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quinta-feira, abril 06, 2017

PF deflagra em Rio Branco operação de combate à pornografia infantil

Operação Coré cumpriu oito mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (6). Sete pessoas foram presas por crimes relacionados à pornografia infantil.


Delegado e superintendente da Polícia Federal falaram sobre a Operação Coré (Foto: Aline Nascimento/G1)


Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Rio Branco na manhã desta quinta-feira (6) pela Polícia Federal do Acre (PF-AC). 

A Operação Coré tem como foco combater o compartilhamento e a publicação de pornografia infantil na internet. 
Sete pessoas foram presas entre elas um funcionário público, de acordo com a PF-AC. 

Destas, cinco foram presos pelo crime de por pornografia, sendo um por compartilhamento e outra por armazenamento. 

Os demais foram flagrados com armas de fogo e há indícios de aliciamento de menores.

A polícia informou que os arquivos rastreados continham cenas de abusos de crianças e adolescentes de ambos os sexos, incluindo cenas com recém-nascidos e bebês com menos de três anos. 

A investigação durou cerca de um ano e contou com mais de 80 policiais, incluindo do estado de Rondônia. 
O delegado Daniel Cola, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, disse que há a possibilidade de mais pessoas serem presas. 

Os suspeitos devem responder, dependendo da participação, segundo a PF pelos crimes previstos nos artigos 241-A e 241-B, da Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) com penas que variam de um a seis anos.
Polícia cumpriu oito mandados de prisão na manhã desta quinta (6) (Foto: Divulgação/PF-AC) Polícia cumpriu oito mandados de prisão na manhã desta quinta (6) (Foto: Divulgação/PF-AC)
Polícia cumpriu oito mandados de prisão na manhã desta quinta (6) (Foto: Divulgação/PF-AC)


"Uma pessoa foi presa pelo artigo 241 A do ECA e quatro pessoas pelo artigo 241 B. 

Em um dos casos a pessoa estava não só o caso do artigo 241 A, mas também detinha essa imagem e disponibilizava para outras pessoas. 

Os demais casos eram armazenamento. 

Até o presente momento foi confirmado o armazenamento", disse. 
Cola acrescentou que os investigados estavam sendo investigados há ao menos um ano e que eles não tinham ligação entre si. 

"Não existe um perfil único ou uma faixa etária. 

São pessoas um pouco mais jovens e também que têm idades mais avançadas. 

Essas pessoas foram presas em casa, algumas repassavam imagens via whatsApp , inclusive em grupos internacionais", completou.
Os crimes de pornografia infantil na internet são caracterizados por possuir, armazenar ou transmitir por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente.

Agente penitenciário preso

O presidente da Associação do Sistema Penitenciário do Acre (Asspen-AC), José Janes, disse que um agente foi preso pela PF na manhã desta quinta. 

Segundo Janes, o servidor contou que baixou um programa de pornografia no computador, mas negou que tenha envolvimento com crianças e adolescentes. 

A PF não confirmou se o servidor público é um dos presos na Operação Coré.
"Conversei com ele e com o delegado do caso. 

Ele disse que baixou um programa de computador de pornografia e deixou no computador dele. 

Hoje de manhã foi surpreendido pela polícia. 

Estamos com um advogado da associação acompanhando", destacou.

Operação

O nome da operação faz referência a deusa grega Coré que representava o feminino infantil, a inocência e juventude. 

Coré foi raptada por seu tio Hades com consentimento de seu pai, Zeus, e levada ao seu reino (o mundo dos mortos) onde tornou-se sua esposa e passou a se chamar Perséfone.

O nome Coré, que se refere a imagem arquetípica do feminino infantil que se transforma de forma forçada em mulher, faz alusão as vítimas de abuso que aparecem nos vídeos compartilhados, crianças e adolescentes que perdem sua infância e inocência sofrendo abusos muitas vezes de seus próprios familiares ou com consentimento desses.

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