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segunda-feira, dezembro 26, 2016

Avião da Chapecoense viajou com pouco combustível e excesso de peso, dizem investigadores

Resultado de imagem para Acidente: Lamia AVRO RJ-85 em Medellin, time da Chapecoense a bordo
Caixa preta




O avião da Lamia que caiu levando a delegação do time de futebol Chapecoense no dia 28 de novembro, deixando 71 mortos, viajou com o combustível no limite e com excesso de peso, revelou nesta segunda-feira (26) a Aeronáutica Civil da Colômbia (Aerocivil), em um relatório preliminar sobre o acidente. 



Equipe de resgate trabalha após acidente com voo da Chapecoense (Foto: Jaime Saldarriaga/Reuters) 
 



Segundo o secretário de Segurança Aérea da entidade, coronel Fredy Bonilla, as gravações da cabine de comando mostram que o piloto e o copiloto conversaram sobre a possibilidade de fazer escala em Leticia (Colômbia) ou em Bogotá “porque o avião se encontrava no limite de combustivel”, mas acabaram não fazendo isso. 


“Eles estavam conscientes de que o combustível que tinham não era adequado nem era suficiente”, afirmou Bonilla, acrescentando que durante o voo o piloto, Miguel Quiroga, “decidiu parar em Bogotá, mas mais adiante mudou de ideia e foi direto para Rionegro.” 


Além da falta de combustível, a investigação descobriu que o avião da Lamia levava um peso maior do que o permitido: 500 kg a mais do que o máximo. 

Mas, segundo Bonilla, “esse achado não é um fator prioritário para o acidente em si”. 


A maioria das gravações de áudio apresentadas em Bogotá foram extraídas das caixas pretas que foram examinadas em Londres pelos fabricantes do aparelho, de modelo RJ85, especificou Bonilla, acrescentando que “tudo está baseado em evidências”. 


Segundo a investigação, no plano de voo apresentado pelo piloto no aeroporto de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), a autonomia da aeronave era de quatro horas e 22 minutos, exatamente igual ao tempo do voo, quando deveria ter combustível para um percurso mais longo. 

“Devia ter uma hora e 30 minutos mais [de combustível] do que o tempo de voo”, disse Bonilla.


O avião devia ter também um segundo aeroporto alternativo em seu plano de voo, mas só registrou o de Bogotá, segundo a investigação. 


Outra irregularidade encontrada é que o avião supostamente não estava certificado para voar acima de 29 mil pés, e no plano de voo apresentado à Bolívia foi anotado que voaria a 30 mil pés. 

A aprovação desse plano de voo, portanto, não foi correta, afirmou Bonilla.

Gravidade não foi informada


O relatório revela, além disso, que quando o piloto pediu à torre de controle do aeroporto José María Córdova que lhe permitissem aterrissar, não informou a gravidade de sua situação nem que dois de seus quatro motores já tinham parado de funcionar. 


“Nesse ponto tinham dois motores desligados e a tripulação não fez nenhum relato de sua situação, que era crítica, e continuou relatando de forma normal” à torre de controle, explicou. 


Pouco depois, com um terceiro motor já desligado, se escuta nos áudios como a torre pergunta se precisam de algum serviço adicional em terra por uma possível emergência, e o piloto responde que não. 


Quatro minutos antes do acidente, o quarto motor desligou e se produziu uma falha elétrica total, que foi informada pelo piloto por meio de um sistema primário, já que o restante tinha ficado desconectado por falta de energia. 



Na sua última conversa, o piloto pediu “vetores” enquanto descia sem autorização para aterrissar. 

A torre lhe perguntou então sua altitude e ele informou que ainda estava a 8,2 milhas (cerca de 13,1 quilômetros) da pista, mas não houve resposta por causa do impacto do avião, que aconteceu a cerca de 230 quilômetros por hora.

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