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segunda-feira, janeiro 23, 2017

Peças falsificadas da China encontradas em aeronaves militares dos EUA





Aeronaves C-27J Spartan dos EUA, destacadas no Afeganistão, estão entre os modelos com suspeitas de peças falsificadas chinesas. (Foto: Departamento de Defesa dos EUA)

Dezenas de peças falsificadas suspeitas foram instaladas em equipamentos de defesa dos EUA das empresas Raytheon Co., L-3 Communications Holdings Inc. e Boeing Co., incluindo aviões destacados no Afeganistão. 

O Comitê dos Serviços Armados no Senado encontrou peças falsificadas – normalmente da China – em pelo menos sete tipo de aviões, incluindo as aeronaves de transporte C-130J da Lockheed Martin Corp, no avião de patrulha P-8A Poseidon da Boeing e nas aeronaves de transporte C-27 Spartan da L-3.

“Componentes eletrônicos suspeitos da China foram instalados em sistemas militares e subsistemas que foram fabricados pela Raytheon Co., L-3.

Communications e Boeing”, disse o memorando de membros do comitê, divulgado nessa segunda-feira, antes de uma audiência que foi realizada na terça-feira.

Nenhum dos exemplares esteve relacionado a casos de acidentes com mortes ou falhas críticas causando um acidente de avião, disse o senador de Michigan Carl Levin, presidente da comissão.


As aeronaves P-8A Poseidon da Boeing também estão entre as suspeitas de receber peças falsificadas da China. (Foto: Boeing)
 
Ainda assim, o pessoal da comissão tem “identificado muitos lugares onde, a menos que a correção seja feita, houve o medo real de que esse tipo de conseqüências desastrosas poderia ter ocorrido”, disse Levin.

A China apoia a luta contra as mercadorias sem procedência, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Hong Lei, durante uma coletiva realizada em Pequim. 

“O governo da China está promovendo ativamente a cooperação na luta contra produtos falsificados ou sem procedência com as autoridades competentes em outros países e tais esforços são bem-vindos”, disse Hong.

Aeronaves destacadas
Separadamente, o Serviço de Investigação Criminal de Defesa do Pentágono está investigando cerca de 40 casos envolvendo vários itens falsificados, disse Ives James, Inspetor Geral Assistente do Pentágono para as Operações de Investigação. 

A agência está realizando 225 investigações, “envolvendo partes potencialmente defeituosas ou de qualidade inferior em componentes”, disse ele.

“Os casos podem envolver falsificações ou peças mal feitas”, disse Ives.

Dois novos aviões C-27 Spartan fabricados pela L-3 para a Força Aérea dos EUA que foram enviados ao Afeganistão possuem displays no cockpit com peças suspeitas, de acordo com a comissão. 

A unidade de Sistemas Integrados da L3 notificou a Força Aérea no dia 19 de setembro que 38 chips de memória de vídeo suspeitos foram instaladas nas unidades de telas em oito das 11 primeiras aeronaves entregues.

Riscos dos chips de memórias

A unidade da L-3 descobriu os chips de memória suspeitos em novembro de 2010, disse o memorando. 

O comitê rastreou os chips até o Hong Dark Electronic Trade em Shenzhen, China, o qual também enviou outra peça falsificada para L-3 detectadas em outubro de 2009, ele disse.

As unidades das telas são feitas pela L-3 Communications Display Systems e fornecem aos pilotos os dados de diagnóstico, incluindo o status do motor, uso de combustível, localização e mensagens de aviso.


 
O painel do C-27J Spartan, com as telas que podem conter peças falsificadas da China. (Foto: Lockheed)
 
As telas dos C-27J estavam entre as mais de 500 peças contendo suspeitas peças chinesas vendidas para a Força Aérea, Marinha e fabricantes de defesa dos EUA para a instalação também nas aeronaves de transporte C-130J e C-17 e nos helicópteros CH-46 dos Fuzileiros Navais, disse o memorando.

“A falha do chip de memória poderia fazer com uma unidade de tela mostrasse uma imagem deteriorada, perdesse todos dados ou mesmo ficasse em branco”, disse o memorando.

A porta-voz da L-3, Jennifer Barton, disse que a empresa está “revisando a matéria.”

Problema sério

O senador do Arizona, John McCain, o republicano sênior no Comitê dos Serviços Armados, disse que a origem das falsificações está camuflada, com os produtos passando através de uma cadeia de três ou quatro empresas falsas.

A China “deve ser mais vigilante”, disse hoje em entrevista à Bloomberg TV. 

“Eles sabem de onde vem.”

“O fato de que as peças defeituosas estão em aeronaves que estão destacadas no Afeganistão é uma prova da gravidade do problema”, disse Levin num e-mail com a Bloomberg News.

A equipe de investigação da comissão do Senado acumulou um banco de dados com 1.800 casos de falsificação, totalizando cerca de 1 milhão de peças. 

Ele examinou 100 casos e descobriu que 70 por cento das peças suspeitas foram rastreadas para as empresas chinesas, de acordo com o memorando.

“Quase 20 por cento dos casos restantes foram rastreados para o Reino Unido e Canadá – os pontos de revenda conhecidos por falsificação de componentes eletrônicos da China”, disse.

O painel está considerando maneiras de reforçar as regras contra as falsificações, disse Levin aos jornalistas, inclusive exigindo a fabricantes de defesa que paguem para substituir as peças com os itens originais.

“Há muitas possibilidades aqui”, disse Levin. 

“Neste momento, não há ambigüidade em alguns dos contratos”, disse ele. 

“Depende de alguma medida quanto à formulação do contrato, se é custo adicional ou preço fixo”, disse ele.

A legislação “vai obrigar os contratantes a dizer” a seus subcontratados e fornecedores da subcontratação de que eles precisam certificar-se de que as partes que estão sendo vendidas são legítimas, disse ele.

“Se você tem o ônus sobre todos os seus fornecedores que irão receber essa mensagem, eles devem informar os seus fornecedores também”, disse ele.

Para ler o memorando do Senado ao Departamento de Defesa, clique aqui (em PDF).

Fonte: Business Week 

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