Edição do dia 26/05/2018
26/05/2018 21h10.
26/05/2018 21h10.
A maioria dos caminhões que fazem o abastecimento ficou parada nas estradas. Em várias capitais, caminhões-tanque só saíram com escolta.
Por todo o país faltou combustível nos postos.
A grande maioria dos caminhões que fazem o abastecimento ficou parada nas estradas.
Sem combustível, São Paulo teve um dia de trânsito tranquilo.
O frentista, que ironia, está vindo trabalhar sem carro.
“Faz três dias que estou vindo a pé pra poder economizar combustível”, conta Fábio Lemos.
Como em 99% dos postos de São Paulo, as bombas estão vazias.
Os cones viraram um dos símbolos do desabastecimento.
Às 13h45, a equipe do Jornal Nacional estava a caminho de um posto na Zona Sul da cidade, que fica ao lado do Autódromo de Interlagos, que diziam que havia combustível.
A fila de carros era imensa, dezenas de motoristas esperando em pleno sábado de sol a oportunidade de colocar alguns litros de etanol ou gasolina.
"Esperei quatro horas", conta o taxista Alonos Manuel.
A polícia ficou de prontidão.
O litro do etanol era vendido bem acima da média.
Mesmo pagando mais caro, o motoboy encheu o tanque, depois de dois dias sem trabalhar.
Em um posto, os funcionários avisaram que acabou o etanol.
Teve protesto.
“Preciso comprar leite para família, acaba a gasolina e como é que a gente vai trabalhar agora?”, questiona José Ricardo, motoboy.
Em Campo Grande, a venda foi limitada a 20 litros por pessoa, e com senha.
No Recife e em Olinda, filas quilométricas.
Depois de um longo plantão, a técnica de enfermagem Cláudia Ribeiro teve que empurrar o carro até o posto: “Temos que encarar a realidade, porque precisamos trabalhar e sem combustível o carro não anda”.
A escassez abriu caminho para os aproveitadores.
Em São José dos Campos, gasolina a R$ 9,20.
Em São Paulo, dois postos foram lacrados por preços abusivos.
Fábio Piva estacionou o carro na rua e quando voltou, o combustível tinha sido roubado: “Quando o carro subiu no guincho, o rapaz me alertou que tinha um buraco no tanque de gasolina”.
Os combustíveis não chegam aos postos, porque estão parados nas estradas ou presos nos terminais.
A Associação das Distribuidoras diz que um dia depois de o governo anunciar o uso de forças federais, pouca coisa mudou.
Dos 20 mil caminhões que abastecem o país todo dia, pelo menos 85% permanecem parados.
Boa parte, por falta de segurança.
Em várias capitais, caminhões-tanque só saíram com escolta.
Foi assim em Fortaleza, Salvador e no Rio.
Por lá, caminhoneiros bloquearam a saída da refinaria de Duque de Caxias.
Liberação, só para serviços essenciais.
“Carro de combustível para hospital, PM, Bombeiro, órgãos federais, saem daqui”, diz o caminhoneiro Marcelo Petino.
Em João Pessoa, o gerente de um posto que estava lotado foi morto durante uma tentativa de assalto. Um dos criminosos foi detido e chegou a ser agredido pelas pessoas.
Nem no Paraguai, o brasileiro se livrou das filas.
“Fila muito grande.
Mas fazer o que?
O brasileiro tem que ser guerreiro”, diz Gilberto Bis, marceneiro.
A grande maioria dos caminhões que fazem o abastecimento ficou parada nas estradas.
Sem combustível, São Paulo teve um dia de trânsito tranquilo.
O frentista, que ironia, está vindo trabalhar sem carro.
“Faz três dias que estou vindo a pé pra poder economizar combustível”, conta Fábio Lemos.
Como em 99% dos postos de São Paulo, as bombas estão vazias.
Os cones viraram um dos símbolos do desabastecimento.
Às 13h45, a equipe do Jornal Nacional estava a caminho de um posto na Zona Sul da cidade, que fica ao lado do Autódromo de Interlagos, que diziam que havia combustível.
A fila de carros era imensa, dezenas de motoristas esperando em pleno sábado de sol a oportunidade de colocar alguns litros de etanol ou gasolina.
"Esperei quatro horas", conta o taxista Alonos Manuel.
A polícia ficou de prontidão.
O litro do etanol era vendido bem acima da média.
Mesmo pagando mais caro, o motoboy encheu o tanque, depois de dois dias sem trabalhar.
Em um posto, os funcionários avisaram que acabou o etanol.
Teve protesto.
“Preciso comprar leite para família, acaba a gasolina e como é que a gente vai trabalhar agora?”, questiona José Ricardo, motoboy.
Em Campo Grande, a venda foi limitada a 20 litros por pessoa, e com senha.
No Recife e em Olinda, filas quilométricas.
Depois de um longo plantão, a técnica de enfermagem Cláudia Ribeiro teve que empurrar o carro até o posto: “Temos que encarar a realidade, porque precisamos trabalhar e sem combustível o carro não anda”.
A escassez abriu caminho para os aproveitadores.
Em São José dos Campos, gasolina a R$ 9,20.
Em São Paulo, dois postos foram lacrados por preços abusivos.
Fábio Piva estacionou o carro na rua e quando voltou, o combustível tinha sido roubado: “Quando o carro subiu no guincho, o rapaz me alertou que tinha um buraco no tanque de gasolina”.
Os combustíveis não chegam aos postos, porque estão parados nas estradas ou presos nos terminais.
A Associação das Distribuidoras diz que um dia depois de o governo anunciar o uso de forças federais, pouca coisa mudou.
Dos 20 mil caminhões que abastecem o país todo dia, pelo menos 85% permanecem parados.
Boa parte, por falta de segurança.
Em várias capitais, caminhões-tanque só saíram com escolta.
Foi assim em Fortaleza, Salvador e no Rio.
Por lá, caminhoneiros bloquearam a saída da refinaria de Duque de Caxias.
Liberação, só para serviços essenciais.
“Carro de combustível para hospital, PM, Bombeiro, órgãos federais, saem daqui”, diz o caminhoneiro Marcelo Petino.
Em João Pessoa, o gerente de um posto que estava lotado foi morto durante uma tentativa de assalto. Um dos criminosos foi detido e chegou a ser agredido pelas pessoas.
Nem no Paraguai, o brasileiro se livrou das filas.
“Fila muito grande.
Mas fazer o que?
O brasileiro tem que ser guerreiro”, diz Gilberto Bis, marceneiro.
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