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segunda-feira, novembro 21, 2016

Banco pede ao Supremo apreensão de carro de luxo do senador Collor

Bradesco pede Lamborghini por suposta falta de pagamento.
Carro chegou a ser apreendido por ordem judicial e depois devolvido.

 

Renan Ramalho Do G1, em Brasília
Lamborghini do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) é levado apreendido por agentes da PF da Casa da Dinda, residência do senador e antiga residência oficial da época que ele foi presidente, no Lago Norte, em Brasília (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)Lamborghini do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) quando era levado por agentes da PF da Casa da Dinda, residência do senador no Lago Norte, em Brasília (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
 
O Bradesco pediu permissão ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tomar do senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL) uma Lamborghini apreendida em julho do ano passado, na Operação Lava Jato.

O banco alega que a empresa Água Branca, que tem Collor como sócio, deixou de pagar duas prestações, no valor de R$ 39,3 mil cada uma, num financiamento obtido junto à instituição em 2014 para comprar o veículo.

Procurada pelo G1, a defesa do senador não soube informar a atual situação da dívida e disse que ainda não havia tomado conhecimento do pedido do banco.

A Lamborghini, modelo Aventador, ano 2013/2014, foi adquirida por Collor em 2014 por R$ 3,2 milhões. Na época, a empresa do senador quitou a metade do valor e financiou os R$ 1,6 milhão restantes junto ao Bradesco.

Saiba mais:

No ano passado, a Polícia Federal apreendeu a Lamborghini e diversos outros veículos de luxo (um Bentley, uma Range Rover, uma Ferrari e um Porsche) na Casa da Dinda, residência de Collor em Brasília, pela suspeita de que eles foram adquiridos com propinas resultantes de desvios da Petrobras.

No início deste ano, o STF negou um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para vender cinco carros. 

Antes, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, devolveu quatro deles ao senador, incluindo a Lamborghini, para que fossem conservados.

Teori autorizou a devolução na condição de que Collor permanecesse como "fiel depositário", determinando que os documentos dos veículos fiquem retidos no órgão de trânsito, impedindo que ele mesmo vendesse os veículos, que são objeto de investigação.

Assim, a transferência da posse para o poder público só poderia ocorrer ao final do processo, se comprovado definitivamente que o bem foi adquirido com dinheiro desviado.

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