Banners


Create your own banner at mybannermaker.com!

Aproveitamento do caroço de açaí

< / a >

quinta-feira, novembro 15, 2007

Senhoras proprietárias do jornal O Regional

Boa noite.
Venho através desta missiva, parabenizar mais uma vez, pela coragem de permitir publicação de debates polêmicos como o que tive a honra de acompanhar por esse bi-semanal, sobre a visita ao Brasil do Papa Bento XVI, como também sobre a declaração do mesmo que "a única igreja que representa a igreja de Cristo aqui no mundo é a católica...", debatido pelo ilustre teólogo e escritor Valter Desiderio Barreto, e dois representantes do Vaticano, onde podemos perceber a falta de competência dos dois representantes da Igreja Católica, debater com o podemos dizer, professor de Bíblia, teólogo Valter, especialmente, o desfecho final do debate, em que o escritor Valter, rechaça todos os argumentos usados pelos mesmos em defesa do "chefe" da igreja católica, com passagens bíblicas sabiamente esplananadas que não permite, nem uma forma de defesa para os tais. Este jornal está de parabéns por ter em sua coluna, um articulista com um grande preparo não só intelectual como teológico como esse escritor Valter Desiderio Barreto. Se for possível, gostaria que essa minha carta fosse publicada neste jornal, porque me tornei fã e leitora assídua do mesmo, desde que uma amiga minha que mora aí nesta região do Pará, me envia exemplares do mesmo toda vez que circula. Sou daqui do Rio Grande do Sul, moro em Porto Alegre, mas admiro essa nossa região do norte do Brasil que tem se destacado com pessoas tão inteligentes e sábias como o sr.Escritor Valter Barreto.
Meu grande abraço.
Adriana Silva

Prezado articulista

Valter Desiderio Barreto.
Boa noite.
Não resistir em avitar escrever-lhe essa mensagem, depois que lí seu debate com o representante da igreja Católica, no jornal O Regional desta região onde moras. Me reservarei no direito de declinar minha formação acadêmica, e o que faço da vida, apenas quero manisfestar-lhe meus sinceros votos de parabéns e pelo brilhante argumento que usas embasado na Bíblia Sagrada, para rechaçar todo argumento médiocre e sem nenhuma base teológica e até mesmo bíblica, do representante da Igreja Católica, Sr. Frater Daniel. Quem lê seus argumentos e os dele, logo nota a pobreza de conhecimento e ignorância no que diz, inclusive, o mesmo, se torna descortêz com o amigo, colocando em dúvida sua capacidade, por questões de erros de concordância, o que não desmerece o seu profundo conhceimento das Sagradas Escrituras. Como sempre o Vaticano procurou esconder do povo do mundo inteiro as verdades da Bíblia, não seria agora que eles se dobrariam aos interesses de um povo em ser instruídos de forma correta a respeito dos verdadeiros ensinos desse livro magnânimo, cujos os argumentos, são irrefutáveis. O Senhor está de parabéns mais uma vez repito, pela contribuição dada a tantas pessoas e leitores desse democrático jornal, cujo o proprietário, ou proprietários, dão um grande exemplo de coragem, em permitir um debate deste nível, mexendo com o vespério daquela que se julga a maior potência religiosa no mundo, que é a "Santa Sé", que muitos crimes cometeu ao longo da história, numa demonstração de intolerência por parte daqueles que não aceitaram suas mentiras que são pregadas até hoje. E a sua coragem de não se intimidar com a ostentação do poder que a mesma ostenta, me faz reportar aos grande mártires do verdadeiro cristianismo vivido pelos autênticos cristãos de outrora, que não se intimidavam com as ameaças e até mesmo a morte que lhes eram impostas por aqueles que se diziam "pais" da Igreja. Tive a honra e o privilégio de ler esse tão importante jornal que percebe-se que seus proprietários não estão preocupados em apenas ganhar dinheiro, mas de também prestar um relevante serviço aos seus leitores, através de uma pessoa amiga que mora aí na região e que é uma obstinada leitora e assinante do mesmo, e que sempre envia exemplares prá mim aqui em Porto Alegre. Na oportunidade, quero mais uma vez parabenizar os proprietários desse bi-semanal e que continue agindo dessa forma, permitindo que pessoas tenham acesso a temas discutidos com tanta responsabilidade e competência como foi demonstrado pelo senhor. Já tirei várias cópias do tema debatido e distribuir para várias pessoas aqui no Sul e estou também enviando por e-mail. Coisas boas assim, tão raros no mundo de hoje, quanto mais a gente divulgar, melhor. Deus lhe abençoe e continue com essa disposição de desmascarar a farsa pregada ao longo dos séculos pelo Clero Romano, e lhe proteja também de um possível revide fisicamente falando. Está de parabéns também este estado, que comporta no mesmo, um jornal que tem a coragem que a maioria existente no Brasil não tem de trazer a público, temas tão polêmicos e controvertidos como o que o senhor não se intimida em discutir. Nosso país é valioso por isso, porque tem pessoas do quilate e sapiência que o senhor tem. Concluo, essa minha modesta mensagem a título de estímulo para que o senhor continue sendo o que é, útil a humanidade da seguinte forma: O SENHOR É UM VERDADEIRO SÁBIO, PORQUE TEM A SABEDORIA DE DEUS NA SUA VIDA.
Um grande abraço.
Sua fã desconhecida,
Adriana Silva
Um grande abraço.
Sua fã desconhecida,
Adriana Silva

Olá meu grande amigo articulista Valter!

Boa noite.
Estou lhe enviando essa mensagem para lhe dizer que estou sentindo falta de seus artigos e seus debates no jornal O Regional que tenho recebido aqui em Porto Alegre. Tenho me sentido desapontada em relação as materias publicadas neste jornal (O Regional) sobre homossexualismo, e não vejo ninguém contestar tal assunto, deixando transparecer que tal prática sexual é normal e que todos nós somos obrigados por força de lei, aceitar que nossos filhos recebam orientação até mesmo nas escolas, que ser homossexual é normal e até incentivarmos os mesmos a optarem por essa forma de conduta que apesar de milenar, mas condenada por Deus, tanto que Sodoma e Gomorra, foram destruídas pela ira de Deus através de dois anjos, por Ele não admitir que as criaturas que Ele criou de forma normal com o objetivo de ambos perpetuarem a raça humana através da procriação, agora esta se pervertendo e promovendo uma desordem entre os seres humanos em relação a essa forma de relação sexual diabólica que deve ser repudiada por todos os povos. Não estou dizendo que tais pessoas que praticam o homossexulaismo devam ser agredidas e perseguidas, porque sou contra a toda forma de agressão, o que não podemos aceitar é que autoridades imponha a sociedade através de leis que nos calemos e nos proibam a discordar dessa orientação pervertida sobre relacionamento sexual entre as pessoas e até mesmo interferirem na orientação que devemos dar aos nossos filhos.
Não sei qual a posição dos proprietários deste jornal em relação a esse assunto, talvez sejam mais tolerantes a esse tema do que foram com a questão do Vaticano e o Papa que permitiram o senhor debater de forma tão sábia e convicente, na verdade não sabemos quais os reais interesses que estão por trás dos bastidores da imprensa quando a mesma não permite que o cidadão comum, o leitor, tenha acesso a um determinado tema para emitir seu conceito e sua opinião a respeito do mesmo. Não vou pedir que publiquem essa minha manifestação, porque a última vez que solicitei que publicassem uma pequena mensagem minha, nem se quer satisfação me deram, não sei se foi porque na minha mensagem eu elogiava a sua pessoa como uma das pessoas mais sábia e inteligente, um verdadeiro mestre no conhecimento teológico que demonstras ter no seu embate com os sacedotes católicos, ou porque este jornal não publica correspondências de leitores de outros estados. Mas de qualquer forma, deixo aqui o meu apelo para que apareça alguém do seu nível de conhecimento e sabedoria para questionar a questão da "homofobia" que de forma tão inistente este jornal tem divulgado sem nehuma contestação, o que é uma pena, porque os leitores do mesmo, ficam privados de saberem o que as demais pessoas pensam a cerca desse tema que a cada dia está conquistando espaço na televisão, cinema e jornais como se fosse um comportamento que deve ser encarado normal entre seres que Deus criou para dar continuidade a Sua criação de forma pefeita e deturpada pelos mesmos. Para concluir quero deixar apenas uma pergunta. Como a raça humana se perpetuaria caso Deus tivesse a intenção de criar seres humanos destinados a manterem relação sexual com pessoas do mesmo sexo?
Um grande abraço meu grande amigo Mestre e Teólogo, Valter Barreto, que aprendi admirá-lo mesmo nessa distância que nos separa, porém com grande esperança de um dia ter o privilégio de conhecê-lo pessoalmente. Sua amiga virtual gaúcha Adriana Marques da Silva - Doutora em Ciências Humanas e PHD em Antropologia.
Um grande abraço meu grande amigo Mestre e Teólogo, Valter Barreto, que aprendi admirá-lo mesmo nessa distância que nos separa, porém com grande esperança de um dia ter o privilégio de conhecê-lo pessoalmente.
Sua amiga virtual gaúcha Adriana Marques da Silva - Doutora em Ciências Humanas e PHD em Antropologia.

sexta-feira, setembro 07, 2007

COMO DEUS VÊ O HOMOSSEXUALISMO

Lendo o perfil de Ana Cristina que foi publicado no bi-semanário O Regional do dia 5 a 10 de setembro de 2007, me chamou a atenção para algumas declarações que a mesma dera para seu entrevistador, e que nesta oportunidade, gostaria de emitir minha opinião sobre o que a Cristina declara, já que "quem diz o que quer, ouve ou que não quer" e que cabe a qualquer pessoa emitir opiniões, conceitos e até juízo de valores sobre o que alguém pratica ou diz publicamente, excetuando-se apenas, quando tais comportamentos são de caráter privativo, ou seja, lá dentro de suas "4 paredes", na sua privacidade, mas a prtir do momento que alguém torne público suas opiniões ou atitudes, pertencem a todo mundo, porque tais atitudes passam a ser de domínio público. Então vamos lá, vou começar, transcrevendo algumas de suas afirmações ou "cobranças".
O Regional-Como você defende a classe GLS?
Ana Cristina - Sempre prezei pelo respeito, pelos direitos das pessoas menos favorecidas da sociedade, assim como sua luta pelos direitos, respeito e dignidade de Gays e Lésbicas na sociedade. Até porque essas pessoas têm que ser tratatadas como as outras, pois não são diferentes, muito pelo contrário, vivemos do mesmo jeito e queremos respeito da mesma forma que as outras pessoas têm.
Há anos atrás a homossexualidade era considerada uma doença, um distúrbio ou uma disfunção. Felizmente este conceito mudou e hoje vemos gays, lésbicas, bissexuais a viverem a sua sexualidade de forma saudável digna e respeitosa. Para além desta mudança também hoje encontramos transgêneros a verem sua identidade de gênero reconhecida. O problema é que o preconceito ainda existe...".

O Regional - Quais as coisas indispensáveis em sua vida?
Ana Cristina - Para mim o dinheiro não é tudo. Poder é definido como uma saúde perfeita, para com isso fazer tudo o que gosto. Deus é tudo; família e trabalho para mim é um alicerce; A fé é definida como a força que vem da alma de cada um...;"
Vou parar por aqui e transcrever o que a Bíblia diz sobre as opiniões dessa jovem que representa o universo gay feminino e masculino.
"...e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente.Amém. Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram a o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário a natureza(relação sexual com mulheres, lesbianismo); semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher(relação sexual com mulheres), se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens(homossexualismo, gay), e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem cousas inconvenientes...Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais cousas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem". Romanos, capítulo primeiro, versos 23 a 32. O texto que transcrevemos da Bíblia, desmente todo argumento da Ana Crsitina e também a qualquer pessoa que mesmo que não tenha vocação para o homossexualismo, porém aprovam essa pratica abominável aos olhos de Deus. Isso não se trata de intolerância quando questionamos, trata-se exclusivamente de estarmos ao lado de Deus. Não se trata de discriminação a gente não comungar com tais prática e movimentos que promovem essa abominação que resultou na destruição de Sodoma e Gomorra, conforme registro bíblico, se trata de obediência aos princípios de Deus. Inclusive essa tal de "Parada Gay", constitui-se em uma afronta a Deus, um verdadeiro deboche dos princípios de Deus e um grande desrespeito a base sagrada da família. Porque não se pode constituir família com duas pessoas do mesmo sexo. A Bíblia diz que "Macho e fêmea, Deus criou", e "por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" Gênesis, capítulo 2, verso 24.Se Deus aprovasse o homossexulaismo, Ele diria assim: "Portanto, deixará a pessoa seu pai e sua mãe, e se unirá a outra pessoa e ambos serão um só corpo e uma só carne". Para concluir quero transcrever a sentença que Deus tem para aqueles que continuam desobedecendo a Sua Palavra registrada em Primeiro Coríntios, capítulo 6, versos 9 e 10: "Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis; nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem EFEMINADOS, nem SODOMITAS, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus". Se alguém desejar me processar por discriminação, pode me processar, só que a própria justiça, terá que me condenar juntamente com Deus, jesus Cristo, os Profetas da Bíblia e os Apóstolos de Cristo Jesus, porque todos eles, pregavam a Palavra de Deus, comabatendo todas as práticas humanas abomináveis por Deus. Coloquem a Bíblia Sagrada no banco dos réus também. Examinem as Escrituras antes de me sensurarem e me condenarem achando que estou sendo intolerante e estou discriminando. Apenas, estou cumprindo o meu papel de alertar a todos acerca daquilo que Deus nos orienta, Ele ama o pecador, porém, odeia o pecado. Não tenho nada contra as pessoas que praticam o homossexualismo, porém, me recuso a apoiar tais atitudes e amovimentos em busca da defesa de direitos de práticas abomináveis diante de Deus, em nome de uma liberdade que não passa de libertinegem e promiscuidade.
Valter Desiderio barreto-Escritor/teólogo e pós-graduado em psicanálise. e-mail: valterbt@gmail.com

quinta-feira, setembro 06, 2007

Redivisão do Brasil

Embora eu seja contra esse movimento de redivisão dos estados brasileiros, exatamente pelo fato dos maiores interessados em criar novos estados sejam os políticos e/ou interessados em migrarem para a vida pública, não poderia deixar de publicar neste blog esta análise que se segue tão profunda feita pelo professor Edmilson Sanches que remete a uma reflexão.
Quando o assunto é redivisão territorial do Brasil, as pessoas que são contra sacam logo do bolso dois únicos argumentos: 1) vai aumentar a roubalheira, a corrupção; e 2) o país não tem dinheiro para pagar a sua parte da conta (construção, instalações, equipamentos e manutenção de órgãos governamentais e remuneração de servidores).
Sou defensor da redivisão, mas não é isso o que me leva a concluir o quanto esses argumentos são frágeis, ou, no mínimo, apressados. Em relação à corrupção e roubalheira em novos estados, vale lembrar que elas têm a idade do ser humano - que sempre quer mais, mesmo quando se encontra no paraíso. Se o volume de roubalheira e corrupção, calculado em reais ou em dólares, fosse vinculado à redução das endodivisões (redivisão dos estados), São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília sequer existiriam, ou tornariam ao estado de natureza. Neste país se rouba do povo desde sua descoberta - basta citar os quase R$ 700 bilhões em corrupção e desperdício levantados em reportagens do jornal “O Dia” (RJ) em 2002.
Quanto à inexistência de recursos para implantação dos novos estados, diga-se que grande parte do dinheiro que a União investiria (é isso mesmo: investimento, não gasto) retornaria aos cofres do Tesouro Nacional. São altos os impostos incidentes sobre os materiais de construção (perto de 40% no cimento, na tinta e no vaso sanitário e 37% no tijolo). E mais impostos sobre os móveis, as instalações e até o material de expediente e, em especial, sobre a folha de pagamento dos funcionários. Em uma casa popular de R$ 45 mil os impostos “comem” R$ 22.275,00.
Some-se a isso o custo do consumo, os tributos embutidos nos preços dos bens, produtos e serviços pagos com a massa salarial e outros ganhos - impostos que vão de 18% na carne e no feijão, 40,5% no açúcar, a até 56% na cerveja e 83% no litro de cachaça.
Portanto, vale repetir, se o governo federal investir R$ 1,9 bilhão em cada novo estado, ele teria esse valor de volta logo, logo, e com “juros”, pois a nova dinâmica econômica que se desenvolveria na nova unidade federativa aumentaria o bolo dos impostos para os cofres públicos, sem falar nos ganhos indiretos que viriam com a redução de gastos em assistência social, saúde, bolsas-isso e vales-aquilo, já que grande parte da população ficaria ao abrigo de atividades produtivas (assalariados, autônomos, empresários e empreendedores, além de parte no serviço público).
Economistas, sociólogos e outros pesquisadores e estudiosos têm um campo desafiador nesse assunto: o quanto retorna, para a União, do dinheiro investido na instalação de um novo estado.
O economista Roberto Limeira (raro caso de razão e paixão na pesquisa e estudos sobre o tema) mostra por A + B, ou melhor, com todos os números: menos de dois e meio por cento (R$ 12 bilhões) do meio trilhão de reais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC, do governo federal), aplicados na criação de seis estados (Araguaia, Carajás, Gurguéia, Maranhão do Sul, São Francisco e Tapajós), gerariam nessa área (incluindo-se o Estado do Tocantins) um milhão de empregos e riqueza (PIB) de R$ 60 bilhões (atualmente, já são gerados R$ 40 bilhões).
Somente com os impostos e divisas de exportação, em apenas dois anos a União teria o retorno de todo o investimento feito, sem falar nos ganhos sociais, políticos, de auto-estima, de consolidação do território nacional e a repercussão econômica e social nos demais estados, sobretudo os do Sul-Sudeste, que venderiam mais para os novos “irmãos” e “desinchariam” parte de sua população, com a volta de muitos brasileiros para suas origens nortistas e nordestinas.
Geopoliticamente, dividir não é fragmentar, mas consolidar. Se a sede de dinheiro e poder, se os sem-moral e os sem-vergonha da política se aproveitam do sonho da redivisão territorial para cometer seus crimes, onde está a culpa: no sonho ou no vagabundo político que sordidamente se assenhoreia dele? Ora!... Contra a corrupção (e outros crimes) devem agir Justiça, polícia, Ministério Público... e a cidadania vigilante.
Se essas estruturas não são eficazes a ponto de prender esses políticos bandidos, reaver o dinheiro e conter a sangria desatada que vitima o povo, então é bom diagnosticar as razões da ineficácia, receitar o remédio e controlar sua administração (sem trocadilho).
Dividir mais para administrar melhor tem sido tendência e realidade no mundo inteiro. Só os que não se dedicam um pouco mais ao estudo, acompanhamento e análise podem se assentar em bases tão pouco sólidas quanto as alegações de falta de dinheiro e excesso de corrupção como fatores inibidores da redivisão territorial.
Nem o nosso planeta agüentou ser uma terra só. Saiu da condição de Pangéia, dividiu-se em dois supercontinentes e, no momento, são seis continentes. Até o começo do século 20 existiam pouco mais de 70 países. Agora, são quase duzentos. O que a Geologia começou, a Geografia confirmou: dividir faz bem - e a religião e a Filosofia ratificam. Divisão não é o mesmo que apropriação, corrupção. A redivisão territorial é a mais rápida e mais segura forma de promoção do desenvolvimento, de inclusão social. Com roubos e tudo.
A França, país quase do tamanho da Bahia, tem hoje 96 estados (départements), mais quatro além-mar e mais de 36 mil municípios (comunas). Quase 16 vezes maior do que o território francês, o Brasil existe com seus 26 estados e um distrito federal e menos de 5.700 municípios. Os Estados Unidos, com apenas 9% a mais de área que o Brasil, têm 51 unidades federativas e cerca de 30 mil cidades. A Alemanha, com 356 mil km2 (apenas 7% a mais que o Maranhão), tem 16 estados e mais de 12 mil cidades. A Espanha, com 505 mil km2 (bem menor que Minas Gerais), tem 50 estados (províncias) e oito mil cidades, total este semelhante ao da Itália, país com 301 mil km2, bem menor do que o Goiás.
Do “A” do Afeganistão ao “Z” do Zimbábue, a correlação entre área territorial e quantidade de estados (ou similares) encontra no Brasil o país de mais injusto desequilíbrio, especialmente quando a isso se juntam as desigualdades socioeconômicas.
A revista "Veja", que trouxe em 15/08/2007 um texto do paulista e paulistano Roberto Pompeu de Toledo (“O Maranhão do Sul na Wikipédia”), talvez não abrigue réplicas em igual espaço - é a força da “ditadura” e do monólogo dos veículos de comunicação bem sucedidos, que impõem, quase sem reserva, o poder de sua mensagem para o resto do país e para leitores nos quatro cantos do mundo, ouvindo quase nada a população, mesmo quando o assunto tem importância vital sobre o presente e futuro dela.
O articulista Toledo talvez não saiba que a luta pela redivisão do lado sul do Maranhão tem mais de 180 anos. Que nossas riquezas naturais e culturais, a capacidade desbravadora e empreendedora de brasileiros de todo o país e de estrangeiros de todos os continentes fizeram progredir essa região e ainda vão transformá-la em referência de desenvolvimento. É o “estado de espírito” enriquecido com o “espírito de estado”.
Além de estarem incorretas as referências do artigo do sr. Toledo, elas pecam ao afirmar que o Estado do Maranhão do Sul, quando criado, “irá para a rabeira [sic]”. Não irá. Como também não foram o Tocantins e o Mato Grosso do Sul. Pois saiba que a parte sul do Maranhão tem riquezas naturais, geografia estratégica e outras vantagens comparativas e competitivas. O que falta - e disso o Brasil é cheio - é decisão política para promover o desenvolvimento regional com envolvimento do capital humano intelectual e social aqui formado ou que para aqui se transferiu.
Quem é contra a redivisão talvez deseje que o Brasil volte a ser um conjunto de capitanias. Talvez a paulista e paulistana “Veja” e o paulista e paulistano Toledo não se opusessem ao retorno de São Paulo ao território do Rio de Janeiro, a cujo governo “ficou sujeito, tanto administrativamente como no Judiciário”, como anotou Ildefonso Escobar. Ou, alternativamente, São Paulo reintegre-se ao território da Bahia, de cujo governo “ficou dependente” também.
Talvez os paranaenses não se importem se seu estado voltar a pertencer a São Paulo. Talvez os paulistas não se incomodem (afinal, tudo é Brasil) de devolver ou buscar consideráveis glebas dos territórios de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Talvez a capital Curitiba e o Estado de Santa Catarina voltem correndo para se reincorporar ao estado paulista. Talvez o Rio de Janeiro queira de volta a São Paulo que por algumas vezes lhe tiraram, em um puxa-encolhe que, como sanfona, resfolegou, veio e voltou do século 16 ao século 18.
O Maranhão do Sul será uma realidade - não por força de “jogadas” de enfraquecimento político que nunca existiram. O Maranhão do Sul, mais dias menos dias, virá - não por birra inútil ou vontade fútil. Não. Ele acontecerá como parte do debate nacional e da tendência e prática internacional de dividir mais (o território) para dividir melhor (seus recursos entre os cidadãos). Nesses momentos - e também nos demais -, a corrupção não deve ser entendida como regra, mas como anomalia. Ela é um desvio do caráter humano, não uma característica da gestão da coisa pública, da ciência administrativa.
Em sonho, em lutas, em riquezas materiais, em potencialidades de toda ordem, o Maranhão do Sul é grande. É maior do que a ignorância daqueles que, por falta de interesse ou oportunidade, ainda não sabem do que estão falando. Ou escrevendo.
EDMILSON SANCHES, jornalista e consultor, com pós-graduação nas áreas de Administração, Comunicação e Desenvolvimento, e diversos livros publicados. Contatos: edmilsonsanches@uol.com.br ou esanches@jupiter.com.br

terça-feira, setembro 04, 2007

ANULAÇÃO DA VENDA DA COMPANHIA VALE DO RIO DOCE

Eu não concordo com esse movimento da anulação da venda da Companhia Vale do Rio Doce, porque o que está por trás desse tal movimento fracassado, não tem nada a ver com o que seus organizadores tentam justificar para o povo brasileiro. Na verdade, a Vale nunca foi e nunca será "nossa", porque no tempo que a mesma era administrada pelo governo federal, só findava o ano no vermelho, pelo fato da mesma servir apenas de "cabide" de empregos para os militares do Exército da reserva e também, para os parentes e "protegidos" dos políticos que pertenciam a base do governo federal. Para quem não sabe, nessa época, a Vale não investia quase nada na região, e a barreira colocada na entrada da mesma que dava acesso a Serra dos Carajás, só passava quem prestava algum tipo de serviço à mesma, ninguén da comunidade podia ultrapassá-la, e quando alguém desejava visitar o parque natural da Serra Norte, passava pela maior humilhação e vexame, era como se nós brasileiros, moradores ao pé da Serra, fossemos estrangeiros, além de sermos humilhados pelos inúmeros funcionários da Vale, que dificilmente descia a sede do município, numa verdadeira discriminação a população do município de Parauapebas, como se todos na cidade estivesse contraídos com doenças infectocontagiosa. Só depois que a Companhia Vale do Rio Doce tornou-se uma empresa privada, foi que as coisas mudaram para melhor, não só na região, como no Estado. A mesma tem investido no social não só na região onde explora minérios, como na capital paraense, só não vê quem não quer enchergar. O fato de se alegar que a empresa investe pouco daquilo que ganha com a exploração dos diversos minérios extraídos do solo paraense, é outra história. Isso não seria nenhum motivo para se desencadear esse movimento imbecil, usando o pretexto de que a Vale foi privatizada pelo governo de FHC, por preço de banana, porque na minha concepção, se a mesma fosse entregue de graça aos seus atuais proprietários, ainda assim sairia caro, exatamente pelo fato do governo federal não ter tido a competência de estruturar a região onde a Vale do Rio Doce atuaria, transformando hoje essas regiões, principalmente Parauapebas, em bolsões de miséria pela invasão de forma indiscriminada de cidadãos que migram para cá sem nenhuma estrutura financeira e profissional, que não tem gestor competente no mundo que possa administrar bem o município e nem resolver os problemas sociais que dominam a cidade que recebe por semana, mais de 40 (QUARENTA) famílias vindas de toda parte do Brasil em busca de oportunidades de trabalho e sobrevivência. A Vale tem feito sua parte sim, mas é bom lembrar, que nenhuma empresa privada tem obrigação de arcar com as responsabilidades que são atribuições do poder público, até porque, as empresas pagam seus impostos de acordo suas produções. Agora se esse movimento tivesse como objetivo, esclarecer a população brasileira e o mundo, sobre a catástrofe futura que a Companhia Vale do Rio Doce, está provocando com a destruição do meio ambiente e a depredação da natureza para as futuras gerações, eu seria um dos primeiros a encabeçar esse famigerado movimento mas como eu tenho consciência que o objetivo de quem está por trás disso, são outros que não correspondem aos interesses da maioria da população brasileira, não só me recuso a participar como também não voto a favor da ANULAÇÃO DA VENDA DA COMPANHIA VALE DO RIO DOCE.
Valter Desiderio Barreto-Pioneiro no município de Parauapebas desde a década de 80, professor/escritor e teólogo.

sexta-feira, agosto 17, 2007

blog do valter desiderio

Valter Desiderio Barreto, natural de Salvador, Bahia, formado em teologia com especialização em psicologia, sociologia e filosofia, escritor, com duas obras publicadas, nascido em 26 de fevereiro de 1953, adotou o estado do Pará como sua segunda terra natal, como pioneiro no município de Parauapebas na década de 80, sendo o primeiro professor de nível superior em área humanística no Colégio de Primeiro e Segundo Graus General Euclydes Figueiredo, lecionando 7 disciplinas na ocasião por falta de professores qualificados, dentre as disciplinas ministradas, Psicologia, Filosofia e Sociologia, trabalhou na Companhia Vale do Rio Doce no departamento denominado Assessoria de Segurança e Informação(ASI) em parceria com o antigo SNI e a Polícia Federal, visto que naquela época, a região era considerada área de Segurança Nacional. Foi Delegado de Polícia substituto, Escrivão, fiscal de terras, implantou o primeiro comissariado de menores juntamente com a Juíza Marta Inês, implantou o segundo jornal escrito juntamente com o Janês Piva de nome, "Correio do Povo", participou dos diversos movimentos no combate a corrupção da administração do ex-prefeito Faisal Salmen. Atualmente é diretor presidente do jornal "Boca no Trombone", e está desenvolvendo um projeto inédito no Pará, no Brasil e no mundo com grãos de açaí, confeccionando diversos produtos com os mesmos, como tapetes, porta-retratos, jarros, mesas, cadeiras, armários e até casas com essa matéria prima que é jogada fora o ano inteiro no lixo. Como membro do Greenpeace, vê uma grande possiblidade de dar sua pequena contribuição no combate a destruição do meio ambiente que tanto serve aos seres humanos.