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sexta-feira, outubro 24, 2014

Dilma e Lula sabiam de tudo, diz Alberto Youssef à PF

Em depoimento prestado na última terça-feira, o doleiro que atuava como banco clandestino do petrolão implica a presidente e seu antecessor no esquema de corrupção

 

Robson Bonin
Capa - Edição 2397
Na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef entrou na sala de interrogatórios da Polícia Federal em Curitiba para prestar mais um depoimento em seu processo de delação premiada. 

Como faz desde o dia 29 de setembro, sentou-se ao lado de seu advogado, pôs os braços sobre a mesa, olhou para a câmera posicionada à sua frente e se colocou à disposição das autoridades para contar tudo o que fez, viu e ouviu enquanto comandou um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar 10 bilhões de reais. 

A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. 

Encarcerado desde março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, o cabelo raspado e não cultiva mais a barba. 

O estado de espírito também é outro. 

Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras. 

Com a autoridade de quem atuava como o banco clandestino do esquema, ele adicionou novos personagens à trama criminosa, que agora atinge o topo da República. 

Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:
— O Planalto sabia de tudo!

— Mas quem no Planalto?, 

perguntou o delegado.

— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.

Conheça, nesta edição de VEJA, os detalhes do depoimento que Alberto Youssef prestou às autoridades.

Polícia indicia missionário por morte de jovem afogado em batismo no RS


Delegada responsável pelo caso concluiu que o religioso foi imprudente.


Corpo de Rafal Carvalho foi encontrado no Rio Jacuí, em Restinga Seca.

Do G1 RS
Rafael Carvalho, de 15 anos, morreu afogado (Foto: Reprodução/RBS TV)Rafael Carvalho, de 15 anos, morreu afogado
(Foto: Reprodução/RBS TV)
A polícia indiciou nesta quinta-feira (23) por homicídio culposo o missionário suspeito de ser o responsável pela morte de um adolescente de 15 anos durante uma cerimônia de batismo em Restinga Seca, na Região Central do Rio Grande do Sul

O corpo de Rafael Carvalho foi encontrado por pescadores quatro dias depois de o jovem desaparecer em um ritual religioso da Igreja Evangélica Senhor Jesus Cristo, realizado em 19 de setembro às margens do Rio Jacuí.

A delegada Elisabete Shimomura, responsável pelo caso, concluiu que o religioso foi imprudente, o que resultou na morte do adolescente. 

Foram ouvidas sete testemunhas que estavam no local, familiares do menino e os responsáveis pela igreja a que pertencia o missionário.

Em depoimento à polícia, a mãe da vítima disse que não sabia que o filho seria batizado, mas apenas sua filha participaria da cerimônia. 

O missionário que realizava a cerimônia também falou com a polícia em setembro, sendo em seguida liberado. 

O pastor responsável pela igreja também deu esclarecimentos e disse não saber que o batismo seria feito no local.
O jovem foi enterrado no dia 24 de setembro no túmulo que ajudou o pai a construir. 

"Sempre achei que eu ia morrer e eles iam me enterrar. 

Quando nós fizemos aquele buraco, ele me disse 'pai faz um para mim junto'. 

E eu disse 'não filho, vocês vão enterrar nós. 

Olha a crueldade da vida", declarou o pai Idelmar Carvalho, na ocasião.

Suposto serial killer volta a ameaçar de morte presos na CPP, diz delegado


Agente prisional disse à polícia que vigilante gritou que matará detentos.
Tiago da Rocha confessou, inicialmente, ter matado 39 pessoas em Goiás.

Luísa GomesDo G1 GO
Suposto serial killer, vigilante Tiago da Rocha é transferido para a CPP, em Aparecida de Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Suposto serial killer Tiago da Rocha é transferido
para a CPP (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)









O suposto serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha, 26, voltou a ameaçar de morte os demais detentos do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, para onde foi encaminhado na quarta-feira (22). 

A informação foi concedida pelo delegado titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), Murilo Polati, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (23).

"Ele quis manifestar um poderio lá dentro, falou que mataria lá como matou aqui. 

Isso é uma situação repassada [a mim] por agentes prisionais. 

Mas ele foi retaliado na mesma oportunidade por todos os demais presos lá, ficou mais calmo e não causou mais problemas", relata o delegado.
Segundo Polati, as ameças foram gritadas por Tiago de dentro da cela em que está preso, sozinho, no Núcleo de Custódia, que é a unidade de segurança máxima do estado e tem capacidade para 80 presos. 

O G1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e Justiça (Sapejus), mas não obteve um posicionamento até a publicação desta reportagem.

Antes da trasferência para o presídio, na segunda-feira (20), ele já havia questionado agentes na delegacia onde estava detido se responderia criminalmente caso matasse alguém no presídio

Além disso, quando era escoltado por policiais enquanto saia da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) com destino ao Complexo Prisional, Tiago deu um chute no abdômen do fotógrafo Edilson Pelicano.

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Segundo informou a secretaria na quarta-feira,Tiago não terá acompanhamento especial no Núcleo de Custódia

No entanto, o diretor da Sapejus, Ezequiel de Souza, garante que a segurança dele está resguardada e todos os procedimentos necessários para isto serão tomados. 

O vigilante terá a mesma rotina que os demais detentos, com direito a banho de sol diário e de receber visita aos finais de semana.

Prisão

Tiago foi preso na capital no último dia 14. 

Na ocasião, ele confessou à Polícia Civil ter matado 39 pessoas desde 2011. 

Entretanto, segundo informou Polati na entrevista desta quinta-feira, o vigilante prestou novos depoimentos na companhia de advogados e reduziu o número de confissões para 29.
Entre as vítimas estão 15 dos 17 crimes contra mulheres investigados inicialmente por uma força-tarefa da Polícia Civil, formada por 16 delegados, 30 agentes e 10 escrivães, que começaram a atuar no dia 4 de agosto. 

Os outros assassinatos seriam contra homossexuais e moradores de rua.
Tiago Henrique, suposto serial killer, agrediu fotógrafo do DM em Goiânia, Goiás (Foto: Mantovani Fernandes/O Popular)Tiago Henrique, suposto serial killer, agrediu fotógrafo em Goiânia (Foto: Mantovani Fernandes/O Popular)
Série de mortes.

O primeiro crime da série de assassinatos contra mulheres, que levou à criação da força-tarefa, ocorreu em 18 de janeiro deste ano, quando Bárbara Luiza Ribeiro Costa, de 14 anos, foi executada por um motociclista no Setor Lorena Park, na capital. 

A morte mais recente foi a de Ana Lídia Gomes, em um ponto de ônibus do Setor Morada Nova, em 4 de agosto.

Dois dos crimes apurados pela força-tarefa não foram assumidos pelo vigilante: a morte de Danielly Garmus da Silva, 23 anos, e a tentativa de homicídio de Daiane Ferreira de Morais, 18. 

Entretanto, ele confessou outras duas mortes de mulheres que eram apurados de forma independente e, após a confissão, a polícia os incluiu nas investigações. 

São os homicídios de Arlete dos Anjos Carvalho, 16, e de Edimila Ferreira Borges, 18.

Ao ser preso, Tiago revelou à polícia que interrompeu a sequência de mortes após o homicídio de Ana Lídia por medo de ser preso, informou o delegado Alexandre Bruno Barros. 

Entretanto, ele voltou a cometer uma agressão a uma mulher próximo a uma lanchonete no último dia 12.
Segundo a Polícia Civil, por causa desse crime, o jovem foi identificado em imagens registradas por câmeras de segurança, próximo à lanchonete em que uma mulher foi agredida por um motociclista. 

O caso foi incluído na força-tarefa. 

Segundo testemunhas, o motociclista de capacete vermelho, que seria Tiago, atirou na garota, mas a arma falhou. 

Então, ele deu um chute na boca dela. 

O vigilante acabou preso dois dias depois dessa agressão.

Traficante da Colômbia preso em RR é suspeito de cerca de 250 homicídios


Marquito Figueroa era um dos narcotraficantes mais procurados do país.
Governo colombiano chegou a oferecer US$ 250 mil pela captura dele.

Isabella Formiga e Vianey BentesDo G1 DF e da TV Globo, em Brasília






O grupo criminoso liderado pelo narcotraficante colombiano Marcos de Jesús Figueroa García, conhecido como Marquitos Figueroa, preso nesta quarta-feira (22) em ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Nacional da Colômbia em Boa VistaRoraima, é investigado em cem inquéritos e é suspeito de ter praticado 250 homicídios. 

Entre as vítimas, há autoridades colombianas, como juizes, promotores e políticos.

Vídeo divulgado pela Polícia Federal com o momento da prisão mostra uma movimentação de carros em uma rua residencial em Boa Vista e, na sequência, Figueroa aparece já algemado ao lado de um sobrinho, também preso, na casa em que vivia. 

O traficante veste uma camisa laranja (veja acima).


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De acordo com a Polícia Federal, Figueroa era o criminoso mais procurado do país e havia cinco mandados de prisão contra ele, inclusive um da Interpol. 

O governo colombiano chegou a oferecer US$ 250 mil pela sua captura. 

Segundo o adido policial da Colômbia no Brasil, Narcizo Martinez Cubillos, dois agentes da polícia colombiana se infiltraram no grupo criminoso de Figueroa e, durante um ano, rastrearam as atividades do traficante.
"Isso permitiu ficar mais próximo a ele e nos permitiu estabelecer sua última morada, que foi em Boa Vista. 

Esse é um trabalho muito dispendioso e demorado e levou cerca de um ano", disse Martínez. "Eles recolhem a informação e vão enviando. 

Logo vieram as coordenadas e quando soubemos com exatidão o lugar onde eles estavam, estabelecemos contato com a Polícia Federal e recebemos o apoio para chegar a ele."
O traficante, de camiseta branca, embarcou em uma aeronave da Polícia Federal sob um forte esquema de segurança (Foto: Inaê Brandão/ G1 RR)O traficante, de camiseta branca, embarcou em uma aeronave da Polícia Federal sob um forte esquema de segurança (Foto: Inaê Brandão/ G1 RR)
Dois policiais nossos conseguiram se infiltrar na organização dele. Isso permitiu ficar mais próximo a ele e nos permitiu estabelecer sua última morada, que foi em Boa Vista. Esse é um trabalho muito dispendioso e demorado e levou cerca de um ano"
Narcizo Martinez Cubillos, Narcizo Martinez Cubillos
O chefe do tráfico e o sobrinho foram presos na noite desta quarta na casa em que viviam há aproximadamente três meses. Ambos foram transportados no avião da PF para São Paulo, onde vão aguardar o pedido formal de extradição do governo colombiano, que pode ser feito em até 60 dias. 

O mandado de prisão para fins de extradição foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal.

Três carros de luxo e vários comprovantes bancários foram apreendidos na casa do suspeito. 

Os documentos vão servir de prova para investigações futuras de lavagem de dinheiro. 

Não foram encontradas drogas ou armas de fogo com os detidos. 

“Acreditamos que ele tinha a intenção de se esconder e buscar alianças, mas isso será investigado”, disse Martinez.

O adido disse que o suspeito entrou para o mundo do crime há mais de 25 anos, furtando veículos e contrabandeando gasolina, mercadoria e drogas da Venezuela. 

Segundo a polícia colombiana, Figueroa, que tem 47 anos, liderava o narcotráfico no norte da Colômbia e chefiava um grupo criminoso que atuava na fronteira do país com a Venezuela. 

"Ele está sendo investigado em homicídios [de políticos] porque um governador nossa da Guajira supostamente mandou assassinar outros políticos e o fez por intermédio dele", disse Martínez.
“A quadrilha é uma das poucas que restam na Colômbia. 

Antes havia oito grupos grandes, agora temos dois, graças ao trabalho que realizou nossa polícia”, disse Martinez. 

“Não houve resistência, tudo foi feito sem disparar um tiro. 

Foi um trabalho de cirurgião, muito bem planejado e muito bem coordenado."
O diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF, Oslaim Campos Santana, disse que o colombiano chegou a fugir da prisão de forma “espetacular” em 2002, após conseguir explodir o muro de um prédio. 

Santana não deu mais detalhes da fuga do traficante, há 12 anos.