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Aproveitamento do caroço de açaí

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quarta-feira, julho 19, 2017

Réu na Lava Jato diz a Moro ter intermediado negociação de propina a políticos do PMDB

Na lista estão Jader Barbalho, Renan Calheiros, Anibal Gomes e Silas Rondeau. Afirmação foi dada em audiência com juiz Sérgio Moro, em Curitiba.



Por Bibiana Dionísio e Samuel Nunes, G1 PR, Curitiba 
 
Depoimento Jorge Luz a Moro - 1
Depoimento Jorge Luz a Moro - 1
Jorge Luz, acusado de ser operador do PMDB no esquema de corrupção descoberto na Petrobras, afirmou nesta quarta-feira (12) que houve um acordo para que políticos da legenda apoiassem diretores da Petrobras no cargo em troca de vantagem indevida. Segundo Luz, ele intermediou as negociações que chegaram a R$ 11,5 milhões. 
 
Ao ser questionado pelos próprios advogados, Jorge Luz disse que sabia quem eram os políticos que receberiam as vantagens indevidas da Petrobras. 
 
“Inclusive participei da reunião de agradecimento. 
 
Inclusive o Fernando [Baiano] disse aqui que ao final o Jader o seguinte: ‘Vocês cumpriram o papel de vocês, agora o problema é nosso’.
 
Jader Barbalho, Renan Calheiros, Anibal Gomes, Silas Rondeau, esses são os agentes políticos”, afirmou Luz. 
 
Esta audiência faz parte do processo ligado à 38ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Blackout. 
 
A ação investiga o pagamento de propinas na contratação e operação de dois navios-sondas da Petrobras. 
 
Jorge Luz e o filho dele, Bruno Luz, são réus no processo e estão presos na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
Depoimento Jorge Luz a Moro - 2
Depoimento Jorge Luz a Moro - 2
“O apoio se traduziria numa ajuda financeira e se traduziria também na oportunidade que esses políticos pudessem participar de algumas operações que viessem a surgir”, disse Jorge Luz. 
 
Segundo ele, Fernando Baiano representava os diretores, e Anibal Gomes os políticos. 
 
Fernando Baiano foi condenado em processos da Lava Jato como crimes como lavagem de dinheiro e corrupção passiva. 
 
Ele foi apontado pela força-tarefa da operação como um dos intermediadores de propina no esquema da Petrobras. 
 
De acordo com Luz, em determinado momento houve um desgaste entre Fernando Soares e Anibal Gomes. 
 
A partir deste momento, Luz afirmou que passou a ser intermediário na recepção das contas que o Anibal passava.

Outro lado

Procurado, o senador Jader Barbalho em nota que nunca fez negócios com Jorge Luz. 
 
“O senador diz que as declarações do criminoso devem ser averiguadas pela Justiça. 
 
Também diz que conhece Jorge Luz, mas jamais fez qualquer tipo de negócio com ele", diz a nota. 
 
Também em nota, Renan Calheiros disse que conheceu Jorge Luz, mas não mantém contato com ele. 
 
“O senador Renan afirma que conheceu Jorge Luz há mais de 20 anos e desde então nunca mais o encontrou ou falou com ele. 
 
Diz ainda que não conhece nenhum dos seus filhos. 
 
Há 20 dias, o senador prestou depoimento ao juiz Sergio Moro como testemunha de Luz e reafirmou que a citação a seu nome é totalmente infundada", afirma o texto.
 
O deputado Aníbal Gomes disse que, apesar de conhecer Jorge Luz, não mantinha relação próxima com ele. 
 
“Desconheço totalmente esse tipo de acordo. Li a informação na imprensa, mas desconheço tudo isso que foi dito. 
 
Conheci o Jorge Luz, mas nunca tive intimidade com ele, muito menos negócios. 
 
Nunca", afirmou.
Até a última atualização desta reportagem, o G1 ainda tentava contato com o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau.

Outra citação


Os senadores Renan Calheiros e Jader Barbalho foram citados anteriormente pelo colaborador da Operação Lava Jato Felipe Parente. 
 
O empresário e advogado afirmou que entregou propina para Calheiro e Barbalho. 
 
Parente foi citado pela primeira vez nas investigações da Lava Jato pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, outro colaborador da operação. 
 
Segundo Machado, o empresário era encarregado de levar propina para a cúpula do PMDB. 
 
Em troca, de acordo com o ex-presidente da estatal, Parente recebia 5% dos valores transportados.

Marcos Valério assina acordo da delação premiada com a Polícia Federal


O procedimento, segundo a PF, foi encaminhado para avaliação do Supremo Tribunal Federal (STF); o Supremo não confirma a existência de tal processo.



Por G1 MG, Belo Horizonte
Marcos Valério fecha acordo de delação premiada com a PF
Marcos Valério fecha acordo de delação premiada com a PF.
 
 
Marcos Valério Fernandes assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal no processo conhecido como mensalão tucano. 
 
A colaboração foi assinada no dia 6 de julho deste ano. 
 
Valério foi condenado a 37 anos e 5 meses de prisão no julgamento do mensalão do PT e é réu em ação penal do mensalão tucano. 
 
A informação foi confirmada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (19). 
 
Como parte da conclusão da colaboração, o juiz da Vara de Execuções Penais de Contagem autorizou a transferência de Marcos Valério, que estava preso na Penitenciária Nelson Hungria, para a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais.
 
De acordo com o despacho do juiz Wagner de Oliveira Cavalieri, "tal sentenciado é presumidamente possuidor de inúmeras informações de interessa da Justiça e da sociedade brasileira, motivo pelo qual inegável o interesse público em suas declarações sobre fatos ilícitos diversos que envolvem a república". 
 
Segundo a PF, o processo foi encaminhado para o Supremo Tribunal Federal (STF). 
 
Marcos Valério já prestou vários depoimentos à corporação referentes à delação. 
 
A homologação do acordo está sob análise do STF porque há, no processo, investigados com foro privilegiado. 
 
Já o Supremo não confirma a existência de tal processo porque acordos de colaborações premiadas correm em segredo de Justiça.
 
Procurado pelo G1, o advogado de Marcos Valério, Jean Robert Kobayashi Júnior, disse que não vai se manifestar sobre o acordo de delação premiada porque a defesa trata o assunto com "muita cautela". 
 
Mas, informou que a delação de seu cliente envolve o mensalão tucano e o que chamou de "outros assuntos", sem detalhar a que processos ele se refere.
Marcos Valério é levado por policiais após interrogatório no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, no processo do mensalão tucano (Foto: Raquel Freitas/G1) Marcos Valério é levado por policiais após interrogatório no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, no processo do mensalão tucano (Foto: Raquel Freitas/G1).
 

Delação recusada

 

Em junho de 2016, a defesa de Valério entregou ao Ministério Público uma oferta de delação premiada sobre o mensalão tucano
 
Em 24 de março de 2017, a promotoria informou que não havia interesse por parte do órgão na delação do réu e recusou o procedimento.

O que diz a lei sobre colaboração premiada

A lei permite que acordos de colaboração premiada sejam fechados tanto pelo Ministério Público como por delegados de polícia, mas há uma disputa sobre essa competência. 
 
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entrou com uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) no Supremo no ano passado para impedir os acordos com a polícia.
 
Assim como Valério, o publicitário Duda Mendonça fechou acordo com a PF depois de procuradores não se interessarem por suas revelações. 
 
Em 2005, Mendonça confessou à CPI dos Correios ter recebido R$ 10,5 milhões pela campanha à eleição de Lula via caixa 2.
 
Para Janot, “a legitimidade para oferecer e negociar acordos de colaboração premiada é privativa do Ministério Público” e a ele cabe “avaliar a utilidade das informações obtidas do colaborador”. 
 
A ação ainda não foi julgada.

Mensalão tucano.

De acordo com a denúncia do Ministério Público estadual, o esquema teria desviado recursos para a campanha eleitoral de Eduardo Azeredo (PSDB), que concorria à reeleição ao governo do estado, em 1998. 
 
Para a acusação, houve ato de improbidade administrativa por parte de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Holerbach quando R$ 3 milhões foram transferidos da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) para a agência de publicidade SMP&B, da qual os três eram sócios à época. 
 
A verba foi declarada como patrocínio para a realização do Enduro da Independência, evento que não chegou a ser nem licitado e não houve formalização de contrato. 
 
Para a promotoria, esse dinheiro foi usado na campanha de reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998, através das agências de publicidade SMP&B e DNA, ambas dos três réus. 
 
Azeredo foi derrotado no pleito por Itamar Franco (PMDB). 
 
Os três sócios foram interrogados na Justiça em Belo Horizonte dentro do julgamento da ação penal no dia 7 de abril deste ano. 
 
Todos os acusados negam envolvimento em crimes. 
 
Azeredo foi condenado em primeira instância a 20 anos e 10 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. 
 
Ele recorre em liberdade.

Deputado Gesmar Costa é recebido por grupo político do município de Xinguara


A imagem pode conter: 6 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e área interna

Prof. PEDRO MONTEIRO Juntamente cm grupo Político recebe o Dep. GESMAR COSTA - PSD.
 
Participaram do encontro AMARILDO PAULINO e Prof. JANDERVANIA Pres. Do REDE - XINGUARA.

Onde o Dep. Colocou seu mandato a disposição do grupo em busca de melhorias para o desenvolvimento de nossa cidade !

Deputado Gesmar Costa comemorando com a comunidade de Cajazeiras mais uma conquista



Hoje mais um dia de Vitória, para o vereador Josué Práxedes e o vereador Silvio Costa estivemos hoje com os representantes do Banco Banpará que aprovaram o prédio aqui em cajazeiras para estalaçao da agência. 

Quero aqui agradecer a parceria do prefeito JOSE MILESE, E o nosso deputado Gesmar Costa,falta pouco para essa grande conquista a nossa população.....fomos também a tarde acompanha a recuperação da vicinal do kilometro 92 da estrada Nova, os moradores estão ficando satisfeito com a recuperação da vicinal. 

E mais um dos requerimentos em parceria do vereador Josué Praxedes e vereador Silvio Costa que está sendo atendido. 

Agradecemos ao prefeito José Milese e ao vice Ricardo Guimarães...



Por determinação de Moro, Banco Central bloqueia mais de R$ 606 mil das contas Lula

A Justiça também ordenou o sequestro e arresto de três apartamentos, um terreno e dois carros do ex-presidente. 



Por Alana Fonseca e Bibiana Dionísio, G1 PR, Curitiba 
Lula teve R$ 606.727,12 bloqueados de contas bancárias (Foto: Andre Penner/AP)
Lula teve R$ 606.727,12 bloqueados de contas bancárias (Foto: Andre Penner/AP).
 
 
Depois da determinação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, o Banco Central (BC) bloqueou R$ 606.727,12 de contas bancárias do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 
 
Além disso, houve sequestro e arresto de dois carros, três apartamentos e um terreno, em São Bernardo do Campo (SP). 
O sequestro e o arresto são medidas cautelares que evitam que o réu se desfaça de bens ou valores que podem ser entregues à Justiça após decisão definitiva. 
No momento, o ex-presidente pode usufruir dos bens, mas não pode vendê-los ou repassá-los a outras pessoas.

Lula foi condenado a 9 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo da Lava Jato envolvendo um triplex em Guarujá. 
A força-tarefa da Lava Jato acusou o ex-presidente de receber o apartamento da construtora OAS como propina por contratos na Petrobras.  
O ex-presidente nega.
O aviso do BC a Moro sobre o bloqueio foi feito na tarde de terça-feira (18). 
O processo tramitava em segredo de Justiça. 
A medida, de acordo com o juiz federal, pretende garantir “a reparação dos danos decorrentes do crime”. 
 
Segundo Moro, ficou reconhecido que contrato entre o Consórcio Conest/Rnest gerou cerca de R$ 16 milhões em vantagem indevida a agentes do PT. 
Ainda conforme o juiz, dessa quantia, R$ 2.252.472 foram para o ex-presidente por meio do apartamento triplex.
 
Dos R$ 16 milhões, o juiz descontou o valor do triplex, dos três apartamentos, do terreno e dos dois carros e determinou que a diferença fosse bloqueada de contas bancárias até o limite de R$ 10 milhões.

O bloqueio

O pedido de bloqueio foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), em outubro de 2016, antes da sentença que condenou o ex-presidente. 
O despacho em que Moro autorizou o bloqueio do dinheiro é de 14 de julho deste ano. 
 
Os R$ 606.727,12 foram encontrados em quatro contas do ex-presidente:
  • R$ 397.636,09 no Banco do Brasil;
  • R$ 123.831,05 no Caixa Econômica Federal;
  • R$ 63.702,54 no Bradesco;
  • R$ 21.557,44 no Itaú.
O MPF chegou a pedir a constrição do veículo Ford F1000, de 1984. 
Entretanto, Moro negou pela antiguidade do veículo.

Lula condenado

No dia 12 de julho, Moro condenou o ex-presidente a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro. 
Ele pode recorrer em liberdade.

A acusação é pela ocultação da propriedade de uma cobertura triplex em Guarujá, no litoral paulista, recebida como propina da empreiteira OAS, em troca de favores na Petrobras.
 
Na avaliação dos advogados que representam Lula, Moro teve atuação política na sentença
Esta foi a primeira vez na história que um ex-ocupante da Presidência foi condenado por um crime comum no Brasil. 
 
Depois da sentença, a defesa do ex-presidente, então, pediu esclarecimentos sobre 10 tópicos da decisão de Moro
Esse recurso apresentado chama-se "embargos de declaração" e é usado como instrumento por advogados para solicitar ao juiz revisão de pontos da sentença. 
 

Após 6 meses: investigação da morte de Teori não tem prazo

© Agência Brasil

As investigações da morte são realizadas pelo Cenipa, que informou não ter prazo para concluir os resultados

 


POR Notícias Ao Minuto
 
O acidente que que matou o então ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, completou 6 meses nesta quarta-feira (19).

As investigações da morte são realizadas pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), que informou não ter prazo para concluir os resultados.

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Acidente

Como lembrou o UOL, em 19 de janeiro, o relator da operação Lava Jato no STF morreu aos 68 anos após a queda do avião em que estava junto a outras quatro pessoas no litoral de Paraty, no Estado do Rio de Janeiro.

Os demais ocupantes eram o empresário do grupo Emiliano Empreendimentos e dono do jatinho Carlos Alberto Filgueiras, de 69 anos, a massoterapeuta Maira Lidiane Panas Helatczuk, de 23 anos, a mãe dela, Maria Ilda Panas, 55, e o piloto Osmar Rodrigues, 56.

No momento, o Cenipa, responsável pela apuração de acidentes de avião no Brasil, espera laudos da Polícia Federal e realiza as últimas análises para elaborar a minuta do relatório final, conforme informou a FAB (Força Aérea Brasileira), à qual o Cenipa é subordinado.

sábado, julho 15, 2017

Deputado Márcio Miranda presente as comemorações do aniversário de emancipação política e administrativa de Itupiranga no Pará.

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Hoje, comemoramos os 69 anos de emancipação da cidade de Itupiranga. 

Parabéns!
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'Como perdoei o assassino de meu pai e me tornei sua grande amiga'

 Assassino e filha de vítima se tornam amigos décadas após crime  (Foto: Arquivo pessoal)

Em depoimento à BBC, escritora e homem que matou seu pai descrevem juntos sua surpreendente jornada.




BBC Por BBC 
 
 
Assassino e filha de vítima se tornam amigos décadas após crime (Foto: Arquivo pessoal)


O que faz alguém perdoar um assassino? 
A canadense Margot von Sluytman pode responder a essa pergunta. 
Em 1978, quando ela era adolescente, seu pai, Theodore, foi morto durante um assalto à loja em que trabalhava. 
 
Glen Flett, um dos assaltantes, apertou o gatilho. 
Anos mais tarde, ele se arrependeu. 
E fez contato com Margot. 
Desse primeiro gesto viria a surgir uma extraordinária amizade. 
Falando, e às vezes chorando, os dois contaram sua história ao programa Outlook, do Serviço Mundial da BBC. 
 
"Desde cedo aprendi que agir de forma violenta ou raivosa às vezes funcionava. 
Tive meu primeiro contato com a polícia aos sete anos de idade. 
Estava com meu irmão e meu primo; eram três anos mais velhos do que eu e tinham grande influência sobre mim. 
Eles estavam invadindo uma casa, a polícia apareceu e nos pegou", conta Glen. 
 
"Quando eu tinha nove anos, houve outro encontro." 
 
Glen diz que, dessa vez, foi agredido fisicamente. 
Dali em diante, conta, passou a "odiar a polícia visceralmente". 
 
"Meus pais não viam essas coisas. 
Meu pai me amava e tentava esconder as coisas que eu estava fazendo da minha mãe." 
 
Aos 19 anos, Glen foi preso pela primeira vez. 
 
"Fui pego roubando de uma loja e, quando o segurança me pegou, puxei um canivete suíço e o esfaqueei. 
Foi a primeira vez que fui preso. 
Eu tinha 19 anos." 
 
Aos 22 anos, Glen se casou. 
Arrumou um trabalho, teve um casal de gêmeos - mas não durou muito. 
 
"No dia em que meus gêmeos nasceram fui para a cadeia por assalto à mão armada."

Segunda ensolarada

Em 1978, Glen e seu comparsa - um homem que ele havia conhecido na cadeia - estavam morando em Toronto. 
Foi nessa cidade, no dia 27 de março, que Glen cometeu o ato que mudaria para sempre sua vida - e também a de uma família local. 
 
"O dia estava lindo, lembro muito bem. 
Vínhamos planejando esse assalto. 
Queríamos roubar um entregador. 
O plano era derrubá-lo, pegar a sacola com o dinheiro e fugir. 
Derrubamos o cara e saímos correndo pela escada rolante, empurrando as pessoas que estavam em nosso caminho. 
Chegamos ao piso principal, corremos pelos corredores." 
 
"Uma pessoa vinha correndo atrás de nós, gritando, 'parem esses caras'. 
Entramos em uma loja cheia de araras com roupas. 
Naquele primeiro momento, não vi Sluytman. 
Ele apareceu de repente, me segurou pelo colarinho e disse: 'Pare. 
Desista, filho'."

Glen mal consegue falar ao recordar esse momento. 
 
"Meu parceiro e eu… acho que nós dois, espontaneamente, atiramos nele."

Glen não soube, de imediato, que havia matado o pai de Margot. 
 
"Ele estava me segurando, mas quando foi alvejado, me largou. 
Então eu caí no chão. 
Levantei e saí correndo." 
 
Ele e o parceiro correram para o carro e foram para o apartamento onde estavam morando. 
Quando ligaram a televisão, ouviram a notícia de que um homem havia sido morto durante um assalto. 
 
Enquanto Glen descreve aquele dia fatídico, Margot, a filha de Glen, escuta em silêncio. 
Agora, emocionada, ela explica o que sente ao ouvir o depoimento. 
 
"Sinto a dor. 
E também sinto uma dor intensa por… (começa a chorar) por Glen. 
Porque acho que deve ser muito difícil viver com essa dor."

'Minha vida mudou'

Margot começa a descrever como foi, para ela, o dia em que seu pai foi morto. 
 
"Eu estava em casa. 
Minha mãe trabalhava em casa; ela cuidava de crianças. 
Eu estava no andar de baixo, brincando de professora com as crianças. 
Bateram na porta da sala de brincar. 
Dois homens altos. 
Perguntei quem eram, o que estavam fazendo ali. 
Disseram que eram policiais, então perguntei: 'Meu pai teve um acidente de carro?' 
Aconteceu alguma coisa?" 
 
"E eles responderam: 'Não, ele foi morto hoje em um assalto'." 
 
"Tínhamos uns varais no andar de baixo. 
As roupas brancas do meu pai estavam penduradas no varal. 
Olhei para as roupas e depois corri rápido para o andar de cima. 
Minha mãe estava sentada no topo da escada. 
Ela chorava muito. 
Olhou para mim e disse: 'Margot, papai. 
Morto'." 
 
"Minha vida mudou", conta Margot. 
"Metade de mim morreu quando meu pai morreu." 
 
"Éramos muito próximos em nossa família. 
E eu e meu pai éramos muito próximos. 
Duas semanas antes de ele morrer, tivemos uma grande discussão. 
Nós nunca brigávamos. 
E tínhamos acabado de fazer as pazes. 
Eu tinha 16 anos." 
 
Na manhã em que foi morto, Theodore Sluytman estava de folga, conta Margot. 
Mas foi à loja porque queria se preparar para uma liquidação. 
Era um ótimo vendedor, ela explica. 
E ganhava comissão. 
 
"Quando ele estava descendo as escadas eu perguntei: 'Posso ir com você?' 
Ele olhou pra mim e disse, 'Escute aqui, sua pestinha, vou sair por duas horas e já volto, ok? 
Você fica aqui'." 
 
"Eu não falo muito sobre isso", diz Margot. 
"Acho que é a primeira vez."

Luto

Enquanto Margot vivia o luto pela morte do pai, Glen foi preso e condenado por assassinato. 
Anos se passaram. 
 
Na prisão, Glen passou a praticar o cristianismo. 
Começou a refletir sobre a vida que tinha destruído, o mal que causara, diz ele. 
Um dia, obteve permissão para sair da cadeia e passar alguns dias com sua própria família.
 
Glen relembra as visitas dos filhos pequenos. 
 
"Meus pais traziam meus filhos para me ver. 
Eles vinham; a casa tinha dois quartos. 
Meus pais dormiam em um deles; eu e os meninos juntávamos as camas de solteiro e dormíamos todos juntos." 
 
"À noite, enquanto eles dormiam, eu ficava acordado, pensando na sorte que tinha. 
Sentia vergonha em pensar que alguém como eu podia viver isso, quando eu havia tirado a vida de um outro", conta Glen, com a fala entrecortada por soluços. 
 
Margot, por sua vez, precisou se distanciar um pouco da família. 
"Saí de casa três meses após meu pai ser morto. 
Saí porque queria que me deixassem em paz. 
Para poder pensar. 
A dor na minha casa era demais."
 
Margot conta que sentia uma forte necessidade de conhecer a pessoa que matara seu pai. 
 
"Eu tinha de saber. 
Por que fizeram aquilo?" 
 
E Glen vivia atormentado pelo remorso. 
 
"Queria que eles soubessem que eu compreendia a santidade da vida. 
E que eu não entendia isso antes de tirar a vida de Sluytman. 
Mas agora eu chorava até cair no sono às vezes porque eu sentia muito pelo que havia feito."

Quando Glen saiu da cadeia, sua esposa, historiadora, descobriu onde estava a sepultura de Sluytman. 
 
"Fomos visitá-la", ele conta. 
"Era tão bem cuidada. 
Doze anos mais tarde, dava para perceber que a família visitava a sepultura com frequência. 
Ele não tinha sido esquecido." 
"Eu procurei a polícia. 
E também o promotor do caso. 
Disse a eles que tinha mudado a minha vida, que sentia muito (pelo que havia feito) e que gostaria de dizer isso à família Sluytman." 
 
No entanto, Glen foi desaconselhado a procurar a família. 
Um dos policiais temia que o contato trouxesse de volta a dor e as lembranças.

Contato

Anos mais tarde, um amigo de Glen leu um artigo sobre Margot. 
Ela tinha crescido, cursara universidade, era poeta e tinha acabado de ganhar um prêmio. 
Glen e sua esposa decidiram fazer uma doação pela internet em apoio ao trabalho dela. 
A doação foi feita anonimamente. 
 
"Três horas mais tarde, recebemos um e-mail", conta Glen. 
 
"Você é casada com o Glen Flett, o homem que matou meu pai na segunda-feira de Páscoa, dia 27 de março de 1978?", dizia a mensagem. 
 
"Fiquei apavorado. 
Não sabia o que pensar", conta Glen. 
 
Foi assim que teve início um diálogo entre Margot e o homem que matara seu pai. 
 
Em resposta, a esposa de Glen escreveu: "Vimos o seu trabalho, não queríamos fazer mal a você". 
 
"Não me fizeram mal. 
Vou mandar alguns livros para vocês", respondeu Margot. 
"Você se importaria em pedir ao seu marido que me faça um pedido de desculpas?" 
 
"Na manhã seguinte, encontrei uma carta curta, respeitosa e simples me pedindo desculpas. 
A partir daí, começamos a conversar. 
O que eu queria saber era: por quê? 
E também quais tinham sido as últimas palavras do meu pai." 
 
"Trocávamos e-mails, eu tinha milhões de perguntas. 
Ele respondeu todas. 
No final, ele disse que precisava me encontrar. 
Voei para British Columbia, onde Glen vive. 
E nos encontramos." 
 
"Não sabia como ela era, mas eu conhecia Margot. 
Tínhamos uma conexão forte nos nossos corações. 
Falei de coisas que eu sentia a respeito do que havia acontecido, coisas profundas, que nunca havia dito a ninguém." 
 
"Ela saiu do carro e perguntou 'Glen Flett?' 
Nos abraçamos e começamos a chorar. 
Conversamos e caminhamos durante uma hora e depois fomos para a minha casa, onde ele conheceu minha filha, Victoria, que tem nove anos. 
Ela disse, 'Pai, é tão estranho, ela tem um jeito tão parecido com o seu!'"

Paradoxo

Desde então, Margot e Glen já se encontraram várias vezes. 
 
Encontrar Glen "me ajudou de uma maneira profunda", diz Margot. 
"Somos muito amigos. 
Dizemos 'eu te amo' um ao outro. 
Sei que para algumas pessoas é muito complicado ouvir isso." 
 
De fato. 
Perdoar, sim, dizem alguns. 
Mas amizade? 
Não acaba reabrindo a ferida? 
 
"Não", responde Margot. 
"É muito bonito. 
Porque é um paradoxo." 
 
"(Aos que perguntam por quê?) respondo: Porque é a coisa certa. 
É a coisa certa para mim. 
É a coisa certa para Glen. 
Sinto que meu pai está sendo celebrado. 
Minha mãe está sendo celebrada, os pais de Glen estão sendo celebrados. 
Toda a dor deles não é em vão. 
Temos esperança. 
Amor. 
Possibilidades. 
E temos diálogo. 
Falamos sobre a perda. 
Sinto gratidão."