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terça-feira, junho 20, 2017

Justiça da França condena Maluf a três anos de prisão por lavagem de dinheiro


A mulher do deputado e o filho do casal também foram condenados. Defesa afirmou que vai recorrer da decisão. 


Deputado Paulo Maluf  (Foto: Will Soares/G1) 

Deputado Paulo Maluf (Foto: Will Soares/G1).
 
 
A Corte de Apelações de Paris condenou o deputado Paulo Maluf a três anos de prisão e multa de 200 mil euros por lavagem de dinheiro em território francês. 
 
Silvia Maluf, sua mulher, e o filho mais velho do casal, Flávio Maluf, também foram condenados. 
 
A defesa de Maluf afirmou que vai recorrer da decisão. 
 
A assessoria de Maluf confirmou teor da sentença que menciona diretamente obras do túnel Ayrton Senna e da Avenida Água Espraiada, sob suspeita de superfaturamento. 
 
O parlamentar e seus familiares segundo a justiça francesa, são acusados de enviar o dinheiro dos crimes para empresas offshore e contas em bancos no exterior. 
 
Em 2016, a 11ª Câmara do Tribunal Criminal de Paris já havia condenado Maluf e a defesa recorreu à Corte de Apelações de Paris. 
 
Agora, o recurso vai à Corte Suprema de Paris. 
 
A Justiça francesa também confiscou 1,8 milhão de euros que estavam em contas da família e valores em espécie, além de impor multas aos três que somam 500 mil euros.
 
A apuração na França se baseou no compartilhamento de provas da Procuradoria Geral da República e do Ministério Público do Estado de São Paulo em razão de ações contra o parlamentar. 
 
Segundo a PGR, a Justiça francesa afirmou que os três agiram para ocultar a origem de recursos oriundos de corrupção e peculato e enviar valores para empresas offshore (firmas criadas para fazer investimentos no exterior) e contas em bancos no exterior. 
 
Na sentença, são citados processos no Brasil como beneficiário de fundos no exterior.

Ações contra Maluf no Brasil

No Supremo, o deputado é alvo de ações penais que o acusam de desvios quando era prefeito de São Paulo. 
 
Entre as obras suspeitas está a construção da Avenida Água Espraiada, atual Avenida Jornalista Roberto Marinho. 
 
Ele é acusado do crime de corrupção passiva e crimes contra o sistema financeiro. 
 
A suspeita é que o prejuízo aos cofres públicos tenha seja de US$ 1 bilhão.

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