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quarta-feira, agosto 27, 2014

Futuro Deputado Estadual GESMAR 55100 é recebido no bairro dos Minérios com muita alegria

Moradores do Bairro dos Minérios nos receberam muito bem durante uma caminhada que fizemos juntamente com a nossa equipe Gesmar 55100.

Na oportunidade, apresentamos nossas propostas aos populares e conhecemos um pouco mais da realidade do bairro. Fico feliz em ser bem recebido pelas pessoas e poder expor a elas nossas propostas de campanha.

Podemos sim fazer a diferença na Assembleia Legislativa do Estado do Pará e ganhar representação política para nossa região, e com o apoio de vocês, iremos chegar lá!




















































Jairo Assunção. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Educação Ambiental do SAAEP presta relatório de su...":

Parabéns as educadoras ambiental do saaep pelo lindo e maravilhoso trabalho que elas vem fazendo no nosso município em defesa do meio ambiente e da nossa água tão importante para a nossa sobrevivência ! 

Vocês mereceram receber essa van para auxiliar vocês neste papel importante de trabalhar a conscientização do desperdício de água que acontece na nossa cidade que se a população não ouvir vocês que representa tão bem o saaep que tem trabalhado muito para nos oferecer uma água tratada todo dia nas nossas torneiras, vai acontecer o que está acontecendo em São Paulo que tanto criticava o nordeste em tempo de seca e agora está pagando, sofrendo a mesma situação. 

Tenho acompanhado o trabalho de vocês por este blog e admiro muito esse trabalho que vocês vem fazendo desde que o prefeito Valmir assumiu a prefeitura. 

E essa japonesa que comanda esse setor do meio ambiente do saaep representa o que o país dela tem de melhor que é a competência no que faz e a vontade de trabalhar. 

Basta olhar para o que acontece no país dela quando surge algum desastre da natureza que causa destruições, não demora muito tempo e tudo fica pronto e recuperado logo. 

Admiro muito esse povo oriental que dá lição de otimismo, coragem para vencer as dificuldades da vida e nunca desiste dos seus ideais. Além de ser um povo muito honesto em sua conduta. 

Quero encerrar parabenizando esse novo gestor que substituiu o Gesmar que se Deus quiser vai ser o nosso deputado estadual, que é o Paulo Galdino e toda a sua equipe do saaep que tá dando continuidade ao trabalho que o Gesmar começou a fazer para solucionar o nosso problema de falta de água na cidade. 

Votei no Valmir em 2012, vou votar no Gesmar para ser o nosso deputado e vou votar no Valmir de novo em 2016 para ele continuar administrando o nosso município e completar todas as obras de melhoria de qualidade de vida para todos nós que escolhemos essa cidade para viver e criar nossos filhos. 

Parabéns jornalista por essa importante matéria que você fez sobre o trabalho realizado por essa equipe nota 1000 do meio ambiente do saaep e pelas outras que você tem feito sobre as ações do governo do nosso querido prefeito Valmir

Sou seu fã e acesso seu blog todo dia e ainda recomendo aos meus amigos para acessar também. 

Espero que você publique esse meu comentário.

Em 'verão da degradação' em Veneza, turistas fazem sexo e urinam nas ruas


Cidade italiana sofre com turismo em massa.
Autoridades estudam limitar entrada de visitantes ou cobrar ingresso.

 





Da EFE
Turistas em gôndolas em Veneza (Foto: Tony Gentile/Reuters)Turistas em gôndolas em Veneza (Foto: Tony Gentile/Reuters)
As últimas imagens de Veneza publicadas na imprensa de pessoas urinando nas leixeiras, lavando-se nos canais e inclusive cozinhando nas ruas levaram as autoridades italianas a desenvolver a ideia de colocar um fim ao turismo de massa que está degradando a cidade.

O jornal "Corriere del Veneto" está publicando nesses dias galerias de fotos sob o título: "O verão da degradação" para denunciar o que está acontecendo na cidade dos canais.

Longe da idílica imagem da cidade do amor e da cultura, Veneza sofre com o ataque do turismo em massa e com a má educação de seus visitantes, denunciam os meios de comunicação italianos.

Sexo e urina
A Ponte dos Descalços, em Veneza, onde um casal de turistas foi flagrado fazendo sexo durante o dia (Foto: Yves Talensac / Photononstop/ AFP) 
A Ponte dos Descalços, em Veneza, onde um casal de turistas foi flagrado fazendo sexo durante o dia (Foto: Yves Talensac / Photononstop/ AFP)
 
A indignação sobre a situação de Veneza começou com a publicação recente da foto de duas pessoas que em pleno dia praticavam sexo na Ponte dos Descalços, uma das quatro que cruzam o Grande Canal, sem que ninguém dissesse nada ou a polícia tomasse uma providência.

A imprensa publicou fotos e vídeos que mostram turistas urinando nos cestos de lixo, um senhor que se lava nos canais, pessoas tomando sol de maiô no meio rua.
Após este fato, a imprensa continuou publicando vídeos e fotos que mostram turistas urinando nos cestos de lixo, pessoas acendendo fogareiros para aquecer um prato de massa, um senhor que se lava nos canais, pessoas tomando sol de maiô no meio rua ou inclusive um salto ao canal da famosa ponte desenhada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava.

Outras imagens mostram como bicicletas, carros e motos passam pelas vielas de Veneza, apesar de ser totalmente proibido.

Após a publicação destas fotos, a secretária de Estado de Patrimônio, Atividades Culturais e Turismo da Itália, Ilaria Borletti Buitoni, afirmou que é necessário abrir um debate sobre a possibilidade de regular os fluxos turísticos para tutelar a cidade, declarada patrimônio da humanidade pela Unesco.

"É necessário começar com um sério e construtivo debate que dê a Veneza os instrumentos para tramitar o que é sua fonte de desenvolvimento econômico, e evitar que isto não vá em detrimento do patrimônio único e cultural da cidade", explicou Buitoni.

Cobrança
Vista da Praça de São Marcos, em Veneza (Foto: Tony Gentile/Reuters)Vista da Praça de São Marcos, em Veneza (Foto: Tony Gentile/Reuters)
 
O presidente da região do Vêneto, cuja capital é Veneza, Luca Zaia, indicou a possibilidade de organizar "um número programado de turistas" para evitar as massificações.

No entanto, Zaia criticou duramente algumas propostas sobre a introdução de um "ticket" para entrar na cidade como medida para conter a chegada em massa de turistas. 

"Temos a obrigação de garantir o acesso a todas as classes sociais. 

A ideia de uma Veneza só para poucos ricos é vergonhosa", disse Zaia.

O vice-presidente da associação que reúne restauradores lembrou que Veneza, com apenas 50 mil habitantes, suporta a cada dia uma média de 60 mil turistas e tem dias que chega aos 100 mil.
No entanto, para Claudio Scarpa, presidente da Federalberghi, associação de hosteleiros de Veneza, "seria justo que todos os visitantes pagassem um ingresso".

"Os turistas que vêm passar o dia em Veneza sem ficar para dormir, custam muito mais em questão de serviços e deixam menos. 

É justo que paguem um ingresso", afirmou Scarpa.

Atualmente em Veneza existe uma taxa de alojamento para os visitantes que vai de 1 a 5 euros a cada noite, dependendo das estrelas do hotel. 

Segundo os dados da Federalberghi Veneza, de cada dez turistas que chegam à cidade dos canais, sete não ficam para dormir e fornecem só 30% do faturamento turístico total à cidade.

Marco Michielli, vice-presidente de Confturismo, associação que reúne restauradores e hoteleiros, ressaltou como há anos pede que seja "regulamentado o acesso a Veneza" e lembrou que a Serenissima, com apenas 50 mil habitantes, "suporta a cada dia uma média de 60 mil turistas e tem dias que chega aos 100 mil".

Por enquanto as diferentes vozes em Veneza não estão de acordo sobre como enfrentar o problema, mas para a secretária de Estado italiana a questão é urgente: "Veneza está morrendo e é preciso enfrentar o problema imediatamente, não se pode mais esperar".

Sabesp perde 36% da água e trata 52% do esgoto em SP, diz instituto

Dados reunidos pelo Trata Brasil são referentes ao ano de 2012.
Companhia diz que já evoluiu e teve 'perda física' de 19,8% em junho.

 

Isabela Leite  

Do G1 São Paulo
Desperdício de água no Centro de São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1)Desperdício de água no Centro de São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1)
 
 
A cidade de São Paulo perdeu 36,3% da água tratada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) em 2012, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Trata Brasil com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

A cada 10 litros tratados, mais de três não são consumidos ou usados de maneira regular. 

As perdas ocorrem por causa de vazamentos na distribuição, ligações clandestinas, roubos e falta de medição. 

A pesquisa ainda aponta que a capital paulista só trata 52,15% do esgoto da água consumida.

Os dados são os mais recentes disponíveis no SNIS e colocam a capital paulista em 25º lugar no “Ranking do Saneamento Básico nas 100 Maiores Cidades do País”, divulgado pelo Trata Brasil. 

A metodologia foi desenvolvida pela empresa de consultoria GO Associados.

A Sabesp rebateu os dados afirmando que, se considerado apenas os vazamentos, a empresa tem índices melhores que o de países desenvolvidos

“Esse indicador era de 20,3% no início de 2014 e já caiu para 19,8% em junho/2014. 

Nos melhores sistemas do mundo, como Japão e Alemanha, as perdas físicas estão em torno de 8%. 

No Reino Unido são de 16%, na Filadélfia (EUA) são 25,6%, na França, 26%, e na Itália, 29%”, informou a companhia em nota.

Entretanto, a empresa não detalhou os dados, apontando se eles refletem a situação na cidade ou no estado. 

A companhia informou ainda que prevê aplicar R$ 6 bilhões, entre 2009 e 2020, para atingir índices de perdas de 16,7%. 

A empresa diz já ter aplicado R$ 1,45 bilhão e que conta com financiamento do Japão.

Já faz mais de um mês que está assim. 
 
A gente economiza e vê essa água toda indo embora"
Rosimara da Cunha,
funcionária de salão na Santa 
 
Cecília
 
Vazamento em Santa Cecília
Os problemas apresentados pelo estudo são vivenciados diariamente por moradores da capital. 


Os funcionários de um salão de beleza na esquina da Alameda Eduardo Prado com a Rua Brigadeiro Galvão, em Santa Cecília, no Centro, dizem que convivem com um vazamento há meses. 

Nesse período, uma obra chegou a ser feita, mas não solucionou o problema. 

"Já faz mais de um mês que está assim. 

A gente economiza e vê essa água toda indo embora", afirmou a funcionária Rosimara da Cunha.

Maria do Livramento, proprietária de outro salão na região, teve que conviver com água acumulada na porta. 

"Vem folha, vem lama. Já chegou gente a cair aqui na minha frente. 

É a maior dificuldade até para entrar aqui no salão. 

Fica complicado para pessoas de idade para atravessarem", disse. 

"Eu não lavo o meu salão há quatro meses para não desperdiçar e vejo essa água limpinha aí na porta, desanima a gente."
Pedestres precisam desviar de enorme vazamento de agua na esquina das Ruas Eduardo Prado e Brigadeiro Galvao no bairro Santa Cecilia em Sao Paulo. Comerciantes reclamam ha meses do vazamento. (Foto: Victor Moriyama/G1)Pedestres precisam desviar de vazamento na Santa Cecilia (Foto: Victor Moriyama/G1)
 
 
Procurada pelo G1, a Sabesp não havia informado qual a situação do reparo até a publicação da reportagem. 

Neste ano, após o agravamento da crise de abastecimento, a Sabesp informou que diminui o tempo de reparos a vazamentos de 48 horas para um período entre 26 a 30 horas.

No começo do ano, mais de 700 pontos de vazamentos na rede de abastecimento na Grande São Paulo foram apontados por leitores ao longo de poucos mais de dois meses. 

Os dados compilados em um mapa do G1 serviram para apoiar concessionárias a economizar água no momento em que o Sistema Cantareira começava a entrar em crise.

Sem evolução

O relatório do SNIS mostra que, apesar de 99,1% da população paulistana ser atendida pela rede de abastecimento, mais de um terço da água não é contabilizado como “entregue oficialmente” aos clientes da Sabesp. 


As perdas totais de água - na distribuição e faturamento - não tiveram melhoria expressiva nos últimos anos no âmbito nacional. 

A Sabesp rebate afirmando que, desde 2004, as perdas físicas caíram de 26,7% para 20,3%.

A perda na distribuição ocorre quanto a água sai da concessionária, mas não é entregue por falhas físicas na rede. 

Já a perda no faturamento ocorre quando a água é consumida, mas não é paga. 

Isso ocorre, principalmente, por causa de ligações clandestinas e furtos na rede. 

A situação é recorrente em áreas de ocupação que não foram regularizadas pelas prefeituras, segundo a assessoria de imprensa da Sabesp.

Das 100 maiores cidades do país, 90% não tiveram evolução na redução das perdas ou somente melhoraram seus índices em 10% entre 2011 e 2012. 

A média das cidades brasileiras na perda de água (faturamento e distribuição) foi de 36,9% em 2012.

A situação é a mesma na cidade de São Paulo, com 11.376.685 habitantes no ano da medição. 

O menor índice de perdas totais registrado pelo SNIS na capital paulista desde 2003 foi 35% em 2005. 

O Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento não recebeu os dados referente às perdas em 2003 e 2004.

Os vazamentos são alvo de constante reclamação dos moradores. 

Em alguns casos, o problema chega a ser solucionado, mas volta a acontecer pouco tempo depois, como na Rua Doutor Almeida Lima, na Mooca, Zona Leste

Segundo o autônomo Rodrigo Ribeiro dos Santos, o mesmo vazamento já foi reparado diversas vezes, mas continua causando transtornos. 

“É inacreditável. Já tem uns seis meses que está assim. 

A Sabesp também foi lá várias vezes, mas eles não cobriram o cano, que já voltou a vazar”, disse o autônomo.

Sabe, nós não lavamos o carro, tomamos banhos rápidos, escovamos os dentes de torneira fechada e vê esse vazamento... 
 
É coisa de chocar"
Rodrigo dos Santos, autônomo
 Para ele, a água economizada com medidas caseiras acaba sendo desperdiçada na rua. 

“Sabe, nós não lavamos o carro, tomamos banhos rápidos, escovamos os dentes de torneira fechada e vê esse vazamento... 

É coisa de chocar."

O mesmo ocorre na Rua Maria Silvina Tavares, no Morro do Índio, na Zona Sul de São Paulo. 

A dona de casa Adeilza Martins, de 33 anos, relatou diversos vazamentos por lá. “Tem uns dois ou três e acaba saindo um monte de água. 

Já faz pelo menos uns quatro meses. 

Eles [funcionários da Sabesp] vêm aqui, olham, escrevem para outra equipe vir, quebram a rua, dizem que não é o vazamento certo e vão embora”, afirmou.

A moradora tem reaproveitando a água para reduzir o consumo, mas se diz desestimulada ao se deparar com o desperdício na rua. “

Eu estou lavando roupa com as sobras de água de outra roupa. 

Eu estou economizando. 

A gente vê a situação e fica triste. 

A gente tem filho pequeno e tem hora que não tem água na torneira. 

E a água fica aí vazando, não é justo.”
Moradores lavam as mãos em vazamento de água na Rua Correia Dias na altura do numero 100, no bairro do Paraíso. (Foto: Victor Moriyama/G1)Moradores lavam as mãos em vazamento na Rua Correia Dias, no Paraíso. (Foto: Victor Moriyama/G1)
 
 
Retorno baixo do esperado
O tratamento de esgoto é outro serviço com evolução lenta na capital paulista, segundo especialistas ouvidos pelo G1.


“Temos dois anos de defasagem nos dados, mas ainda há um volume muito grande de esgoto a ser tratado”, afirmou o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos. 

A cidade de São Paulo, segundo ele, é a que mais investe na rede de água como um todo, mas o retorno ainda está abaixo do esperado.

“É um indicador [o de tratamento de esgoto] que tem avançado pouco e preocupa, ainda mais em uma crise hídrica como a que estamos passando. 

Seria um sonho poder usar a água dos rios para o abastecimento da população, mas essa água não é limpa. 

E isso não é só em São Paulo, mas em várias cidades que lançam o esgoto direto nos rios”,  completou.
SAO PAULO, BRASIL, 26 AGOSTO 2014 - Moradores do bairro Jardim Nakamura, zona sul de Sao Paulo reclamam do vazamento de agua na Rua Maria Silvina Tavarez, que durante a noite enche de agua a rua. (Foto: Victor Moriyama/G1) 
Moradores do Jd. Nakamura, zona sul de SP, se queixam de vazamento (Foto: Victor Moriyama/G1)
 
 
A Sabesp diz que, desde 1995, desenvolve projeto de saneamento que considera o "maior" em andamento no país. 

"A Sabesp elevou o índice de coleta de esgoto nas cidades atendidas da Grande SP de 62% para 84%", informou. 

Entretanto, a empresa não detalhou a situação na cidade de São Paulo.

"Em todas as 364 cidades atendidas pela companhia, a coleta está em 84% e o tratamento, em 78%", disse a empresa.

Arrecadação x investimentos
O Instituto Trata Brasil defende que, para que os serviços de saneamento sejam expandidos e modernizados, é importante que uma parte relevante da arrecadação das companhias seja reinvestida no sistema. 


Entre 2008 e 2012, a cidade de São Paulo investiu R$ 5,4 bilhões e arrecadou R$ 17,8 bilhões, segundo o SNIS.

O contrato entre a prefeitura e a Sabesp define que a companhia deve investir 13% da receita bruta, com exceção da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS-Pasep).

A fiscalização da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) é feita após análise pelo Comitê Gestor (formado por integrantes da prefeitura e do governo do estado) de relatório de investimentos enviado pela Sabesp. 

O documento é enviado para a agência verificar se há descumprimento e informar a companhia e ao Comitê para que os acertos sejam feitos.

Justiça do DF condena procurador federal por racismo na internet


Mensagens eram de ódio a judeus, negros e nordestinos; decisão é inédita.
Réu disse à Justiça que comentários foram 'brincadeira'; cabe recurso.

 

Mateus Rodrigues Do G1 DF

 
A 3ª Vara Criminal de Brasília condenou o procurador federal Leonardo Lício do Couto pelo crime de racismo, com base em comentários públicados em um fórum de concursos públicos na internet

Nas mensagens postadas em 2007, o então estudante se autointitulava "skinhead" e pregava ódio a judeus, negros e nordestinos.

Procurado pela reportagem do G1, o procurador preferiu não comentar o assunto, e afirmou que vai recorrer da decisão.

Segundo o promotor de Justiça e coordenador do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação do MP, Thiago Pierobom, é a primeira condenação do tipo registrada na Justiça do DF com base em comentários publicados na internet.

Durante o julgamento, Couto confessou ser autor das mensagens, mas disse que eram "apenas uma brincadeira". 

No entendimento do Ministério Público, autor da denúncia, o conteúdo discriminatório é intolerável.

"O réu era formado em direito e, na época, prestava concurso para procurador federal

Não há como alegar que ele não sabia que estava praticando um crime", afirma Pierobom.

Os dois anos de prisão previstos na sentença inicial serão substituídos por pena alternativa, que ainda será definida. 

Além disso, o procurador foi condenado a uma multa de 20 salários minimos.

A Advocacia-Geral da União (AGU), órgão a que está vinculada a Procuradoria Geral Federal, não quis comentar o assunto.

'Escória da sociedade'

Na troca de mensagens registrada em 2007, outro usuário chega a questionar se os comentários são brincadeira, mas a hipótese é negada por Couto.


"Na verdade, não sou apenas anti-semita. 

Sou Skinhead. 

Odeio judeus, negros e, principalmente, nordestinos; [...] Não, não. 

Falo sério mesmo. 

Odeio a gentalha a qual me referi. 

O ARGÜI deve pertencer a um desses grupos que formam a escória da sociedade", dizem as mensagens publicadas.

O coordenador do núcleo antidiscriminação do TJDFT diz acreditar que uma falsa sensação de anonimato levou o réu a publicar as ofensas na internet. 

"As pessoas acreditam que estão seguras, mas deixam uma série de pistas que facilitam a identificação".

Ainda segundo Pierobom, o procurador federal não deve sofrer punição administrativa pela Procuradoria ou pela AGU, porque os atos foram cometidos antes da posse no cargo.

Presas fazem fotos sensuais dentro da cadeia e postam na internet

Imagens são de duas presas da cadeia pública de Guarapuava, no Paraná.
Celulares foram apreendidos e presas sofreram sanções administrativas.

 

Do G1 PR
Presas fazem fotos sensuais dentro da cadeia e postam na internet (Foto: Reprodução / Facebook )Fotos foram tiradas em camas de cimento das celas da cadeia pública de Guarapuava (Foto: Reprodução / Facebook )
 
 
Pelo menos duas presas da cadeia pública de Guarapuava, na região central do Paraná, publicaram dezenas de fotos sensuais tiradas de dentro das celas em perfis pessoais no Facebook. 

Um agente carcerário, que não quis se identificar, confirmou que as duas mulheres estavam presas quando as fotos foram disponibilizadas na rede social. 

As postagens, que foram publicadas em abril deste ano, mostram as detentas seminuas fazendo poses sensuais em cima das camas de cimento das celas.
presas cadeia pública guarapuava (Foto: Reprodução / Facebook) 
Agente carcerário confirmou que mulheres estão presas (Foto: Reprodução / Facebook)
 
 
Ainda conforme o agente, os responsáveis pela cadeia ficaram sabendo sobre as postagens ainda em abril e, à época, os aparelhos celulares foram apreendidos e as presas sofreram sanções administrativas aplicáveis nesse caso. 

Segundo ele, a cadeia pública de Guarapuava possui procedimentos para impedir a entrada de celulares na carceragem, como detectores de metais e revista em visitantes. 

Mas, neste caso, os celulares teriam sido entregues às duas mulheres por visitantes que entraram com os aparelhos escondidos nas partes íntimas.

Além disso, o agente informou que é feito um controle do perfil de todos os presos nas redes sociais para verificar se há alguma atualização enquanto eles estão detidos.

A Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju), que é responsável pela cadeia pública de Guarapuava, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas adiantou que é difícil manter um controle total da entrada de aparelhos celulares em cadeias e presídios de todo o Paraná. 

A Seju também afirmou que a revista em mulheres é muito contestada, pois muitos a consideram um ato invasivo, o que acaba atrapalhando a ação dos agentes carcerários.
presas cadeia pública guarapuava (Foto: Reprodução / Facebook)Fotos foram publicadas no Facebook em abril deste ano (Foto: Reprodução / Facebook)
 

'Nunca devi nada para ninguém', diz homem que foi preso por engano



Guia de turismo foi detido ao atravessar a fronteira, em Foz do Iguaçu, no PR.
Justiça condenou estado a pagar indenização de R$ 40 mil por danos morais. 

 

Franciele John  

Do G1 PR
 
França gastou R$ 15 mil só com advogados (Foto: Reprodução RPC TV) 
França gastou R$ 15 mil só com advogados (Foto: Reprodução RPC TV)



O guia de turismo José de França Rocha, de 54 anos, que passou 15 dias presos por engano em 2010, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, disse que nunca se esqueceu dos dias em que passou detido. 

Em entrevista ao G1, ele contou como foi o drama de ficar 15 dias atrás das grades.

"Lembro todos os dias do que aconteceu. 

Ninguém esquece, meus clientes que estavam aqui naquela época quando voltam me perguntam se está tudo resolvido, falo que está quase tudo certo, que não devo e nunca devi nada para ninguém", lembra.

A Justiça condenou o Governo do Rio Grande do Norte a pagar uma indenização de R$ 40 mil por danos morais para o guia. 

O Judiciário potiguar emitiu a ordem de prisão em nome do irmão dele, que tinha o mesmo nome. 

A prisão aconteceu no posto de fiscalização da Polícia Federal na Ponte Internacional Tancredo Neves, entre o Brasil e a Argentina. 

O irmão dele era acusado de roubar um carro. "Minha família está muito contente. 

Já tinha sido uma vitória provar a minha inocência, e agora é um reconhecimento, e que sirva de lição", diz.

França ainda mora com a família em Foz do Iguaçu e continua o trabalho como guia de turismo. 

Todos os dias ele passa pelo local onde foi preso. 

O guia conta que também entrou com uma ação na Justiça para trocar de nome. 

“Pedi para mudar para França Rocha Eggert, sobrenome da minha esposa, para não dar mais confusão. 

Já passei por isso e não quero passar de novo”, conta. 

A ideia de trocar de nome surgiu depois que ele foi renovar a carteira de habilitação e descobriu que havia muitas pessoas com o nome igual ao dele. "Fiquei com medo, depois de tudo o que aconteceu e pelo o que eu passei. 

Então, eu e a minha esposa decidimos pedir a troca de nome", afirma.

saiba mais
Segundo França, foi preciso gastar R$ 15 mil só para pagar os advogados, sem somar o dinheiro perdido pelos dias em que ficou sem trabalhar. “Eu acho injusto demais isso, não tem previsão de quando vão pagar [a indenização] e ainda podem recorrer. 

Tenho um carro com 11 lugares que renderia, na época, R$ 800 por dia, imagina isso somando todos os dias que fiquei sem trabalhar. 

A indenização não paga isso e nem a humilhação de um dia que passei dentro daquele lugar”, comenta o guia de turismo.

Os advogados haviam pedido R$ 1 milhão pelos danos morais e materiais. "Tive que pagar um advogado aqui e outro no Rio Grande do Norte para provar a minha inocência. 

O dinheiro que eles querem me pagar não paga nada do que passei, dinheiro no mundo pagaria o que eu passei”, se emociona França. 

Segundo ele, os advogados informaram que a indenização ainda pode demorar de quatro a cinco anos para ser paga.

A prisão

O guia conta que trabalhava normalmente quando os policiais falaram que havia uma restrição com o nome dele. 


"O agente federal falou que tinha uma restrição no domingo quando passei na fronteira. 

Voltei para casa e nem dormi, fui na segunda-feira de livre e espontânea vontade na Polícia Federal ver o que estava acontecendo e quando cheguei o agente falou que tinha um mandado de prisão para mim".

"Na época o policial federal disse que sabia que não era para mim porque me conhecia, mas a promotora falou para ele por telefone que ele estava ali para cumprir ordens e era para me prender”. 

França foi levado para a cadeia pública Laudemir Neves.

Sobre os dias em que ficou preso, França disse que foi o pior momento da vida dele. "Foi o pior dia do mundo. 

Ficar em um lugar onde cabem seis e tem 13 pessoas. 

Só um rapaz que estava lá tinha cometido 23 homicídios. 

Ninguém dormia, só fumavam maconha. Eu sou um homem sério, trabalhador, nunca tinha passado ou chegado perto disso", lembra.

França e o irmão têm 12 anos de diferença de idade e há anos perderam o contato. 

“Meu irmão nunca me ligou, faz 12 ou 13 anos que não falo com ele, falo com a minha mãe, com a minha família no Rio Grande do Norte, mas nunca mais falei com ele. 

Não sei como ele está e nem o que está fazendo. 

Mas eu o perdouo sim, não tenho raiva dele, mas ele nunca me procurou para pedir desculpas”. lamenta.

Pastor Davi Passamani abriu novo local de culto em fevereiro após renunciar cargo em igreja depois de investigações de crimes sexuais Polícia Civil disse que prisão preventiva foi necessária porque pastor cometeu crimes usando cargo religioso.

Advogado alegou que prisão do pastor faz parte de ‘conspirações para destruir sua imagem’. Por Thauany Melo, g1 Goiás 07/04/2024 04h00.    P...