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sexta-feira, maio 25, 2018

Vereadores de Teresópolis são presos em operação do MP-RJ e da Polícia Civil

Metade da Câmara do município da Região Serrana é investigada.


Por Felipe Freire, TV Globo
Fachada da Câmara de Vereadores de Teresópolis (Foto: Reprodução)
Fachada da Câmara de Vereadores de Teresópolis (Foto: Reprodução).
 
Metade dos vereadores de Teresópolis são alvos de prisão em uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (25).

Cinco dos seis vereadores alvos da Operação Ananas (abacaxi em francês) foram presos até as 8h45.

Há sete mandados de busca e apreensão decretados, um deles na Câmara Municipal.
Agentes da polícia cumprem mandado de busca e apreensão na sede da Câmara (Foto: Felipe Basílio/Inter TV)
Agentes da polícia cumprem mandado de busca e apreensão na sede da Câmara (Foto: Felipe Basílio/Inter TV).
 
Até as 8h45, cinco parlamentares já haviam sido presos. 
 
Também estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão, um deles na Câmara da cidade.
Vereadora Dra. Claudia é presa em casa
Vereadora Dra. Claudia é presa em casa

Mandados de prisão

  • Claudia Lauand, a "Dra. Claudia"
  • Eudilbelto José Reis, o "Dedê da Barra"
  • Leonardo Vasconcellos de Andrade
  • Luciano dos Santos Cândido, o “Pastor Luciano”
  • Rocsilvan Rezende da Rocha, o "Rock"
  • Ronny Santos Carreiro
Os vereadores são suspeitos de associação criminosa para a prática dos crimes de concussão e peculato.
Alvos da Operação Ananas, na Câmara de Teresópolis: Dra. Claudia, Dedê da Barra, Leonardo Vasconcellos de Andrade, Pastor Luciano, Rock e Ronny Carreiro  (Foto: Reprodução)
Alvos da Operação Ananas, na Câmara de Teresópolis: Dra. Claudia, Dedê da Barra, Leonardo Vasconcellos de Andrade, Pastor Luciano, Rock e Ronny Carreiro (Foto: Reprodução).
 
A operação é feita pelo grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (Gaocrim) do MP e a Delegacia Fazendária da polícia, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ).

Contratos sem licitação.

Ao longo das investigações foi comprovado que os vereadores, agindo por conta própria, se uniram para exigir do ex-prefeito Mario de Oliveira Tricano a indicação de empresas a serem contratadas, sem as devidas licitações, para realização dos serviços de iluminação pública municipal, serviços cemiteriais, estacionamento rotativo pago e saneamento básico no município. 
 
Os parlamentares também exigiram a contratação de pessoas indicadas por eles para cargos comissionados no poder executivo. 
Para terem suas demandas atendidas, eles ameaçaram o ex-prefeito de rompimento político e cassação do mandato.
 
O vereador “Pastor Luciano” foi denunciado também por corrupção ativa. 
Ele é suspeito de oferecer a um ex-secretário do município o pagamento de R$ 300 mil por mês, em troca da indicação de uma empresa para prestação do serviço de coleta de lixo na cidade. 
 
Já a vereadora Claudia Lauand é acusada de crime de peculato, por empregar em seu gabinete seu marido, Gerson Ribeiro dos Santos Júnior, e Rosana Gomes da Costa Santos, mesmo ciente de que eles jamais exerceriam qualquer função dentro da Casa. 
Rosana teria ficado com uma pequena parte dos R$ 5,7 mil referentes ao salário de chefe de gabinete. 
O restante do dinheiro, ela devolvia à vereadora. 
Diante dos fatos, a Justiça solicitou a devolução de quase R$ 90 mil aos cofres municipais.

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