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quarta-feira, agosto 27, 2014

90 das 100 maiores cidades reduzem pouco ou nada o desperdício de água

Informação consta em levantamento elaborado pelo Instituto Trata Brasil.
Há capitais que perdem mais de 70% da água tratada para consumo.


Cida Alves  

Do G1, em São Paulo

Vazamento de água em rua de São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1)Vazamento de água em rua de São Paulo (Foto: Victor Moriyama/G1)
Gráfico perda de água_versão final_ranking (Foto: Arte/G1)


Em época de seca e escassez de água, o ranking de saneamento básico divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Trata Brasil mostra que, das 100 maiores cidades brasileiras, 90 não conseguiram reduzir as perdas de água decorrentes de vazamentos, erros de medição, ligações clandestinas e outras irregularidades, entre os anos de 2011 e 2012. 

Nestas cidades, a redução das perdas foi nula ou de até 10%.

Os dados do estudo são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades. 

A última atualização é referente a 2012.

O ranking considera perda aquela água que foi tratada e fornecida para consumo, mas que não foi cobrada porque se perdeu em vazamentos, foi roubada em ligações clandestinas ou teve erros na medição. 

Sem o retorno do dinheiro gasto com energia e produtos químicos para tratar a água, as empresas investem menos na melhoria do sistema.

Segundo o levantamento, em 62 das 100 cidades analisadas, se perdeu entre 30% e 60% da água tratada para consumo no ano de 2012. 

Em cidades como Porto Velho e Macapá, a cada 10 litros de água produzidos, 7 eram perdidos.

Somente quatro cidades conseguiram manter as perdas abaixo de 15%.

“Isso é preocupante vindo de cidades que têm poder econômico para resolver essas perdas e que deveriam impulsionar a melhora deste indicador, que tem uma influência grande na expansão do sistema de saneamento básico”, afirma o presidente-executivo da Trata Brasil, Édison Carlos.

Sobre as cidades com perdas acima de 70%, o presidente executivo do Trata Brasil afirma que o quadro é de “descontrole total”. 

“Não há controle de vazão, de pressão das linhas. 

As perdas são altíssimas”.
A Companhia de Água Esgoto do Amapá (Caesa) contesta o dado do ranking e afirma que metade da água tratada e consumida pela população da capital é perdida – o estudo afirma que as perdas são de 73,91%, o maior índice entre as 100 cidades avaliadas.

A Caesa calcula que deixa de faturar R$ 2,5 milhões mensais com as pessoas que não pagam tarifas e desperdiçam. 

Elas são, em sua maioria, moradores de áreas de periferia que não têm acesso à água encanada, segundo o diretor-presidente da autarquia, Ruy Smith.

Em Porto Velho, a presidente da Companhia de Água e Esgoto de Rondônia (Caerd), Iacira Azamor, confirma que há perda de 70% da água tratada na capital. 

Segundo ela, um contrato para revitalização da rede de água visando reduzir as perdas será feito em setembro. 

A previsão é de que a obra seja concluída em um ano, reduzindo as perdas para 20%. 

“Hoje nosso grande problema são os furtos de água, o que também deve ser resolvido com esta obra”, afirma Iacira.

Desde 2009, o Instituto Trata Brasil elabora o ranking que avalia as condições de saneamento básico em 100 cidades brasileiras com mais de 250 mil habitantes. 

São analisados critérios como rede de fornecimento de água potável, coleta e tratamento de esgoto, além das perdas de água.

Escassez

O presidente executivo do instituto explica que as perdas refletem diretamente no quadro de escassez, porque quanto mais água se perde, mais do recurso precisa ser retirado da natureza. 


“Esse problema tem de ser o foco das empresas de saneamento”, afirma Édison Carlos.

Cidade que atualmente enfrenta um longo período de seca, sendo abastecida pelo volume morto de reservatórios, São Paulo teve perda de 36% da água – com nenhuma redução das perdas, se comparado com 2011.

Se foram classificados os 100 municípios por ordem dos que mais perdem água, a capital paulista fica em 57º lugar.

A Sabesp rebateu os dados afirmando que, se considerado apenas os vazamentos, a empresa tem índices melhores que o de países desenvolvidos. 

“Esse indicador era de 20,3% no início de 2014 e já caiu para 19,8% em junho/2014. 

Nos melhores sistemas do mundo, como Japão e Alemanha, as perdas físicas estão em torno de 8%. 

No Reino Unido são de 16%, na Filadélfia (EUA) são 25,6%, na França, 26%, e na Itália, 29%”, informou a companhia em nota.

Ranking

Lideram o ranking do saneamento básico das 100 maiores cidades do país Franca (SP), Maringá (PR), Limeira (SP), Santos (SP) e Jundiaí (SP). 


A maioria das cidades que estão nos 20 primeiros lugares no ranking já universalizaram o abastecimento de água, a coleta e o tratamento de esgoto.  

No outro extremo estão Porto Velho (RO), Ananindeua (PA), Jaboatão dos Guararapes (PE), Belém (PA) e Macapá (AP), com os piores resultados.

Das 20 cidades com melhor colocação no ranking, 16 estão no Sudeste. 

Apenas duas são capitais: Curitiba e Belo Horizonte. 

Entre as 20 piores há seis capitais: Porto Velho, Belém, Macapá, Teresina, Manaus e Natal. 

Veja o ranking completo aqui.

Metas

Pela primeira vez, o Instituto Trata Brasil fez uma projeção com as 20 piores e as 20 melhores cidades para saber se elas alcançarão a meta do governo de universalização do saneamento básico até 2033 – 92% da população com serviço de coleta e 86% do esgoto tratado.


Caso mantenham o ritmo de poucos avanços no setor, 19 das 20 piores cidades não alcançarão a meta – a exceção é Manaus. 

Entre as 20 melhores, 14 já atingiram a universalizazção, e outras 6 precisam manter o ritmo de investimento no saneamento para alcançar a meta do governo federal.

As 20 melhores e as 20 piores do ranking do saneamento
1- Franca (SP)
2- Maringá (PR)
3- Limeira (SP)
4- Santos (SP)
5- Jundiaí (SP)
6- Uberlândia (MG)
7- São José dos Campos (SP)
8- Sorocaba (SP)
9- Curitiba (PR)
10- Ribeirão Preto (SP)
11- Ponta Grossa (PR)
12- Taubaté (SP)
13- Londrina (PR)
14- Niterói (RJ)
15- São José do Rio Preto (SP)
16- Volta Redonda (RJ)
17- Praia Grande (SP)
18- Belo Horizonte (MG)
19- Uberaba (MG)
20- Piracicaba (SP)

81- Natal (RN)
82- Manaus (AM)
83- Várzea Grande (MT)
84- Cariacica (ES)
85- Aparecida de Goiânia (GO)
86- Belford Roxo (RJ)
87- Canoas (RS)
88- Juazeiro do Norte (CE)
89- Teresina (PI)
90- São Gonçalo (RJ)
91- Santarém (PA)
92- Gravataí (RS)
93- Duque de Caxias (RJ)
94- São João de Meriti (RJ)
95- Nova Iguaçu (RJ)
96- Macapá (AP)
97- Belém (PA)
98- Jaboatão dos Guararapes (PE)
99- Ananindeua (PA)
100- Porto Velho (RO)

terça-feira, agosto 26, 2014

Blog do Valter deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Funcionária da Caixa Econômica de Parauapebas ment...":


Ministério Público Federal orienta idoso prejudicado por funcionária da Caixa Econômica Federal de Parauapebas, entrar com ação na justiça cobrando indenização por danos morais e materiais.

Depois de ter denunciado funcionária da agência da Caixa Econômica Federal por ter mentido para idoso e ter induzido o mesmo a adquirir produtos da instituição financeira contra sua vontade, Diretoria da Caixa Econômica Federal nunca se manifestou para resolver o suposto "equívoco" de sua funcionária contra seu cliente.

Esse comportamento de se manter em silêncio até esta data, é uma verdadeira demonstração de conivência desta instituição financeira federal, com a atitude desrespeitosa de sua funcionária, para com seu cliente idoso.

Depois da orientação recebida do Ministério Público Federal, o idoso já está dando entrada com uma ação na justiça contra a CEF para receber indenização por danos morais e materiais, sofridos pela funcionária da agência da Caixa Econômica Federal de Parauapebas. 


Cópias das mensagens enviada pelo MPF ao sexagenário lesado pela funcionária da agência da Caixa Econômica Federal de Parauapebas. 





Ilmo(a) Sr.(a) Valter Desiderio Barreto,
Informações referentes à manifestação nº 62199 (08/08/2014).
Sua manifestação foi encaminhada para a Procuradoria da República no Município de Marabá.
Atenciosamente,
Sala de Atendimento ao Cidadão - Sistema Cidadão
Ministério Público Federal
Obs.: Não responda a este e-mail.

https://mail.google.com/mail/u/0/images/cleardot.gif


Ilmo(a) Sr.(a) Valter Desiderio Barreto,
Resposta à manifestação nº 62199 (08/08/2014).
Prezado Senhor Valter, o caso narrado por Vossa Senhoria não enseja a atuação do Ministério Público Federal. Não se trata de crime e/ou ato de improbidade administrativa, mas sim de mero equívoco da funcionária da Caixa, devendo V. Senhoria, caso deseje, ajuizar ação contra a Caixa Econômica Federal por eventuais danos materiais e/ou morais sofridos, devendo constituir advogado para tanto. Pode também reclamar sobre a desinformação da funcionária na ouvidoria da Caixa Econômica, solicitando que o banco tome providências em relação ao erro da funcionária que o prejudicou.
Atenciosamente,
Sala de Atendimento ao Cidadão - Sistema CidadãoMinistério Público Federal
Obs.: Não responda a este e-mail. Mensagens encaminhadas/respondidas para o endereço eletrônico do remetente serão desconsideradas

Mensagens encaminhadas/respondidas para o endereço eletrônico do remetente serão desconsideradas.

Nós... deixou um novo comentário sobre a sua postagem "SEGUNDA OBRA VENCEDORA DO CONCURSO NACIONAL DE LIT...":



Que orgulho....Parabéns pai!!!!!

Procon diz que anúncio estimula fumo entre os jovens e multa empresa

Philip Morris foi multada em R$ 1,1 milhão por propaganda de Marlboro.
Empresa recorreu da decisão, afirma Procon. 

 

Karina Trevizan  

Do G1, em São Paulo
Campanha 'Talvez Marlboro' foi considerada abusiva por ter apelo com o público jovem (Foto: Divulgação/ACT)Campanha 'Talvez Marlboro' foi considerada abusiva por ter apelo com o público jovem (Foto: Divulgação/ACT)
 
 
O Procon de São Paulo informou nesta terça-feira (26) que multou a empresa Philip Morris, fabricante dos cigarros da marca Marlboro em R$ 1,1 milhão pela campanha publicitária "Talvez Marlboro", considerada abusiva pela entidade. 

Procurada pelo G1, a empresa não se manifestou sobre o caso. 

Segundo o Procon, a Philip Morris recorreu da decisão e a entidade aguarda decisão em primeira instância.

Os cartazes da campanha "Talvez Marlboro" traziam imagens de jovens com frases como "talvez vou criar o momento", com um xis vermelho sobre a palavra "talvez". 

Segundo a assessora técnica do Procon Andrea Arantes, as propagandas são voltadas para o público jovem.

"Havia mensagens como 'talvez vou conquistar minha liberdade', 'minha autonomia' etc, e na palavra 'talvez', que era o grande gancho da campanha, havia um xis. 


Quando o consumidor batia o olho, lia 'vou ficar independente'. 

A ideia de independência e autonomia é muito buscada pelos jovens. 

O enfoque [da campanha] era o público jovem", diz Andrea. 

"Diante desse incentivo de consumo de um produto que causa riscos à saúde do consumidor", o Procon decidiu pela autuação.

Segundo o Procon, foi feita uma representação ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) em 2013 contra a campanha da empresa, que foi autuada pela entidade após fiscalização. 


Além da multa, foi determinado que os cartazes sejam retirados de circulação. 

"Se agentes verificarem que a campanha continua sendo veiculada, a empresa pode sofrer nova sanção", diz Andrea.

Propagandas de cigarro

Segundo Andrea, "as empresas de cigarro já têm reduzido de forma considerável a publicidade como forma de incentivo ao consumo do cigarro". 


"Acaba sendo algo mais institucional para reforçar a marca, e não incentivar o consumo", diz.

No caso da campanha "Talvez Marlboro", a assessora técnica do Procon afirma que o apelo ao público jovem foi considerado "agravante". 


"Independente de ser ou não para o público jovem, basta a constatação do incentivo ao consumo para a propaganda ser considerada abusiva. 

[Nesse caso], teve o agravante de ser para o público jovem", diz.

Em março, a ONG Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) dilvulgou um relatório sobre a campanha "Talvez Marlboro", lançada em 2011 na Alemanha. 


Segundo a ACT, as propagandas associam o fumo com "um estilo de vida jovem, de tomada de riscos, de exploração e de liberdade", com o slogan “Não seja um Talvez. 

Seja Marlboro”.

Especialista que participou da elaboração do relatório divulgado pela ACT, Regina Blessa afirma que "a campanha usa táticas de psicologia, semiótica e propaganda agressivas direcionadas para alcançar os jovens entre 12 e 15 anos".


COMENTÁRIO:

O  Procon deveria multar também todas as empresas que fazem propaganda de bebida alcoólica como a cerveja, responsável por 90% dos acidentes com mortes nas estradas do Brasil, nas emissoras de televisão e outros veículos de comunicação, inclusive proibindo que a mesma seja associada a qualquer tipo de esporte. 

Até porque, todos nós sabemos que qualquer tipo de bebida alcoólica é considerada DROGA LEGALIZADA.


Valter Desiderio Barreto.

'Vai para baixo da terra', diz Graciele a Bernardo em vídeo obtido por polícia

Graciele gravou imagens para mostrar atitudes do menino, diz delegada.
Vídeo havia sido apagado do celular do pai, mas foi recuperado em perícia.

 

Caetanno Freitas  

Do G1 RS, em Três Passos
Manifestantes rezam antes da primeira audiência do Caso Bernardo (Foto: Caetanno Freitas/G1)Grupo reza antes da primeira audiência do Caso Bernardo (Foto: Caetanno Freitas/G1)
 
 
A delegada Caroline Bamberg, responsável pela investigação do Caso Bernardo, disse na manhã desta terça-feira (26) em Três Passos que a polícia obteve um vídeo com ameaças de Graciele Ugulini ao menino durante uma briga. 

No fim da manhã, o G1 teve acesso à transcrição deste arquivo, que foi recuperado pela perícia no telefone celular de Leandro Boldrini, pai do menino e preso por envolvimento na morte. 

De acordo com a gravação, a madrasta disse que Bernardo iria "para baixo da terra", enquanto o pai o mandava "calar a boca".

O material será usado como principal prova pela acusação no processo da morte do menino, que tem a primeira audiência realizada no Fórum de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, nesta terça.

"Vamos ver quem vai primeiro para baixo da terra", dizia Graciele nas imagens gravadas, segundo transcrição à qual o G1 teve acesso.

Bernardo Boldrini morreu em abril (Foto: Reprodução/RBS TV)
 
 
Bernardo gritava pedindo socorro, e o pai mandava o menino calar a boca, ficar quieto. "Cala a boca, guri de merda, cagão", dizia o médico, de acordo com a transcrição.

Também conforme a transcrição, a briga ocorreu em uma noite de sábado e chamou a atenção do vizinhos, que chamaram a polícia. 

A Brigada Militar esteve no local e acalmou os ânimos.

Segundo a delegada Caroline Bamberg, as imagens foram gravadas pela madrasta com a intenção de dizer que Bernardo era agressivo com a família. 

O arquivo havia sido apagado do celular de Leandro, mas foi recuperado por técnicos do Instituto-Geral de Perícias.

"Tem um vídeo em que o Bernardo fala que é agredido, uma briga entre os três, Leandro e Graciele. 

Demonstra muito bem o comportamento deles com o menino. 

O Bernardo pede socorro, grita. 

Reforça bem a acusação contra o Leandro", declarou Caroline ao G1, antes de entrar na audiência.

"Também mostra ameaças da Graciele ao Bernardo, inclusive de morte", acrescentou.
Caroline Bamberg conversou com a imprensa antes da audiência (Foto: Caetanno Freitas/G1) 
Caroline Bamberg conversou com a imprensa antes da audiência (Foto: Caetanno Freitas/G1)
 
 
O corpo de Bernardo foi localizado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, onde ele residia com a família. 

O menino estava desaparecido desde 4 de abril. 

Além de Leandro e Graciele, a amiga da madrasta Edelvania Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz, estão presos e respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

A audiência conta com reforço policial, bloqueio de vias no entorno e restrição à imprensa, com objetivo de proteger e minimizar efeitos externos às testemunhas de defesa e acusação. 

Ao todo, são 40 policiais militares são responsáveis pela segurança. 

As ruas do entorno foram bloqueadas em uma área de aproximadamente duas quadras.
PMs reforçam a segurança do Fórum de Três Passos (Foto: Caetanno Freitas/G1) 
PMs reforçam a segurança do Fórum de Três Passos (Foto: Caetanno Freitas/G1)
 
 
Dos quatro réus, apenas Edelvania e Evandro Wirganovicz optaram por comparecer. 

Leandro e Graciele pediram dispensa.

Ao todo, seriam ouvidas 33 testemunhas, de defesa e acusação. São familiares, vizinhos, amigos e outras pessoas que possam colaborar com a Justiça. 

Entre os nomes considerados mais importantes estão: as delegadas que trabalharam no caso, Caroline Bamberg Machado e Cristiane de Moura Baucks, a ex-babá de Bernardo, Elaine Rader – que relatou uma tentativa de asfixamento da madrasta ao garoto – a professora dele, Simone Müller, e um casal que possuía forte vínculo afetivo com o garoto, Carlos e Juçara Petry. 

A ex-secretária de Leandro Boldrini, Andressa Wagner, e a avó de Bernardo, Jussara Uglione, também foram convocadas.
A audiência não tem horário para terminar. Se houver necessidade, uma nova data será marcada para prosseguir com os depoimentos das testemunhas do caso. 

Na semana passada, o juiz Marcos Luís Agostini negou um pedido do advogado Jader Marques, que defende Leandro, para adiar a audiência.

Depois de encerrada a primeira etapa, novas audiências serão realizadas. 

Foram 25 testemunhas arroladas pelo Ministério Público (MP) e 52 pelas respectivas defesas, totalizando 77 pessoas. 

Após o depoimento das 33 em Três Passos, o restante será ouvido por carta precatória, conforme o local onde residem. 

Haverá testemunhas em Frederico Westphalen, Campo Novo, Coronel Bicaco, Santo Augusto, Palmeira das Missões, Rodeio Bonito, Ijuí, Santo Ângelo, Porto Alegre e Florianópolis.

Cumpridas todas as precatórias, será designada uma nova audiência para ouvir alguma testemunha de defesa que possa ter ficado para trás por motivos como atestado médico, viagem, etc. Para terminar a fase das audiências, os réus serão ouvidos. 

Na sequência, haverá alegações pelas partes e a sentença do juiz para avaliar se é caso de pronúncia (se vai a júri ou não).

Entenda

Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. 


No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.

No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. 

A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. 

O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.

O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. 

No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. 

Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.

O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. 

Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro

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