Banners


Create your own banner at mybannermaker.com!

Aproveitamento do caroço de açaí

< / a >

sábado, maio 27, 2017

Deputado Gesmar Costa presente a inauguração do Instituto de Geociência e Engenharia da Unifesspa em Marabá



Estive ontem na Inauguração do Instituto de Geociência e Engenharia da Unifesspa em Marabá juntamente com o reitor Maurilio de Abreu Monteiro, deputado federal Zé Geraldo, deputado federal Beto Salame, vice-prefeito de Marabá Tony Cunha, vereador de Marabá Marcelo, diretor do instituto José de Arimateia entre outras autoridades.
 

Maior do que o patrimônio é a missão da Unifesspa, é um legado o que ela vem deixando em toda a região sul e sudeste do Pará, este sim é o maior patrimônio dessa universidade.

#Trabalho #Conquistas #DeputadoGesmar

PF acha 'tabelas de propina' em ação que prendeu Arruda e Agnelo

Ex-governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda (esquerda) e Agnelo Queirox, em imagens de arquivo (Foto: GloboNews e TV Globo/Reprodução)    
 
 
Ex-governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda (esquerda) e Agnelo Queirox, em imagens de arquivo (Foto: GloboNews e TV Globo/Reprodução).
 
 
A Polícia Federal encontrou documentos e relatórios que "aparentam ser tabelas de propina" durante a operação que deteve os ex-governadores José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli e mais sete pessoas. 
 
Nesta sexta-feira (26), a decisão do Tribunal Regional Federal de prorrogar o pedido de prisão temporária usou como argumento a necessidade de continuação das investigações e a documentação encontrada nas buscas e apreensões da Polícia Federal. 
 
O grupo deve permanecer na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília até a próxima sexta (2).
 
Segundo o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, além das supostas ‘tabelas de propina’, também foram encontradas agendas com marcação de encontro entre os investigados o que pode demonstrar o vínculo entre eles e, cheques de altos valores, dinheiro em espécie e celulares e outras mídias que contém informações associadas ao caso.
 
Para a Polícia Federal, a liberação dos detidos poderia prejudicar a “delimitação da autoria e materialidade da organização criminosa apontada”. 
 
Na decisão, Oliveira argumentou que as investigações não seriam limitadas ao cumprimento de buscas e apreensões, mas que nos próximos dias poderiam haver novos indícios de outros envolvidos.
“Nos próximos dias pode haver novos indícios de outros envolvidos, decorrente da análise pericial acerca dos elementos probatórios já apreendidos. ”
As defesas dos ex-governadores negam acusações sobre os documentos.
 
 Ao G1, o advogado do ex-governador José Roberto Arruda, Paulo Emílio Catta Preta, afirmou que "até o momento não está encartado no inquérito nenhum documento que se pareça com isso".

Entenda a operação

• A PF suspeita que a reforma do Mané Garrincha tenha sido superfaturada em R$ 900 milhões
• Na terça, dois ex-governadores do DF e um ex-vice foram presos, suspeitos de receber propina do esquema
• O ex-governador José Roberto Arruda é apontado como quem bolou a fraude à licitação
• O ex-governador Agnelo Queiroz atuou "retirando obstáculos" às obras, segundo a Justiça
• O ex-vice Tadeu Filippelli é suspeito de receber propina para o PMDB
• A Justiça bloqueou R$ 26 milhões dos três
Arte Corrupção Mané Garrincha - Vale este (Foto: Editoria de Arte/G1) Arte Corrupção Mané Garrincha - Vale este (Foto: Editoria de Arte/G1)
  
Arte Corrupção Mané Garrincha - Vale este (Foto: Editoria de Arte/G1)
 
 
O estádio Mané Garrincha foi construído por um consórcio formado pela Andrade Gutierrez com a empresa local Via Engenharia. 
 
Segundo ex-executivos da Odebrecht, a contratação envolveu um "acordo de mercado" – a empreiteira apresentou proposta fraca na disputa pelo Mané e, em troca, conseguiu levar as obras da Arena Pernambuco, em Recife, por um preço maior. 
 
A decisão emitida na terça pelo juiz da 10ª Vara Federal Vallisney de Souza Oliveira não explicita os valores que, segundo a investigação, teriam sido pagos em propina aos políticos e servidores públicos. 
 
Ao todo, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 50 milhões em bens de dez citados, além de outros R$ 100 milhões do patrimônio da Via Engenharia. 
 
Durante a prisão temporária, os suspeitos ficam detidos na própria superintendência da PF no DF, no Setor Policial Sul. 
 
Dentro dos próximos dias, a Justiça Federal também pode decretar a prisão preventiva dessas pessoas – neste caso, elas devem ser encaminhadas ao Complexo Penitenciário da Papuda.

Aliados articulam governo de coalizão para suceder Temer


Partidos aliados iniciaram uma articulação para formar uma espécie de coalizão para suceder o governo Michel Temer, seguindo o modelo da gestão de Itamar Franco após a queda de Fernando Collor.

A diferença, dizem aliados, é que o cenário de um eventual impeachment é remoto e Temer tem dito que não vai renunciar.

Entenda: eventual saída de Temer levaria a eleição indireta pelo Congresso

A articulação em torno do governo de coalizão partiu do PSDB e começa a ganhar força em outras legendas.

Pela avaliação, para isso acontecer, Temer teria de aceitar a "solução TSE". 


 O Tribunal Superior Eleitoral retomará no mês que vem o julgamento da ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.

Esse cenário, dizem aliados do Planalto, seria a "saída honrosa". 


O governo enfrenta a pior crise política desde o ano passado, agravada pelas delações de executivos da JBS.

"Com a crise política instalada, temos que tentar uma solução negociada que envolva o próprio Temer na decisão. 


A grande dificuldade, a essa altura do campeonato, é fazer com que Temer caia na real", disse ao Blog um importante cacique tucano.

"Ele já tem sido, em várias conversas, alertado que as bancadas já começam a debandar. 

[...] A situação é extremamente difícil", acrescentou este aliado do presidente.

Líderes tucanos e do DEM têm alertado que há "debandada generalizada" e está "difícil segurar a base".

No PSDB, por exemplo, somente a cúpula do partido tem articulado para evitar uma saída imediata da legenda da base.

sexta-feira, maio 26, 2017

PF apreende documento com anotação 'cx 2' no apartamento de Aécio

No último dia 18, Polícia Federal deflagrou Operação Patmos, com base nas delações da JBS. Em razão do que foi informado nos depoimentos, STF afastou Aécio Neves do mandato de senador.

Supremo torna públicos documentos da Operação Patmos
Supremo torna públicos documentos da Operação Patmos.
 
 
A Polícia Federal registrou ter encontrado no apartamento do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) no Rio de Janeiro documento com a anotação manuscrita "cx 2". 
 
No registro, a PF não explica o que seria "cx 2". 
 
Em nota (leia a íntegra ao final desta reportagem), a defesa de Aécio declarou que o tucano lamenta que "citações sem qualquer informação real sobre a que se referem ou mesmo alguma contextualização que permitam o seu devido esclarecimento" sejam divulgadas por agentes públicos envolvidos nas investigações. 
 
"Ainda assim, asseguramos que uma eventual referência a CX 2 não significa qualquer indício de ilegalidade", diz a nota. 
 
Em um vídeo divulgado na terça (23) para se defender das acusações de delatores da JBS (entenda mais abaixo), Aécio já havia dito ser "vítima de armação"
 
No último dia 18, a PF deflagrou a Operação Patmos, na qual cumrpiu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Aécio
 
Na ocasião, a irmã do senador, Andrea Neves, e um primo dele, Frederico Pacheco, foram presos
 
A operação foi deflagrada com base nas delações de executivos da JBS no âmbito da Operação Lava Jato. 
 
Em razão do que foi informado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin afastou Aécio Neves do mandato parlamentar.
 
Na diligência, a PF descreve ter apreendido "diversos documentos acondicionados em saco plástico transparente dentre eles 01 papel azul com senhas, diversos comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição 'cx 2'". 
 
O senador afastado passou a ser investigado por acertar com Joesley Batista, dono da JBS, o pagamento de R$ 2 milhões.
 
Joesley entregou ao Ministério Público gravação de uma conversa com Aécio na qual eles combinam como será feito o repasse. 
 
Ao empresário, Aécio disse que precisava do dinheiro para pagar advogados que o defendem na Lava Jato.
O senador Aécio Neves, em discurso em abril no Senado (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil) 
 
O senador Aécio Neves, em discurso em abril no Senado (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

 

Diligência da PF

No apartamento de Aécio, localizado na avenida Vieira Souto, em Ipanema, a PF também apreendeu diversas obras de arte, entre elas 15 quadros e 1 estátua.
 
Foram, ainda, apreendidos um aparelho bloqueador de sinal telefônico, dois celulares, três pen drives, um caderno espiral e uma fita de vídeo com dedicatória do empresário Alexandre Accioly. 
 
Há também, conforme a descrição da PF, "folhas impressas contendo planilhas com 'indicações para cargos federais' com remuneração e direcionamento em qual partido político pertence ou foi indicado".
 
Também foi encontrada uma pasta contendo cópias da agenda de 2016 com agendamentos que incluem Joesley Batista e um pendrive em formato do símbolo do time de futebol do Flamengo.

Íntegra

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela defesa de Aécio Neves:
 
A defesa do senador Aécio Neves lamenta que citações sem qualquer informação real sobre a que se referem ou mesmo alguma contextualização que permitam o seu devido esclarecimento estejam sendo divulgadas para a imprensa por agentes públicos envolvidos na investigação em curso. 
 
Ainda assim, asseguramos que uma eventual referência a CX 2 não significa qualquer indício de ilegalidade. 
 
O senador Aécio reitera que em toda sua vida pública, nas campanhas de que participou, agiu de acordo com o que determina a lei.
 
O senador está à disposição da Justiça para ser ouvido e esclarecer o que for necessário.
 
Alberto Zacharias Toron
Advogado

Deputado Gesmar Costa recebe representantes da Cooperativa Mista de Produtores Rurais da cidade de Marabá


Olá pessoal,
 

Nosso gabinete está de portas abertas para receber todos vocês, e ontem, recebemos Representantes da Cooperativa Mista de Produtores Rurais, Gleison Sousa e Marco Antônio e ex-candidata a Vereadora Márcia Costa da cidade de Marabá!
 

Na oportunidade conversamos sobre melhorias para os produtores ruais da região. 

Vale lembrar que hoje (25) é Dia do Produtor Rural. 

Parabéns a todos vocês que trabalham incansavelmente e impulsionam a economia do nosso país. 

#Trabalho #Conquistas #DeputadoGesmar

quarta-feira, maio 24, 2017

PF descobre que Beira-Mar enviava ordens por bilhetes para integrantes da quadrilha

Traficante repassava papéis para cela ao lado e mulher de outro detento levava para digitação fora de presídio. Lucro mensal de criminoso chegava a R$ 1 milhão por mês.

Polícia prende parentes de Fernandinho Beira-Mar e integrantes da quadrilha do traficante
Polícia prende parentes de Fernandinho Beira-Mar e integrantes da quadrilha do traficante.
 
Através de bilhetes, o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, enviava ordens do presídio federal de Porto Velho, em Rondônia, para advogados e integrantes de sua família, segundo a Polícia Federal. 
 
Dessa forma gerenciou, pelo menos durante o último ano e meio, a diversificação de seus negócios. 
 
Agora, além do tráfico de drogas, o criminoso lucra com a exploração de serviços como a venda de botijões de gás até um percentual nas máquinas de caça-níqueis instaladas em três comunidades de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. 
 
Os lucros, de acordo com os investigadores, chegam a R$ 1 milhão por mês. 
 
 
Cinco filhos dele foram presos nesta quarta-feira (24), além de um homem considerado seu braço-direito no Ceará. 
 
A PF ainda prendeu Alessandra da Costa, irmã de Beira-Mar e apontada como sua conselheira e uma de suas advogadas. 
 
Outros dois advogados também foram presos.
 
Débora da Costa, outra irmã, moradora da Ilha do Governador, vai ser conduzida para prestar depoimento na Polícia Federal. 
 
A mulher do traficante, Jacqueline Alcântara, já presa, será transferida nesta quarta para Porto Velho, em Rondônia.
 
Os policiais cumprem 35 mandados de prisão, 27 de condução coercitiva e 86 de busca e apreensão nos estados do Rio, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Ceará e no Distrito Federal. 
 
As principais áreas de atuação de Fernandinho Beira-mar são três comunidades de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense: favela Beira-Mar, Parque das Missões e Parque Boavista.
Bilhetes apreendidos pela polícia durante a Operação Epístolas, que investiga a quadrilha de Fernandinho Beira Mar (Foto: PF RO/Divulgação) 
  
Bilhetes apreendidos pela polícia durante a Operação Epístolas, que investiga a quadrilha de Fernandinho Beira Mar (Foto: PF RO/Divulgação).
 
Após um ano e dois meses de investigações, a PF descobriu que o gerenciamento de Beira-mar levou sua organização a atuar como uma milícia. 
 
Os rendimentos são obtidos com a venda de botijões de gás, cesta básica, mototáxi, venda de cigarros e até com o abastecimento de água. 
 
O traficante é acusado de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. 
 
Nas investigações, a PF descobriu que, para fazer o esquema funcionar, o criminoso contava com a colaboração de presos da penitenciária federal onde cumpre pena. 
 
Beira-Mar repassava bilhetes o vizinho de cela que entregava para a mulher durante a visita íntima. 
 
A companheira do detento Cleverson Santos levava para uma digitadora, em Porto Velho. 
 
Em troca, a mulher do preso tinha estadia e transporte pagos pela quadrilha de Fernandinho Beira-Mar. 
 
Após a digitação da ordem, a digitadora enviava por e-mail ou por mensagens de telefones celulares para integrantes da quadrilha do traficante. 
 
A cada semana, em média, um novo e-mail era criado. 
 
Assim, Beira-Mar tentou evitar o flagrante de ter algum bilhete apreendido com a sua caligrafia. 
 
Em 2010, vários bilhetes escritos pelo criminoso foram apreendidos pela polícia. 
 
Essa digitadora, que teve a prisão decretada pela Justiça, também cuidava da compra de passagens aéreas para que parentes viajassem do Rio a Porto Velho para visitar o traficante. 
 
Por semana, Beira-mar gastava R$ 20 mil em passagens aéreas.
Bilhetes apreendidos pela polícia durante a Operação Epístolas, que investiga a quadrilha de Fernandinho Beira Mar (Foto: PF RO/Divulgação) 
 
Bilhetes apreendidos pela polícia durante a Operação Epístolas, que investiga a quadrilha de Fernandinho Beira Mar (Foto: PF RO/Divulgação).
 
 
Nas investigações da PF não se encontrou nenhum indício de participação de agentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). 
 
Foi um grupo de agentes que encontrou em 2 de julho de 2015 um bilhete rasgado, escrito por Beira-Mar, nos fundos da marmita de refeição servida na unidade. 
 
O primeiro bilhete foi transcrito pelos policiais federais:
“Segundo o Dr. Lopes me passou, esses telefones são criptografados e funcionam como se fossem uma central e que é impossível grampeá-lo, paguei US$ 3.000,00 (três mil dólares) em cada um. 
 
Eu não acredito que sejam 100% seguros. 
 
Vocês têm que tomar muito cuidado. 
 
Para que vocês possam ficar em perfeita sintonia, um ficará com os amigos que vão morar no Paraguai, outro com os que vão morar na Bolívia, outro com o Dr. Lopes, outro com o Dr. Queiros, que vai ficar responsável por levar esse aparelho ao Dr. Cury e a quem mais for preciso. 
 
Outro com o Dr. Jaime. 
 
Todas as mensagens que qualquer um desses aparelhos enviar ou receber chegará aos demais, com exceção do que vai ficar com os Drs. Jaime e Queirós. 
 
Dessa forma, tudo (...) 100 % transparente”. 
 
Os textos eram escritos em códigos pelo traficante. 
 
Os policiais descobriram que toda vez que Beira-Mar queria se referir a Brasília ele escrevia "Bolívia". 
 
Os doutores Lopes e Queiroz são apelidos, respectivamente, do filho Marcelo e do sobrinho David. 
 
A PF confirmou que dias depois Luan Medeiros da Costa foi até um shopping de Porto Velho comprar telefones celulares. 
 
Além de orientar investimentos, o traficante dá broncas na postura dos filhos e chega a afirmar que se não fossem "parentes já estariam mortos há muito tempo. 
 
Por muito menos, o Alan morreu". 
 
A frase levantou a suspeita de que a quadrilha é responsável por mortes. 
 
Os laudos periciais mostram que os bilhetes apreendidos na cela de Beira-mar foram escritos pelo traficante.
Principal meio de comunicação de Beira-Mar é por intermédio de bilhetes (Foto: Reprodução) 
  
Principal meio de comunicação de Beira-Mar é por intermédio de bilhetes (Foto: Reprodução).
 
Alguns “bilhetes” encontrados pela Polícia Federal descrevem com riqueza de detalhes a forma de atuação e a estrutura da quadrilha. 
 
Eles demonstram que o grupo criminoso utiliza aviões (e/ou hidroaviões), helicópteros e caminhões para o transporte de drogas adquiridas na Bolívia, Paraguai e Peru.
 
Os policiais suspeitam que a quadrilha possui membros que residem na Bolívia e no Paraguai para facilitar a aquisição e o preparo das drogas. 
 
A droga é adquirida, em regra, nesses países e depois distribuída nas chamadas “firmas” dentro de comunidades no Rio de Janeiro. 
 
Em setembro de 2016, a PF apreendeu no notebook de Francisca Vanesa dos Santos um bilhete chamado de "Livro". 
 
Nele, Fernandinho Beira-Mar dá direcionamentos para a quadrilha. 
 
Beira-Mar pede explicação sobre os ganhos de cada boca-de-fumo, quanto cada arrecada e quanto custa uma arma, que ele chama de "brinquedo".
 
Em outro trecho do mesmo “bilhete” denominado “livro”, o traficante estipula os valores que devem ser repassados a ele pela venda de drogas em suas “firmas”. 
 
Ele destaca valores: R$ 25 mil da “3 Maria” (uma comunidade), R$ 15 mil da comunidade Barro Velho, R$ 5 mil da comunidade Ana Clara, R$ 5 mil da comunidade Danon e R$ 20 mil da comunidade Santa Lúcia"

Lavagem de dinheiro

As investigações mostraram que pelo menos 11 empresas foram usadas pela quadrilha para lavar dinheiro. 
 
Nesta manhã de quarta, a Polícia Federal fez buscas em uma casa de shows, em um lava-jato e em lojas criadas pela quadrilha. 
 
A polícia suspeita de que esses locais foram adquiridos com dinheiro do tráfico de drogas ou de outros negócios de Fernandinho Beira-Mar.

Criminoso atua mesmo preso

Desde 2006, Fernandinho Beira-Mar está preso em uma penitenciária federal. 
 
Em 2007, a Polícia Federal investigou o criminoso e descobriu que, apesar da vigilância, ele manteve o fornecimento de drogas (maconha e cocaína) para a maior facção de drogas do Rio. 
 
A investigação da PF na ocasião levou 19 pessoas para a prisão. 
 
A operação Fênix, como foi chamada, descobriu que Beira-mar escolheu a mulher, Jacqueline Alcântara de Morais, para sucedê-lo no comando da quadrilha. 
 
Na ocasião, 19 pessoas foram presas e condenadas pela Justiça Federal do Paraná. 
 
Em condenações, o traficante acumula penas que somam quase 320 anos de prisão em crimes como tráfico de drogas, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e homicídios.
 
Em 2015, o criminoso foi condenado a 120 anos de prisão apontado como responsável liderar uma guerra de facções, em 2002, dentro do presídio de segurança máxima Bangu I, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, quando quatro rivais foram assassinados.