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Aproveitamento do caroço de açaí

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sábado, setembro 03, 2016

Mineradora Vale incentiva identidade cultural local excluindo indígenas Xikrins do Cateté





No final da década de 60, pesquisadores descobriram a maior reserva mineral do mundo, em Carajás, no então município de Marabá. 

Anos depois, o governo federal concedeu à Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), hoje Vale, que na época era estatal, o direito de explorar minério de ferro, ouro e manganês no local, antes habitada por índios Xikrins do Cateté.

Em 1981, deu-se início à implantação do Projeto "Ferro Carajás", quando então, no vale do rio Parauapebas, começou a ser construída a Vila de Parauapebas. 

A notícia da construção do povoado de Parauapebas provocou um intenso deslocamento de pessoas para a área.

Em pouco tempo, o povoado do Rio Verde, apesar das condições inferiores em relação aos padrões do núcleo urbano projetado em Carajás, cresceu descontroladamente.

O movimento comercial também ocorreu rapidamente, justamente na área onde hoje é o bairro Rio Verde. 

A vila, que havia sido projetada para atender até 5 mil habitantes, segundo dados do IBGE, já estava com cerca de 20 mil habitantes.

Os 165 quilômetros de poeira e buracos ligando Marabá à então vila de Parauapebas foram o caminho por onde chegaram os primeiros imigrantes. 

Gente de todo o país, atraída pela grande oferta de trabalho e esperança de riqueza fácil.

Quando observamos no segundo parágrafo do texto a afirmação: "hoje Vale, que na época era estatal, o direito de explorar minério de ferro, ouro e manganês no local, antes habitada por índios Xikrins do Cateté", está mais do que provado que a área que o governo federal cedeu o direito de explorar minério, pertence ao povo indígena Xikrins do Cateté. 

Só que até hoje ninguém sabe como foi que o governo do regime militar, na pessoa do então Presidente da República João Batista Figueiredo, negociou a saída dos Xikrins do Cateté, da região, para entregar de mão beijada, a então Companhia Vale do Rio Doce, já que um dos capítulos do livro do geólogo Orlando Valverde, GRANDE CARAJÁS: Planejamento da Destruição, foi suprimido pela censura da época, que de acordo relato de alguns índios que mantemos contato, não foi de forma pacífica, e que, inclusive, houve até mortes de índios que resistiram abandonar seu habitat. 

A atual mineradora Vale, continua com a mesma política de desprezo da então CVRD por este povo, que historicamente é o único proprietário dessa reserva rica em minérios e valores arqueológicos, quando faz de tudo para apagar definitivamente sua história, quando resolve destruir os sítios arqueológicos compostos por "uma série de cavernas e abrigos de rocha que guardam os segredos de seres humanos que viveram ali há mais de 8 mil anos". 

"Para cumprir com as normas sobre sítios arqueológicos, segundo executivos da Vale, a empresa contratou arqueólogos e uma equipe de espeleólogos, ou estudiosos de cavernas, para estudar a região da mina aberta de Carajás. 

A Vale também adaptou sua proposta de construção para preservar algumas cavernas, enquanto planeja destruir dezenas de outras. 

Embora a Vale reconheça que pelo menos 24 das cavernas a serem destruídas são "de alta relevância", ela declarou que preservará cavernas em outra região do Pará para compensar a perda". (Simone Romero).

Além da mineradora Vale ter contratado arqueólogos e estudiosos de cavernas, tratou de promover um curso de réplicas de peças e fragmentos de cerâmicas (barro) encontradas nas cavernas que oferecem informações do que podem ser os mais antigos estágios de habitação humana na maior floresta tropical do mundo, ajudando a montar o quebra-cabeça de como as Américas foram povoadas, a um grupo de mulheres de Parauapebas, excluindo a participação dos índios Xikrins do Cateté, que deveriam ser os primeiros a ser convidados para o tal curso, principalmente os jovens e adolescentes indígenas para incentivá-los a cultivar a cultura dos seus ancestrais. 

Ao meu vê, isso foi um processo de exclusão de um povo, cuja cultura milenar, é confeccionar utensílios à base de argila (barro) para uso doméstico, a exemplo das cerâmicas marajoara fruto do trabalho das tribos indígenas que habitavam a ilha brasileira de Marajó (Belém, no estado do Pará), na foz do rio Amazonas, durante o período pré-colonial de 400 a 1400 d.C. 

O período de produção desta cerâmica tão sofisticada esteticamente é chamado de "fase marajoara", uma vez que existem sucessivas fases de ocupações na região, cada uma delas com uma cerâmica característica.

Quanto ao nome MULHERES DE BARRO, não pode ser considerado como o surgimento de uma cultura em um município ainda tão jovem como Parauapebas, porque segundo os estudiosos, para um município ter a sua própria cultura, o mesmo tem que ter no mínimo 100 anos de emancipado, o que não é o caso de Parauapebas que só tem 28 anos de emancipação política e administrativa. 

Além do mais, o termo "Mulheres de Barro", é um termo universal, que retrata as mulheres que se dedicam a essa arte milenar muito bonita, em várias parte do mundo.

Não estou desmerecendo o belo trabalho que essas mulheres guerreiras parauapebenses fazem com barro não, estou apenas querendo mostrar para a sociedade, que esta mineradora Vale vive subestimando a inteligência das pessoas e principalmente da população parauapebense.


MULHERES E HOMENS DE BARROS




























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