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quinta-feira, maio 08, 2014

TJ-PR decide pela terceira vez que Carli Filho vai a Júri Popular

Ex-deputado se envolveu em acidente que matou dois jovens, em 2009.
Exame que comprova embriaguez dele na ocasião será desconsiderado.

 

Do G1 PR

Carli Filho (Foto: Reprodução/ RPC TV) 
Processo se arrasta há cinco anos e ainda não foi julgado em primeira instância (Foto: Reprodução/ RPC TV)
 
 
O Tribunal de Justiça do Paraná decidiu, nesta quinta-feira (8), que o ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho deverá ser submetido ao júri popular. 

O ex-parlamentar responde pela morte de dois jovens, em um acidente de trânsito no ano de 2009, em Curitiba. 

Na ocasião, foi constatado que ele dirigia em alta velocidade, com a carteira de habilitação suspensa e ainda com indícios de embriaguez.

A decisão do TJ-PR não excluiu as denúncias formuladas pelo Ministério Público contra Carli Filho. 

Ele deverá responder na Justiça por duplo homicídio com dolo eventual, ou seja, quando se assume o risco de matar.

Por outro lado, o TJ-PR decidiu retirar do processo um exame laboratorial que comprova a embriaguez de Carli Filho. 

O motivo apontado pelos desembargadores é que o material foi colhido enquanto o ex-deputado estava hospitalizado e, portanto, sem condições de decidir se queria ou não fornecer o material, que serviria de prova para comprovar a falta de condições para dirigir. 

Os desembargadores levaram em conta o princípio constitucional de que ninguém é obrigado a produzir provas contra si.

Processo se arrasta

Embora o acidente tenha acontecido há cinco anos, Carli Filho sequer foi julgado em primeira instância pelo acidente. 


A cada novo movimento processual, a defesa do ex-deputado produz recursos em instâncias superiores, retardando o julgamento do caso. 

Ainda que seja condenado, ele poderá continuar recorrendo das decisões judiciais e o trânsito em julgado - quando os recursos já não são mais possíveis - pode levar anos até acontecer.

Conforme os laudos da Polícia Científica, o ex-deputado estava dirigindo o carro em uma velocidade que pode variar de 161 km/h a 173 km/h. 

A avenida onde aconteceu o acidente tem velocidade máxima permitida de apenas 60 km/h. 

Com a repercussão negativa em torno da imagem do então parlamentar, ele deixou a vida pública.

Já os pais dos jovens mortos ainda mantêm campanhas de conscientização contra a embriaguez ao volante.

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