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segunda-feira, janeiro 23, 2017

Vereadora de Guaíba é presa suspeita de desviar materiais da prefeitura


No início do mês, policia achou grande quantidade de bens na casa dela.
Advogado disse que ela comprou os bens para reabrir pousada com marido.

 

Do G1 RS
Grande quantidade de alimentos apreendida em casa de vereadora de Guaíba, RS (Foto: Reprodução/RBS TV)Grande quantidade de alimentos apreendida em casa de vereadora de Guaíba (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
 
 
Foi presa na tarde desta segunda-feira (23) a vereadora e ex-secretária de Assistência Social de Guaíba Luciana Kubiaki. 

Ela é suspeita de desviar bens como produtos de limpeza, alimentos, brinquedos e material escolar da prefeitura da cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre. 

O material foi encontrado em grande quantidade na casa de Luciana e apreendido no último dia 5.
Vereadora Luciana Kubiaki é presa em Guaíba, RS (Foto: Reprodução/RBS TV) 
Vereadora Luciana Kubiaki é presa em Guaíba (Foto: Reprodução/RBS TV)
 
 
Após receber denúncias de que Luciana havia desviado material da prefeitura, a Polícia Civil cumpriu no último dia 5 um mandado de busca e apreensão na residência da política. 

Lá, chamou a atenção da delegada Sabrina Doris Teixeira, responsável pelo caso, a grande quantidade de produtos estocados. 

A polícia chegou a usar um caminhão para levar os materiais para a delegacia.

Após a apreensão, a polícia deu sequência à investigação e apurou que parte dos bens era endereçada ao município. 

"Constatamos a procedência dos objetos, que são de propriedade da prefeitura. 

Comprovamos porque alguns objetos estavam etiquetados. 

Verificamos pela questão das notas fiscais e licitações que o destino era a Secretaria da Assistência Social, justamente onde ela atuava", disse Sabrina ao G1.
Bens apreendidos em casa de vereadora de Guaíba, RS (Foto: Divulgação/Polícia Civil) 
Bens apreendidos sobre carroceria de caminhão (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
 
 
Entre os objetos encontrados na residência no início do mês, a delegada citou como exemplo 53 pacotes de fermento, 44 caixas de leite e 55 frascos de alvejante. 

Além disso, havia carne suficiente para ocupar dois refrigeradores. 

Caixas com brinquedos e material escolar também foram recolhidas.

"Fora isso, encontramos vários indícios quando fizemos diligências na Secretaria de Assistência Social, onde havia as mesmas marcas de alimentos. 

Encontramos em casas de acolhimento objetos semelhantes aos que estavam na residência. 

Então, de posse destas informações e comprovações, representamos ao Judiciário e foi deferida a prisão", disse.
Materiais de escritório estavam entre os bens apreendidos com vereadora (Foto: Divulgação/Polícia Civil) 
Materiais de escritório estavam entre os bens apreendidos (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
 
 
Luciana foi presa na casa onde morava, após a polícia obter o mandado de prisão preventiva na última sexta-feira (20). 

Ainda segundo Sabrina, a vereadora não prestou depoimento, afirmando que se manifestaria apenas em juízo. 

Ela chegou a sentir um mal estar e ser encaminhada para atendimento médico.

"Ela já foi liberada e deve ser encaminhada nas próximas horas para a Penitenciária Feminina de Guaíba", disse a delegada.

Procurado pelo G1, o advogado José Haussan, que representa Luciana, disse que todos os bens encontrados pela polícia foram comprados por ela e pelo marido, que haviam reaberto uma pousada de propriedade do casal. 

Os bens foram guardados em caixas que tinham o endereço da prefeitura, e por isso, segundo ele, a delegada entendeu que eram de posse do município.

"As compras foram feitas com o cartão de crédito dela. 

Isso já foi provado. 

É uma barbaridade sem tamanho. 

Não se agiu pela lei, se agiu pelo clamor das ruas", protestou o advogado.

Haussan considera a prisão da vereadora "injustificada" porque ela tinha intenção de colaborar com a investigação. 

"A vereadora foi intimada pela delegada Sabrina a prestar depoimento hoje. 

Apresentei-me na delegacia às 13h e estava aguardando a chegada da vereadora, e qual foi minha surpresa que a delegada apareceu com ela conduzida", contou.

Sobre a semelhança entre os bens encontrados na residência, na prefeitura e em casas de acolhimento, Haussan disse que se tratou de coincidência. 

"Latas de azeite são iguais em tudo que é lugar."

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