Com hélices e iluminação neon, engenhoca tem sido usada em cerimônias.
Anac diz que está desenvolvendo proposta de regulamentação do artefato.
O "sim" dos noivos agora pode ser visto e registrado de cima, do mais divino dos ângulos, com o uso de um objeto voador (cada vez mais) identificado, que agora passa a ter suas funções exploradas pelo lucrativo mercado casamenteiro: o drone.
Câmera tem hélices protegidas (Foto: Foto Studio
Equipe)
Equipe)
Monitorado por controle remoto, com hélices e iluminação neon, a engenhoca pode custar até R$ 10 mil ao bolso do casal.
"O boom do drone veio depois do casamento do Naldo com a Moranguinho.
As imagens são como se os convidados estivessem assistindo ao casamento.
Eu usei durante muito tempo a grua e, há um ano, comecei a usar drone nas cerimônias.
Falo para todas as noivas: a câmera não chama mais atenção que elas.
Na hora do jantar, eu faço uma edição e coloco a imagem da igreja para todo mundo ver.
As pessoas acham fenomenal.
Como precisamos de três pessoas para operar o drone, cobramos em média R$ 10 mil", explica o diretor da Foto Studio, Reynaldo Cavalcanti.
Thais e Filipe optaram pelo uso do drone no casamento (Foto: Lucas Magno)
A advogada Thais Amaro e o engenheiro Filipe Ferreira moravam em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.
O engenheiro recebeu uma proposta para trabalhar no México e os noivos decidiram realizar a cerimônia em Tulum, no caribe mexicano.
Para captar a paisagem paradisíaca, eles procuraram o fotógrafo Lucas Magno, que começou a fazer registros com o drone em 2014.
"É um ponto de vista diferente, que quase ninguém tem e quase ninguém faz.
Além disso, sabíamos que seria perfeito para
O drone captou com perfeição as cores e o espaço em que nós dois e todos os nossos convidados estávamos inseridos", contou a advogada.
O
casal carioca Thais e Filipe decidiu se casar no caribe mexicano e usou
o drone para registrar a bela paisagem (Foto: Lucas Magno)
Para fazer as fotos em Tulum, Magno, que possui um drone de médio porte com uma GoPro acoplada, começou a treinar em lugares abertos.
Como o aparelho possui hélice, ele explica que o ideal foi fazer o voo na água e em locais onde não houvesse risco de algum acidente.
"Aqui no Brasil eles vão apertar a legislação porque é um aparelho que pode machucar dependendo do tamanho.
Eu, por exemplo, não tenho como ficar voando em cima das pessoas.
Como o casamento foi na praia, eu fiz a orla, a areia, voei na água, porque tem uma hélice e pode cortar e machucar alguém", afirmou o fotógrafo.
Em nota, a Anac afirmou que está em processo de desenvolvimento da proposta de regulamentação de operações não experimentais de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas por civis em áreas segregadas.
A proposta deverá ser submetida ao processo de audiência pública este ano.
A Anac afirma ainda que avaliará caso a caso os requerimentos para esse tipo de operação.
De acordo com a agência, para operar o equipamento é necessário possuir o Certificado de Aeronavegabilidade de Voo Experimental (Cave).
Para operar um drone é necessário fazer uma solicitação à agência reguladora e aguardar a análise técnica, que dará, ou não, a permissão.
Sem o Cave não é permitida a operação e o dono do equipamento está sujeito às penalidades criminais.
'Hélices protegidas'
Para garantir a segurança, o fotógrafo Reynaldo Cavalcanti diz que usa hélices protegidas e que faz as imagens onde não há pessoas embaixo.
"Sempre tem um assistente e ele tem horas de voo pra isso.
Não coloco quem está aprendendo agora para ir a um casamento.
Eu faço as imagens no corredor da igreja, na parte do altar onde não estão os padrinhos.
Têm alguns cuidados e, ao mesmo, tem segurança também", disse.
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