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quarta-feira, novembro 09, 2016

Carisma e uso das redes sociais marcam a era Obama

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Presidente dos EUA chega ao fim do mandato com aprovação de 56%.
 

Obama foi o primeiro presidente a cuidar da sua imagem na internet. 

 

Nos últimos oito anos, o presidente que morou na Casa Branca mostrou um talento que vale ouro para qualquer político. 

Por causa dessa habilidade, Obama chegou ao fim do mandato com uma aprovação de 56%. 

É muita coisa pra quem governou por oito anos. 

Por isso, o Jornal Nacional foi ouvir a opinião de analistas sobre essa popularidade do presidente que está saindo.

Político nenhum canta e dança em público se não achar que isso vai ser útil para imagem dele. 

E os americanos se acostumaram a ver políticos cuidando da imagem na televisão.

Mas Obama foi o primeiro presidente a levar esse esforço para a internet. 

Nas redes sociais, ele e a mulher se divertem na Casa Branca com a visita uma senhorinha de 106 anos. 

Ou deixa que um presidente-mirim de 9 anos ocupe a mesa dele. 

Obama faz careta, brinca com a tradição de o presidente ser o culpado de tudo que dá errado e aí relembra o prazo para inscrição no sistema de saúde, que é a marca do governo dele.

A reforma que Obama promoveu na saúde precisa da adesão dos jovens.


O professor Michael Long, da Universidade de Georgetown, explica: "Para alcançar essas pessoas, você precisa ir aonde elas estão. 

E os jovens estão no smartphone, vendo vídeos na internet".

Obama deu entrevistas longas para jovens que têm milhões de seguidores na internet. 

Glozell Green, por exemplo, perguntou sobre violência policial, reaproximação com Cuba, casamento entre pessoas do mesmo sexo. 

Mas a entrevista não teria feito tanto barulho sem a gafe da entrevistadora. 

Glozell queria presentear a primeira-dama. 

Mas disse: "Esse batom é para a sua primeira mulher". 

E ele: "Primeira mulher? 

Você sabe de alguma coisa que eu não sei?"

Mas o riso fácil, o carisma e a popularidade não renderam apoio político suficiente nesses oito anos. 

Por exemplo, na tentativa de restringir a venda de armas. 

Num discurso, ao relembrar crianças assassinadas numa escola, a frustração transbordou.

É o professor Long quem diz:  "Obama é um orador maravilhoso, mas, no fim, se as palavras não conseguirem mudar opiniões, elas não conquistam nada."

Nesta fase final da campanha eleitoral, o presidente Barack Obama tem usado muito as redes sociais basicamente com dois objetivos. 

O primeiro deles é de consolidar a própria imagem, das conquistas do governo dele. 

O outro objetivo é tentar aumentar os votos, com a popularidade dele, para a candidata Hillary Clinton

Seja quem for o vencedor da eleição, seja quem for o próximo ocupante da Casa Branca, já existe um desafio colocado: como seguir os passos de um presidente tão simpático, com um talento natural até para o humor, sem parecer artificial?

"Eles vão ter que aprender. 

Para cada um, a receita vai ser diferente", diz o professor Long.

Ele explica que Obama deu sorte, porque os Estados Unidos estão num período de relativa estabilidade.

"Da próxima vez que acontecer alguma coisa séria, a sociedade não vai dar espaço para um presidente divertido”, afirma.

Em seus últimos dias no cargo, como em um jantar com jornalistas na Casa Branca, Obama demonstra ainda se divertir com a própria popularidade e com a capacidade de surpreender.

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