Operação acontece no Córrego do Feijão, em MG, onde rompimento de barragem da Vale provocou tragédia que deixou ao menos 84 mortos.
Por Danilo Girundi, TV Globo Minas — Brumadinho
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/Z/H/Zx4FH3TGSUBDdTjjqacA/brumadinho.jpg)
Agentes do Corpo de Bombeiros e brigadistas continuam trabalhando na
escavação do local onde estão dois ônibus soterrados,no sexto dia de
buscas por vítimas, após o rompimento da barragem de rejeitos da
mineradora Vale, no município de Brumadinho (MG) nesta quarta-feira (29)
— Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Estadão Conteúdo.
Os bombeiros que participam das buscas às vítimas da tragédia provocada pelo rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho
passaram a usar máscaras nesta quarta-feira (30) no trabalho de
resgate.
O mau cheiro forte dos corpos em decomposição já atrai dezenas de urubus para a região da Mina Córrego do Feijão.
O mau cheiro forte dos corpos em decomposição já atrai dezenas de urubus para a região da Mina Córrego do Feijão.
A barragem de rejeitos se rompeu na sexta-feira (25).
O mar de lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da mineradora.
Entre as vítimas, estão pessoas que moravam no entorno e funcionários da Vale.
Vegetação e rios foram atingidos.
Há pelo menos 84 mortos, além de 276 desaparecidos.
O mar de lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da mineradora.
Entre as vítimas, estão pessoas que moravam no entorno e funcionários da Vale.
Vegetação e rios foram atingidos.
Há pelo menos 84 mortos, além de 276 desaparecidos.
De acordo com a assessoria de comunicação dos bombeiros, as máscaras de proteção têm dupla função: evitar a inalação de resíduos tóxicos e dos equipamentos que os bombeiros usam nas buscas e, também, que os soldados sintam o mau cheiro tão intensamente.
Números da tragédia.
- 99 mortos confirmados – 57 identificados (veja a lista)
- 259 desaparecidos (veja a lista)
- 192 resgatados (veja a lista)
- 393 localizados
ACOMPANHE ATUALIZAÇÕES NA COBERTURA AO VIVO
Bombeiros começaram a usar máscaras durante o trabalho de resgate das vítimas, em Brumadinho — Foto: Reprodução/TV Globo.
O porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, tenente Pedro
Aihara, comentou o aumento das dificuldades do trabalho.
"Em primeiro
lugar, é bem impactante.
Pela força da lama, muitas vezes não é possível encontrar o corpo íntegro.
Muitas vezes são localizados segmentos de corpos", afirmou.
Segundo ele, o fato de o ambiente estar "tomado de lama" torna difícil
"identificar o que é um corpo, o que pode ser matéria orgânica de um
animal".
"Às vezes, na busca visual no sobrevoo, como a gente tem aquele tom
todo monocromático, isso também prejudica.
Por isso que a gente utilizou uma série de equipamentos específicos.
Os corpos que estavam no nível superficial – já foi feito o trabalho de recuperação deles.
Agora entra numa característica mais técnica da operação, que a gente precisa fazer várias escavações."
Por isso que a gente utilizou uma série de equipamentos específicos.
Os corpos que estavam no nível superficial – já foi feito o trabalho de recuperação deles.
Agora entra numa característica mais técnica da operação, que a gente precisa fazer várias escavações."
Cansaço dos bombeiros
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/g/L/AVnSEGR7AUetghB5C6Xw/bombeiros-lama.jpg)
Cansaço é visível no rosto dos soldados do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais — Foto: Reprodução/TV Globo.
O tenente Pedro Aihara destacou ainda que os militares estão sendo submetidos a um rodízio para que possam descansar.
"Os militares não estão há seis dias ininterruptos.
Estão numa lógica de rodízio, mas evidente que pelo tipo de operação e pela demanda que a gente tem é um serviço extenuante", descreveu.
Estão numa lógica de rodízio, mas evidente que pelo tipo de operação e pela demanda que a gente tem é um serviço extenuante", descreveu.
"Têm circulado vídeos que mostram o cansaço físico e a exaustão, mas isso é inerente à nossa própria atividade.
Ao final de uma operação como essa, nós saímos desgastados física e psicologicamente, mas, para tudo isso, é feito um acompanhamento", disse o porta-voz.
"A abnegação desses profissionais demonstra muito o esforço e a
preocupação que a gente tem de trazer esses corpos da maneira mais
respeitosa e rápida possível."
(*) Com informações de Henrique Coelho
/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2019/01/28/frame_02_19_32.832.jpg)
Bombeiros rastejam na lama em busca de vítimas em Brumadinho — Foto: Reprodução/GloboNews.
Raio-X da cidade de Brumadinho — Foto: Karina Almeida/G1.
Detalhes sobre as barragens da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG) — Foto: Juliane Souza/G1.
Como funcionam as barragens de mineração — Foto: Karina Almeida e Alexandre Mauro/G1.
Caminho da lama: veja por onde passaram os rejeitos da barragem rompida
em Brumadinho (MG) — Foto: Betta Jaworski e Alexandre Mauro/G1.
Nenhum comentário:
Postar um comentário