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quarta-feira, maio 30, 2018
Magia negra: Líder religioso é suspeito de matar quatro 'desafetos' e sepultar corpos em Iguatu, no Ceará
Por Cinthia Freitas, G1 CE
Na casa dos acusados, a polícia encontrou vários livros de magia
negra, um revólver calibre 38 municiado, esculturas de entidades
relacionadas ao ocultismo, um crânio humano, além de outros objetos
relacionados a rituais satânicos
( Foto: Divulgação )
Os suspeitos do crime foram identificados como Roberto Alves da Silva, de 41 anos, e Gleudson Dantas Barros, 30 anos
( Foto: Divulgação )
Uma
história macabra, que terminou em morte, está sendo investigada pela
Polícia Civil na cidade de Iguatu, na região Centro-Sul do estado (a
414Km de Fortaleza).
Tudo
começou quando a família de um jovem procurou as autoridades policiais
no último fim de semana para registrar seu misterioso e inexplicável
desaparecimento.
O resultado
da investigação foi a descoberta de que o jovem foi assassinado num
ritual satânico.
Seu corpo já foi encontrado e os suspeitos presos.
Segundo
a Polícia, Jheyenderson de Oliveira Xavier, 24 anos, conhecido como
“Jhey”, estudante do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia
do Ceará (IFCE), em Iguatu, foi assassinado durante um ritual de magia
negra e seu corpo “desapareceu”.
Nesta
quarta-feira (23), policiais da Delegacia Regional de Iguatu, tendo à
frente o delegado Jerfisson Pereira, prenderem um umbandista e seu
comparsa.
Os dois teriam sido os responsáveis pelo assassinato do jovem.
O corpo do rapaz foi localizado.
De acordo com o delegado, a
vítima desapareceu misteriosamente na última sexta-feira (18) e, na
segunda-feira (21), os familiares chegaram a revelar o fato publicamente
e pedir ajuda através do quadro de “pessoas desaparecidas” em um
telejornal da TV Verdes Mares.
Colegas de “Jhey” disseram que ela havia faltado a aula na sexta-feira (18).
“Nós encontramos o pai de santo, que deu um depoimento extremamente mentiroso.
Ele caiu em muitas contradições.
Disse que
não via o estudante desde novembro do ano passado, mas a gente encontrou
algumas imagens de uma câmera de segurança que mostra ele (o rapaz)
saindo com o pai de santo, na sexta-feira”, afirma o delegado.
Corpo encontrado.
De
acordo com a Polícia, o suspeito foi reconhecido nas imagens pelos
próprios pais.
“Ele (suspeito), “puxa” uma perna (resultado de uma
deficiência) e aparece nas imagens usando uma mochila que encontramos em
sua casa”, esclarece o delegado.
No local
onde os suspeitos realizam práticas religiosas, um matagal, a Polícia
encontrou uma arma de fogo, supostamente a usada para matar o rapaz com
um tiro na nuca.
Segundo Pereira, “a nova suspeita é de que quatro
pessoas participaram do crime”.
O corpo do rapaz foi encontrado
enterrado em uma cova rasa exatamente no local onde os suspeitos
praticam atos de magia negra.
A perícia constatou no corpo da vítima
sinais de prováveis torturas praticadas antes da execução sumária.
Os
suspeitos presos foram identificados como Gleudson Dantas Barros, 29
anos; e Roberto Alves da Silva, 40.
Diligências estão sendo realizadas
para prisão de outros envolvidos.
Mais três.
O homem preso apontado como assassino do estudante Jheyderson de Oliveira Chavier, em Iguatu, é suspeito de matar outras três pessoas que ele considerava "desafetos".
O líder
religioso Gleudson Dantas Barros, preso em 18 de maio, assumiu
participação nos crimes que vitimaram quatro pessoas, de acordo com o
delegado responsável pelo caso, Jerffison Pereira.
Policiais
localizaram nesta terça-feira (28) uma ossada no mesmo sítio onde
Jheyderson de Oliveira havia sido encontrado morto, com dois tiros.
Os
policiais investigam se são restos mortais de um garoto desaparecido em
2017.
A suspeita é de que Gleudson Dantas Barros e Roberto Alves
da Silva, que também está preso por suspeita de participação nos crimes,
matavam pessoas que de alguma forma "desagradavam" o líder de uma seita
religiosa.
"No caso de
Jhey [como era conhecido Jheyderson de Oliveira], ele havia tido uma
discussão com o Gleudson, e depois de ir muito de encontro com as ideias
de Gleudson, ele teve o prestígio atingido e estava perdendo
seguidores", afirmou Pereira.
Um adolescente que também era
suspeito de participação nos homicídios foi achado morto nesta terça.
Segundo a Polícia Civil, o garoto cometeu suicídio.
Para o delegado de Polícia Civil de Iguatu, Wesley Alves, a motivação do crime está relacionada com rituais de magia negra.
“Essa é a nossa principal linha de investigação”, frisou.
“Na casa dos
acusados, encontramos vários livros de magia negra e ocultismo, um
revólver calibre 38 municiado, duas cápsulas calibre 38 deflagradas, o
aparelho celular da vítima, esculturas de entidades relacionadas ao
ocultismo, um crânio humano, além de outros objetos relacionados a
rituais satânicos”, pontuou Alves.
Os acusados negam participação no
crime.
Desaparecido
Na sexta-feira passada (18), Jhey desapareceu.
A população local,
então, realizou manifestações nas redes sociais para divulgar a foto do
jovem e auxiliar nas buscas.
Parentes realizaram buscas na cadeia, IML e
hospitais e buscaram informações em empresas de ônibus.
A mobilização
continuou até esta quarta-feira, quando uma equipe de investigação da
Delegacia Regional de Polícia Civil de Iguatu, após rebeber informações
anônimas, localizou o corpo do jovem, enterrado em uma cova com mais de
um metro de profundidade e distante cerca de 10 metros da casa onde
estavam os acusados.
“Os dois acusados são praticantes de rituais de magia negra”, reforçou o
delegado regional, Jeffirson Pereira.
Os suspeitos estão presos na
Cadeia Pública de Iguatu.
Repercussão
A morte do estudante do curso de Serviço Social do Instituto Federal de
Educação (IFCE), campus de Iguatu, obteve ampla repercussão na região
Centro-Sul cearense.
O corpo dele foi enterrado nesta quarta-feira, no
cemitério Parque da Saudade, em Iguatu.
Jhey Oliveira integrava o movimento Levante Popular da Juventude –
Ceará desde 2013.
A entidade divulgou nota afirmando que ele "nunca
abriu mão de lutar em defesa da juventude brasileira, pelo fim de todas
as opressões, de preconceitos e em especial a população LGBT".
O campus
do IFCE em Iguatu suspendeu as aulas nesta quarta-feira e também
divulgou nota de pesar sobre a morte do estudante, prestando
solidariedade à família e aos colegas de curso.
Nas redes sociais, no Facebook houve várias manifestações, mensagens de
solidariedade e de apoio à luta do jovem assassinado.
O padre João
Batista Gonçalves, pároco da Igreja Matriz de Nossa do Perpétuo Socorro,
no Prado, em Iguatu, e psicólogo clínico, divulgou nota analisando o
crime:
“O rapaz assassinado era homossexual e militante do movimento LGBT.
Na
vida de tantos jovens com este perfil, a cultura e a sociedade
preconceituosas, também perpassadas por contextos familiares e
comunitários de exclusão e fundamentalismos religiosos, desenvolvem
posturas tantas vezes excludentes e geradoras de precariedade e
vulnerabilidade psicológica nestes que já sofrem tanto com as crises
pessoais de identidade", disse.
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