Decreto publicado hoje propõe a
divulgação de informações sobre a falta de água e o debate de propostas,
mas há pouco espaço para que os prefeitos influenciem; presidente da
Sabesp também fica de fora.
Publicado no dia
04/02/2015 19:00
Adriana Spaca/Brazil Photo Press/Folhapress
Alckmin negou que haveria falta de água e agora tenta evitar que prefeitos integrem comitê para debater a crise.
Publicado no Diário Oficial de hoje (4), o Decreto 61.111 cria o colegiado, mas define que a participação de agentes públicos de fora do governo estadual se resumirá ao prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), e aos presidentes dos cinco consórcios de desenvolvimento metropolitano, todos sob convite.
Os prefeitos tinham pedido, em reunião com secretário Estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga, na última quinta-feira (28), que o governo Alckmin instalasse o comitê de crise e elaborasse planos de contingência do uso de água e de comunicação sobre a situação.
E que o colegiado contasse com a participação de todos os prefeitos da região metropolitana, do próprio secretário estadual e do presidente da Sabesp, Jerson Kelman.
Porém, além dos prefeitos, o presidente da Sabesp também não foi incluído entre os membros do comitê.
Farão parte do colegiado o próprio Braga e os secretários da Casa Civil, Edson Aparecido, da Saúde, David Uip, da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, do Meio Ambiente, Patrícia Iglecias, e o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Marco Aurélio Alves Pinto, da Polícia Militar.
Poderão ser convidadas a participar ainda a Federação da
Agricultura e Pecuária, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e
Turismo e a Federação das Indústrias (todas do estado de São Paulo), o
Instituto Akatu, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o
Instituto de Engenharia de São Paulo (Iesp), a Fundação SOS Mata
Atlântica, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e
representantes das universidades estaduais.
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