“Todo o setor produtivo trata até hoje a tragédia de Mariana como
acidente.
E as mortes do caso como externalidades da atividade da mineração.
As mortes fazem parte do negócio”, completou o promotor.
E as mortes do caso como externalidades da atividade da mineração.
As mortes fazem parte do negócio”, completou o promotor.
Inspirado nas dez medidas contra a corrupção, o grupo de investigadores
liderados por Carlos Eduardo Ferreira Pinto apurou, durante um ano,
propostas de alterações na legislação à Assembleia de Minas Gerais, à
Câmara dos Deputados e ao Senado, que buscavam evitar tragédias como a
de Mariana e Brumadinho.
O nome da iniciativa estadual dos promotores era “Mariana Nunca Mais”.
Como no caso do combate à corrupção, eles geraram um movimento popular local, conseguindo mais de 60 mil assinaturas.
Como no caso do combate à corrupção, eles geraram um movimento popular local, conseguindo mais de 60 mil assinaturas.
“Sabe quais alterações eles fizeram aqui?
Nenhuma.
Os projetos acabaram engavetados pela pressão do setor monetário”, afirma o investigador, que liderou a investigação de Mariana até dezembro 2016.
Nenhuma.
Os projetos acabaram engavetados pela pressão do setor monetário”, afirma o investigador, que liderou a investigação de Mariana até dezembro 2016.
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