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quarta-feira, agosto 20, 2014

'Espero que viva muito na cadeia', diz vítima de Roger Abdelmassih

Yvany Serebenic revela que ainda teme que médico volte a ser solto. 
Ela e outras cinco mulheres administram associação contra Abdelmassih.

 

Lívia Machado
 Do G1 São Paulo
Yvany Serebenic, uma das vítimas do ex-médico  (Foto: Arquivo pessoal )Yvany Serebenic, uma das vítimas do ex-médico
(Foto: Arquivo pessoal )
Um dos seis rostos publicamente conhecidos das vítimas de Roger Abdelmassih, a empresária Yvany Serebenic celebrou com cautela o anúncio da prisão do ex-médico, na tarde desta terça-feira (19). 

Há três anos ela faz parte de um grupo de mulheres que tenta apoiar as demais vítimas e colher informações sobre o paradeiro de Roger, foragido há quatro anos.

“Me paralisei. 

Não sei se sinto fome, cansaço. 

Se ele não vai dormir, eu também não. 

Enquanto não vi as imagens não acreditei. 

Eu achei que ia ficar muito feliz, mas não conseguia imaginar a sensação. Agora o medo é dele não ficar preso", disse.

Em 2013, elas criaram um perfil da associação no Facebook e passaram a colaborar diretamente com a Polícia de São Paulo. 

Com a página, voltaram a ser ameaçadas. 

Apesar do medo, comemoraram a participação que tiveram nos desdobramentos do caso.
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“Eu recebi de forma bastante satisfeita, com sensação de ter ajuda nisso. 

Nós, vítimas, contribuímos bastante com as denúncias. 

Recebíamos várias informações e íamos municiando a polícia. 

Eram informações de verdade, porque graças a ela a gente consegui desvendar esse paradeiro misterioso", defende.

A empresária revela que foi uma das primeiras a denunciar, assim que o assunto começou a ganhar espaço na imprensa. 

Desde então, diz que passou a conviver com o medo das constantes ameaças.

“Logo que denunciei recebi telefones dizendo que iam acabar comigo, iam me destruir. 

Que eu ia pagar. 

Foram buscar diagnóstico meu antigo para saber se eu tinha problema de engravidar. 

Tentavam alegar que eu não tinha procurado tratamento com ele.”
Pefil da associação de vítimas divulga nota sobre a prisão  (Foto: Reprodução Facebook)

Pefil da associação de vítimas divulga nota sobre a prisão (Foto) Reprodução Facebook


Yvany buscou auxílio do médico em 2000. 

Iniciou o tratamento para engravidar quando estava prestes a completar 34 anos. 

Era recém-casada e tinha “pressa”, pois sonhava em ser mãe. 

Empenhou mais de 30 mil dólares, à época em que, segundo ela, a moeda americana correspondia a três vezes o valor da brasileira. 

É uma das 56 que acusaram o médico de estupro.

Após o assédio, ela abandonou o tratamento. 

Só teve coragem de relatar o que passou cinco anos depois. “É muito difícil falar. 

A gente sente vergonha, é constrangedor. 

É uma hipocrisia achar que você está querendo aparecer. 

Quem vai querer com uma situação dessa?”, questiona.
Roger Abdelmassih é fichado pela polícia paraguaia após ser preso em Assunção. Médico é condenado a 278 anos de prisão por estupro contra 39 pacientes (Foto: Divulgação/Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)
Roger Abdelmassih é fichado na polícia paraguaia.
(Foto: Divulgação/Secretaria Nacional Antidrogas
do Paraguai)


Apesar do alivio de ver seu agressor novamente detido, teme que o médico seja solto pela segunda vez.

”Apelo para a Justiça para que ele fique realmente preso, que ele viva muito e pague dentro da prisão pelos crimes que cometeu. 

Se mais uma vez esse homem for solto quem vai viver foragida somos nós”. 

Algumas, porém, já deixaram o país por medo, relata Yvany. “Teve vítima que saiu do Brasil para se esconder de tão apavorada que ficou”.

O caso

O ex-médico Roger Abdelmassih, de 70 anos, foi preso nesta terça-feira (19) em Assunção, capital do Paraguai, de acordo com a Polícia Federal (PF). 

Ele foi preso por agentes ligados à Secretaria Nacional de Antidrogas do governo paraguaio com apoio da Polícia Federal brasileira. 

(Veja o vídeo divulgado pela Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)
Após o procedimento de deportação sumária, Abdelmassih chegou ao Brasil às 18h por Foz do Iguaçu (PR), cidade na fronteira com o Paraguai, de onde será transferido para São Paulo. 

A prisão ocorreu às 14h30, no bairro Villa Morrá, em Assunção.

O ex-médico era considerado um dos principais especialista em reprodução humana no Brasil. 

Após sua condenação e fuga, passou a ser um dos criminosos mais procurados pela Polícia Civil do estado de São Paulo. 

A recompensa por informações sobre seu paradeiro era de R$ 10 mil.

Chegada ao Brasil.

Abdelmassih chegou à delegacia da Polícia Federal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, por volta das 18h. 

Ele desembarcou em um aeroporto dentro da Usina de Itaipu, no lado paraguaio, na fronteira com o Brasil, e seguiu de carro até a Ponte da Amizade, que fronteira com Foz do Iguaçu. 

Abdelmassih será transferido para São Paulo, mas a Polícia Federal ainda não confirmou a data.

Investigações em São Paulo
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo afirmou que a prisão do ex-médico ”somente foi possível por informações obtidas em investigações do Ministério Público do Estado (MPE) que contaram com a colaboração da Polícia Civil do Estado de São Paulo”.

“As apurações incluíram o cumprimento de mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça numa fazenda de propriedade do médico em Avaré, em maio. 

Dos trabalhos, participaram promotores e policiais civis”, acrescenta o comunicado.

Denúncias e condenação
As denúncias contra o médico começaram em 2008. 

Abdelmassih foi indiciado em junho de 2009 por estupro e atentado violento ao pudor. 

Ele chegou a ficar preso de 17 de agosto a 24 de dezembro de 2009, mas recebeu do Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de responder o processo em liberdade.

A denúncia do Ministério Público à Justiça apontou que Roger Abdelmassih tinha estuprado 39 pacientes. 

O médico mantinha clínica na Avenida Brasil, na região dos Jardins, área nobre da cidade de São Paulo. 

Ao todo, as vítimas acusaram o médico de ter cometido 56 estupros.

Em 23 de novembro de 2010, a Justiça o condenou a 278 anos de reclusão. 

Foram considerados 48 ataques a 37 vítimas entre 1995 e 2008. 

Abdelmassih não foi preso logo após ter sido condenado porque um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dava a ele o direito de responder em liberdade.

O habeas corpus foi revogado pela Justiça em janeiro de 2011, quando ex-médico tentou renovar seu passaporte, o que sugeria a possibilidade de que ele tentaria sair do Brasil. 

Como a prisão foi decretada e ele deixou de se apresentar, passou a ser procurado pela polícia. 

Em maio de 2011, Abdelmassih teve o registro de médico cassado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo.

Médico alegava inocência
O ex-médico sempre alegou inocência. 

Chegou a dizer que só ‘beijava’ o rosto das pacientes e vinha sendo atacado por um "movimento de ressentimentos vingativos". 

Mas, em geral, as mulheres o acusaram de tentar beijá-las na boca ou acariciá-las quando estavam sozinhas - sem o marido ou a enfermeira presente.

Algumas disseram ter sido molestadas após a sedação. 

De acordo com a acusação, parte dos 8 mil bebês concebidos na clínica de fertilização também não seriam filhos biológicos de quem fez o tratamento.

Em nota, os advogados Márcio Thomaz Bastos e José Luis Oliveira Lima afirmaram que a defesa "aguarda o julgamento da apelação interposta perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo" contra a decisão que o condenou.

A defesa alega que, por isso, a sentença não transitou em julgado.

"No tocante a sua prisão, a defesa não irá se manifestar", informaram em nota.

Abdelmassih deixa a sede da PF em direção ao aeroporto de Foz do Iguaçu

Ex-médico saiu da sede da PF às 12h18 desta quarta-feira (20).
Ele seguirá para São Paulo e ficará preso na Penitenciária II de Tremembé.


Adriana JustiDo G1 PR
Abdelmassih deixa a sede da PF em direção ao aeroporto de Foz do Iguaçu (Foto: Reprodução/RPCTV)Abdelmassih deixa a sede da PF em direção ao
aeroporto de Foz  (Foto: Reprodução/RPCTV)
O ex-médico Roger Abdelmassih, que estava preso na sede da Polícia Federal (PF), em Foz do Iguaçu, no Paraná, seguiu em direção ao Aeroporto Internacional, também em Foz, às 12h18 desta quarta-feira (20), para ser transferido para São Paulo. 
O trajeto foi feito de carro e sob escolta policial.  
De Foz, Abdelmassih seguirá para o Aeroporto de Congonhas em uma aeronave da PF de Brasília. 
A PF não soube informar a previsão de chegada no terminal aéreo de São Paulo. 
A Secretaria de Segurança Público de São Paulo informou que o ex-médico será encaminhado primeiramente ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer um exame de corpo de delito e depois será levado para a Penitenciária II de Tremembé, no interior do estado.
Roger Abdelmassih tem 70 anos e era considerado um dos principais especialistas em reprodução humana no Brasil. 
Ele foi condenado pela Justiça a 278 anos de reclusão pelos crimes de estupro e atentado violento ao pudor.
Ele estava foragido desde 2011 e  foi preso na tarde de terça-feira (19) em Assunção, capital do Paraguai. 
Após o procedimento de deportação sumária, 
Abdelmassih chegou em Foz por volta das 18h. 
Horas depois de ser preso, ele teve um mal-estar e precisou ser levado para o hospital. Segundo a edição desta quarta do Bom Dia Brasil, ele foi atendido rapidamente e retornou para a prisão na mesma noite.
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Roger Abdelmassih é fichado pela polícia paraguaia após ser preso em Assunção. Médico é condenado a 278 anos de prisão por estupro contra 39 pacientes (Foto: Divulgação/Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)Abdelmassih é fichado pela polícia paraguaia após
ser preso em Assunção. (Foto: Divulgação/
Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)
Abdelmassih foi condenado por estuprar, 37 pacientes, que disseram ter sido atacadas dentro da clínica que ele mantinha na Avenida Brasil, na região dos Jardins, área nobre da cidade de São Paulo. 
Ao todo, ele foi acusado ter cometido 48 ataques, entre estupros e atentado violento ao pudor. 
As investigações concluíram que ele saiu do Brasil por uma fronteira terrestre. 
Todavia, Pimentel não soube precisar qual foi a rota usada.
Médico alegava inocência
O ex-médico sempre alegou inocência. 
Chegou a dizer que só ‘beijava’ o rosto das pacientes e vinha sendo atacado por um "movimento de ressentimentos vingativos". 
Mas, em geral, as mulheres o acusaram de tentar beijá-las na boca ou acariciá-las quando estavam sozinhas - sem o marido ou a enfermeira presente.
Algumas disseram que foram molestadas após a sedação. 
De acordo com a acusação, parte dos 8 mil bebês concebidos na clínica de fertilização também não seriam filhos biológicos de quem fez o tratamento.
Mapa do Paraguai (Foto: Arte/G1)Mapa do Paraguai (Foto: Arte/G1)
Disfarces
Para chegar ao ex-médico, a Polícia Federal usou um programa específico, que montou várias imagens com a foto de Abdelmassih. 
Nelas, o sistema fez projeções de como ficaria o rosto dele com fantasias e disfarces, como tintura capilar, uso de chapéus e óculos escuros.
Condenação 
As denúncias contra o médico começaram em 2008. 
Abdelmassih foi indiciado em junho de 2009 por estupro e atentado violento ao pudor. 
Ele chegou a ficar preso de 17 de agosto a 24 de dezembro de 2009, mas recebeu do Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de responder o processo em liberdade.
Em 23 de novembro de 2010, a Justiça o condenou a 278 anos de reclusão
Abdelmassih não foi preso logo após ter sido condenado porque um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dava a ele o direito de responder em liberdade.
O habeas corpus foi revogado pela Justiça em janeiro de 2011, quando ex-médico tentou renovar seu passaporte, o que sugeria a possibilidade de que ele tentaria sair do Brasil. 
Como a prisão foi decretada e ele deixou de se apresentar, passou a ser procurado pela polícia.
Em maio de 2011, Abdelmassih teve o registro de médico cassado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo.
Lavagem de dinheiro
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) informou que vai investigar uma possível rede de favorecimentos à fuga do ex-médico.
Segundo os promotores, os integrantes dessa rede e o próprio Abdelmassih teriam cometido uma série de outros crimes, como falsidade ideológica e falsidade material, além de lavagem de dinheiro para que o ex-médico tivesse condições de fugir do Brasil e se manter fora do país, conforme o procurador-geral de Justiça Márcio Fernando Elias Rosa e o promotor Luiz Henrique Cardoso Dal Poz.
A quantidade de pessoas, a identidade delas e a relação delas com o fugitivo não foram informados pelo Ministério Público. 
"As investigações têm continuado para responder a todas estas questões", disse Rosa.
Postagens comemorativas
Uma página no Facebook, usada por uma associação de vítimas do ex-médico, comemorou a notícia da prisão. 
No perfil particular de algumas das vítimas, há postagens comemorativas. “uhu, conseguimos”, diz uma das mulheres.
Uma das noras do ex-médico, afirmou que "a justiça foi feita", ao se referir sobre a prisão do sogro. 
Segundo ela, a família não vai se pronunciar mais sobre o caso, para preservar os descendentes mais novos. 
"A gente não quer falar por conta dos filhos e netos", explicou.

PSB OFICIALIZA BETO ALBUQUERQUE COMO VICE DE MARINA

Fonte: Reprodução/veja.abril

Por Daiene Cardoso, Ricardo Brito e Ricardo Della Coletta
Brasília (AE) - 

Em nota divulgada na noite desta terça-feira (19), o PSB confirmou a indicação do líder da bancada na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque (RS), para compor a chapa presidencial que será liderada pela ex-senadora Marina Silva.

No documento, assinado pelo presidente da sigla, Roberto Amaral, o partido informa que a chapa será sacramentada em reunião da Executiva Nacional amanhã, às 15h, em sua sede, em Brasília.
Amaral disse que a viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, foi consultada sobre a possibilidade de ser a vice de Marina Silva, mas ela declinou do convite porque além de ter “compromissos familiares”, precisa dedicar seus primeiros esforços para eleger Paulo Câmara ao governo de Pernambuco.

Segundo a nota, a vitória de Câmara era um sonho que Eduardo “sempre sonhou”. 
O presidente da sigla esteve reunido durante todo o dia em Recife com dirigentes do PSB pernambucano e hoje ouviu a cúpula do partido sobre a composição da candidatura.

Fique de olho na agenda do nosso futuro Deputado Estadual Gesmar 55100 nesta quarta-feira.

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