Por Valter Desiderio Barreto.
"Procura conhecer o estado das
tuas ovelhas; põe o teu coração sobre o gado". Pv 27.23
A cura do cego, descrita no
capítulo 9.22 de João, serve como pano de fundo ao discurso de Jesus registrado aqui.
Os líderes religiosos já
haviam determinado que qualquer pessoa que confessasse ser Jesus o Messias
fosse excomungada, expulsa da sinagoga.
Quando o cego curado persistiu
na sua lealdade a Jesus, "expulsaram-no"
(9.34). Existiam vários graus de
excomunhão; a forma mais severa, chamada querem, fazia com que o
excomungado fosse contado como virtualmente morto: não tinha licença de estudar
com outras pessoas, e ninguém devia lhe oferecer convívio - nem sequer indicar-lhe a direção a seguir quando
viajava.
Embora lhe fosse permitido
comprar os mantimentos para a sobrevivência, proibia-se que outras pessoas comessem ou bebessem com ele.
O cego curado fizera a escolha
certa, embora possa ter sentido pesar por ser rejeitado pelos líderes religiosos,
repudiado por todos que o viam passando pela rua e sem o direito ao convívio
com homens bons, o que o ajudaria em sua nova vida.
O Mestre, no entanto, não o
deixou desamparado.
Quando os falsos pastores
o colocaram fora do aprisco deles, Jesus, o Bom Pastor, procurou-o para abrigá-lo no seu aprisco.
Fechou-se a porta da
sinagoga; abriu-se a porta do reino dos céus.
É em face a tal situação
que Jesus declara: "Eu sou a porta das ovelhas... Eu sou o bom
Pastor".
O próprio Messias, o Pastor
de Israel, ofereceu acesso à segurança e ao gozo espiritual, cancelando a
sentença injusta dos falsos dominadores do rebanho, que nenhuma autoridade
tinham para admitir ou demitir pessoas na vida espiritual e na verdadeira
comunhão.
Jesus é a suprema
autoridade em assuntos espirituais, e quem nEle crê está livre da tirania de
falsos líderes religiosos.
Jesus, revelando tais
verdades, aplica a si mesmo duas expressões figuradas: Ele é a porta do aprisco das ovelhas e o Pastor das
ovelhas.
Trataremos das duas figuras
individualmente.
A Porta do Aprisco das Ovelhas
A porta ao ministério, "Na verdade, na
verdade vos digo que aquele que não entra pela porta do curral das ovelhas, mas
sobe por outra parte, é ladrão e salteador.
Aquele, porém, que
entra pela porta é o pastor das ovelhas.
A “este o porteiro
abre”.
Jesus sempre usava
como ilustrações assuntos que seus ouvintes pudessem entender.
A ilustração. A cena pertence à vida diária da Palestina.
A noite, as
ovelhas são levadas para o aprisco, um abrigo com altos muros e portão bem
protegido com ferrolhos, onde descansam sob a vigilância de um porteiro.
De manhã, cada
pastor chega e é admitido pelo porteiro mediante um sinal combinado; então,
cada um chama suas próprias ovelhas.
As ovelhas
seguem-no ao reconhecer a sua voz; não reconhecem a voz de um estranho, e o
próprio porteiro não admitiria um estranho.
Deste modo,
qualquer falso pastor, querendo furtar as ovelhas, teria de pular o muro.
A
interpretação. O Senhor indica as características da liderança espiritual: há modos
lícitos e ilícitos de se obter acesso às pessoas e assumir autoridade sobre
elas.
Há o caminho certo, divino, para entrar no ministério cristão, e há o
caminho errado e humano.
Quem quiser ministrar às
almas dos homens deve passar por Cristo, a Porta, sendo vocacionado e enviado
por ele, comovido pelo seu espírito de compaixão. É através dele que os
pastores assistentes têm acesso ao rebanho.
O ministério de Paulo deu
frutos porque ele entrou pela Porta, mediante a chamada de Cristo; por outro
lado, os filhos de Ceva "tentaram invocar o nome de Jesus" sem serem
servos de Cristo, e fracassaram (At 19.13-16).
Jesus chama de ladrão e salteador o pastor falso que entra no ministério por motivos egoístas - não para
fazer o bem às ovelhas, e sim para tirar vantagens delas, visando seus próprios
propósitos (Mt 7.15; At 20.29,30).
O Senhor dá a entender que
muitos queriam assumir a condição de pastor diante do rebanho de Deus sem ter
vocação na alma.
Eles insistiam nos seus
próprios privilégios e direitos, pensavam que as estreitas tradições que
representavam eram os mandamentos de Deus, afligiam as almas famintas e
angustiadas com suas próprias interpretações da Palavra de Deus e demonstravam,
de modo geral, não possuir acesso algum aos corações humanos.
As palavras de Jesus se referem
imediatamente aos líderes religiosos dos seus dias, que excomungaram um pobre
cego pela sua corajosa lealdade àquEle que lhe abrira os olhos, mas suas
advertências devem ser aplicadas aos eclesiásticos tirânicos de todos os tempos
e lugares, principalmente nos dias de hoje.
Ninguém pode cuidar do seu
próximo como verdadeiro pastor se não possuir real simpatia por ele.
"Todos quantos vieram
antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram" (v. 8).
Certamente não há aqui
nenhuma palavra contra os profetas e outros homens de Deus que vieram ao povo
antes de Cristo.
Jesus se refere, em
primeiro lugar, aos falsos profetas e falsos messias que arrogavam direitos que pertencem somente
a Cristo; em segundo lugar, refere-se a líderes religiosos sedentos pelo
poder, que alegam ter o domínio sobre as almas humanas que só a Cristo pode
pertencer; em terceiro lugar, há alusão aos sacerdotes e fariseus dos seus
dias, que usurpavam o direito de expulsar do aprisco os que reconhecessem ser Jesus o Cristo.
Isto foi por causa do seu
santo zelo e da sua paixão pelas almas?
Não.
Segundo o próprio Cristo,
foi por ciúmes da sua própria autoridade e prestígio (cf. Mt 23.1-33; Jo
11.47-53; 12.10,11).
Quem é representado pela
figura do "porteiro"? Talvez seja o Espírito Santo, supervisionando a
obra de vocacionar homens para o ministério cristão (cf. Jo 16.14; At 20.28;
13.2).
A porta para
a salvação. "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará,
e sairá, e achará pastagens" João 14.6.
O cego curado deve ter
pensado: "Graças a Deus! Os anciãos da sinagoga nenhum dano me podem
fazer; não podem admitir ou excluir ninguém do Reino de Deus.
Porém este
personagem, tão compassivo, tão semelhante a Deus, tão poderoso - Ele é a Porta."
Note as três
bênçãos que decorrem do ato de passar pela Porta para desfrutar da viva
comunhão com Cristo:
A segurança. "Salvar-se-á".
No contexto da vida na terra, "salvo" significa seguro, são,
protegido por Cristo e em Cristo, até que nossa comunhão com Ele, além dos limites
da morte, se revele na forma de salvação eterna. Pela sua contínua proteção,
"o Senhor me livrará de toda a má obra, e guardar-me-á para o seu reino
celestial" (2 Tm 4.18).
A liberdade. "Entrar
e sair" é frase freqüentemente empregada para expressar o livre uso da
moradia por parte de quem habita no seu lar.
O crente que entra em comunhão
com Deus, recebendo a salvação, não "entra e sai" com respeito àquele
relacionamento, e sim, como filho de Deus, desfruta da familiaridade da comunhão com Deus.
O sustento. "Achará
pastagens". Acham-se em Cristo todas as coisas de que a alma necessita
para seu crescimento espiritual.
A idéia de
"pastagens" pode ser aplicada também aos "meios da graça"
- a oração, a Palavra, a comunhão com o povo de Deus nos cultos públicos.
Cristo, o Pastor das Ovelhas
O relacionamento das almas
com Cristo é comparado ao da ovelha com o pastor. Tal ilustração é corriqueira
nas Escrituras (Sl 23; 80.1; Is 40.11; Ez 34; Mq 5.4; Zc 13.7; Hb 13.20; 1 Pe 2.25).
A ilustração fala muitas
coisas ao nosso coração, especialmente quando levamos em conta certas
semelhanças entre as ovelhas e os homens.
Os homens tendem a seguir um líder;
facilmente se extraviam (espiritualmente); precisam de proteção; necessitam de
sustento.
Notemos o que o Pastor faz em prol das suas ovelhas.
Conduz
suas ovelhas. "E, quando tira para
fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem
a sua voz" (v. 4). Como disse Davi: " Guia-me mansamente a águas
tranquilas... guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome" (Sl
23.2,3).
Ele guia e
conduz mediante o seu exemplo. Esta a mais sublime forma de liderança (Jo 13.15; 1 Pe 2.21; 1 Jo 2.6).
Diferentemente dos falsos pastores que buscam a
popularidade, Ele conduz as ovelhas,
vai adiante delas, e não as segue.
O falso pastor dá às
ovelhas o que elas querem; o verdadeiro pastor dá-lhes aquilo de que necessitam
Arão era um
verdadeiro sacerdote, mas caiu em grave erro quando seguiu as vontades do povo
(Ex 32.1-5).
Conduz, e não
impele. Uma das características do Messias é sua ternura e mansidão (Is 40.11; 1 Pe 5.2).
Conhece suas
ovelhas. "As ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelos nomes às suas ovelhas...
e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão
o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos"
(v. 3,4,5). Como disse Davi: "O Senhor é o meu pastor".
As almas sequiosas imediatamente reconhecem seu Pastor (1 Pe 2.25). Certo hindu que confessou a Cristo como Salvador, logo ao ouvir o
primeiro sermão, disse que havia quatro anos estava procurando a vida eterna:
"Minha vida estava
repleta de imperfeições e pecados. Minha consciência de culpa me
sobrecarregava. Durante dias e noites eu derramava lágrimas amargas.
Finalmente, numa agonia de desespero, lancei-me ao chão e clamei ao Poder que
me deu a existência, pedindo que enviasse alguém para me salvar. Clamei por
misericórdia e confessei o meu pecado. Naquele instante, deixei tudo por conta
daquele Poder. Muitas vezes tenho imaginado como seria aquEle que o Poder
Sublime enviaria a mim. Reconheci-o, portanto, imediatamente, ao ouvir o
sermão. Faz alguns anos que já estava confiando em Jesus, sem, porém, saber por
qual nome deveria chamá-lo".
O homem ouviu a voz do
Pastor através do sermão, reconhecendo-o imediatamente.
Ele nos
conhece pelo nome (Is 43.1; 45.3; 49.1; Ap 3.5;
Ap 2.17). Temístocles gabava-se de conhecer os nomes dos vinte mil cidadãos de
Atenas.
O Pastor Divino conhece os
nomes dos seus milhões de ovelhas, bem como cada aspecto de suas
personalidades.
Várias pessoas na Bíblia tiveram a íntima experiência de serem
chamadas pelo nome em conversa com o Senhor: Abraão, Moisés, Saulo de Tarso, Ananias (At 9) e Pedro, Maria (Jo
20) e Samuel, entre outras.
As ovelhas o
conhecem e o seguem. Viajantes no Oriente Próximo têm comprovado muitas vezes que nenhum
disfarce de roupas, voz, gestos, de saber os nomes das ovelhas, faz com que as
ovelhas se confundam quanto ao seu verdadeiro pastor.
Naquelas regiões, há
profundos laços de simpatia, afeição e reconhecimento entre o pastor e suas
ovelhas; o pastor reconhece cada uma das ovelhas, que parecem idênticas ao
olhar do estranho, e elas, apesar da sua pouca inteligência, reconhecem o
pastor.
Ele dá vida
às ovelhas. "O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que
tenham vida, e a tenham em abundância".
O Senhor ainda tem em mente
o falso pastor, o ladrão das almas - o homem que, sem real amor pela causa, se
estabelece como líder religioso baseado no seu próprio egoísmo, o homem que não
deseja que as ovelhas tenham livre acesso ao Reino dos Céus (Mateus 23.13).
No sentido mais amplo, a
palavra "ladrão" pode representar Satanás, o inimigo das nossas almas, que quer nos despojar da nossa paz e
alegria, e dar o golpe derradeiro em nossa vida espiritual.
Em contraste com a obra dos
falsos pastores, Jesus declara: "Eu vim para que tenham vida, e a tenham
em abundância". Jesus oferece a plenitude da vida.
O melhor comentário acerca
destas palavras encontra-se no Salmo 23, o Salmo do Bom Pastor. Não fomos
vocacionados para viver uma vida de fraqueza e incapacidade; e sim para que tenhamos
a vida abundante, a vida vitoriosa. Muitas pessoas simplesmente existem; Cristo
quer que vivam.
O Pastor
morre pelas ovelhas. "Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a vida pelas ovelhas."
Jesus assim se destaca do mercenário (v. 12), que pensa ser o pastorado uma profissão, como a de
porqueiro, vinhateiro, pedreiro, advogado, médico ou negociante.
O mercenário não se
preocupa com as ovelhas; procura apenas salário.
Sua disposição não é ver o
quanto pode dar de si às ovelhas, e sim o quanto pode arrancar delas.
E natural que fuja quando
se aproxima o perigo, porque o motivo dominante no seu trabalho é a
autopreservação.
Em contraste com tal
atitude, o objetivo do verdadeiro pastor é procurar para suas ovelhas uma vida
mais abundante.
Na Palestina, a devoção dos
pastores às suas ovelhas muitas vezes tem levado alguns deles a morrer na luta
contra feras ou salteadores.
O Senhor Jesus considera a
raça humana necessitada como rebanho seu (Mt 9.36), fazendo pelas suas ovelhas
o supremo sacrifício.
Não somente morreu em prol
delas, como também ressuscitou para lhes dar a vida (Hb 13.20) - voltou para o
Céu com a intenção de levá-las consigo.
Removeu a peçonha da taça da morte, para
transformá-la em simples soporífico visando o despertar saudável, de modo que
seus seguidores possam dizer, como Davi: "Ainda que eu ande pelo vale da
sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo".
Ensinamentos Práticos:
1. "Eu sou a porta″. O cego curado foi expulso da igreja oficial, mas sua excomunhão o
promoveu, porque passou da sinagoga para o Salvador.
Podiam
excluí-lo de uma instituição, mas não do Céu. "Eu sou a
porta", disse Jesus.
Muitas
pessoas piedosas e tementes a Deus têm sido excluídas das instituições
denominadas “igrejas” durante a história da cristandade, e isto não é de se estranhar, porque o próprio Senhor tem sido excluído
de tantas delas!
Veja
Apocalipse 3.20. Certas igrejas, como a de Laodicéia, que deixam Cristo fora da porta, são mais clubes religiosos do que
congregações que comportam as igrejas de Cristo, e há mais vantagem espiritual
em ficar fora delas.
Ao longo dos séculos, a instituição
religiosa denominada igreja que se tornou mundana tem excomungado e destruído
a muitos, denunciando-os como "hereges", por terem deixado a consciência, iluminada pela Palavra de Deus, ser o árbitro das suas vidas.
Líderes eclesiásticos,
pensando possuir as "chaves do reino do Céu", imaginam que podem
excluir pessoas do céu.
Não podem, no entanto,
separar de Cristo estas nobres almas, nem afastá-las daquele que é "santo,
o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e
fecha, e ninguém abre" (Ap 3.7).
O Senhor Jesus se opõe a
qualquer forma de exclusão injusta: repreendeu os discípulos quando queriam
afastar as crianças dos seus ternos cuidados e quando queriam excluir um obreiro desconhecido do privilégio
do serviço (Lucas 9.49,50).
Profissionalismo
religioso. Por que os fariseus excomungaram o cego curado por sua lealdade a
Cristo?
Seja qual tenha sido a
explicação deles, Jesus mostrou, no seu discurso, que o motivo real foi o
profissionalismo.
Os líderes religiosos
haviam caído no erro que prende os potentados eclesiásticos, a saber, que o
povo existe em prol deles, e não eles para servir ao povo.
Quando, portanto, o cego
curado não se dobrou diante das vontades deles, quando não aceitou suas
opiniões, quando refutou os seus argumentos, então deram vazão à sua
ira, com ultrajes e exclusão de privilégios religiosos.
O profissionalismo surge
quando o pastor usa sua posição e as pessoas como trampolim para sua
autopromoção, realização profissional em posição e salário.
Passa a ser o
"mercenário" que vive às custas das pessoas, e não em prol delas.
Não entra no ministério através da porta que é Cristo; força caminhos
por meios humanos.
O obreiro cristão é dominado pelos
únicos motivos aceitáveis: amor a Cristo e paixão pelas almas.
Ovelhas
doentes são logradas. Pastores no Oriente dizem que em caso de doença as ovelhas podem ser
induzidas a seguir um falso pastor.
O mesmo se pode dizer da
vida espiritual.
Embora seja possível
crentes sinceros serem levados a seguir um falso mestre disfarçado em manto de
piedade e fidelidade à sã doutrina, geralmente quando as esses servos do Senhor ficam longe
da comunhão com Deus e espiritualmente frias, que se tornam presas fáceis de
falsas seitas e invencionices religiosas ( 1 Timóteo 1.5,6; 2 Timóteo 3.5,6).
Paulo deseja ardentemente que cada crente seja edificado: "Até que todos
cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito,
à medida da estatura completa de Cristo.
Para que não sejamos mais meninos
inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos
homens que com astúcia enganam fraudulosamente" (Ef 4.13,14).
As ovelhas
ouvem a sua voz. Estas palavras sugerem o teste do discipulado; a palavra
"ouvir" significa ter atenção e obediência.
Se somos ovelhas de Cristo,
Igrejas vivas, obedecemos e seguimos a Ele, e não a homens.
Se somos ovelhas de Cristo,
o Pastor nos procurará e chamará mesmo quando andamos desgarrados e desobedientes.
Às vezes Ele nos acha em
situações vergonhosas: dias passados sem oração, com coração endurecido,
pensamentos cínicos, pecando por comissão ou por omissão.
Quantas vezes a sua voz já
nos despertou para uma renovação espiritual, em vida e obediência!
Comunhão e
serviço. "Entrará, e sairá". Há dois lados na vida espiritual.
Para termos um ministério
bem equilibrado, precisamos "entrar" em momentos de profunda
comunhão com Deus e "sair" para nossa obra cristã entre nossos
semelhantes.
Existe a tendência aos
extremos: alguns "entram", mas não "saem" em serviço ativo;
outros sempre estão "saindo" em atividades enérgicas, mas não
"entram" para receberem a renovação das forças e inspiração.
O Senhor Jesus é nosso
exemplo quanto a isto: antes do raiar do sol, estava a sós, em comunhão com
Deus; durante as horas úteis do restante do dia, servia aos homens.
A vida mais
abundante. Como crentes, possuímos a vida; será, porém, que já possuímos toda a sua
plenitude e abundância?
Temos a verdadeira alegria
de viver?
Estamos tendo sucesso em
nos sobrepujar às provações?
Estamos servindo ao Senhor
segundo o nosso próprio e fraco modo, ou na força do seu poder?
Cristo nos oferece a vida
mais abundante. Podemos assumir os deveres da nossa vocação em Cristo, sabendo que Ele não nos lançará em rosto as
nossas fraquezas, porque prometeu:
"Recebereis poder".
“Mas recebereis a
virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas,
tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”.
ATOS 1: 8.
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