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segunda-feira, março 12, 2012

ANIMAIS SOLTOS NAS RUAS DE PARAUAPEBAS REPRESENTAM RISCOS PARA A POPULAÇÃO

Fotos: Rui Guilherme

Não é preciso ficar muito tempo nas ruas de Parauapebas para se deparar com animais soltos perambulando por todos os lados da cidade, principalmente cães e cavalos. Isso representa um problema de saúde pública que merece mais atenção tanto do poder público quanto da sociedade.

Com os animais perambulando pelas ruas, a probabilidade de proliferação de doenças é grande, além do risco de ataques e acidentes de trânsito. O problema contribui ainda para a promoção de uma imagem não compatível de uma cidade como Parauapebas. Reclamações não faltam tanto por parte dos moradores quanto dos turistas.

Antigamente, os bichos soltos nas ruas eram recolhidos pela prefeitura, mas agora o próprio órgão diz que não tem abrigo para esses animais. E por falha da municipalidade, a população tem que conviver com essa grande quantidade de cães e cavalos soltos pelas ruas. A situação é mais complexa do que parece, pois não consiste em simplesmente em recolhê-los da via pública...

No Bairro Rio Verde, os moradores sofrem com a presença de cavalos e cães nas ruas. A dona de casa Joana da Silva, 56 anos de idade, diz que sente medo. “Eles saem a qualquer hora para procurar comida e deixam uma sujeira terrível. Fico assustada quando encontro um deles na rua, porque eles são grandes, e por isso faço o possível para evitar passar perto deles”, conta.

O aposentado Eugênio Moreira, de 58 anos, revela que alguns dos cavalos têm donos, mas os bichos são criados soltos pelas ruas. Para Eugênio, esses animais precisam ser vacinados e tratados por veterinários, pois não devem viver soltos assim, colocando fezes nas ruas com vermes que causam doenças difíceis de serem combatidas.

“Esses animais saem em busca de alimento, principalmente durante a noite. Além de revirarem e se alimentarem de lixo, defecam nas ruas e, sem o devido controle sanitário, podem ser fonte de infecções virais, bacterianas, além poderem provocar acidentes de trânsito”, aponta o aposentado.

O Ministério da Saúde orienta até hoje a “apreensão rotineira de cães errantes, sobretudo em áreas endêmicas”. Diz ainda que esses animais devem permanecer no canil público “por prazo não superior a 72 horas – para serem resgatados por seus donos”. Depois deste período, os bichos podem ser “doados às instituições de ensino biomédico ou sacrificados”. Essa orientação técnica está em debate desde a revisão feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a partir de 1992.

CENTRO DE CONTROLE
Procurado pela reportagem para falar sobre o assunto, o diretor de Vigilância em Saúde, Marcelo Monteiro da Silva, respondeu que se encontra em fase de conclusão o projeto para criação e construção do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Parauapebas, para, finalmente, fazer o recolhimento dos animais errantes que perambulam pelas ruas da cidade. O Centro de Controle vai ser construído no Bairro dos Minérios, numa área de 19 mil metros quadrados.

De acordo com o diretor, a prefeitura encaminhou solicitação de verba suplementar ao Ministério da Saúde para ajudar na construção do CCZ e na aquisição dos respectivos equipamentos para o órgão, mas até agora o governo federal ainda não tinha respondido à solicitação.

Marcelo Monteiro assegura que, com exceção dos grandes animais, como cavalos, a Secretaria Municipal de Saúde vem vacinando contra raiva todos os animais errantes que perambulam pelas ruas da cidade, com apoio de uma Ong, cuja campanha deve ser concluída no próximo dia 15 de março.

O diretor de Vigilância em Saúde diz ainda que a razão de existir tantos animais soltos nas ruas é culpa de uma boa parcela de sociedade, que pega os animais para criar e depois abandona os bichos na via pública.

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