Ex-deputado se envolveu em acidente que matou dois jovens, em 2009.
Exame que comprova embriaguez dele na ocasião será desconsiderado.
Processo se arrasta há cinco anos e ainda não foi julgado em primeira instância (Foto: Reprodução/ RPC TV)
O ex-parlamentar responde pela morte de dois jovens, em um acidente de trânsito no ano de 2009, em Curitiba.
Na ocasião, foi constatado que ele dirigia em alta velocidade, com a carteira de habilitação suspensa e ainda com indícios de embriaguez.
A decisão do TJ-PR não excluiu as denúncias formuladas pelo Ministério Público contra Carli Filho.
Ele deverá responder na Justiça por duplo homicídio com dolo eventual, ou seja, quando se assume o risco de matar.
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Por outro lado, o TJ-PR decidiu retirar do processo um exame
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O motivo apontado pelos desembargadores é que o material foi colhido enquanto o ex-deputado estava hospitalizado e, portanto, sem condições de decidir se queria ou não fornecer o material, que serviria de prova para comprovar a falta de condições para dirigir.
Os desembargadores levaram em conta o princípio constitucional de que ninguém é obrigado a produzir provas contra si.
Processo se arrasta
Embora o acidente tenha acontecido há cinco anos, Carli Filho sequer foi julgado em primeira instância pelo acidente.
A cada novo movimento processual, a defesa do ex-deputado produz recursos em instâncias superiores, retardando o julgamento do caso.
Ainda que seja condenado, ele poderá continuar recorrendo das decisões judiciais e o trânsito em julgado - quando os recursos já não são mais possíveis - pode levar anos até acontecer.
Conforme os laudos da Polícia Científica, o ex-deputado estava dirigindo o carro em uma velocidade que pode variar de 161 km/h a 173 km/h.
A avenida onde aconteceu o acidente tem velocidade máxima permitida de apenas 60 km/h.
Com a repercussão negativa em torno da imagem do então parlamentar, ele deixou a vida pública.
Já os pais dos jovens mortos ainda mantêm campanhas de conscientização contra a embriaguez ao volante.
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