Banners


Create your own banner at mybannermaker.com!

terça-feira, fevereiro 12, 2013

Carro alegórico toca fio elétrico, pega fogo e deixa 4 mortos em Santos

Acidente foi na saída do sambódromo. Desfiles foram suspensos.
Carro era o último da escola a desfilar e fazia homenagem a Pelé.

Alexandre Lopes Do G1 Santos
114 comentários
Incêndio no carro alegórico da Sangue Jovem deixou mortos e feridos (Foto: Luiz Lima/G1)Incêndio no carro alegórico da Sangue Jovem deixou mortos e feridos (Foto: Fulvio Feola/G1)
carro pelé sangue jovem (Foto: Fulvio Feola/G1) 
O carro em homenagem a Pelé, durante
o desfile (Foto: Fulvio Feola/G1)
 
sambódromo santos sem luz (Foto: Mariane Rossi/G1) 
Sambódromo ficou sem luz após o acidente
(Foto: Mariane Rossi/G1)
 
Um incêndio em um carro alegórico matou quatro integrantes da escola de samba Sangue Jovem na madrugada desta terça-feira (12) em Santos, no litoral de São Paulo, deixou o Sambódromo às escuras e levou ao cancelamento dos desfiles do grupo especial do carnaval na cidade.

Presente na alegoria durante a passagem da agremiação, pertencente a uma torcida do Santos Futebol Clube, o ex-jogador Coutinho lamentou o acidente. "É triste. Infelizmente as pessoas acabam perdendo os entes queridos em um piscar de olhos. Lamentável mesmo", disparou o ex-atacante.

O fogo começou por volta da 1h10. O último dos três carros da escola tocou fios elétricos em um poste na área de dispersão logo após o fim do desfile. 

Segundo os bombeiros, três pessoas moreram no local e uma morreu o Pronto-Socorro da Zona Noroeste. Por volta das 3h, seis feridos em estado grave eram atendidos em hospitais da cidade.

Com o acidente, o fornecimento de energia para 6.000 casas foi interrompido na Zona Noroeste de Santos. A passarela Dráusio da Cruz também ficou sem energia.

O carnaval deste ano é o primeiro após uma grande reforma na passarela do samba de Santos. Prédios foram construídos para abrigar a imprensa e os camarotes.
(O G1 transmitiu o desfile ao vivo; saiba como foi.)

carnaval incêndio santos fogo  (Foto: Editoria de Arte/G'1)
Coutinho se salvou

Segundo testemunhas, as quatro vítimas que morreram eram pessoas da chamada "ala da força", responsável por empurrar o carro, que prestava uma homenagem ao ex-jogador de futebol Pelé.


O carro levava várias crianças e o ex-jogador Coutinho, mas eles desceram antes do acidente e não se feriram.

A escola Sangue Jovem é formada por integrantes da torcida organizada homônima do Santos Futebol Clube. Foi a segunda a se apresentar durante a madrugada. Depois dela, três escolas ainda se apresentariam: Unidos dos Morros, X-9 e União Imperial.

Interrupção dos desfiles

Por volta das 2h40, os organizadores do carnaval anunciaram ao público que não haveria mais desfiles nesta noite. Após o anúncio, milhares de pessoas que ainda estavam no Sambódromo se deram as mãos e fizeram um minuto de silêncio.


A decisão de interromper o desfile foi tomada em uma reunião com todos os presidentes das escolas de samba do grupo especial e o prefeito Paulo Alexandre Barbosa.

"É uma tragédia que tivemos na cidade", disse o prefeito, em pronunciamento no Sambódromo. "Não existe clima para a continuidade do desfile. É um momento de extrema tristeza", completou.

Barbosa não informou se os demais desfiles serão realizados na noite de terça ou em outro dia.

incêndio carro alegórico santos (Foto: G1 Santos)Incêndio em carro alegórico em Santos (Foto: G1 Santos)

Incêndio em carro alegórico deixa mortos em Santos, dizem bombeiros

Carro da escola Sangue Jovem teria batido em fiação de energia elétrica.
Segundo o Samu, três pessoas teriam morrido na madrugada desta terça.

Incêndio no carro alegórico da Sangue Jovem deixou mortos e feridos (Foto: Luiz Lima/G1)Incêndio no carro alegórico da Sangue Jovem deixou mortos e feridos (Foto: Luiz Lima/G1)
Um carro alegórico da escola de samba Sangue Jovem, de Santos, no litoral de São Paulo, pegou fogo por volta da 1h15 desta terça-feira (12). O fogo começou logo após o desfile da escola, que disputa o título do grupo especial do carnaval da cidade. 

Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros e do Samu, três pessoas morreram. De acordo com a Polícia Militar, que também esteve no local, o número de mortos pode ser maior (acompanhe a cobertura ao vivo).

Ainda segundo o Corpo de Bombeiros, o veículo pegou fogo ao bater em uma fiação de energia elétrica após a saída do sambódromo. Não há informação sobre o número de feridos. Com o acidente, o fornecimento de energia foi interrompido em algumas ruas da Zona Noroeste de Santos.

A passarela Dráusio da Cruz também ficou sem energia. Ainda não havia previsão para o recomeço dos desfiles das demais escolas de samba.

O carro que pegou fogo prestava uma homenagem ao craque Pelé. A escola, que é formada por torcedores de uma organizada do Santos Futebol Clube, foi a segunda a se apresentar durante a madrugada.

Carro da Sangue Jovem pegou fogo na saída do sambódromo (Foto: Luiz Linna / G1)Carro da Sangue Jovem pegou fogo na saída do sambódromo (Foto: Luiz Linna / G1)

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Papa Bento XVI vai renunciar ao pontificado em 28 de fevereiro

Ele fez o anúncio pessoalmente nesta segunda-feira (11) no Vaticano.
Pontífice disse que deixa o cargo por não ter mais forças para exercê-lo.

Do G1, em São Paulo
1589 comentários
 
O Papa Bento XVI vai renunciar a seu pontificado em 28 de fevereiro.
Bento XVI anunciou a renúncia pessoalmente, falando em latim, durante um encontro de cardeais.

O discurso foi feito entre as 11h30 e 11h40 locais (8h30 e 8h40 do horário brasileiro de verão), segundo o Vaticano. A Rádio Vaticana publicou o áudio.

O Vaticano afirmou que o papado, exercido pelo teólogo alemão desde 2005, vai ficar vago até que o sucessor seja escolhido, o que se espera que ocorra "o mais rápido possível" e até a Páscoa, segundo o porta-voz Federico Lombardi.
Em comunicado, Bento XVI, que tem 85 anos, afirmou que vai deixar a liderança da Igreja Católica Apostólica Romana devido à idade avançada, por "não ter mais forças" para exercer as obrigações do cargo.

O Vaticano negou que uma doença tenha sido o motívo da renúncia.
O pontífice afirmou que está "totalmente consciente" da gravidade de seu gesto.
"Por essa razão, e bem consciente da seriedade desse ato, com total liberdade declaro que renuncio ao ministério como Bispo de Roma, sucessor de São Pedro", disse Joseph Ratzinger, segundo comunicado do Vaticano.

Na véspera, Bento XVI escreveu em sua conta no Twitter: "Devemos confiar no maravilhoso poder da misericórdia de Deus. Somos todos pecadores, mas Sua graça nos transforma e renova".

Sucessor de João Paulo II, Bento XVI havia assumido o papado em 19 de abril de 2005, com 78 anos.

O Vaticano afirmou que a renúncia vai se formalizar às 20h locais de 28 de fevereiro (17h do horário brasileiro de verão).

Até lá, o Papa estará "totalmente encarregado" dos assuntos da igreja e irá cumprir os compromissos já agendados.

O Papa Bento XVI lê nesta segunda-feira (11) o anúncio de sua renúncia, durante reunião de cardeais no Vaticano. A imagem foi divulgada pelo jornal ' L'Osservatore Romano', do Vaticano (Foto: AP) 
O Papa Bento XVI lê nesta segunda-feira (11) o anúncio de sua renúncia, durante reunião de cardeais no Vaticano. A imagem foi divulgada pelo jornal ' L'Osservatore Romano', do Vaticano (Foto: AP)
 
O novo Papa será escolhido pelo conclave de cardeais, como de costume.

Rádio do Vaticano divulga áudio do discurso de renúncia do Papa

Bento XVI anunciou que vai encerrar o pontificado em 28 de fevereiro.
Renúncia foi lida em latim diante de cardeais no Vaticano.


A Rádio Vaticana divulgou nesta segunda-feira (11) o áudio do discurso em que o Papa Bento XVI anunciou, nesta segunda-feira (11), que vai renunciar ao pontificado em 28 de fevereiro.
Clique para ouvir (em latim).

Leia abaixo a íntegra do discurso em que ele, falando em latim, fez o anúncio durante uma reunião de Cardeais:

"Caros irmãos:

Convoquei-os para este consitório, não apenas para as três canonizações, mas também para comunicar a vocês uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. 

Após ter repetidamente examinado minha consciência perante Deus, eu tive certeza de que minhas forças, devido à avançada idade, não são mais apropriadas para o adequado exercício do ministério de Pedro. 

Eu estou bem consciente de qu esse ministério, devido à sua natureza essencialmente espiritual, deve ser levado não apenas com com palavras e fatos, mas não menos com oração e sofrimento.

Contudo, no mundo de hoje, sujeito a mudanças tão rápidas e abalado por questões de profunda relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e proclamar o Evangelho, é necessário tanto força da mente como do corpo, o que, nos últimos meses, se deteriorou em mim numa extensão em que eu tenho de reconhecer minha incapacidade de adequadamente cumprir o ministério a mim confiado. 

Por essa razão, e bem consciente da seriedade desse ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério como Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, confiado a mim pelos cardeais em 19 de abril de 2005, pelo qual a partir de 28 de fevereiro de 2013, às 20h, a Sé de Roma, a Sé de São Pedro, vai estar vaga e um conclave para eleger o novo Sumo Pontífice terá de ser convocado por quem tem competência para isso.

arte veja trajtetória do papa (Foto: 1)

Caros irmãos, agradeço sinceramente por todo o amor e trabalho com que vocês me apoiaram em meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. 

E agora, vamos confiar a Sagrada Igreja aos cuidados de nosso Supremo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e implorar a sua santa mãe Maria para que ajude os cardeiais com sua solicitude maternal, para eleger um novo Sumo Pontífice. 

 Em relação a mim, desejo também devotamente servir a Santa Igreja de Deus no futuro, através de uma vida dedicada à oração.

Vaticano, 10 de fevereiro de 2013.
BENEDICTUS PP. XVI"

Entenda

O Papa Bento XVI anunciou pessoalmente a renúncia a seu pontificado, nesta segunda-feira, em um discurso durante uma reunião de Cardeais para a canonização de três mártires.

O Vaticano afirmou que a renúncia será formalizada no dia 28 de fevereiro. 

O novo Papa será escolhido pelo conclave de cardeais, como de costume, e a expectativa é que a escolha aconteça até a Páscoa.

Em comunicado, Bento XVI, que tem 85 anos, afirmou que vai deixar a liderança da Igreja Católica Apostólica Romana devido à idade avançada, por "não ter mais forças" para exercer as obrigações do cargo. 

O Vaticano negou que uma doença tenha sido o motivo da renúncia.
Bento XVI foi eleito para suceder João Paulo II, um dos pontífices mais populares da história. Ele foi escolhido em 19 de abril de 2005, quando tinha 78 anos, 20 anos mais velho do que seu predecessor quando foi eleito.

Nos últimos meses, o Papa parecia cada vez mais frágil em suas aparições públicas, muitas vezes precisando de ajuda para caminhar. Em seu livro de entrevistas publicado em 2010, Bento XVI já havia falado sobre a possibilidade de renunciar, caso não tivesse condições de continuar no cargo.

A CORAGEM DE UMA REPORTER DA PARAÍBA

domingo, fevereiro 10, 2013

Em país sério Malafaia já estaria na cadeia, diz pastor Caio Fábio.



O pastor Caio Fábio (foto) afirmou que, se o Brasil fosse um país sério, o seu colega Silas Malafaia já “estaria na cadeia”, porque se trata de um “estelionatário e mentiroso”. RedeBrazuca.tv Pastor Caio Fábio
Ao comentar a entrevista que Malafaia deu à Marilia Gabriela, Caio Fábio escreveu que a fortuna do pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo está em nome de “laranjas”.

“Manda ele me processar”, escreveu Caio Fábio. “Eu sei como funciona o “esquema”. No fim tudo é dele. O avião é da “igreja”, mas, no fim, a “igreja” é dele. Aprendeu com Macedo. A escola é velha.”

Malafaia é o terceiro pastor mais rico do Brasil, com fortuna de R$ 300 milhões, na avaliação da Forbes. Malafaia disse que vai “ferrar” [processar] a revista americana porque pode provar que seu patrimônio é de apenas R$ 4,5 milhões, conforme está declarado em seu Imposto de Renda.

Caio Fábio associou Malafaia à Neisseria gonorrheae, que é a bactéria que causa a gonorreia. “Para mim, esse gonococo falante não levantaria os olhos”, escreveu. “Mas tem a coragem de mentir descaradamente para quem não conhece o “esquema” [de fortunas em nome de "larajas"].

“Outro dia eu o vi dizendo que nunca ganhou dinheiro da Iurd. Meu Deus! Mandem ele dizer isso para mim. Ele dizia: “Por favor, Caio, não denuncie a Iurd, pois, se você o fizer, terei que bater em você, e não quero, pois sei que você é um homem de Deus. Mas não posso deixar de ganhar os 40 mil dólares [às vezes ele dizia 45] que eles me dão por mês. Eu terei que defendê-los”.

No programa “De Frente para Gabi”, Malafaia disse que não odeia os homossexuais, mas não pode aceitar o pecado da homossexualidade. “Eu amo os gays como amo os bandidos”, disse.
Caio Fábio afirmou que Malafaia “odeia sim” os homossexuais. “Tudo nele é ódio”, disse. “Até para falar de amor ele odeia. Se constrange quando se pede que ele repita algo sobre amor aos gays.”

Para ele, Malafaia não tem conhecimento para falar sobre genética, na questão da homossexualidade. “As bases ‘científicas’ dele são as de um burro. Ele é inteligente apenas para os burros.”

Caio Fábio disse que Malafaia é um pastor “seletivo e malandro” porque todos os seus argumentos são do Velho Testamento. “Dizer que a Bíblia manda que os ‘pastores’ sejam ricos, é blasfêmia contra o Evangelho”.

“[...] o Gonococolafaia disse que ‘Deus trabalha no regime de recompensa’. E tudo tem a ver com dinheiro. Deus nojento este do Silas. Não é melhor do que qualquer divindade pagã. Só não vê aquele a quem o diabo cegou o entendimento.”

“[Ele] é só uma matraca verborrágica. É uma ejaculação oral em estado de esparrame.. É nojento o ser que ele expressa.

Caio Fábio disse que, se Malafaia acredita em tudo que a Bíblia diz, que “então seja macho e diga por que não advoga, como manda a “Bíblia”, o apedrejamento dos gays e outros?”

Fonte: www.PauloLopes.com.br
Com informação do site do Caio Fábio.

A PRAÇA DA CIDADANIA DE PARAUAPEBAS NO PARÁ VIROU UM VERDADEIRO "MERCADO LIVRE" DE CD E DVD PIRATAS.


PIRATARIA: QUEM CONTRIBUI PARA A PRÁTICA DESSA CULTURA CRIMINOSA ?



























  



É copiar ou reproduzir músicas, livros e outras criações artísticas sem autorização do autor. 

Também é pirataria usar softwares que são vendidos pelas empresas, mas o usuário instalou sem pagar por eles. 

A pirataria é um grande problema para quem produz CDs, filmes, livros e softwares. 

Na área de informática, aproximadamente 41% dos softwares instalados em todo o mundo em 2009 foram conseguidos ilegalmente – link para a história em quadrinhos “Pirataria tem preço”.

No Brasil tudo que não presta vira cultura. 

Não vou me estender sobre o tema Pirataria, porque é muito vasto e amplo.

Vou tentar apenas, quantificar quantos são os responsáveis por essa prática criminosa que pelo que vemos, está muito longe uma solução por falta de interesse político e das nossas principais autoridades do país. 

Só posso dizer que só existe um prejudicado como vítima da PIRATARIA, não só Brasil, como também em outras partes do mundo. 

O autor que produz as obras pirateadas nos diversos segmentos culturais. 

Principalmente nas áreas da literatura e produções musicais.

Vou falar aqui, como uma das ínumeras vítimas no segmento literário,  que está vivendo um drama de pirataria internacional. 

Trata-se de um dos meus livros que está sendo comercializado pela internet através de uma livraria virtual sem a minha autorização há vários anos. 

E quem está praticando esse crime, é uma instituição de ensino superior americana, nos Estados Unidos. 

Fora essa minha situação que foge a regra geral da Pirataria principalmente no Brasil, o maior responsável por essa prática ilegal de comercialização de obras alheias, é o nosso regime capitalista que impõe ao empresariado brasileiro uma sobrecarga de tributação em tudo que produz e comercializa de forma extorsiva a tal ponto, que batemos o record de pagamento de impostos no mundo. 

Editar livros no Brasil é privilégio para poucos, dado o valor cobrado pelas editoras, que além de cobrar alto preço para a publicação de uma obra,  fica com 90% dos lucros da comercialização dos livros, caso o autor deixe por conta da mesma a distribuição e venda. 

O autor da obra fica com apenas 10% e isso só lhe é repassado depois de acumular várias vendas de sua obra, o que leva vários meses sem que o autor veja a cor do dinheiro oriundo das vendas de seu produto. 

As gravadoras, não ficam atrás dos editores. 

Cobram um absurdo para produzir um trabalho de um intérprete, e depois estabelece o valor do cd e dvd para distribuir nas lojas. 

À partir daí é que começa o trabalho dos "piratas" no mercado de consumo.

Com o preço dos novos lançamentos muito caro para os padrões dos trabalhadores brasileiros que ganham em média, pouco mais de um salário mínimo, surgem como que do nada, inúmeros CDs e DVDs vendidos nas ruas e praças das cidades por preços que cabem no bolso do cidadão assalariado, criando-se assim, um mercado paralelo, onde pessoas também desempregadas se arriscam a entrarem nesse tipo de negócio ilegal, que passa a ser a única forma de sobrevivência dos mesmos. É ilegal ? 

Com certeza que é, mas "fome tem cara de réu" como diz o dito popular, já que nossos governantes não buscam alternativas para abrirem portas de trabalhos para inúmeros pais e mães de família garantirem seus sustentos de forma honesta, os mesmos são obrigados a engrossarem a fila daqueles que a cada dia, ingressam nesse mercado "negro" da comercialização de produtos pirateados patrocinados por alguém que deve ter a "costa" muito larga, que não se intimida com a ação tímida de nossas autoridades, quando resolvem esporadicamente recolher tais produtos. 

Uma sugestão

Já que nossas autoridades fazem de conta que não estão vendo esse problema que está mais para social do que para "crime de pirataria", porque que não se faz uma triagem com todos os vendedores desses produtos piratas, cadastra-os, estabelece um valor de uma taxa a ser cobrada através de guia bancário sobre a quantidade dos produtos a serem comercializados, libera uma credencial tipo "vendedor ambulante", e faz o monitoramento dos mesmos através dos fiscais da prefeitura, e àqueles que não tiverem devidamente cadastrados, serão convidados a se legalizarem sob pena de terem todos seus produtos recolhidos e danificados posteriormente ? 

Agindo dessa forma, com certeza as gravadoras repensariam as suas políticas de cobranças pela produção e comercialização de CDs e DVDs. Todos sairiam ganhando. 

O artista receberia parte da taxa cobrada dos seus produtos pirateados através de critérios estabelecidos pela autoridade competente, o município também participaria da fatia do "bolo", e os desempregados que encontrariam nas vendas dos produtos pirateados, uma fonte de renda que lhe garantissem pelo menos, parte de seu sustento e de sua família, sem o perigo de a qualquer momento ter seus produtos recolhidos por representantes da Segurança Pública estadual.

Isso não seria uma forma de lagalização para uma prática criminosa, seria uma alternativa até se encontrar uma solução definitiva, para quem é obrigado a viver a margem da Lei, arriscando sua integridade física e moral garantindo-lhe assim, o mínimo necessário para sua sobrevivência numa sociedade tão desigual.

Valter Desiderio Barreto. 


'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível' 

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado
sob esse critério, vira mera sombra social. 

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali,
constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres
invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu
comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma
percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de
R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não
como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP
passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes,
esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me
ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',
diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma
garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha
caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra
classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns
se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo
pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e
serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num
grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei
o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e
claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de
refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem
barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada,
parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar
comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí
eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo
andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na
biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei
em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse
trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O
meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da
cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar,
não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a
situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se
aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar
por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse
passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. 
Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.

Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa
deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. 

Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. 

São tratados como se fossem uma 'COISA'

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado
sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali,
constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres
invisíveis, sem nome'. 
 
Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu
comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma
percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.

Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de
R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não
como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP
passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes,
esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me
ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',
diz.

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma
garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha
caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra
classe, varrendo rua com eles. 
 
Os garis mal conversavam comigo, alguns
se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo
pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e
serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num
grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. 
 
Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e
claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou a 
 
latinha de
refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem
barata, tem de tudo. 
 
No momento em que empunhei a caneca improvisada,
parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar
comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí
eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo
andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na
biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei
em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse
trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. 
O
meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da
cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar,
não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a
situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se
aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar
por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse
passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais.
Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.

Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa
deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe.

Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome.

São tratados como se fossem uma 'COISA'

Coragem Jornalista fala no ar toda a verdade sobre o carnaval e é demitida da emissora

sábado, fevereiro 09, 2013

Ladrões dos Púlpitos - Verdade sobre o dizimo

Veja fotos em 360º de expedição brasileira à Antártica

G1 acompanha expedição de cientistas e militares pelo Polo Sul.
Imagens mostram Estação Comandante Ferraz e avião Hércules C-130.


O G1 acompanha esta semana uma expedição de cientistas e militares pela Antártica. Abaixo, você confere quatro fotos em 360° feitas do continente gelado.

As três primeiras imagens mostram a Estação Comandante Ferraz. Na quinta-feira (7), os contêineres que formarão o novo Módulo Antártico Emergencial (MAE) começaram a ser posicionados. Essa base deve ficar pronta até março e substituirá a antiga, destruída por um incêndio há um ano.

A quarta foto é do avião Hércules C-130, após pousar na base chilena Eduardo Frei, na Ilha Rei George.

Protesto na web contra Renan passa de 1,2 milhão de assinaturas

Objetivo é pedir ao Congresso o 'impeachment' do presidente do Senado.
G1 procurou assessoria do senador, mas não obteve resposta.

Do G1, em Brasília
 
156 comentários
 
Uma petição online que pede o "impeachment" do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se espalhou pelas redes sociais e recolheu mais de 1,22 milhão de assinaturas entre o dia 1º, quando ele se elegeu para a presidência da Casa, até o início da tarde deste sábado (9).

O presidente do Senado, Renan Calheiros (Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado) 
O presidente do Senado, Renan Calheiros
(Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado)
 
O objetivo, segundo a petição, é levar as assinaturas para o Congresso e "exigir a revogação" do senador. Calheiros foi denunciado pelo Ministério Público Federal pelo suposto uso de notas fiscais frias a fim de justificar, em 2007, renda suficiente para pagar a pensão de uma filha.

O G1 procurou a assessoria do senador, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
De acordo com o texto do abaixo-assinado, o objetivo é coletar as assinaturas de 1% do eleitorado, o que permitiria a apresentação de um projeto de lei de iniciativa popular, como o da Lei da Ficha Limpa, por exemplo. Segundo o abaixo-assinado, 1% corresponde a 1,36 milhão de eleitores - conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 1% equivale a 1,4 milhão.

Mas, mesmo com número suficiente de assinaturas, segundo a Mesa Diretora do Senado, um processo desse tipo deve se iniciar como forma de denúncia no Conselho de Ética e não como um projeto de lei. Qualquer cidadão, parlamentar ou pessoa jurídica pode fazer essa representação no Conselho de Ética.

saiba mais
 
"Vamos conseguir 1.360.000 assinaturas (1% do eleitorado nacional), levar esta petição para o Congresso e exigir que os Senadores escutem a voz do povo que os elegeu. [...] Vamos usar o poder do povo agora para exigir um Senado limpo", afirma o texto da petição.

As denúncias

Em 2007, Renan Calheiros apresentou notas referentes à suposta venda de bois para se defender da suspeita de que a pensão da filha era paga por um lobista de uma empreiteira. O escândalo levou à renúncia de Renan comando do Senado em 2007.

Por conta das acusações, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, denunciou no fim de janeiro o senador pelos crimes de peculato, utilização de documento falso e falsidade ideológica. O senador teria apresentado notas frias para comprovar um serviço não prestado ao seu gabinete. O Supremo Tribunal Federal ainda precisa decidir se aceita ou não a denúncia.

Antes da votação que o elegeu presidente do Senado, Renan discursou e falou sobre ética.

“Alguns aqui falaram sobre ética, e seria até injusto com este Senado, que aprovou celeremente, como nunca tão rapidamente outra matéria, a Lei da Ficha Limpa, demonstrando que esse é compromisso de todos nós. Eu queria lembrar que a ética não é objetivo em si mesmo. O objetivo em si mesmo é o Brasil, é o interesse nacional. A ética é meio, não é fim. A ética é dever de todos nós."

Manifestantes bloqueiam pista no sentido Consolação da Paulista

Cerca de 200 pessoas participam do protesto na tarde deste sábado.
Grupo fechou totalmente cruzamento da Paulista com a Rua Augusta.

Rafael Sampaio Do G1 São Paulo
32 comentários
 
Manifestantes bloqueiam pista sentido Consolação da Paulista (Foto: Rafael Sampaio/G1)Manifestantes bloqueiam pista da Avenida Paulista, no sentido Consolação (Foto: Rafael Sampaio/G1)
 
Um grupo de manifestantes fechou a pista da Avenida Paulista, no sentido Consolação, na tarde deste sábado (9) em protesto contra a eleição do senador Renan Calheiros (PMDB) para a presidência do Senado. A Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) estima que 200 pessoas participaram da manifestação.

O protesto, marcado pela internet, começou às 14h no vão livre do Masp, segundo um dos organizadores, Rafael Frota Carvalho, de 35 anos, líder do movimento "Quero o Fim da Corrupção".

O trânsito ficou complicado na avenida, já que o grupo fechou totalmente a pista na esquina da Paulista com a Rua Augusta por volta de 16h40. Na sequência, o grupo seguiu no sentido da av. Brigadeiro Luiz Antonio, fechando a outra pista da avenida, e voltou para o Masp, por volta das 17h20.

Carvalho considera simbólico fazer o protesto no carnaval. "A gente optou pelo carnaval porque o povo para nessa época do ano. Então perder alguns minutos e se interessar pelo que acontece no país é importante."

Para o organizador do protesto, Calheiros "assumiu a culpa" ao renunciar, no passado, ao cargo de presidente do Senado para não sofrer um processo de cassação. "Nosso Senado Federal é um dos mais caros do mundo", reclamou.

Protesto na Avenida Paulista reuniu cerca de 200 pessoas (Foto: Rafael Sampaio/G1)Protesto na Avenida Paulista reuniu cerca de 200 pessoas (Foto: Rafael Sampaio/G1)

Com relação ao aumento no valor da passagem do transporte público de Parauapebas, a Prefeitura esclarece que:


 





O Ministério Público (MP) sugeriu, após análise da documentação apresentada pela Central de Vans que gerencia o segmento de transporte coletivo de Parauapebas, que a Prefeitura autorize o reajuste da passagem até o valor de R$ 2,00 (dois reais), mediante o compromisso que, até julho de 2013, seja renovada a frota atual no percentual mínimo de 5% (cinco por cento), visando o equilíbrio do sistema econômico-financeiro dos que prestam o serviço de transporte coletivo. 

 A Prefeitura está analisando a sugestão do MP, mas até o momento  o reajuste não foi autorizado pelo Executivo.


A Prefeitura reafirma o seu compromisso com a construção de um sistema de transporte que atenda a todos os operadores e usuários.



Prefeitura Municipal de Parauapebas | Assessoria de Comunicação Social
GT de Assessoria de Imprensa | imprensa@parauapebas.pa.gov.br
(94) 3356-0531 / 3346-1005 - Ramal 253 | (94) 8807-7734
www.parauapebas.pa.gov.br

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Aos 23 anos, graduanda da UnB é aprovada no doutorado de Harvard

Aluna de ciências biológicas tentou vaga em cinco instituições.
Ela termina o bacharelado em março e a licenciatura em julho.

Raquel Morais Do G1 DF
354 comentários
 
Mesmo sem ainda ter concluído o curso de ciências biológicas da Universidade de Brasília (UnB), a estudante Fernanda de Araújo Ferreira se prepara para ingressar no doutorado da instituição de ensino superior mais prestigiada do mundo: Harvard, em Boston, nos Estados Unidos. Ela foi selecionada para uma das vagas oferecidas pela Divisão de Ciências Médicas. A mudança está marcada para agosto.

A estudante de biologia Fernanda de Araújo Ferreira em um laboratório da Universidade de Brasília (Foto: Raquel Morais/G1) 
A estudante de biologia Fernanda de Araújo Ferreira em 
um laboratório da Universidade de Brasília 
(Foto: Raquel Morais/G1)
 
"Você nunca sabe se vai dar certo até receber a confirmação. Eu não tinha certeza nenhuma. Tentei na cara e na coragem", revela. "Acompanhava fóruns na internet, via as notas e os comentários do pessoal e pensava em algumas horas que eu estava bem e em outras que isso nunca daria certo. Quando recebi a ligação, estava em um desses momentos de 'nunca vou ser aceita'. Até hoje ainda acordo em dúvida se aconteceu mesmo."

Você nunca sabe se vai dar certo até receber a confirmação. Eu não tinha certeza nenhuma. Tentei na cara e na coragem. (...) Quando recebi a ligação, estava em um desses momentos de 'nunca vou ser aceita'. Até hoje ainda acordo em dúvida se aconteceu mesmo."
Fernanda de Araújo Ferreira, estudante de graduação da UnB que foi aceita em doutorado em Harvard
 
A tentativa por uma vaga na instituição se deu por um motivo "simples", segundo a jovem de apenas 23 anos: Fernanda se diz “confortável” falando inglês e queria fazer pós-graduação nos Estados Unidos. Ela viveu no Canadá entre os 6 meses e os 5 anos, enquanto os pais faziam pós-doutorado. De volta ao Brasil, a garota estudou em uma escola americana até começar o curso na UnB.

Além do processo seletivo para Harvard, Fernanda tentou uma vaga em outras quatro instituições dos Estados Unidos. De Stanford e Mount Sinai ela já recebeu correspondência avisando que não foi aprovada. Em Yale e Columbia, a seleção ainda não acabou, mas a estudante diz ter certeza de que não vai ser chamada.

"A fase de entrevistas já começou e eu não fui convidada. É claro que eu gostaria de ter recebido telefonema de todas, porque poderia dizer que eu escolhi essa ou aquela. Seria legal. Mas como diz meu professor, basta uma. É o que deu. E, pensando bem, é até pecado dizer 'basta uma' para Harvard", diverte-se.

Antes de embarcar para o doutorado - o programa não exige que os alunos já tenham feito mestrado - Fernanda deve concluir o bacharelado em ciências biológicas em março e a licenciatura em julho. Paralelamente, ela continua com os dois projetos de pesquisa dos quais participa desde 2010, ambos voltados para o estudo do comportamento de um vírus que afeta vegetais.


No período em que ficar em Boston, a expectativa da jovem é trabalhar com vírus humanos, como os causadores da dengue e do ébola. Fernanda terá entre cinco e sete anos para concluir o curso e vai receber uma bolsa da universidade para se sustentar. Nos primeiros 18 meses, ela vai passar por três laboratórios diferentes para escolher em qual vai querer trabalhar.

Entre as dicas da garota – que não se considera "a mais estudiosa" – para conquistar uma vaga em um curso de pós-graduação fora do país, estão o domínio do idioma, a leitura de artigos científicos e das respectivas referências e o aproveitamento de recursos oferecidos pela internet.

"Você tem que tomar responsabilidade sobre a sua própria educação. Na UnB tem muita gente que reclama que não entende nada, que o professor não ensina direito. Mas a gente tem acesso a muita coisa por fora. É preciso aprender de uma forma independente, ler muita literatura a respeito, gostar de pesquisar e saber a língua", diz.


A estudante em frente a um dos prédios da UnB no campus Darcy Ribeiro, em Brasília (Foto: Raquel Morais/G1) 
A estudante em frente ao prédio do Instituto
de Ciências Biológicas, no campus Darcy
Ribeiro, em Brasília
(Foto: Raquel Morais/G1)
 
Processo seletivo

Fernanda cumpriu uma extensa lista de tarefas até 1º de dezembro de 2012 para participar dos testes para o doutorado. Além de enviar cartas de recomendação de três professores, ela teve que escrever um texto justificando a escolha pela instituição e passar na prova de proficiência em inglês (Toefl) e no Graduate Record Examinations (GRE), que avalia o conhecimento em matemática e em inglês.

Após essa fase, ela passou um final de semana de janeiro em Boston para ser entrevistada por professores do programa de virologia de Harvard. Foram seis encontros, cada um com pouco mais de 40 minutos de duração.

"Você sempre fica nervosa nesses momentos, mas fiquei feliz porque todas as minhas entrevistas ultrapassaram o tempo, que é de 30 a 40 minutos. Isso te tranquiliza, porque no mínimo você pensa que eles estão gostando de falar com você", conta. "A melhor dica que recebi sobre isso é de que a gente tem que pensar que estamos sendo entrevistados, mas também estamos entrevistando. Tudo bem, eles publicaram na ‘Science’ e na ‘Nature’ [publicações científicas], mas eles estão tentando te convencer a entrar no laboratório deles."

Competência


Para o coordenador do Instituto de Ciências Biológicas da UnB, Jader Soares Marinho, a conquista da estudante revela que ela tem o perfil adequado para pesquisa.

"É uma disputa que poucas pessoas tentam, porque sempre julgam que é muito complicado, muito difícil. Só de tentar ela demonstrou uma qualidade muito importante: agressividade, no bom sentido, de perseguir objetivos. Isso é muito importante. Muito mais que uma inteligência superior, um pesquisador precisa saber perseverar, correr atrás do que quer", disse.


É uma disputa que poucas pessoas tentam, porque sempre julgam que é muito complicado, muito difícil. (...) Muito mais que uma inteligência superior, um pesquisador precisa saber perseverar, correr atrás do que quer"
 
Jader Soares Marinho, coordenador do Instituto de Ciências Biológicas da UnB
Marinho afirma que a universidade dá o suporte acadêmico necessário para que os alunos façam pós-graduação em instituições prestigiadas de outros países. "A gente manda os nossos bons alunos para os melhores destinos aí em termos de formação. O Brasil é capaz disso, tanto de providenciar um bom nível de pós-graduação aqui quanto fora."

Publicada nessa quarta-feira (6), a nova edição do Webometrics Ranking of World Universities colocou a UnB como a quarta melhor instituição de ensino superior do país, atrás apenas da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O Webometrics é um sistema de ranqueamento de universidades de todo o mundo feito a partir da exposição e do impacto do conteúdo das páginas das instituições na web. Harvard aparece no primeiro lugar. Atualmente, 12 mil instituições são avaliadas todos os anos.

Ancestral dos mamíferos foi pequeno animal que comia insetos, diz estudo

Equipe de 23 pesquisadores publicou estudo na revista 'Science'.
Eles analisaram 86 espécies para reconstituir ancestral de mamíferos.

Do G1, em São Paulo*
14 comentários
 
Uma grande pesquisa com a participação de 23 cientistas, publicada na renomada revista "Science", nesta quinta-feira (7), reconstituiu como seria o ancestral comum dos mamíferos placentários, grupo extremamente diverso que inclui de baleias a roedores, felinos, caninos, primatas e humanos.

Além da ilustração, os cientistas definiram características - o animal se alimentaria de insetos e seria pequeno, parecido com um roedor. Ele teria surgido pouco após o desaparecimento dos dinossauros, diz uma das autoras do estudo, Maureen O'Leary, professora da Universidade Stony Brook e pesquisadora do Museu Americano de História Natural.

Ilustração mostra como seria o ancestral comum aos mamíferos, um pequeno animal que se alimenta de insetos (Foto: Divulgação/Carl Buell/Museu Americano de História Natural)Ilustração mostra como seria o ancestral comum aos mamíferos, um pequeno animal que se alimentava de insetos (Foto: Divulgação/Carl Buell/Museu Americano de História Natural)

"Espécies parecidas com roedores e primatas não dividiram o espaço na Terra com dinossauros não-voadores, mas surgiram de um ancestral comum - um pequeno animal, insetívoro", apontou Maureen na pesquisa.

Após os dinossauros

O surgimento e diversificação de espécies de mamíferos placentários, ao contrário de hipóteses cogitadas por estudos recentes, ocorreu após a extinção dos dinossauros, depois do período Cretáceo, dizem os cientistas. Os grandes répteis pré-históricos teriam desaparecido com o impacto de um meteoro na Terra há 65 milhões de anos, que teria extinguido cerca de 70% das espécies do planeta.

"A análise de um banco de dados gigantesco mostra que os mamíferos placentários não surgiram durante o Mesozóico", afirmou Maureen. Segundo o estudo, o ancestral dos mamíferos surgiu entre 200 mil e 400 mil anos após o impacto do meteoro.

Fóssil de mamífero que teria vivido pouco após o Cretáceo e que foi um dos estudados para formular a reconstituição do ancestral comum dos mamíferos (Foto: Divulgação/Museu Americano de História Natural) 
Fóssil de mamífero que teria vivido pouco após o
Cretáceo e que foi um dos estudados para formular
a reconstituição do ancestral dos mamíferos (Foto:
Divulgação/Museu Americano de História Natural)
 
A datação é 36 milhões de anos mais recente do que previsões anteriores, feitas com base só em informações genéticas, segundo Marcelo Weksler, pesquisador brasileiro do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele também é um autor da pesquisa.

Além da Universidade Stony Brook e do Museu Nacional da UFRJ, participam do estudo cientistas da Universidade Yale, da Universidade Western, da Universidade de Louisville, da Universidade do Tennessee (todas nos EUA), do Instituto de Paleontologia de Vertebrados da China e de ao menos outras três outras instituições internacionais.

Como chegar ao ancestral

Para chegar ao ancestral comum dos mamíferos, um animal que seria do tamanho de um rato pequeno, os cientistas destrincharam as características físicas e genéticas de 86 espécies, 40 delas já extintas, mas conhecidas através de seus fósseis.


No processo, eles reuniram 4,5 mil características morfológicas, como a presença ou a ausência de asas, dentes e certos tipos de esqueletos, e depois as combinaram com dados genéticos.
O banco de dados pesquisado contém dez vezes mais informações do que as usadas até o momento para estudar a história dos mamíferos, dizem os cientistas.

Pastor Davi Passamani abriu novo local de culto em fevereiro após renunciar cargo em igreja depois de investigações de crimes sexuais Polícia Civil disse que prisão preventiva foi necessária porque pastor cometeu crimes usando cargo religioso.

Advogado alegou que prisão do pastor faz parte de ‘conspirações para destruir sua imagem’. Por Thauany Melo, g1 Goiás 07/04/2024 04h00.    P...