Vivemos num estado completamente degradado pela incompetência, ingerência e ganancia.
Vivemos num estado onde as autoridades maltratam o cidadão como algo absolutamente comum, cultural, onde a desfaçatez, o cinismo e a dissimulação são rituais desses mesmos políticos que se cumprimentam, riem, fazem o "V" da vitória em suas campanhas e discursam inflamadamente com as promessas de sempre.
Possuem uma postura até humilde quando fazem campanha, mas quando ganham, no dia seguinte, o discurso muda, o semblante muda, assim como o tom de voz.
O poder transforma.
Antigamente políticos ficavam melindrados quando eram criticados, hoje, perderam a vergonha.
Debocham das críticas e não estão nem aí se são descobertos roubando ou não.
Se fecham em suas patotas e que se dane o resto.
São essas situações que produzem Brasil afora mortos pelo descaso.
Mortos pelo corporativismo.
Se fôssemos um país moral, com leis cumpridas, com respeito, com políticos sérios e fiscalizadores com o bem do povo e valorizadores das profissões - muitas mortes, sejam elas no serviço público ou particular não aconteceriam.
O Brasil fica no papel.
Fica na sindicância.
Julga no papel, mas não corta na carne.
Volto a dizer que estamos vivendo uma crise permanente de imoralidade.
Estamos caminhando por uma sala escura e já caímos no precipício: inflação, violência aumentando, valores invertidos e o governo fingindo que está tudo bem.
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