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terça-feira, setembro 02, 2014

Câmara Municipal de Parauapebas retira informações do Portal da Transparência

 
Na primeira semana deste mês de agosto, o jornal CORREIO, de Marabá, publicou ampla reportagem que causou grande repercussão em Parauapebas pela revelação de gastos milionários e questionáveis da Câmara Municipal daquela cidade. 
 
Todos os dados foram recolhidos do Portal da Transparência, que a CMP é obrigada por lei a publicar, sob pena de seus gestores sofrerem sanções judiciais.
 
Nos últimos dias, a reportagem do jornal tem tentado fazer comparativos de gastos específicos e confrontar dados que moradores de Parauapebas enviaram, os quais, segundo eles, também são suspeitos de superfaturamento ou, pelo menos, desnecessários em virtude da realidade em que vive a maior parte dos moradores de Parauapebas: em grande pobreza.
 
Desde que a reportagem foi publicada, o presidente da Câmara, Josineto Feitosa, mostrou-se preocupado com o conteúdo da notícia e sua repercussão e disse que daria entrevista ao jornal, mas na primeira tentativa, a conversa foi apenas com três de seus assessores, mas sem nenhum tipo de esclarecimento. 
 
Somente esta semana, quando o presidente esteve em Marabá para participar do Seminário da União dos Vereadores do Brasil, é que a entrevista se concretizou.
 
E, de novo, as informações não trouxeram muita luz aos questionamentos feitos pela reportagem. 
 
Foram mais de 40 minutos de entrevista em que Josineto fez alguns desabafos preocupantes e, de certa forma, comprometedores. 
 
Disse que há um grupo dentro da Câmara que conspira contra ele e outro que faz corpo mole para que as coisas não funcionem adequadamente. 
 
Revelou que há uma guerra por licitações em Parauapebas e contou que já tomou algumas decisões as quais reconhece que não são corretas do ponto de vista da legalidade.
 
“Tudo que autorizo na Câmara é mediante um parecer jurídico e outro da contabilidade. 
 
O que peço para os servidores é que tudo que for feito tenha agilidade. Mas nunca autorizei fazer coisa fora da legalidade. 
 
Pode até ter coisa errada lá, porque tenho mais de 100 funcionários concursados e um quadro técnico que é nomeado. 
 
Nem todos do corpo técnico são indicação minha”, justificou o presidente.
 
Ainda segundo ele, cada vereador tem direito a 10 assessores em seu gabinete, totalizando 150 pessoas para atender aos 15 legisladores do Pebas.
 
Questionado sobre o que justifica gastos tão altos com combustível na Câmara – passando de R$ 100 mil por mês –, Josineto Feitosa respondeu que há um veículo para cada vereador – além de dois para os trabalhos administrativos, um ônibus e um micro-ônibus que são eventualmente alugados.
 
Cada vereador, segundo revelou, tem direito a uma cota de combustível no valor de R$ 3.500,00 por mês e disse que o gasto é alto também porque o valor da gasolina em Parauapebas é de R$ 3,45. 
 
“Às vezes, os vereadores gastam um pouco mais, dependendo das atividades que realizam”, revela.
 
Mas em dado momento, ao falar dos gastos com combustível, Josineto fez uma revelação no mínimo preocupante, como se fizesse uma licitação para pagar, em parte, gastos já realizados. 
 
“No ano passado, quando fui fazer o contrato de combustível, demoramos cinco meses. 
 
Quando assumi a presidência, o posto começou a nos atender sem licitação. 
 
É legal? 
 
Não é. 
 
Estou sendo sincero contigo. 
 
O que eu fiz? Fui repassando, mensalmente, um pouquinho daquela diferença para poder quitar a dívida, porque eu quero sair do meu mandato sem dever ninguém”.
 
Ainda sobre os gastos excessivos com combustível, Josineto disse que vem conversando com os procuradores e com o pessoal do administrativo e vereadores, para reduzir ao máximo o consumo de gasolina e óleo diesel. 
 
De novo, ele disse que está tomando uma decisão que não parece correta do ponto de vista legal e deu a entender que carros particulares são abastecidos com dinheiro da Câmara: “Recebi uma orientação de um advogado que trabalha no Tribunal de Justiça, em Belém, e estou fazendo assim: tenho um relatório em que cada vereador assina comigo um documento dizendo que o combustível foi disponibilizado para um carro particular, para que eu não assuma essa responsabilidade sozinho”.
 
Em relação ao fato de os dados sobre os gastos da Câmara não estarem sendo publicados no Portal da Transparência, como determina a legislação, Josineto mostrou-se surpreso e disse que sua determinação é para que todas as informações sejam divulgadas, porque ele não tem interesse de esconder nada de ninguém.
 
É bom lembrar que por ocasião da primeira reportagem, no início deste mês, no site da Câmara só apareciam os dados referentes aos nove primeiros meses de 2013. 
 
Esta semana, em várias ocasiões e dias diferentes de acesso, não havia mais nada. Foi tudo retirado.
 
Na frente do repórter, para demonstrar autoridade, Josineto falou por telefone pelo menos duas vezes com um servidor da Câmara e questionou o porquê de as informações terem sido retiradas do site e determinou que todas elas fossem colocadas de volta. 
 
Na manhã do dia seguinte, em uma nova consulta, havia apenas dados relativos ao primeiro semestre de 2014.
 
Na manhã do dia seguinte, mais uma vez Josineto foi informado que o Transparência da Câmara continuava “zerado” e ele demonstrou preocupação porque o repórter disse que faria a reportagem e ainda uma representação na Promotoria da Improbidade de Parauapebas para registrar o fato. 
 
“Temos problema sério de internet em nossa cidade e, às vezes, ninguém consegue acessar nada”, tentou justificar.
 
No final do dia, no entanto, as informações já estavam disponíveis. 
 
Será que elas vão sumir de novo?

Prédio da Câmara parece ter 'jardins suspensos de Babilônia'
 
No dia 21 de julho último, a Câmara Municipal de Parauapebas publicou no Diário Oficial do Estado (Doepa) o extrato do Pregão Presencial nº 9/2014-00010, o qual dá mostras de que o Legislativo está bastante preocupado com o meio ambiente.
 
Embora a maior parte de sua área não construída seja encimentada, com dois espaços distintos para estacionamentos, a gestão atual se arvorou em contratar uma empresa para cuidar de seus jardins. 
 
Isso mesmo, e para essa missão tão complexa, vai gastar a bagatela de R$ 354.610,00 em um ano. 
 
Pelo valor milionário, o leitor comum há de imaginar que se trata dos jardins suspensos de Babilônia e não da Câmara Municipal de Parauapebas, um verdadeiro colosso de concreto.
 
Quem passa em frente à Câmara, há de notar que existem pequenos espaços sem cimento, com minúsculas ilhas onde há grama, palmeiras e algumas plantas ornamentais. 
 
Se quisesse cuidar do seu jardim com qualidade, talvez a Câmara não precisasse contratar uma empresa especializada, bastava apenas dispor de um ou dois funcionários, no máximo, para realizar o serviço.
 
Ou talvez pudesse tomar uma lição com a sua congênere de Marabá, que mantém dois funcionários para cuidar da grande área verde com um salário mínimo cada. 
 
Quando precisa de trabalho mais especializado na área de jardinagem, recorre para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que envia técnicos, adubos e plantas necessárias para o Legislativo. 
 
É um exemplo de praticidade e de respeito ao dinheiro público.
 
A finalidade do contrato da Câmara de Parauapebas com a empresa que vai cuidar de seu jardim, segundo publicado no edital, é a contratação dos serviços de jardinagem e manutenção de paisagismo, incluindo o fornecimento de mudas de plantas, mão de obra, materiais de consumo, insumos, pulverização preventiva e corretiva contra pragas, e areação do solo, adubação orgânica (inodora), irrigação, poda, limpeza de ervas daninhas, retirada de lixo orgânico, reposição de plantas ornamentais e mudas de forração, tudo “para atender às necessidades da Câmara Municipal de Parauapebas”.
 
A empresa que ganhou a licitação para executar os serviços de jardinagem é a Átomos Eletricidade Ltda, sediada na Rua do Comércio nº 1, que pelo nome parece ter muita experiência com materiais elétricos. 
 
Será que os jardins suspensos terão um toque de modernidade e serão iluminados?
 
Resposta
 
Em reposta, o presidente Josineto Feitosa justificou que fez contrato de jardinagem por dispensa e vai gastar no máximo R$ 80 mil para manter limpo o jardim da Câmara por fora e por dentro até dezembro deste ano. “Lá em Parauapebas, uma licitação está igual a uma feira.
 
‘Nego’ registra uma empresa, coloca debaixo do braço e vai para lá e diz: ‘se tu me deres tanto eu saio’. Lá está um cabaré”, tenta justificar.
 
Mas a saída para justificar a licitação de R$ 354 mil para conservar o jardim veio depois. 
 
Informou que desse montante vai usar apenas R$ 80 mil para conservar os jardins e que fez com o diretor do Saaep (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas) uma adesão de ata para aquela entidade.
 
"Já cedi a ata para o Ssaep, autorizando, porque o contrato do fornecedor é comigo. 
 
Isso é legal. 
 
O que vai me dizer se vou usar é o empenho que vou fazer. 
 
O que tenho de dotação orçamentária. 
 
A licitação foi para prestação de serviços de jardinagem na Câmara, mas o dono da empresa vai fazer o mesmo serviço no Saaep e eu faço a cedência da ata. 
 
Isso é comum”, retificou. (Ulisses Pompeu)
 
 

Polícia Federal em Parauapebas: "Denúncia da OAB é a ponta do iceberg", diz PF




OAB-PA: o estopim da operação da PF




16 homens da Polícia Federal tomaram a prefeitura de Parauapebas, nesta manhã, saíram com pilhas de documentos.


PF permaneceu cerca de 4 horas na sede do governo de Parauapebas.

Volumes dos documentos apreendidos indicam que a investigação desmorona o governo Valmir da Integral.

Alvo principal foi a SEMED e a COMISSÃO DE LICITAÇÃO.

O chefe da operação da Polícia Federal, ocorrida nesta manhã em Parauapebas, confirma que denúncias da OAB-PA sobre a fraude no transporte escolar, no ano de 2013, motivou a ação, mas que muitas diligências continuarão sendo realizadas no município, dada a complexidade da fraude, várias licitações realizadas no atual governo serão investigadas
 





Fonte: Blog: Sol do Carajás, proprietário Lindolfo Mendes, policial civil no DF.
























































Justiça avalia caso de menino de 9 anos jurado de morte por traficantes

Conselho Tutelar pediu a suspensão do poder familiar da mãe da criança.
Garoto tem registro de 20 passagens por furto, roubo e tráfico, em Goiânia.

 

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera
 

O Conselho Tutelar requisitou à Justiça de Goiás, na segunda-feira (1º), a suspensão do poder familiar da mãe de um menino de 9 anos que, segundo conselheiros, é jurado de morte por traficantes em Goiânia

Apesar da pouca idade, a criança já tem registro de 20 passagens por crimes como furto, roubo e tráfico de drogas. 

O caso dele é acompanhado desde 2008 pelo Conselho Tutelar da capital e agora será avaliado também pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.

Segundo a juíza Mônica Neves Soares Gioia, do Juizado de Infância e Juventude, o pedido do Conselho ainda será avaliado. 

“A gente vai analisar, visitar a casa, o Ministério Público vai falar nos autos. 

Porque é uma medida muito drástica, tudo tem que ser pensado e as providências tomadas no momento adequado”.


No sábado (30), o garoto foi internado, pela quarta vez, em um abrigo onde deveria permanecer na companhia da mãe, por ordem da Justiça. 

Entretanto, ambos ficaram apenas três horas no local e fugiram.

De acordo com o Conselho Tutelar, desde os três anos a criança tem um histórico de indisciplina, evasão escolar, furto e envolvimento com drogas. 

Os conselheiros suspeitam que a mãe também esteja envolvida com entorpecentes.

De acordo com a juíza, providências estão sendo tomadas para proteger o menino. 

Porém, ela não informa quais são as medidas adotadas. 

“Eu não posso noticiar porque eu colocaria em risco a própria integridade física dele”,  explica.

Menino de 9 anos é jurado por traficantes e tem 20 passagens na polícia, em Goiânia, Goiás (Foto: Cristina Cabral/O Popular)Menino de 9 anos é jurado por traficantes e tem 20 passagens na polícia (Foto: Cristina Cabral/O Popular)

'Sobrevivi para contar a minha história', diz gay espancado na rua


Jovem de 19 anos foi agredido no domingo (31), em Telêmaco Borba.
Ele voltava para casa, de madrugada, quando foi abordado por 2 homens.


Alana Fonseca  

Do G1 PR
 
Dawan diz que, antes de ser espancado, foi sufocado (Foto: arquivo pessoal) 
Dawan disse que antes de ser espancado, foi sufocado (Foto: arquivo pessoal)
 
 
"A imagem deles tentando me sufocar não sai da minha cabeça", conta Dawan Bueno dos Santos, de 19 anos. 

O jovem diz ter sido espancado por dois homens em Telêmaco Borba, na região dos Campos Gerais do Paraná, durante a madrugada de domingo (31). 

Ele retornava para casa, por volta das 2h, quando foi abordado pela dupla. "Eu disse que eles podiam levar qualquer coisa, mas pedi para não me machucarem. 

Os dois me mandaram calar a boca e o tempo todo me chamavam de 'viadinho' ", lembra. 

Apesar do espancamento, Dawan diz que está bem. "Eu sobrevivi para contar a minha história. Conheci gente que não teve a mesma sorte", afirma.

Dawan afirma que foi sufocado e só depois de perder a consciência apanhou dos criminosos. "Quando eu acordei, já era de manhã, lá pelas 7h. 

Aí percebi que estava todo ensanguentado e dolorido. 

Provavelmente, eles me bateram muito enquanto eu estava desacordado. 

Foi aí que, meio tonto e sem voz, fui atrás de ajuda", lembra.

O jovem foi levado para o hospital e ficou internado até o fim da tarde de segunda-feira (1º). "Levei vários pontos na cabeça. 

Um dos meus olhos está roxo, minha garganta dói e meu nariz está inchado", relata. 

Agora, ele se recupera em casa.

A Polícia Civil de Telêmaco Borba investiga o caso, mas Dawan garante que foi vítima de homofobia. 

"Todos os dias, eu acordo já sabendo que vou ter que enfrentar algum tipo de preconceito. 

Já faz parte da minha rotina. 

Para mim, é tão certo quanto acordar, lavar o rosto e escovar os dentes", explica.

A tia de Dawan, Sílvia dos Santos, conta que morou durante anos com o sobrinho. "Ele é um bom menino. 

É difícil demais lidar com o preconceito que a nossa sociedade tem", desabafa. 

Sílvia lembra que ela e a família ficaram horrorizadas ao ver o jovem inteiro machucado. "Nós amamos Dawan. 

Está sendo horrível ter que ver ele passar por uma situação assim", afirma. 

Entretanto, para a tia, a pior parte não são as agressões físicas. "Os machucados, uma hora, saram, não é? 

Mas e o trauma? 

É uma coisa que ele não vai esquecer tão cedo, tenho certeza", diz. 

Duas irmãs são esfaqueadas pelo tio em Vilas do Atlântico; 1 delas morre

Crime na cidade de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador.
Vítima foi levada para hospital; estado de saúde do suspeito é grave. 

 

Do G1 BA
 
Irmãs são esfaqueadas por tio na Bahia (Foto: Reprodução/Facebook) 
Irmãs são esfaqueadas por tio; a da direita, Luciana, morreu (Foto: Reprodução/Facebook)
 
 
Uma mulher de 34 anos morreu e a irmã dela ficou gravemente ferida após serem esfaqueadas pelo tio na noite de segunda-feira (1º). 

O crime ocorreu no bairro de Vilas do Atlântico, no município de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador.

De acordo com informações da Superintendência de Telecomunicações das Polícias Civil e Militar (Stelecom), ao tentar ajudar as vítimas, o marido de uma delas acabou ferindo o suspeito. 

O crime ocorreu na rua do Arpoador, por volta das 20h30.

Após o ocorrido, a vítima, que ficou ferida, e o tio dela foram levados para o Hospital Geral Menandro de Faria. 

Ela foi transferida para o Hospital São Rafael e ele permanece em estado grave na mesma unidade, aguardando transferência para uma unidade particular. 

Já o corpo foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT).

As informações sobre o motivo do crime e se o marido de uma delas ficou ferido na ação ainda são desconhecidas A 23ª Delegacia Territorial (Lauro de Freitas) investiga o caso.

Aluno é barrado em escola municipal do Rio por usar guias do candomblé

'Ele foi muito humilhado', disse a mãe sobre o ocorrido no dia 25 de agosto.
Jovem caracterizou o episódio como discriminação e mudou de escola.

 

Mariucha Machado  

Do G1 Rio
 
Colares, chamados 'guias', representam espíritos da Umbanda (Foto: Reprodução: TV Bahia) 
Colares são chamados 'guias' (Foto: Reprodução / TV Bahia)
 
 
 
A rotina de ir à escola virou motivo de constrangimento para um aluno que estava se iniciando no candomblé. 

Aos 12 anos, o estudante da quarta série do ensino fundamental Escola Municipal Francisco Campos, no Grajaú, na Zona Norte do Rio, foi barrado pela diretora da instituição por usar bermudas brancas e guias por baixo do uniforme, segundo a família. 

A denúncia foi publicada nesta terça-feira (2) pelo jornal "O Dia".

“Antes de ele entrar para o candomblé, eu avisei para a professora e ela logo disse que ele não entraria no colégio. 

Eu expliquei que ele teria que usar branco e as guias, mas ela não aceitou”, contou indignada a mãe do estudante ao G1, Rita de Cássia.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Educação e até o horário de publicação desta reportagem não obteve resposta.

No dia 25 de agosto, depois quase um mês sem ir à escola, o jovem tentou voltar. 

“Eu levei o meu filho e, na porta da escola, ela [diretora] não viu que eu estava atrás e colocou a mão no peito dele e disse: ‘Aqui você não entra’. 

E eu expliquei que ele teria que usar as guias e o branco por três meses e aí ela respondeu: ‘O problema é seu’”, disse Rita de Cássia.

Rita ressaltou que o filho de sentiu humilhado diante dos amigos do colégio e chorou muito. 

“Se ela estivesse esperado todo mundo entrar e me chamasse no canto para tentar encontrar uma forma para colocar ele pra dentro seria uma coisa. 

Mas, não. 

Ela barrou ele na frente de todo mundo. 

Eu discuti, falei palavrão feio pra ela, eu admito, mas ela não poderia ter feito isso com ele. 

Ele foi muito humilhado”, afirmou a mãe.

O jovem de 12 anos foi definido pela mãe como uma criança determinada. 

Apesar do constrangimento, Rita contou que o filho em momento algum pensou em abrir mão dos ideais do candomblé.

“A escolha de entrar para o candomblé foi dele. 

Ele sabe o que quer, é muito firme nas decisões. 

Por nada ele larga a religião dele. 

Quando aconteceu isso tudo ele disse: ‘Se eu fosse muçulmano ou qualquer outra coisa eu deveria ser respeitado, isso é discriminação’”, lembrou a mãe.

Segundo Rita, o jovem caminhou até em casa de cabeça baixa, teve febre e perdeu o interesse de retornar à escola. 

 “Se o meu filho estivesse com drogas, se tivesse arma tenho certeza que eles iam tampar os olhos”, reclamou.

Depois de quatro dias do episódio, ele foi transferido para a Escola Municipal Panamá, também no Grajaú, onde foi bem recebido pela diretoria, professores e estudantes.

“Depois que eu fui lá para pedir a transferência a diretora disse que não gostaria que eu levasse ele porque ele era um ótimo aluno. 

Mas o que ela não poderia era ter feito meu filho passar vergonha. 

Depois que ele foi tão humilhado, meu filho foi muito bem aceito na escola nova. 

Todo mundo me apoiou. 

Pra quem é mãe é muito difícil ver um filho sofrendo esse preconceito”, disse emocionada Rita de Cássia.

Pastor Davi Passamani abriu novo local de culto em fevereiro após renunciar cargo em igreja depois de investigações de crimes sexuais Polícia Civil disse que prisão preventiva foi necessária porque pastor cometeu crimes usando cargo religioso.

Advogado alegou que prisão do pastor faz parte de ‘conspirações para destruir sua imagem’. Por Thauany Melo, g1 Goiás 07/04/2024 04h00.    P...