Banners


Create your own banner at mybannermaker.com!

quarta-feira, agosto 13, 2014

'Quero todos os discos do Brasil', diz colecionador com 5 milhões de vinis


Zero Freitas tem equipe de 17 pessoas para catalogar discos; veja vídeo.
Ele se diz 'maluco' e busca todos os álbuns de música brasileira já lançados.

 

Rodrigo Ortega Do G1, em São Paulo
Ter uma cópia de todos os vinis já lançados de música brasileira é o objetivo de Zero Freitas, empresário que já estima guardar 5 milhões de álbuns (entre nacionais e estrangeiros) em dois galpões em São Paulo. 

Ele chamou atenção entre colecionadores do mundo ao comprar 1 milhão de discos de um ex-lojista dos EUA, e foi destaque em reportagem da "New York Times Magazine" no dia 8 de agosto.

O empresário Zero Freitas em um dos galpões onde guarda milhões de vinis, na Vila Leopoldina, em São Paulo (Foto: G1/Flavio Moraes) 
Empresário Zero Freitas em um dos galpões onde guarda milhões de vinis, na Vila Leopoldina, em SP (Foto: G1/Flavio Moraes)
 
 
Zero contratou 16 estagiários — a maior parte estudantes de história — e uma gerente para catalogar os álbuns, em um galpão na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo. 

O G1 visitou o espaço com 500 mil discos, onde também funciona uma das empresas dele, que aluga luz e som para peças de teatro

Zero mostrou o processo de catalogação. 

Em outro galpão maior próximo, na Lapa, ele diz guardar mais 4,5 milhões de álbuns (veja o vídeo acima).

O empresário, músico e colecionador quer "todos os discos de música brasileira" pois tem "obsessão por memória e história". 

Além do acervo em galpões, ele contabiliza 100 mil discos em casa

Os que ficam nos galpões são catalogados em uma velocidade média de 500 por dia, o que não dá conta de escoar os lotes de centenas de milhares que ele compra em todo mundo.

Quem é Zero Freitas

José Roberto Alves Freitas, que adotou o apelido Zero, é um empresário paulista de 60 anos — ele aponta erro do "New York Times", que disse que sua
idade é 62. 

Ele é graduado em Música pela Universidade de São Paulo (USP), e se especializou em trilhas para peças de teatro. 

Em paralelo, cuida de negócios de transporte da família. 

Hoje é diretor comercial da transportadora Benfica, que, entre outros negócios, opera linhas de ônibus em Diadema (SP).

O empresário Zero Freitas em um dos galpões onde guarda milhões de vinis, na Vila Leopoldina, em São Paulo (Foto: Flavio Moraes/G1) 
O empresário Zero Freitas em um dos galpões onde guarda milhões de vinis, na Vila Leopoldina, em SP (Foto: Flavio Moraes/G1)
 
 
"Não tive prazer nos primeiros dez anos de trabalho com transportes. 

Eu tinha que ser guia turístico e viajava o Brasil todo com 90 idosas malucas e meia dúzia de jovens, nos anos 70", conta. 

Ele diz já ter se dedicado "24 horas por dia" tentando conciliar as trilhas de teatro e os negócios familiares. 

Hoje, continua com a "responsabilidade" de dirigir a companhia, mas tem mais tempo para a crescente coleção de vinis.

O empresário tem três filhos do primeiro casamento, que durou 22 anos. 

O segundo casamento, sem filhos, já dura 20 anos. 

Foi com a atual mulher que ele diz ter começado seu período de "abundância". 

O sucesso financeiro, segundo ele, "já estava no mapa astral".

"Quando conheci minha atual mulher, isso me abriu um canal de abundância, uma coisa mística, esotérica. 

Abundância financeira, mesmo. 

Tinha alguma coisa que emperrava isso. 

De repente, passei a investir em coisas que davam muito certo. 

Comprava uma casa caindo aos pedaços, no dia seguinte ia uma incorporadora e oferecia três, quatro vezes o que eu paguei. 

Isso já estava no meu mapa astral desde o início", afirma.

EstagiáriOs trabalham na catalogação de coleção de vinis do empresário Zero Freitas, em São Paulo (Foto: Flavio Moraes/G1) 
Estagiários trabalham na catalogação de coleção de vinis do empresário Zero Freitas, em São Paulo (Foto: Flavio Moraes/G1)
 
 
'Maluco'

"Ele era mais maluco que eu", diz Zero Freitas sobre Olivier Toni, maestro e professor da Faculdade de Música da USP. 


Seu ex-professor era obcecado por buscar partituras de música barroca no interior de Minas Gerais, e acabou se tornando uma das inspirações para o esforço de Zero por colecionar música.

A paixão também vem de família. "Minha mãe é louca por música. 

Quando criança, me passou essa paixão por música brasileira, e aos cinco anos me comprou um piano", lembra. 

O primeiro vinil foi um álbum infantil de Roberto Carlos

Também é do cantor capixaba uma das peças mais valiosas da coleção atual: "Louco por você", trabalho de estreia, que foi renegado pelo próprio Roberto. 

Enquanto fãs do "rei" sonham com uma cópia do álbum, Zero tem quatro.

Quando vale a coleção? 

De cara, ele responde: "Não tem preço e não está à venda". 

Mas, fazendo um cálculo geral, ele diz que, entre bolachas "que não valem nada" e outras raríssimas, o valor total deve bater os R$ 5 milhões.
O empresário Zero Freitas em um dos galpões onde guarda milhões de vinis, na Vila Leopoldina, em São Paulo (Foto: Flavio Moraes/G1) 
O empresário Zero Freitas em um dos galpões onde guarda milhões de vinis, na Vila Leopoldina, em SP (Foto: Flavio Moraes/G1)
 
 
'Obscuridades'

"Só de discos de cantoras evangélicas cariocas, tenho mais de mil, daqueles que nem a mãe da artista deve saber que existe. 


Mas me interessa pela obscuridade sociológica", diz aos risos. 

Os amigos sabem do interesse dele por discos renegados. "No último 'lixo' que me deram, veio um LP do América do Rio, de 1960. 

Eu nunca vi isso e tenho certeza que os torcedores do América também não conhecem", conta.

A coleção "deu um salto" quando ele mergulhou no eBay, site de leilões online, no começo dos anos 2000. "Comprava raridades por quase nada", diz.

Zero diz não comprar mais pelo site, mas ainda arremata coleções inteiras de todo o mundo, com a ajuda do "olheiro" carioca Allan Bastos, que conheceu no eBay. 

Também colecionador, Allan morava em Nova York e agora se mudou para Paris

Ele faz contato com pessoas que ajudam a achar oportunidades de compras em várias cidades. 

As compras chegam de navio, em containers.

Projeto de site

O próximo projeto é o site Emporium Musical, onde pretende colocar a lista de todo o acervo catalogado e abrir para consulta pública. 


Os interessados em conhecer o disco teriam que contatar Zero pelo site e combinar a visita diretamente, planeja.

O empresário não tem ideia de quantos discos ainda precisa comprar para completar a ambiciosa meta de ter toda a música brasileira em vinil. 

Ele também não sabe qual o número exato de discos de música brasileira e estrangeira tem, já que a coleção total ainda está sendo catalogada.

Mas, pelo menos entre os discos de 78 rotações (populares na primeira metade do século 20), há boa expectativa de chegar à meta. "Há uma estimativa de que foram lançados 60 mil discos brasileiros neste formato. 

Estou de olho em uma coleção que vai me levar bem perto deste número", adianta Zero.

'Nobel' brasileiro se apaixonou pela matemática disputando olimpíadas

Artur Ávila ganhou o prêmio máximo da área de conhecimento.
Veja outros brasileiros de sucesso que foram medalhistas na época escolar. 

 

Vanessa Fajardo Do G1, em São Paulo
Nobel, matemática, artur ávila, fields (Foto: Divulgação/Prêmio Fields) 
Artur Ávila recebe a Medalha Fields (Foto: Divulgação/EBS)
 
 
Artur Ávila Cordeiro de Melo sempre quis ir além do que a escola lhe proporcionava. 

Principalmente quando o assunto era matemática. 

Pedia aos pais que lhe comprassem livros para explorar ainda mais o universo das ciências exatas. 

A paixão pela matemática se consolidou quando Ávila passou a participar das olimpíadas de conhecimento. 

Aos 13 anos, ganhou sua primeira medalha de matemática. 

Aos 35, levou um prêmio equivalente ao 'Nobel' nesta área de conhecimento.

O sucesso de Ávila mostra como alunos que ganharam medalhas em olimpíadas de matemática podem se tornar profissionais consagrados no futuro. 

Se no Brasil o aprendizado de matemática é um dos maiores problemas nas escolas, estes campeões descobriram neste universo mais do que a paixão por equações e fórmulas, uma carreira promissora.

"Sempre gostei de matemática, mas em olimpíada era diferente", explica Ávila, que publicou um importante estudo sobre sistemas dinâmicos em 2003, quando tinha apenas 23 anos. 

Outros brasileiros seguiram um caminho de conquistas no campo profissional.

Aos 16 anos, Ávila ganhou a medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática no Canadá, vencendo 411 oponentes de 72 países. 

Desde então, ainda cursando o ensino básico, o carioca passou a frequentar as disciplinas da pós-graduação do IMPA, onde concluiu seu mestrado junto com o ensino médio. 

Assim, Avila não cursou graduação e foi direto para o doutorado no IMPA.

O G1 procurou alguns ex-campeões olímpicos para saber como a competição interferiu na  sua escolha profissional

Ouviu, ainda, opiniões sobre como o sucesso de tantos brasileiros em competições matemáticas de ponta pode ser revertido no ensino da disciplina nas salas de aula brasileiras.

Estudantes disputam a 55ª Olimpíada Internacional de Matemática na África do Sul; Brasil ficou com cinco medalhas (Foto: Divulgação/OBM) 
Estudantes disputam a 55ª Olimpíada Internacional de Matemática na África do Sul (Foto: Divulgação/

 
OBM)
 
Davi Máximo, de 29 anos, é professor de matemática na Universidade Stanford, uma das mais importantes dos Estados Unidos. 

Nicolau Saldanha, de 49 anos, fez mestrado nos EUA, doutorado na França e hoje transmite seus conhecimentos como professor e pesquisador da PUC-Rio. 

Gerson Tavares Câmara de Souza, filho de um operário e uma empregada doméstica, hoje é engenheiro de automação e coordena projetos de sistemas elétricos em uma empresa de automação industrial. 

Guilherme Souza, outro ex-campeão, trabalha na Microsoft nos Estados Unidos.

As olimpíadas cobram conhecimento que vão além das aulas do ensino médio e desafiam os competidores a solucionar problemas matemáticos com raciocínio e criatividade. 

Há quem se encante por este universo e descubra no campo dos números e fórmulas matemáticas uma nova carreira

E garante, ainda, que a matemática de verdade, não a da sala de aula, não tem nada de chata ou assustadora. É empolgante.

Há a olimpíada específica para alunos da rede pública, a Obmep, que existe há dez anos, e a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) que reúne tanto competidores de escolas públicas quanto de privadas, desde 1979. 

A OBM serve como seletiva para formar as equipes que participam das competições internacionais. 

A mais importante delas é a IMO, na sigla em inglês, que ocorre durante o mês de julho desde 1959, cada ano em um país, com jovens de até 19 anos do mundo todo.

VEJA O QUE FAZEM HOJE OUTROS EX-MEDALHISTAS DE MATEMÁTICA

Davi Máximo Alexandrino Nogueira, 29 anos, professor na Universidade Stanford

Davi Máximo é professor na Universidade Stanford, nos Estados Unidos (Foto: Arquivo pessoal) 
Davi Máximo é professor na Universidade Stanford, nos Estados Unidos (Foto: Arquivo pessoal)
 
 
Natural do Ceará, Nogueira foi para os Estados Unidos para fazer doutorado na Universidade do Texas

Terminou em maio do ano passado, em setembro seguiu para Stanford com o objetivo de lecionar. 

O brasileiro fez graduação e mestrado em matemática na Universidade Federal do Ceará (UFC), e conta que pretende seguir carreira como professor.

Em sua primeira participação na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), em 1998, ainda estava na 6ª série, atual 7º ano, e durante os três anos do ensino médio integrou a equipe brasileira que disputou a versão internacional das olimpíadas de matemática, a IMO, na sigla em inglês. 

Foi premiado nas três edições com medalhas de prata e bronze, entre 2000 e 2005. 

Ele diz que as olimpíadas o fizeram “conhecer o mundo fora da escola bem mais interessante, o mundo da ciência.”
“A sala de sala de aula não apresentava desafio cientifico. 

O vestibular era caminho linear, mas não teria escolhido um caminho para ciências. 

Viajei bastante, conheci gente, tive contato com uma cultura diferente da sala de aula. 

Isso abriu minha cabeça para possibilidade de fazer ciência como carreira.”

Nicolau C. Saldanha, 49 anos, professor e pesquisador da PUC-Rio

Nicolau Saldanha dando aulas: ele foi o primeiro brasileiro a ganhar uma medalha de ouro em competições internacionais de matemática (Foto: Divulgação CTC/PUC-Rio)Nicolau Saldanha dando aulas: ele foi o primeiro brasileiro a ganhar uma medalha de ouro em competições internacionais de matemática (Foto: Divulgação CTC/PUC-Rio)
 
 
Saldanha participou da primeira edição da OBM em 1980 e foi o primeiro brasileiro a ganhar medalha de ouro na versão internacional da competição, dois anos depois, nos Estados Unidos.

O menino que sempre gostou de matemática cogitava estudar engenharia, até se envolver – e se encantar – com o universo das olimpíadas. 

“Meu pensamento era fazer engenharia por desconhecimento da carreira de matemática, o que acontece ainda entre os alunos do ensino médio. 

Hoje tem mais oportunidade para matemático, há falta de profissionais para o mercado não acadêmico, como o financeiro, por exemplo, porque é raridade quem não quer ir para a academia.”
 
 
A olimpíada deve servir para mostrar que a matemática pode ser algo interessante"
Nicolau Saldanha, professor,
de 49 anos.
 
O brasileiro fez graduação e mestrado em matemática na PUC-Rio, doutorado em Princeton, nos Estados Unidos e pós doutorado na França. 

Desde 1998, é professor e pesquisador na PUC-Rio.
“As olimpíadas afetaram muito minha escolha profissional, não tinha informação nenhuma sobre a carreira de matemática. 

Elas serviram para eu acreditar no meu próprio talento e conhecer a profissão”.

Para Saldanha, as provas de matemática do ensino médio são “mecânicas, e exige que o aluno aplique o método que o professor mostrou no quadro. 

Se não errar as contas, tira dez.” “A olimpíada se parece mais com uma pesquisa matemática, exige ideias do aluno. 

Os alunos mais talentosos veem formas novas de pensar no problema. 

Gostar de matemática é ter esse prazer e encontrar ideias novas. É isso que atrai os alunos para olimpíadas.”

O professor espera que essas provas possam influenciar e revolucionar as avaliações regulares da matemática dentro das escolas. “É o caminho para tornar a coisa menos tediosa e mecânica. 

A olimpíada deve servir para mostrar que a matemática pode ser algo interessante.”

Gerson Tavares Camara de Souza, 23 anos, engenheiro de automação

Gerson Tavares Camara de Souza trabalha como engenheiro autônomo (Foto: Alba Valeria Mendonça/G1)Gerson Tavares Camara de Souza trabalha como engenheiro de automação (Foto: Alba Valeria Mendonça/G1)
 
 
Souza é paulistano, mora na Zona Leste, e sempre cursou a rede pública de ensino. 

Embora os pais tenham estudado somente até a 4ª série, o pai era vidreiro (fazia copos e jarras) e a mãe é doméstica, a educação em sua casa sempre foi muito valorizada. “Eles não deixavam a gente faltar na escola nunca.”

O estudante participou da primeira edição da Olimpíada Brasileira de Escolas Públicas (Obmep), quando estava na 8ª série e ganhou quatro medalhas de ouro em quatro anos consecutivos.

A Obmep é uma oportunidade que pode mudar uma vida, mesmo que a pessoa não ganhe medalha, eu sou exemplo. 
 
Só o esforço representa muito, o aluno vai conseguir pensar além das pessoas"
Gerson Tavares, engenheiro de automação,
de 23 anos.
 
Começou a fazer a pesquisa de iniciação científica da Obmep, fez curso técnico no Senai e foi aprovado no curso de engenharia elétrica da Universidade de São Paulo (USP), sem ter feito cursinho antes. Souza concluiu o curso em dezembro do ano passado

Hoje trabalha como engenheiro de automação e coordena projetos de sistemas elétricos em uma empresa de automação industrial. 

Para o próximo ano, os planos são de fazer um mestrado ou um MBA.

“As coisas foram caminhando juntas, com a iniciação científica, descobri que queria fazer algo em exatas. 

A Obmep foi importante porque me mostrou que existia perspectiva. 

Antes, nem pensava em faculdade, não tinha essa orientação na escola.”

“A Obmep é uma oportunidade que pode mudar uma vida, mesmo que a pessoa não ganhe medalha, eu sou exemplo. 

Só o esforço representa muito, o aluno vai conseguir pensar além das pessoas, e o principal prêmio não é a medalha, e sim, o aprendizado. 

A prova exige raciocínio e não decoreba, porque traz uma situação problema. 

Com a olimpíada, o aluno aprende a pensar e a raciocinar.”
Guilherme Souza, 24 anos, engenheiro de computação da Microsoft, nos Estados Unidos

Guilherme Souza trabalha na Microsoft nos Estados Unidos (Foto: Arquivo pessoal)Guilherme Souza trabalha na Microsoft nos Estados Unidos (Foto: Arquivo pessoal)
 
 
Souza é de São Paulo, mas trabalha na Microsoft no estado de Washington, nos Estados Unidos, há quase dois anos. 

Se formou em engenharia da computação pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em 2011.

O engenheiro soube da versão estadual da olimpíada de matemática pela mãe, que na ocasião, era professora, mas ainda não tinha idade para participar. 

Anos mais tarde passou a disputar não só as olimpíadas de matemática, como informática e física. 

Em 2005 e 2006 integrou a equipe do Brasil na IMO e conquistou menção honrosa e medalha de bronze.

Sempre gostei de matemática. Aprendi muitas coisas nas olimpíadas, não só de matemática, mas, sim, a importância da dedicação e como aprender assuntos novos com mais facilidade"
Guilherme Souza,
engenheiro da Microsoft.
 
“Sempre gostei de matemática. Aprendi muitas coisas nas olimpíadas, não só de matemática, mas, sim, a importância da dedicação e como aprender assuntos novos com mais facilidade. 

Pensando em um lado mais prático os resultados são um diferencial no currículo, bem valorizado por empresas e pelas universidades do exterior.”

O engenheiro diz que atualmente participa de competições online de programação, por isso de vez em quando costuma pegar problemas das últimas olimpíadas para tentar resolver. “Por sempre gostar mais da área de exatas acho que acabaria seguindo a mesma carreia na engenharia, mas não se sei chegaria onde cheguei sem as olimpíadas.”

terça-feira, agosto 12, 2014

A boca que mudou o mundo

 Coluna


O cineasta e colunista Arnaldo Jabor Foto: Divulgação

Na minha opinião, quem deflagrou este tempo de tráfi Bush, nossa besta do apocalipse.

 

Estamos vivendo um suspense histórico, numa situação de trágicos conflitos descentralizados no mundo todo, principalmente no Oriente Médio. 

Como isso começou? 

Alguma coisa ou alguém deflagrou este tempo. 

Na minha opinião foi o George W. Bush, nossa besta do apocalipse.

É impressionante como ninguém fala mais do Bush. 

Ele é culpado por tudo que acontece no mundo atual e ninguém fala nele. 

Devia estar preso, como o Mubarak. Bush está pintando quadros em sua fazenda do Texas enquanto o mundo que ele armou se destroça. 

Bush iniciou uma linha de erros em linha reta para um futuro apavorante.

Tudo começou com a derrota de Al Gore, seu adversário em 2000. 

Bill Clinton tinha sido humilhado como poucos em 1997, quando teve um caso com Monica Lewinsky, aquela estagiária gorda que morava no edifício Watergate em Washington (agourento lugar, ainda com cheiro de Nixon). 

Monica fez-lhe um “blow job” na cozinha da Casa Branca, entre pizzas, enquanto a Hillary dormia. 

O procurador da república Ken Starr quase levou o Clinton as galés, obrigando-o a mentir na TV, declarando que nunca tinha tido relações sexuais com Monica, pois não considerava aquilo ato sexual. 

Mas Monica guardara um vestido marcado por esperma do presidente, cujo DNA provava sua atuação. 

Muito bem. 

Vexame total para Clinton e quase um impeachment, pois ele tinha mentido, crime inafiançável para americanos hipócritas.

Muito bem, de novo.

Aí, o Al Gore, democrata candidato contra o Bush, ficou com medo de defender o Clinton na campanha, porque podia ser considerado cúmplice de adultério diante até de sua esposa. 

Gore medrou. Aí, Bush deitou e rolou, além de ter tramado uma roubalheira na votação, principalmente na Flórida por seu irmão Jeb, apoiada pelo Tribunal Supremo, que ignorou a roubalheira. 

E Bush foi eleito. 

Foi o pior presidente americano de todos os tempos, uma espécie de Forrest Gump no poder, ignorante, alcoólatra e mau estudante, coisa de que se orgulhava. 

Até que um dia, para seu azar e sorte, o Osama Bin Laden derrubou as torres gêmeas no evento mais espantoso do século 21 (até agora...) e deflorou os Estados Unidos, nunca atacados dentro de casa. 

Não me esqueço da cara do Bush quando lhe contaram no ouvido a tragédia, enquanto ele dava uma palestrinha para meninos de um colégio. 

A cara do Bush foi de gesso, paralisada, sem uma rala emoção, sob o olhar das criancinhas em volta. 

A partir daí, ele ganhou a sorte grande de ser chamado de Presidente de Guerra, o que é um título que justifica tudo, como foi o caso do Truman quando derreteu Hiroshima e Nagasaki às gargalhadas, no show de som e luz para espantar a União Soviética na Guerra Fria. 

A América queria vingança. 

E Bush invadiu o Afeganistão atrás do Osama. 

Em seguida, aconselhado por seu vice-papai Dick Cheney, resolveu mentir que o Iraque tinha que ser conquistado porque teria “armas de destruição em massa”. 

Qualquer ser pensante sabia que a invasão do Iraque seria um erro tão grave quanto atacar o México como retaliação ao Japão pelo bombardeio a Pearl Harbour. 

Assim como usou os aviões para derrubar o WTC, Osama usou o presidente dos USA contra os USA e o mundo. 

Bush cumpriu todos os desejos de Osama, como um lugar-tenente. 

Osama morreu, mas sua obra foi bem-sucedida. Ele semeou o terrorismo e Bush legitimou-o para sempre. 

Bush veio para acabar com todas as conquistas liberais dos anos 60. 

Só faltava um pretexto; Osama deu-o.

Aí derrubaram o Saddam Hussein, um ditador sunita filho da p*#a, que servia ao menos para segurar o Oriente Médio com sua intrincada geopolítica fanática, sectária e religiosa. 

Aí, todo o ódio ancestral contra os USA cresceu como nunca. Isso fortaleceu não só a al-Qaeda como seus filhotes, e os homens-bomba floresceram como papoulas, iniciando a série de atentados na Espanha, Inglaterra, Índia, Bali, Boston e outros que vieram e virão.

A América jogou no Iraque dois trilhões de dólares para uma guerra sem vitórias, porque os inimigos eram e são invisíveis e moram fora da História. 

Mataram milhares de americanos jovens e fortes e arrasaram um país que hoje já é dominado pelo tal do Califado Islâmico, o Isis, perto do qual a al-Qaeda é uma ONG beneficente. 

Somou-se a essa (perdão...) cagada a crise econômica de 2008, provocada pela desregulação total das finanças de Wall Street por Bush, precedido aliás burramente por Clinton. 

Depois começou a era que chamávamos de Primavera Árabe, ridícula ilusão do Ocidente que achou que o mundo árabe estava obcecado pela democracia dos Estados Unidos. Rs rs rs...

Obama conseguiu então matar o Osama, o que o ajudou na reeleição, pela qual devemos agradecer a Deus, pois se fosse o “bushiano” Mitt Romney estaríamos “fucked up”. 

Mas a morte de Osama no Paquistão indispôs mais ainda o Oriente Médio contra nós e fragilizou muito a liderança dos Estados Unidos como potência. 

Daí, Irã e bombas atômicas, Egito, Líbia, guerra da Síria contra seu povo, apoiada claro, pela China e, oba!, pela Rússia da KGB. 

E hoje estamos nessa inana, nessa briga de foice em quarto escuro, estamos no massacre de Gaza por Israel, estamos na alvorada de novos horrores além do Hamas e suas criancinhas-escudo. 

Ambos querem mostrar ao mundo que são vítimas um do outro; um quer jogar Israel no mar e o outro manter Gaza como um gueto faminto de palestinos.

Se não tivessem invadido o Iraque, o mundo seria outro. 

A História encontrou em Bush o instrumento ideal para seu desejo de autodestruição (a História quer sossego). Mas o “se” não existe na História. Foi o que foi. 

A História é intempestiva e ilógica e as tentativas de dominá-la em geral dão em totalitarismo e ditaduras. 

Talvez eu esteja procurando uma “razão” para o caos atual. Pode ser. Mas creio, assim mesmo, que George W. Bush foi o principal responsável por tudo que nos acontece hoje.

E antes dele, mais atrás, na era Clinton, tivemos o mais devastador “boquete” da história humana. Um boquete que mudou o mundo. E que pode destruí-lo, um dia.

APRENDAMOS COM JOSÉ SER FIEL A DEUS EM NOSSAS ATITUDES.



Faraó põe José como governador do Egito.

38 "E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus?
39 Depois disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu.
40 Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo, somente no trono eu serei maior que tu.
41 Disse mais Faraó a José: Vês aqui te tenho posto sobre toda a terra do Egito.
42 E tirou Faraó o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de roupas de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço.
43 E o fez subir no segundo carro que tinha, e clamavam diante dele: Ajoelhai. Assim o pôs sobre toda a terra do Egito.
44 E disse Faraó a José: Eu sou Faraó; porém sem ti ninguém levantará a sua mão ou o seu pé em toda a terra do Egito.
45 E Faraó chamou a José de Zafenate-Panéia, e deu-lhe por mulher a Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om; e saiu José por toda a terra do Egito.
46 E José era da idade de trinta anos quando se apresentou a Faraó, rei do Egito. E saiu José da presença de Faraó e passou por toda a terra do Egito.
47 E nos sete anos de fartura a terra produziu abundantemente". GÊNESIS 41: 38 a 47.


HOJE PELA MANHÃ, EU E MINHA ESPOSA GINA MIUKI MIKAWA BARRETO, NO NOSSO CULTO DOMÉSTICO QUE FAZEMOS TODOS OS DIAS DO ANO, ESTUDANDO A PALAVRA DE DEUS, NOS DEPARAMOS COM ESSE TEXTO ACIMA DE GÊNESIS, QUE CONTA A TRAJETÓRIA DE JOSÉ E NOS NOSSOS COMENTÁRIOS QUE FIZEMOS DIANTE DA SITUAÇÃO QUE JOSÉ ENFRENTOU PARA CHEGAR AONDE ELE CHEGOU, MINHA ESPOSA ME CHAMOU ATENÇÃO PARA ALGO QUE ME FEZ MUDAR RADICALMENTE O CONCEITO QUE EU CONSERVEI AO LONGO DOS ANOS A FAVOR DA PENA DE MORTE PARA QUEM PRATICA QUALQUER TIPO DE CRIME. 

O QUE ME LEVOU À PARTIR DE HOJE, NÃO CONCORDAR MAIS COM ESSE TIPO PUNIÇÃO PARA QUEM PRATICA QUALQUER TIPO DE CRIME, MESMO CONSIDERADO HEDIONDO, OU ATÉ MESMO FAZER "JUSTIÇA" COM SUAS PRÓPRIAS MÃOS, FOI QUANDO EU CONSIDERANDO COM A MINHA ESPOSA, A ATITUDE DE JOSÉ QUANDO SE TORNOU GOVERNADOR DO EGITO, QUE DEVERIA SER A DE PEDIR A CABEÇA DA MULHER DE POTIFAR QUE O ACUSOU DE MOLESTÁ-LA SEXUALMENTE, E ATÉ MESMO O SEU MARIDO POR TÊ-LO TRANCAFIADO EM UMA MASMORRA SEM APURAR A VERACIDADE DA ACUSAÇÃO DE SUA MULHER, A FARAÓ, QUE COM CERTEZA, COM A CREDIBILIDADE QUE JOSÉ CONQUISTOU DA AUTORIDADE MÁXIMA DAQUELE PAÍS, NÃO SERIA NEGADO O SEU PEDIDO.

E NO ENTANTO, JOSÉ NÃO PROCUROU SE VINGAR OU FAZER JUSTIÇA COM SUAS PRÓPRIAS MÃOS DO MAL QUE AQUELE CASAL FIZERA CONTRA ELE. 

MINHA ESPOSA ENTÃO, SE DIRIGE A MIM, E COM A SUA VOZ SUAVE E MEIGA DIZ: "ELE FEZ O CERTO, PORQUE, SE A PESSOA QUE COMETE UMA MALDADE CONTRA ALGUÉM, E ESSA PESSOA É MORTA PELA MALDADE QUE COMETEU, NÃO VAI SENTIR DENTRO DE SI O MAL QUE PRATICOU, PORQUE ESTÁ MORTA, TEM QUE FICAR É VIVA MESMO, PARA PAGAR EM VIDA, TUDO DE RUIM QUE ELA PRATICOU. 

SÓ QUEM PODE TIRAR A VIDA É DEUS, PORQUE SÓ ELE É O AUTOR DA VIDA !". 

CONCLUIU ELA SUA OPINIÃO CITANDO EXEMPLOS DE DIVERSAS PESSOAS QUE PRATICARAM COISAS ERRADAS NA VIDA E ESTÃO PAGANDO PELO QUE FEZ, INCLUSIVE POLÍTICOS. 

CONCORDEI COM A MINHA AMADA ESPOSA, PORQUE ESSA DEVE SER A COMPREENSÃO DE TODAS AS PESSOAS QUE PROCURAM ANDAR NO CAMINHO DO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO.

DENTRO DESSE MESMO ESPÍRITO DE COMPREENSÃO DA PALAVRA DE DEUS, CHEGAMOS A MESMA CONCLUSÃO SOBRE A FORMA QUE JOSÉ DO EGITO CONSEGUIU TORNAR-SE GOVERNADOR DAQUELE PAÍS, COMO UM VERDADEIRO SERVO DO SENHOR, SEM PRECISAR FAZER NENHUM TIPO DE CAMPANHA PARA ATINGIR AQUELE GRANDE E COBIÇADO STATUS POLÍTICO. 

ATÉ PORQUE, ELE NÃO PEDIU A FARAÓ PARA SE TORNAR GOVERNADOR. 

DIFERENTEMENTE DOS DITOS PASTORES E DEMAIS LÍDERES RELIGIOSOS DE HOJE, QUE PARA CONQUISTAREM CARGOS POLÍTICOS SE SUJEITAM A TODA ESPÉCIE DE ACERTOS E CONCHAVOS, ENVOLVENDO SUAS CONGREGAÇÕES QUE ELES DENOMINAM DE IGREJAS, PARA DISPUTAREM ELEIÇÕES PARA OS CARGOS QUE ASPIRAM CONQUISTAR.

POR ISSO QUE EU E MINHA ESPOSA, E OS VERDADEIROS CRENTES EM JESUS CRISTO, NÃO VOTAMOS EM LÍDERES RELIGIOSOS DITOS EVANGÉLICOS. 

Sugiro que leiam toda essa história de José. 

É um grande aprendizado para todos nós. 

TENHAM TODOS UMA FELIZ TERÇA-FEIRA, COM A GRAÇA DO NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO.


Valter Desiderio Barreto.

Traficante procurado desde fevereiro de 2013 no Rio é preso no Paraguai


José Benemário de Araújo foi condenado a 73 anos de prisão.
Traficante é apontado com um dos mandantes de ataque a UPP Arará.

 

Do G1 Rio


A Secretaria Antidrogas do Paraguai informou que prendeu um dos traficantes mais procurados do Rio de Janeiro, como mostrou o Bom Dia Brasil

José Benemário de Araújo foi preso no centro de Cidade do Leste, na fronteira com o Brasil. 

Ele era procurado desde fevereiro do ano passado, quando fugiu da prisão. 

Benemário foi condenado a 73 anos por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, roubo e formação de quadrilha. 

Segundo a polícia paraguaia, o criminoso será entregue nesta terça-feira (12) para a polícia do Rio.

saiba mais


Benemário, de 51 anos e natural de Campina Grande (PB), também conhecido como Coroa, é apontado como um dis chefes do tráfico de drogas nas comunidades de Manguinhos, Lins de Vasconcelos, Antares e Cesarão. 

Em 2010, foi indicado por ter, segundo a polícia, ordenado da cadeia a invasão ao Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte. 

A ação resultou na derrubada de um helicóptero da Polícia Militar. 

Ele é acusado também de ser dos mandantes do ataque à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Arará/Mandela, em Benfica, na Zona Norte.

Em 20 de março, por volta das 23h, um grupo de 150 pessoas não identificadas destruiu dois carros policiais e cinco contêineres da UPP, usando inclusive coquetéis molotov.

 Dezessete pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público e vão responder pelos crimes de roubo e incêndio. 

Além de Benemário, teriam ordenado os ataques Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o “Marcelo Piloto”; André Luiz Cabral dos Santos, o “Lacraia”; e Bruno Lopes Gonçalves da Silva, o “Bulau”. 

Os quatro estão entre os 17 denunciados.

Benemário era foragido da Justiça (Foto: Divulgação / Disque-Denúncia) 
Benemário era foragido da Justiça (Foto: Divulgação / Disque-Denúncia)
 
 
Fuga de regime semiaberto

Benemário está foragido desde fevereiro de 2013, quando passou do regime fechado para o semiaberto. 


Segundo o portal Procurados.org.br, ele cumpria pena em João Pessoa, na Paraíba, e estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica quando teve prisão preventiva decretada, por fazer de reféns agentes de saúde, inspetores penitenciários e professores no presídio de Bangu 3, quando ainda estava preso. 

Em 27 de fevereiro, três semanas após sua fuga, ele rompeu a tornozeleira eletrônica.

Ainda de acordo com o portal, o traficante teria se encondido em Santa Cruz, na Zona Oeste, nas favelas do Rola, Cezarão e Antares, redutos da facção criminosa da qual faz parte. 

Teria circulado também no Complexo do Lins, ao lado do traficante Luís Claudio Machado, Marreta, chefe do tráfico da região, também foragido, desde 3 de fevereiro de 2013, quando escapou do Presídio Vicente Piragibe, junto com 27 detentos, pela tubulação de esgoto.

GESMAR 55100



Meu amigo, meu irmão
Escute o que vou lhe dizer
Preste muita atenção
Pra depois não se arrepender

Neste ano de eleição
Seu Voto não vá perder
Vote em GESMAR com o coração
Parauapebas só vai crescer

Ele será o Deputado
Do nosso estado do Pará
Basta olhar pro seu passado
Dele o que falo e confirmar

Ele é um homem competente
Honesto e trabalhador
Tudo o que toca vai pra frente
Pois tudo faz com muito amor

Peço a você nesta eleição
Que vote certo e com firmeza
GESMAR 55100 é a solução
Ele merece com certeza.

Autor: Valter Desiderio Barreto.
Produzido em 12 de agosto de 2014.

Pastor Davi Passamani abriu novo local de culto em fevereiro após renunciar cargo em igreja depois de investigações de crimes sexuais Polícia Civil disse que prisão preventiva foi necessária porque pastor cometeu crimes usando cargo religioso.

Advogado alegou que prisão do pastor faz parte de ‘conspirações para destruir sua imagem’. Por Thauany Melo, g1 Goiás 07/04/2024 04h00.    P...